MPMA investiga suposto abandono de obra na Maiobinha

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR, 21 de abril de 2026 — O Ministério Público do Maranhão instaurou um Inquérito Civil Público para investigar violações contra consumidores do empreendimento Villa Club Plazza. A obra está localizada no bairro Maiobinha, em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. A promotora de Justiça Sílvia Menezes de Miranda, titular da 5ª Promotoria do município, assinou a portaria que formalizou a medida. O órgão aponta indícios de abandono da obra pela empresa Nissi Construções. Além disso, há falta de resposta quanto ao acionamento de seguro junto à Caixa Econômica Federal para retomada dos serviços. Compradores também relataram cobranças de encargos e seguros, mesmo com a paralisação do projeto.
Casos de síndrome respiratória avançam em crianças no MA

MARANHÃO, 21 de abril de 2026 — O levantamento do InfoGripe indica aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças menores de dois anos no Maranhão. A informação consta no mais recente boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O avanço atinge também as regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe e do Procc/Fiocruz, explica que o vírus sincicial respiratório (VSR) impulsiona esse aumento. O VSR causa a maioria das hospitalizações nessa faixa etária. Ele é uma das principais causas de bronquiolite. O Maranhão está entre os estados com aumento de ocorrências relacionadas ao VSR. Além dele, todo o Centro-Oeste e parte do Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo) registram altas. Diversos estados do Norte (Acre, Pará, Tocantins e Roraima) também entram na lista. No Nordeste, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia completam o grupo.
Brasil tem 3º menor preço de cigarro da América do Sul

BRASIL, 21 de abril de 2026 — O Brasil mantém o 3º menor preço de cigarro da América do Sul, mesmo depois de o governo federal elevar o valor mínimo do maço de R$ 6,50 para R$ 7,50 em 2026. A medida foi definida por decreto e integra a política de controle do tabagismo, com aumento de preços e tributação para reduzir o consumo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o preço médio do maço vendido no Brasil é de US$ 1,32. Só é mais caro do que no Paraguai (US$ 0,46) e na Bolívia (US$ 1,09). O valor mais alto é o do Equador, US$ 6,00. Nos últimos anos, porém, os reajustes ficaram interrompidos. O preço mínimo permaneceu em R$ 5 de 2017 a 2023, subiu para R$ 6,50 em 2024 e agora foi ajustado para R$ 7,50. Segundo o governo, a atualização também busca reforçar a arrecadação e compensar custos relacionados à política energética, incluindo subsídios ao querosene de aviação e ao biodiesel. Dados do relatório Vigitel, divulgado em 2025 pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) em parceria com o Ministério da Saúde, indicam que o percentual de beneficiários de planos de saúde que fumam no Brasil caiu de 12,4% para 6,8% de 2008 a 2023, uma redução de 5,6 pontos percentuais.
Brasil é o 2º país que mais busca por remoção de tatuagens

BRASIL, 21 de abril de 2026 — O Brasil registrou um aumento histórico na procura por remoção de tatuagens. Em 2025, mais de 275 mil pessoas buscaram o procedimento no país, alimentando um setor que já movimenta cifras milionárias. O custo pode chegar a R$ 100 mil em casos mais complexos, conforme tamanho, cor e profundidade do desenho. Um estudo da PrePly aponta que cerca de 275 mil brasileiros se interessaram pela retirada de tatuagens apenas no primeiro semestre, colocando o país na segunda posição entre as nações que mais buscam o procedimento, atrás apenas dos Estados Unidos. Cerca de 37% dos brasileiros possuem ao menos uma tatuagem, e aproximadamente um quarto das pessoas se arrepende de pelo menos uma delas, segundo estudo do Pew Research. PREÇO PARA REMOVER TATUAGENS O valor por sessão simples varia entre R$ 300 e R$ 1.000 no Brasil. Como são necessárias várias sessões para um resultado satisfatório, o custo total pode ultrapassar R$ 3.000, chegando a R$ 10.000 para tatuagens média e coloridas. Remover um corpo inteiramente coberto de tinta é um projeto de anos, e de orçamento equivalente ao de um carro popular. Analistas ligam esse interesse a mudanças no comportamento e à busca por uma imagem mais neutra, principalmente no ambiente corporativo, além de mudanças nas crenças e nos costumes. A procura por remoção também está ligada entre aqueles que fizeram tatuagens nos anos 1990 ou com idade abaixo de 18 anos. Muitas dessas tatuagens, além de ficarem fora de moda, foram feitas de forma impulsiva ou com técnicas que não resistiram ao tempo. Entre os famosos, a tendência também se deu em nomes como como Anitta, João Guilherme, Deborah Secco e Bárbara Evans, que removeram ou cobriram tatuagens. O mercado global de remoção de tatuagens foi avaliado em US$ 1,29 bilhão em 2025 e deve crescer a um CAGR de quase 16% até 2034, chegando a US$ 4,87 bilhões. Os procedimentos a laser respondem por mais de 67% do setor.
Procurador faz empréstimo milionário para investir no BRB

SÃO LUÍS, 21 de abril de 2026 — O procurador do município de São Luís, Daniel de Faria Jerônimo Leite, contratou um empréstimo de R$ 93,7 milhões para investir no BRB, em abril de 2025. A operação financiou a aquisição de participação acionária por meio de fundo ligado a investidores. Documentos apresentados pelo banco em ação judicial indicam que a transação fez parte de um conjunto de movimentos para alterar o controle da instituição. A investigação técnica conduzida pela Kroll, empresa contratada pelo banco, aponta que o procurador teria atuado como intermediário em nome de outros investidores. Segundo o levantamento, o grupo organizou compras pulverizadas de ações com o objetivo de viabilizar negociações envolvendo carteiras de crédito problemáticas ou inexistentes. De acordo com informações divulgadas, os aportes no BRB ocorreram em duas fases, denominadas ACP 1 e ACP 2, entre 2024 e 2025. Na primeira etapa, investidores que já possuíam participação adquiriram novas cotas. Em seguida, esses ativos foram transferidos para fundos ligados aos investigados, como o Verbier e o Borneo. Na fase seguinte, esses fundos ampliaram a presença no capital do BRB com apoio de estruturas associadas ao chamado “ecossistema” do Banco Master. Dessa forma, o arranjo permitiu a continuidade das aquisições por meio de diferentes veículos financeiros, mantendo a estratégia de expansão da participação acionária. A investigação também mostra que o procurador formalizou o empréstimo com taxa equivalente a 140% do CDI. O valor foi direcionado à compra de cotas de um fundo que havia adquirido ativos do Verbier. Em dezembro de 2025, ele registrava cerca de 2,2% das ações do BRB. O banco sustenta, na ação em tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, que o procurador não possuía capacidade financeira compatível com a operação. Segundo o BRB, ele declarou ao Banco Central renda mensal de R$ 35 mil e patrimônio aproximado de R$ 6 milhões. Em fevereiro, a Justiça determinou o bloqueio das ações vinculadas aos investigados. A medida atingiu os papéis atribuídos ao procurador, que somavam mais de 10 milhões entre ações ordinárias e preferenciais. Na ocasião, o conjunto era avaliado em cerca de R$ 50 milhões.
Senado gasta R$ 314 milhões com plano de saúde vitalício

BRASÍLIA, 20 de abril de 2026 — Em uma análise dos benefícios concedidos pelo Plano de Saúde do Senado, os dados mostram que, ao longo dos últimos 12 anos, a assistência médica destinada a senadores, ex-senadores e seus dependentes consumiu R$ 314 milhões em valores corrigidos. Entre os favorecidos, figuram nomes como Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Eduardo Suplicy, Fernando Collor e Marta Suplicy. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino teve seu acesso ao plano garantido depois de permanecer apenas 21 dias no mandato de senador em 2023, antes de se licenciar para assumir o Ministério da Justiça. Depois de oito meses, Dino renunciou ao Senado para integrar o STF, depois da indicação do presidente Lula (PT).
Banco que TJMA firmou contrato sem licitação enfrenta crise

BRASÍLIA, 20 de abril de 2026 — O BRB enfrenta crise de liquidez após registrar dificuldades para cumprir obrigações financeiras nos últimos meses, segundo informações divulgadas na sexta (10). O problema se intensificou após o escândalo envolvendo carteiras de crédito adquiridas do Banco Master, levando o banco a buscar meios emergenciais para manter o fluxo de caixa. Para reforçar a liquidez no BRB, a instituição recorreu à venda de carteiras de crédito consideradas de boa qualidade. No entanto, as opções imediatas têm diminuído, já que parte dos ativos está vinculada a fundos estaduais e imóveis, o que impede sua negociação rápida e reduz a capacidade de geração de recursos. Além disso, o BRB enfrenta dificuldades para captar novos depósitos ou empréstimos, o que reduz o prazo para solução da crise de liquidez. Em nota, o banco informou que trabalha na finalização de um processo de capitalização e tem até 29 de maio para integralizar os recursos, afirmando ainda que segue operando normalmente. Diante desse cenário, a escassez de recursos no BRB pode levar à adoção do Regime de Administração Especial Temporária pelo Banco Central. Esse mecanismo prevê intervenção direta, com suspensão de pagamentos para reorganização financeira, embora o órgão ainda não tenha se manifestado sobre o caso. Desde o início da crise, o BRB vendeu cerca de R$ 10 bilhões em carteiras de crédito com descontos. Apesar disso, ainda restam aproximadamente R$ 60 bilhões em empréstimos, sendo que parte relevante não pode ser negociada de imediato, o que impacta a receita futura do banco. TRANSPARÊNCIA E NEGOCIAÇÕES O BRB também deixou de publicar demonstrações financeiras nos últimos nove meses e acumula multa diária desde 31 de março pela ausência do balanço de 2025. Segundo apuração, a medida busca evitar a exposição de déficit que poderia acelerar uma intervenção. Em paralelo, o banco solicitou empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito, mas ainda não apresentou a documentação exigida. Além disso, negocia a venda de ativos recebidos do Banco Master, avaliados inicialmente em R$ 21 bilhões, mas que tiveram proposta de apenas R$ 4 bilhões. Por fim, a governadora Celina Leão busca apoio federal para o BRB, enquanto o governo orientou que bancos públicos não adquiram ativos nem concedam empréstimos à instituição. O caso segue em andamento, com necessidade de definição sobre alternativas para a liquidez do BRB.
Governo Lula tenta apagar o passado sobre taxa das blusinhas

BRASÍLIA, 20 de abril de 2026 — O governo Lula reabriu a pauta sobre a revogação da chamada ‘taxa das blusinhas’. O imposto, que foi defendido e emplacado pelo seu governo, abraçou a aplicação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Agora, a menos de seis meses das eleições, o Planalto tenta se descolar do assunto. A discussão ocorre depois de o presidente Lula sancionar a lei em junho de 2024 e de o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ter defendido a medida publicamente em diversas ocasiões. Em entrevista ao podcast Inteligência LTDA, Haddad admitiu que pretendia criar o imposto sobre compras internacionais por portaria, sem necessidade de aprovação do Congresso, mas foi impedido pelo próprio Lula. “Esse imposto poderia ter sido cobrado por uma portaria minha, porque imposto de importação é regulatório. Não foi feito porque Lula não me deixou fazer. Estou sendo sincero, eu queria fazer. Fizemos uma reunião e ele disse: eu não quero”, afirmou.