Ministério da Previdência enfrenta Prefeitura de Alcântara

ALCÂNTARA, 24 de junho de 2026 — A gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) de Alcântara passou a ser investigada após uma representação do Ministério da Previdência Social apontar possíveis irregularidades no sistema previdenciário municipal. Diante dos indícios, as autoridades abriram um Procedimento Administrativo para apurar os fatos, identificar responsáveis e verificar possíveis prejuízos aos cofres públicos. A medida teve origem em um pedido do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social, órgão vinculado ao Ministério da Previdência. O documento solicitou a análise da condução do regime previdenciário e a verificação de eventuais atos ilícitos ou situações que possam comprometer a regularidade da gestão. Entre as primeiras providências, foram expedidos ofícios à Prefeitura de Alcântara e à Câmara Municipal. Os órgãos deverão informar se há necessidade de aumento da alíquota previdenciária dos servidores e esclarecer a existência de projetos em tramitação ou em elaboração para adequar o sistema às exigências legais e atuariais. Além disso, o procedimento busca avaliar se ocorreram falhas capazes de comprometer o equilíbrio financeiro e atuarial do RPPS. Por isso, a Prefeitura terá prazo para apresentar informações detalhadas sobre as medidas adotadas para garantir a sustentabilidade da previdência municipal e responder aos questionamentos levantados durante a apuração.
TCU investiga farra de horas extras de servidores da Câmara

BRASÍLIA, 24 de junho de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) vai investigar a Câmara dos Deputados. O motivo é o pagamento de horas extras para servidores. O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado pediu a investigação. Ele é do Ministério Público junto ao TCU. A apuração mira diretores e gestores da Casa. O TCU quer saber se houve desvio de dinheiro público. Também vai verificar se o teto constitucional foi violado. Desde 2016, um grupo de 13 servidores recebeu R$ 9 milhões em horas extras. De 2023 a 2026, nove da cúpula receberam R$ 2,85 milhões só com esse pagamento. O advogado-adjunto Daniel Borges de Morais ganhou R$ 428 mil. O diretor-geral Guilherme Barbosa Brandão acumulou R$ 387,8 mil desde 2023. O diretor administrativo Mauro Limeira Mena Barreto recebeu R$ 344 mil. O diretor de TI Sebastião Neiva Filho somou R$ 291 mil. A lei da Câmara permite 220 horas extras por ano. Porém, o diretor-geral fez 539 horas em 2025. O advogado-adjunto chegou a 524 horas no mesmo período. Além disso, o TCU apura falhas no sistema. O grupo se aproveita delas para burlar as regras. Os servidores acumulam três tipos de horas extras ao mesmo tempo: sessões noturnas, visitas guiadas e fins de semana. Não há um controle unificado. Para passar do limite, eles usam justificativas comuns. A denúncia cita exemplos como a “implantação do Microsoft 365” e a instalação de armários. O documento também fala de uma blindagem familiar. Daniel Borges de Morais tem um irmão gêmeo, Misael Borges da Silva Neto. Misael é subordinado direto dele. Juntos, os dois receberam quase R$ 1,8 milhão em horas extras. A Câmara dos Deputados nega as irregularidades. Em nota, a assessoria disse que as acusações são de uma denúncia anônima. Afirmou que as informações são “inverídicas” e “imprecisas”. A Casa declarou que as remunerações são públicas e transparentes. Segundo o órgão, não existe nenhum esquema. A Câmara diz que os dados sobre valores e limites estão incorretos. Destacou que o diretor-geral não fez 500 horas em 2025 nem recebeu R$ 34 mil em um mês. A instituição afirmou que a jornada é controlada por biometria e câmeras. Órgãos internos apuraram o caso. Eles concluíram que as horas foram “efetivamente prestadas e são regulares”. A nota alega que ainda não há decisão do TCU sobre o caso. Apenas uma representação foi feita, e ela ainda não foi aceita pela Corte.
Maranhense pode ser 1º magistrado demitido sem benefício

MARANHÃO, 24 de junho de 2026 — O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) começou, na terça (23), o julgamento que pode resultar na perda do cargo do desembargador Antonio Pacheco Guerreiro Júnior, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). O relator do caso, conselheiro João Paulo Schoucair, apontou supostas irregularidades na construção do Fórum de Imperatriz, iniciada durante a gestão do magistrado. Por isso, defendeu sua disponibilidade com perda da função. Segundo a investigação administrativa, a obra levou 12 anos para ser concluída e ultrapassou R$ 147 milhões em custos. Além disso, Schoucair afirmou que identificou divergências entre os projetos aprovados na licitação e a execução da construção. O conselheiro também declarou que houve superestimativa da obra e aumento de 96% no valor inicialmente previsto. A Procuradoria-Geral da República (PGR) atribui ao desembargador irregularidades orçamentárias e financeiras na contratação da empresa responsável pela obra. Inclusive, Antonio Pacheco já estava afastado por decisão do CNJ e é investigado pela Polícia Federal na Operação Inauditus. No entanto, o processo analisado pelo conselho trata apenas de atos ligados à sua gestão no TJMA entre 2013 e 2014. A defesa negou qualquer irregularidade e alegou prescrição dos fatos. Segundo a advogada, o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão reconheceu a regularidade da obra. Ela afirmou que não houve dano aos cofres públicos nem enriquecimento ilícito. O julgamento foi suspenso após pedido de vista da conselheira Daiana Nogueira de Lira.
Tribunal investiga concurso da Guarda de Santo Amaro do MA

SANTO AMARO, 23 de junho de 2026 — O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) abriu investigação sobre o concurso da Guarda Municipal de Santo Amaro do Maranhão após receber uma denúncia encaminhada à Ouvidoria da Corte. O caso questiona o número de candidatos nomeados depois da conclusão de todas as etapas do certame, incluindo o Teste de Aptidão Física (TAF). Segundo a denúncia, a Prefeitura nomeou apenas cinco candidatos aprovados, apesar da existência de vagas previstas e da necessidade de reforço no efetivo da Guarda Municipal. Por isso, o TCE instaurou procedimento para verificar se houve irregularidades na condução do concurso e na convocação dos aprovados. O procedimento tem como alvo a gestão do prefeito Leandro Oliveira da Silva e é relatado pelo conselheiro Marcelo Tavares Silva. Após a fase inicial da apuração, o gestor foi citado oficialmente em 1º de junho de 2026 para apresentar esclarecimentos no prazo de 30 dias. Antes do fim desse prazo, a defesa do prefeito pediu prorrogação, em 16 de junho, com base na legislação do TCE. Então, o relator concedeu mais 30 dias para a apresentação da manifestação. A decisão foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do TCE-MA em 17 de junho de 2026. O Tribunal ainda não analisou o mérito da denúncia. A investigação segue em andamento para verificar se a Prefeitura cumpriu as normas legais e os princípios da administração pública ao realizar as nomeações.
Candidato de esquerda do Peru pede anulação de votos

PERU, 23 de junho de 2026 — O candidato de esquerda Roberto Sánchez pediu a anulação dos votos de peruanos que moram fora do país. O pedido ocorreu nesta segunda (22). A medida pode atingir cerca de 300 mil eleitores. A apuração ainda não foi concluída oficialmente. Com 99,7% das urnas contabilizadas, Keiko Fujimori aparece à frente. A candidata conservadora tem 50,111% dos votos válidos. Sánchez soma 49,889%. A vantagem dela é de mais de 40 mil votos. Mais de 19 milhões de votos já foram apurados. Sánchez alegou irregularidades administrativas para justificar o pedido. Ele também citou falhas na custódia dos votos pelo órgão eleitoral. Porém, o candidato não apresentou provas para sustentar as acusações. Segundo ele, a exclusão dos votos do exterior inverteria o resultado. Com isso, ele teria uma vantagem de cerca de 25 mil votos. O resultado da eleição ainda depende da revisão de atas contestadas. Essas atas representam cerca de 82 mil votos. O partido Força Popular, de Keiko Fujimori, afirmou que vai aguardar a conclusão da contagem. A legenda só vai se manifestar depois desse resultado. Uma delegação da União Europeia acompanhou o segundo turno. O grupo afirmou que a votação ocorreu de forma calma e ordeira. Isso aconteceu mesmo em um ambiente de forte polarização política. A eleição colocou frente a frente Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. Fujimori é filha do ex-presidente Alberto Fujimori. Sánchez é herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo. Castillo está preso desde a tentativa de autogolpe em 2022. Mesmo preso, ele segue como referência política para Sánchez. Esta é a quarta tentativa de Fujimori de chegar à Presidência. Sánchez disputa o cargo pela primeira vez. O vencedor vai suceder o presidente interino José María Balcázar. A posse ocorre em 28 de julho. O novo governante ficará no cargo pelos próximos cinco anos.
Ministério Público investiga obras em Mata Roma e Chapadinha

MARANHÃO, 23 de junho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu um Procedimento Administrativo para acompanhar obras da educação que estão paradas ou sem previsão de conclusão em Chapadinha e Mata Roma. A medida foi adotada pelo promotor Carlos Rafael Fernandes Bulhão e publicada em 18 de junho de 2026. O objetivo é fiscalizar a retomada dos empreendimentos. A investigação acompanha obras incluídas no Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação. Entre elas está a cobertura da quadra do Centro Educacional Raimundo Araújo, em Chapadinha. Segundo o Ministério Público, a obra chegou a apenas 23,09% de execução. Portanto, ainda está longe de ser concluída. Além disso, o procedimento monitora a construção de uma escola com 12 salas no povoado Bom Sucesso, em Mata Roma. Conforme a apuração, a obra ainda depende da autorização da licitação e da definição dos recursos necessários para começar. O promotor informou que o prazo da Notícia de Fato terminou. Por isso, o caso passou para Procedimento Administrativo, que permite acompanhamento contínuo. O Ministério Público pediu que a Seduc informe, em até 30 dias, se firmou novo termo com o FNDE para retomar a obra da quadra. Também solicitou atualização sobre a escola de Mata Roma, incluindo a situação da licitação e da dotação orçamentária.
PF sinaliza fraude do Digimais igual à do Banco Master

SÃO PAULO, 23 de junho de 2026 — A Polícia Federal identificou que o Banco Digimais usou as mesmas fraudes do Banco Master. O documento da investigação mostra que a diretoria manipulou registros contábeis. O objetivo era criar uma falsa aparência de liquidez. Assim, eles esconderam a real situação financeira da empresa. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 670 milhões. O valor atinge dez alvos ligados ao esquema. Edir Macedo não recebeu mandado de busca porque mora fora do país. Porém, a Justiça quebrou seu sigilo fiscal e congelou seus bens pessoais. A PF afirma que o banco adotou práticas financeiras temerárias. Elas são análogas às do extinto Banco Master. O esquema consistia em captar dinheiro no mercado de forma massiva. Para atrair clientes, o Digimais oferecia CDBs com taxas muito acima da média. Os investigadores dizem que a diretoria usou a confiança dos depositantes. A cúpula do banco superavaliou ativos. Isso ocorreu por meio da emissão de títulos com rentabilidade desproporcional. O objetivo era ocultar dos órgãos de controle a deterioração da carteira de crédito. A PF encontrou conexões entre o Digimais e o Master. Em janeiro de 2025, Maurício Antonio Quadrado tentou comprar o banco de Edir Macedo. Ele era ex-executivo do Master. A compra seria feita pela holding Bluebank. Porém, o Banco Central vetou o negócio por causa dos riscos operacionais. Os agentes também descobriram que o Digimais aplicou R$ 600 milhões em carteiras ligadas ao Master. Para a PF, manter esses créditos de origem duvidosa é um forte indício de gestão fraudulenta. A Justiça autorizou buscas contra nove alvos. Entre eles estão Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e Rodrigo Ruggero. Também constam na lista João Luiz Urbaneja, Thiago Rodrigues Urbaneja, José Roberto Giancoli Filho e Rodrigo Balassiano. As empresas Banco Digimais e ID Corretora também foram alvo. Além disso, a Justiça quebrou o sigilo fiscal de 17 investigados. O bispo Edir Macedo está nessa lista. Também estão João Alves de Campos, João Luiz Urbaneja e José Roberto Giancoli Filho. Outros nomes são Marcelo de Lima Brasil, Rodrigo Balassiano, Rodrigo Ruggero e Thiago Rodrigues Urbaneja. As empresas investigadas incluem B.A. Empreendimentos, Banco Digimais, Bless Capital e Digimais Securitizadora. Também estão na lista EXP 1 FIDC-NP, Guidare Fim CP, Hermon FIDC-NP, ID 112 FIDC-NP, ID Corretora e Rocha Silva Consultoria.
Esquema que fez centenas de vítimas tem 2 maranhenses presos

MARANHÃO, 23 de junho de 2026 — A Polícia Civil do Maranhão participou, na segunda (22), da Operação Extrema Confiança, que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes em investidores por meio de falsas aplicações na Bolsa de Valores. A ação resultou na prisão de dois investigados no Maranhão e no cumprimento de mandados de busca e apreensão. As diligências foram realizadas em apoio à Polícia Civil do Piauí, responsável pela investigação. No Maranhão, um homem de 40 anos foi preso em Timon. Em São Luís, os policiais cumpriram mandado de prisão contra um suspeito de 28 anos. Segundo a investigação, o grupo atraía investidores com a promessa de rendimentos mensais de até 10% sobre os valores aplicados em supostas operações realizadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3). De acordo com a Polícia Civil, o esquema apresentava características de uma fraude do tipo Ponzi, conhecida como pirâmide financeira. Nesse modelo, os rendimentos pagos aos primeiros investidores são custeados com os recursos aportados por novas vítimas, sem a existência de investimentos reais. As investigações apontam que os suspeitos utilizavam a empresa XTREME TRADE, registrada na Junta Comercial do Piauí, para dar aparência de legalidade ao esquema. Segundo a polícia, a estrutura era apresentada aos investidores como uma empresa que atuava no mercado financeiro, o que contribuía para atrair novos clientes e ampliar a captação de recursos. A estimativa dos investigadores é que mais de 300 pessoas tenham sido vítimas da fraude, com maior concentração de prejuízos nos estados do Maranhão e Piauí. Ainda conforme a investigação, a XTREME TRADE e seu sócio-administrador movimentaram mais de R$ 440 milhões em operações de crédito e débito durante aproximadamente dois anos e meio. Os valores reforçam, segundo a Polícia Civil, a suspeita de que a organização possuía ampla capacidade de captação de recursos e elevado alcance entre investidores. A Operação Extrema Confiança prossegue para identificar outros integrantes do grupo, responsabilizar os envolvidos e rastrear o destino dos recursos obtidos com o esquema. A Polícia Civil também trabalha para dimensionar o prejuízo financeiro causado às vítimas.