Lula aluga navios para COP30 via empresa de sócio de Vorcaro

Lula Vorcaro

BELÉM, 22 de abril de 2026 — O governo Lula contratou cruzeiros para hospedar delegações na COP30. A contratação ocorreu por meio da empresa Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda. A informação consta em um documento da Casa Civil. A Qualitours foi subcontratada pela Embratur, a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo. A Embratur, por sua vez, foi contratada pela Secretaria Especial da COP30, vinculada à Casa Civil. O objetivo foi disponibilizar cabines em navios para o evento. O documento da Casa Civil detalha a operação. A União, por meio da Secop, contratou a Embratur. Em seguida, a Embratur subcontratou a operadora Qualitours. Por fim, a Qualitours celebrou contratos com as armadoras Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros.

Podemos recorrem ao TRE-MA para reverter cassação de chapa

Podemos SLZ

SÃO LUÍS, 22 de abril de 2026 — O Podemos e os vereadores Fábio Macedo Filho, Raimundo Júnior e Wendell Martins recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, no dia 9 de abril, em São Luís, por meio de embargos de declaração, para tentar reverter a cassação da chapa proporcional da legenda. O pedido busca esclarecer pontos do acórdão emitido pela Corte Eleitoral. Os embargos podem tratar de omissão, quando há ausência de análise relevante; contradição, diante de divergências na decisão; obscuridade, em caso de falta de clareza; e erro material, relacionado a equívocos formais identificados no julgamento. Caso o TRE-MA mantenha a cassação da chapa do Podemos, a medida poderá alterar diretamente o resultado das eleições proporcionais de 2024 em São Luís. Isso ocorre porque a anulação dos votos da legenda exige a retotalização, procedimento que redefine a distribuição das cadeiras na Câmara Municipal. Na decisão unânime do dia 9 de abril, o tribunal determinou a cassação da chapa proporcional do Podemos. Com isso, os vereadores eleitos pela sigla podem perder seus mandatos. Pelos cálculos da Justiça Eleitoral, as vagas seriam redistribuídas entre outros candidatos. Assim, Mateus do Beiju, do PL, Severino Sales, do PSD, e Josélia Rodrigues, do DC, assumiriam os cargos após a recontagem dos votos.

Juiz envia ao STF ação sobre valores do triplex do Guarujá

triplex guaruja

BRASÍLIA, 22 de abril de 2026 — A 12ª Vara Federal do Distrito Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um processo sobre o destino dos valores do leilão do triplex do Guarujá. O imóvel foi leiloado em 2018 por R$ 2,2 milhões. Um empresário de Brasília comprou o apartamento. O triplex esteve no centro da condenação do presidente Lula. O STF anulou a condenação posteriormente. A Justiça Federal de Curitiba, então conduzida pelo ex-juiz Sergio Moro, não tinha competência para julgar o caso, segundo o entendimento da Corte. Os R$ 2,2 milhões do leilão estão depositados em uma conta judicial da Caixa Econômica Federal. O destino do montante passou a ser alvo de discussões. Com a decisão do STF de anular os atos da Lava Jato relacionados ao caso, o juiz entendeu que cabe à Corte definir o destino dos recursos. A medida ocorre porque pode haver acordos de delação premiada com implicações patrimoniais. Apenas o STF teve acesso a esses acordos. “Cabe à Suprema Corte analisar eventual interesse no valor decorrente da alienação judicial do imóvel”, escreveu o juiz David Wilson de Abreu Pardo. A decisão é sigilosa. O magistrado também citou a possibilidade de repactuação dos acordos de leniência firmados com empresas envolvidas na Lava Jato, como a OAS. Além disso, ele mencionou a preservação dos acordos de colaboração premiada. O processo foi enviado ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF. O triplex fica localizado no 16º andar do Edifício Solaris, no Guarujá (SP). O apartamento tem quatro quartos, sendo duas suítes. O imóvel conta com cinco banheiros, duas salas e cozinha. Há também área de serviço, churrasqueira e piscina. O apartamento possui vista para a praia das Astúrias. O imóvel foi atribuído ao petista por anos. Cabe agora ao STF decidir o destino do valor arrecadado no leilão.

SLZ tem alta de doenças respiratórias e hospitais lotados

slz respiratórias

SÃO LUÍS, 22 de abril de 2026 — São Luís enfrenta aumento de casos de síndromes respiratórias com mais de 900 notificações registradas, segundo o sistema Monitora Saúde. O crescimento levou hospitais de emergência à superlotação e colocou a capital em nível alto de risco para a disseminação dessas doenças. Além disso, o boletim InfoGripe, da Fiocruz, indica que o Maranhão permanece em nível crítico para Síndrome Respiratória Aguda Grave. A tendência de crescimento dos casos de síndromes respiratórias São Luís supera 95% no longo prazo. A maior concentração de notificações de síndromes respiratórias São Luís ocorre entre crianças. Do total de 903 registros, 240 casos foram em crianças de 1 a 4 anos e 193 em menores de 1 ano. Esse cenário está relacionado ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento. Dessa forma, o risco de complicações graves aumenta, especialmente em casos associados ao Vírus Sincicial Respiratório, que afeta principalmente o público infantil. Segundo o pediatra Rafael de Azevedo, a Síndrome Respiratória Aguda Grave reúne doenças majoritariamente virais. Ele explica que os sintomas incluem cansaço, dificuldade para se alimentar, secreção nasal e respiração comprometida. RISCOS PARA ADULTOS E PREVENÇÃO Embora o VSR afete principalmente crianças, a Influenza A representa maior risco para adultos e idosos. Nesses grupos, o vírus responde pela maioria das internações e óbitos ligados às síndromes respiratórias São Luís. De acordo com o especialista, fatores como o período chuvoso e o pós-Carnaval contribuem para o aumento da circulação viral. Por isso, há maior transmissão de doenças respiratórias nesse contexto. Para conter o avanço, especialistas recomendam manter a vacinação atualizada, evitar aglomerações, priorizar ambientes ventilados, usar máscara, higienizar as mãos e evitar contato com pessoas sintomáticas.

Irregularidades de R$ 20 bilhões ligam BRB e Banco Master

BRB Master

BRASÍLIA, 22 de abril de 2026 — Uma auditoria independente identificou irregularidades superiores a R$ 20 bilhões em operações do Banco de Brasília (BRB) com o Banco Master. O relatório foi conduzido pelo escritório Machado Meyer em parceria com a Kroll. O documento chegou à 13ª Vara Cível de Brasília na semana passada. Grupos internos encontraram falhas graves e indícios relevantes de irregularidades em grande parte das operações analisadas. Entre julho de 2024 e outubro de 2025, o BRB adquiriu carteiras de crédito do Banco Master e do Will Bank. Essas operações somaram R$ 26,6 bilhões. Os segmentos concentram-se no crédito consignado e no varejo. O relatório detalha as medidas adotadas pela instituição diante do cenário. O BRB entrou com uma ação na Justiça para solicitar indenização. O banco pede que o patrimônio de controladores e pessoas ligadas às operações também responda por eventuais condenações. A medida pode viabilizar a recomposição dos prejuízos. O pedido inclui o Banco Master, Daniel Vorcaro, João Carlos Mansur e Daniel de Faria Jerônimo Leite. Além disso, constam na lista Daniel Monteiro e fundos como Bandeirantes, Aserope FIP, Victoria FIM, 963 FIM, Siricusa, Borneo, Casamata, Delta e Deneb.

Maranhão lidera ranking de moradia própria no país

Maranhão casa

MARANHÃO, 22 de abril de 2026 — O Maranhão lidera o país em moradia própria, com 80,5% da população vivendo em imóveis próprios, segundo a PNAD Contínua 2025 divulgada nesta segunda (20). O índice coloca o estado acima da média nacional, que é de 67%, consolidando a primeira posição no ranking brasileiro. O levantamento aponta que o resultado da moradia própria Maranhão está associado a iniciativas públicas voltadas à habitação. Entre elas, destacam-se ações de regularização fundiária e programas habitacionais que ampliaram o acesso à casa própria nos últimos anos. Entre os fatores que contribuíram para o avanço da moradia própria Maranhão, está o programa Minha Casa, Minha Vida. Entre 2023 e 2025, foram contratadas 68,6 mil unidades habitacionais no estado, com previsão de mais 4.065 moradias até 2026. Além disso, a atuação conjunta entre INCRA e ITERMA ampliou o acesso à terra. As ações resultaram na entrega de mais de 13,4 mil títulos e na regularização de aproximadamente 280 mil hectares em diferentes regiões. Outro destaque envolve comunidades rurais e quilombolas. Cerca de 1,6 mil famílias devem ser incluídas em programas de titulação em 2026.

CPI do Banco Master enfrenta resistência no Congresso

CPI MASTER

BRASÍLIA, 22 de abril de 2026 — O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), resiste à instalação da CPI do Banco Master. Parlamentares da oposição recorreram ao Supremo Tribunal Federal para obrigar a abertura da comissão. O ministro Nunes Marques recebeu o caso e precisa decidir sobre a intervenção da Corte. O calendário eleitoral domina a agenda legislativa, e muitos parlamentares concentram esforços em suas candidaturas. Nunes Marques enfrenta um dos casos mais delicados de sua trajetória no STF. Decisões anteriores do Supremo estabeleceram que o Judiciário pode determinar a instalação de CPIs. Esse precedente ocorreu na CPI da Covid, quando houve omissão do Legislativo. Uma empresa ligada ao filho do ministro teria recebido R$ 6,6 milhões do Banco Master. Parlamentares avaliam que uma eventual rejeição da CPI poderia ser interpretada como tentativa de blindagem. O ambiente no Senado é de baixa mobilização para a CPI. A proximidade das eleições reduz a disposição política para avançar com a comissão. As sessões ocorrem de forma semipresencial, e o foco concentra-se em agendas estratégicas. Mesmo que a CPI seja instalada, ela pode ficar esvaziada diante do calendário eleitoral. O histórico da CPI da Covid pesa na análise atual. O STF só consolidou sua decisão depois que o Senado já havia iniciado os trabalhos. Nunes Marques, à época, defendeu maior margem de decisão para o Legislativo. Segundo o ministro, caberia ao presidente do Senado avaliar o melhor momento para a instalação. “É prudente, portanto, que o Legislativo possa avaliar o modo mais adequado”, disse o magistrado. “Nisso não vejo qualquer risco de dano”, completou ele na ocasião.

Acusada por ovo de Páscoa envenenado segue sem julgamento

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IMPERATRIZ, 22 de abril de 2026 — Um ano após a morte de duas crianças por consumo de ovo de Páscoa envenenado, em Imperatriz, no Maranhão, a acusada Jordélia Pereira Barbosa segue sem julgamento. O caso ocorreu em abril de 2025 e ainda aguarda análise de recurso no Tribunal de Justiça do Maranhão, o que impede a realização do júri popular. As vítimas, Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13, ingeriram o doce junto com a mãe, Mirian Lira, na noite de 16 de abril de 2025. Na madrugada seguinte, os três foram internados. O menino morreu horas depois, enquanto a irmã faleceu cinco dias após o episódio. A acusada pelo crime do ovo de Páscoa envenenado foi presa em 17 de abril de 2025. Posteriormente, o Ministério Público do Maranhão apresentou denúncia, que foi aceita pela Justiça. Em setembro do mesmo ano, o Judiciário determinou que o caso fosse encaminhado a júri popular. No entanto, a defesa recorreu da decisão logo após o envio ao júri. O recurso foi protocolado ainda em setembro de 2025 e encaminhado ao Tribunal de Justiça. Desde então, o processo permanece em análise, sem definição sobre a realização do julgamento. Na prática, a defesa busca reverter a decisão judicial. Entre os pedidos apresentados, estão a anulação da decisão, a retirada do caso do júri popular ou a reclassificação do crime relacionado ao ovo de Páscoa envenenado. De acordo com a Corregedoria Geral de Justiça, o caso segue sob segredo de Justiça, o que limita a divulgação de detalhes. Além disso, o Tribunal de Justiça não informou o motivo da demora na análise do recurso até a última atualização. EXPECTATIVA DA FAMÍLIA A mãe das vítimas, Mirian Lira, afirmou que a investigação ocorreu de forma rápida e resultou na prisão da acusada poucos dias após o crime. Apesar disso, ela destacou que a sensação de justiça depende do julgamento e da sentença sobre o caso do ovo de Páscoa envenenado. Mirian também informou que ainda não há previsão para o júri popular. Segundo ela, a orientação recebida é aguardar a definição judicial. Enquanto isso, o processo segue sem desfecho, mesmo após um ano do ocorrido.

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