
MARANHÃO, 23 de junho de 2026 — A Polícia Civil do Maranhão participou, na segunda (22), da Operação Extrema Confiança, que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes em investidores por meio de falsas aplicações na Bolsa de Valores. A ação resultou na prisão de dois investigados no Maranhão e no cumprimento de mandados de busca e apreensão.
As diligências foram realizadas em apoio à Polícia Civil do Piauí, responsável pela investigação. No Maranhão, um homem de 40 anos foi preso em Timon. Em São Luís, os policiais cumpriram mandado de prisão contra um suspeito de 28 anos.
Segundo a investigação, o grupo atraía investidores com a promessa de rendimentos mensais de até 10% sobre os valores aplicados em supostas operações realizadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3).
De acordo com a Polícia Civil, o esquema apresentava características de uma fraude do tipo Ponzi, conhecida como pirâmide financeira. Nesse modelo, os rendimentos pagos aos primeiros investidores são custeados com os recursos aportados por novas vítimas, sem a existência de investimentos reais.
As investigações apontam que os suspeitos utilizavam a empresa XTREME TRADE, registrada na Junta Comercial do Piauí, para dar aparência de legalidade ao esquema.
Segundo a polícia, a estrutura era apresentada aos investidores como uma empresa que atuava no mercado financeiro, o que contribuía para atrair novos clientes e ampliar a captação de recursos.
A estimativa dos investigadores é que mais de 300 pessoas tenham sido vítimas da fraude, com maior concentração de prejuízos nos estados do Maranhão e Piauí.
Ainda conforme a investigação, a XTREME TRADE e seu sócio-administrador movimentaram mais de R$ 440 milhões em operações de crédito e débito durante aproximadamente dois anos e meio.
Os valores reforçam, segundo a Polícia Civil, a suspeita de que a organização possuía ampla capacidade de captação de recursos e elevado alcance entre investidores.
A Operação Extrema Confiança prossegue para identificar outros integrantes do grupo, responsabilizar os envolvidos e rastrear o destino dos recursos obtidos com o esquema.
A Polícia Civil também trabalha para dimensionar o prejuízo financeiro causado às vítimas.







