Ex-assessor de Lula se reunia em mansão com Lulinha

Lulinha mansão

BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — O ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana (Marcola), participou de reuniões privadas em uma mansão em Brasília. O local era usado para fechar negócios do governo. Ele estava acompanhado do empresário Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Lula, e da lobista Roberta Luchsinger. Uma ex-empregada da casa revelou esses encontros em uma entrevista ao canal SBT. Ela trabalhou no imóvel, no condomínio do Lago Sul, entre novembro de 2024 e maio de 2025. Lulinha mandou demitir a funcionária quando suspeitou que ela vazava informações sobre a rotina do local. Políticos e empresários de vários estados visitavam a mansão. Eles buscavam acesso mais fácil a verbas do governo federal. As conversas tratavam de programas sociais, projetos de educação e ações do Ministério da Saúde. A Polícia Federal (PF) investiga a atuação de Marcola e Lulinha na liberação de contratos públicos. Os agentes descobriram que Roberta transferiu R$ 249 mil para Marcola. A testemunha viu as reuniões do grupo no fim de 2024. Naquela época, Marcola trabalhava no Palácio do Planalto. Ele também participou de almoços de negócios e bate-papos com parlamentares. A defesa de Marcola disse que vai se explicar apenas no processo judicial. Os advogados de Lulinha negaram que ele tenha feito algo ilegal na residência. Roberta Luchsinger não respondeu às tentativas de contato.

Dino flerta com ideia da ditadura após ação contra jornalista

Dino Diploma

BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — O ministro do STF Flávio Dino defendeu nesta quinta (20) a discussão sobre a exigência de diploma para jornalistas. A manifestação ocorreu nas redes sociais, em meio à repercussão de uma decisão judicial que envolveu busca e apreensão ligada a uma fonte de jornalista no Maranhão. Dino afirmou que considera difícil conciliar as garantias constitucionais da profissão com a ideia de que qualquer pessoa possa atuar como jornalista e ter as mesmas prerrogativas profissionais. Segundo ele, a regulamentação também pode fortalecer a proteção jurídica dos trabalhadores da categoria. O tema voltou ao debate no STF após manifestações de Dino e Alexandre de Moraes durante o julgamento de uma ação envolvendo a Rede Globo e uma clínica médica. A obrigatoriedade do diploma para jornalistas deixou de valer em 2009, após decisão do próprio Supremo. A discussão ganhou força após críticas à atuação do STF em um caso envolvendo um jornalista maranhense. Críticos dos ministros afirmam que a retomada da exigência poderia limitar a liberdade de imprensa. Já Dino defende que o debate sobre regras profissionais é legítimo diante das mudanças provocadas pela internet e pelas redes sociais. A obrigatoriedade do diploma foi criada durante a ditadura militar, após o AI-5, e seus críticos afirmam que a medida ajudou a restringir o acesso às redações e a controlar a imprensa.

Lulinha e lobista teriam 20% de lucro com governo, diz PF

Lulinha PF

BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelaram que Roberta Luchsinger, lobista do setor de cannabis medicinal, buscava 20% de lucro em uma negociação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o governo federal. O advogado Otto Medeiros, descrito como “bem influente” e relacionado ao ministro Kassio Nunes Marques, foi mencionado nas investigações do Supremo Tribunal Federal. Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) revelaram que Roberta Luchsinger, lobista conhecida por atuar no setor de Cannabis medicinal, pretendia obter 20% de lucro em uma negociação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o governo federal. As conversas também trazem à tona o envolvimento do advogado Otto Medeiros, descrito por Roberta como “bem influente” e “sócio do Cássio”, numa referência ao ministro Kassio Nunes Marques, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A informação é do jornal O Estado de S. Paulo. As menções a Otto Medeiros aparecem em investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) que apuram a atuação de Roberta e Lulinha. Segundo os documentos, o grupo solicitou formalmente ao escritório de Otto uma proposta de prestação de serviços jurídicos para viabilizar a venda de subprodutos de Cannabis ao governo. Em nota, Kassio Nunes Marques negou sociedade com Otto, mas confirmou a amizade: “O ministro Kassio Nunes Marques não é e nunca foi sócio do senhor Otto Medeiros em qualquer empreendimento”, disse. “Os dois mantêm uma relação de amizade, porém o ministro se declara impedido nos processos em que o advogado atua no STF.” Continue lendo…

Foguete desvia da rota e missão é interrompida em Alcântara

foguete

AÇAILÂNDIA, 20 de agosto de 2026 — O foguete suborbital SEBIT, da empresa sul-coreana InnoSpace, teve a missão interrompida nesta quarta (19), no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O veículo decolou às 16h30, mas desviou da trajetória prevista logo no início do voo. Segundo a empresa, o foguete começou a fazer movimentos fora da rota planejada. Por isso, a Força Aérea Brasileira acionou o Sistema de Terminação de Voo. O mecanismo desativou o SEBIT de forma controlada cerca de 35 segundos após a decolagem. Os destroços caíram em uma área marítima restrita, definida antes do lançamento. Não houve feridos nem danos nas instalações terrestres do centro espacial. Além disso, os engenheiros coletaram dados sobre propulsão e navegação. A InnoSpace mantém nova tentativa para novembro.

MP investiga filhos do prefeito de Açailândia por nepotismo

açailândia

AÇAILÂNDIA, 20 de agosto de 2026 — O Ministério Público do Maranhão investiga filhos do prefeito de Açailândia, Benjamim de Oliveira, por suspeitas de nepotismo e favorecimento na saúde municipal. A apuração começou após denúncia enviada à Ouvidoria do órgão e agora tramita como Inquérito Civil. Segundo a denúncia, os familiares do prefeito teriam trabalhado como médicos no Hospital Municipal e em Unidades Básicas de Saúde. Além disso, eles teriam recebido valores superiores aos pagos a outros médicos, sem justificativa técnica ou funcional apresentada até então. O MP informou que notificou o prefeito e reiterou os pedidos de esclarecimento, mas não recebeu resposta considerada conclusiva. Por isso, a Notícia de Fato nº 001598-509/2026 foi transformada em Inquérito Civil para aprofundar a apuração e reunir documentos. A Promotoria também deu prazo de 10 dias para a Secretaria Municipal de Saúde informar se os filhos do prefeito trabalharam na rede pública durante o atual mandato. O órgão deverá detalhar locais de atuação, períodos, remunerações e possíveis vantagens recebidas. Até agora, o Ministério Público não concluiu que houve nepotismo, favorecimento ou outra irregularidade. O inquérito é conduzido pelo promotor Denys Lima Rego. A portaria foi disponibilizada em 14 de agosto e publicada no Diário Eletrônico do MP em 17 de agosto de 2026.

Mais de 1,8 mil candidatos alteraram cor ou raça nas eleições

candidatos 2026

BRASIL, 20 de agosto de 2026 — O jornal O Globo fez um levantamento e descobriu que 1,8 mil candidatos mudaram sua autodeclaração de raça ou cor. A análise comparou os dados de 2026 com os do pleito anterior. Foram examinados 20,5 mil inscritos. Desse total, 11,3 mil já haviam disputado eleições antes. A mudança mais comum foi de branco para pardo. Foram 769 casos nesse sentido. Já 695 candidatos fizeram o caminho inverso: saíram de pardo para branco. Além disso, 258 passaram de pardo para preto e 251 de preto para pardo. Em menor número, 34 mudaram de branco para preto, 21 de pardo para indígena e 19 de branco para amarelo. O estudo também identificou 67 candidatos com três ou mais autodeclarações diferentes ao longo da carreira. Um exemplo é Aloísio Gama de Santana (PT-SP), candidato a deputado estadual. Ele já disputou cinco eleições e usou quatro classificações distintas: branco, preto, pardo e indígena. Em 2026, ele voltou a se declarar preto. Outros políticos também alteraram a autodeclaração entre branca, preta e parda. Enfermeira Cida Amaral (Avante-MS), Zé Raimundo (PT-BA) e Jordano Metalúrgico (PSTU-MG) são alguns deles. Em 2022, todos se declararam pretos. Neste ano, mudaram para pardos. Apesar das mudanças individuais, o perfil racial geral dos candidatos se manteve parecido com o de 2022. Brancos representam 48,7% do total. Pardos somam 36,2% e pretos, 13,6%. Indígenas são 0,9% e amarelos, 0,5%. Em relação a 2022, houve leve aumento de brancos e pardos. Já a participação de pretos caiu 0,5 ponto porcentual. A distribuição racial varia entre os partidos. O PL tem a maior proporção de brancos: 61%. Missão e PP vêm em seguida. Já Psol, PCB e Rede têm menos candidatos brancos. No Psol, por exemplo, brancos são 34,9%; pardos, 31,3%; e pretos, 30,5%. O Democracia Cristã (DC) lidera em mudanças de autodeclaração. Foram 109 alterações entre 754 candidatos, ou 14,5%. Agir e Partido Verde (PV) também aparecem no topo da lista. Esses dados são importantes por causa da lei eleitoral. A regra determina que 30% dos recursos públicos vão para candidaturas de pretos, pardos e indígenas. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a autodeclaração influencia a distribuição do dinheiro. Partidos que não cumpriram a cota em eleições passadas terão que compensar os valores nas próximas quatro disputas, a partir de 2026.

Reincidentes são 87,34% dos negativados no Maranhão

Maranhão dívida

MARANHÃO, 20 de agosto de 2026 — Em julho de 2026, 87,34% das negativações no Maranhão atingiram consumidores que já tinham aparecido nos cadastros de inadimplentes nos 12 meses anteriores. Segundo o SPC Brasil, o resultado mostra que a maior parte das restrições no estado envolveu devedores reincidentes. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o número de reincidentes cresceu 9,49%. Do total de negativações de julho, 69,82% eram de pessoas que ainda não tinham quitado dívidas antigas. Outros 17,52% haviam limpado o nome, mas voltaram a ficar negativados. Os demais 12,66% não tinham registrado restrição no CPF nos 12 meses anteriores. Entre os reincidentes, o intervalo médio entre o vencimento de uma dívida e das demais foi de 70,5 dias. Além disso, cada inadimplente no Maranhão acumulava, em média, 2,163 dívidas. O número de consumidores inadimplentes cresceu 3,20% em relação a julho de 2025, abaixo do Nordeste, com 4,88%, e do Brasil, com 7,80%. Na comparação com junho, porém, houve queda de 0,06%. O valor médio devido por consumidor chegou a R$ 4.379,74. As dívidas tinham atraso médio de 30,6 meses. Cerca de 43,84% dos negativados deviam até R$ 1 mil. A faixa de 30 a 39 anos liderou, com 24,77%. As mulheres eram 53,75% dos devedores, enquanto os homens representavam 46,25%.

Candidaturas indígenas batem recorde em 2026

indígenas 2026

BRASIL, 20 de agosto de 2026 — As Eleições 2026 terão o maior número de candidatos indígenas da história. Um levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) contabilizou 191 registros. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu esses pedidos até segunda (17). Apesar do recorde, esse número representa menos de 1% do total de 20.506 candidaturas no país. A Apib explica que esse é o maior índice desde 2014. Foi nesse ano que a Justiça Eleitoral passou a exigir a informação de cor e raça. Em comparação com 2022, o crescimento foi de quase 3%. Na época, eram 186 candidatos indígenas. Já em relação a 2014, o salto é ainda maior: cerca de 125%, pois haviam apenas 85 registros. A maioria dos candidatos disputa vagas nas Assembleias Legislativas e na Câmara dos Deputados. São 99 postulantes a deputado estadual e 75 a deputado federal. Além disso, há 4 candidatos a senador, 3 a governador e 3 a deputado distrital. Os demais concorrem a suplências e vice-governos. O cargo de deputado federal foi o que mais cresceu: saiu de 59, em 2022, para 75 neste ano. Os candidatos estão espalhados por 26 dos 27 estados brasileiros. Eles representam 64 etnias diferentes. A Amazônia Legal concentra 42% do total, com 80 candidaturas. O Sudeste vem em seguida, com 36 registros. Nordeste tem 34, Centro-Oeste tem 27 e Sul tem 14. Os povos com mais representantes são os Macuxi (13), Guarani Kaiowá (12) e Guarani (8). Mulheres indígenas também marcam presença. São 84 candidatas, o que representa 44% das vagas indígenas. Esse percentual é maior que a média geral de mulheres na política, que é de 35%. Desde 2014, o número de indígenas femininas cresceu cerca de 190%. Elas passaram de 29 para 84 candidaturas.

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