
SÃO PAULO, 23 de junho de 2026 — A Polícia Federal identificou que o Banco Digimais usou as mesmas fraudes do Banco Master. O documento da investigação mostra que a diretoria manipulou registros contábeis. O objetivo era criar uma falsa aparência de liquidez. Assim, eles esconderam a real situação financeira da empresa.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 670 milhões. O valor atinge dez alvos ligados ao esquema. Edir Macedo não recebeu mandado de busca porque mora fora do país. Porém, a Justiça quebrou seu sigilo fiscal e congelou seus bens pessoais.
A PF afirma que o banco adotou práticas financeiras temerárias. Elas são análogas às do extinto Banco Master. O esquema consistia em captar dinheiro no mercado de forma massiva. Para atrair clientes, o Digimais oferecia CDBs com taxas muito acima da média.
Os investigadores dizem que a diretoria usou a confiança dos depositantes. A cúpula do banco superavaliou ativos. Isso ocorreu por meio da emissão de títulos com rentabilidade desproporcional. O objetivo era ocultar dos órgãos de controle a deterioração da carteira de crédito.
A PF encontrou conexões entre o Digimais e o Master. Em janeiro de 2025, Maurício Antonio Quadrado tentou comprar o banco de Edir Macedo. Ele era ex-executivo do Master. A compra seria feita pela holding Bluebank. Porém, o Banco Central vetou o negócio por causa dos riscos operacionais.
Os agentes também descobriram que o Digimais aplicou R$ 600 milhões em carteiras ligadas ao Master. Para a PF, manter esses créditos de origem duvidosa é um forte indício de gestão fraudulenta.
A Justiça autorizou buscas contra nove alvos. Entre eles estão Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e Rodrigo Ruggero. Também constam na lista João Luiz Urbaneja, Thiago Rodrigues Urbaneja, José Roberto Giancoli Filho e Rodrigo Balassiano. As empresas Banco Digimais e ID Corretora também foram alvo.
Além disso, a Justiça quebrou o sigilo fiscal de 17 investigados. O bispo Edir Macedo está nessa lista. Também estão João Alves de Campos, João Luiz Urbaneja e José Roberto Giancoli Filho. Outros nomes são Marcelo de Lima Brasil, Rodrigo Balassiano, Rodrigo Ruggero e Thiago Rodrigues Urbaneja.
As empresas investigadas incluem B.A. Empreendimentos, Banco Digimais, Bless Capital e Digimais Securitizadora. Também estão na lista EXP 1 FIDC-NP, Guidare Fim CP, Hermon FIDC-NP, ID 112 FIDC-NP, ID Corretora e Rocha Silva Consultoria.







