
BRASIL, 24 de junho de 2026 — A propaganda política na TV e no rádio custou R$ 5,2 bilhões ao Brasil nos últimos 11 anos. Quem levantou os dados foi o portal Poder360. Esse valor representa o dinheiro que o governo deixou de arrecadar.
A compensação fiscal acontece porque as emissoras cedem o espaço da programação. Em troca, elas abatem o valor do Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Por isso, o eleitor chama o horário de “gratuito”, mas ele tem custo para os cofres públicos.
Para as eleições gerais de 2026, a projeção é de R$ 996 milhões em gastos. Esse total inclui as inserções partidárias do primeiro semestre. Também entram os blocos obrigatórios de campanha. Eles começam em agosto na internet, no rádio e na televisão.
O custo da propaganda varia conforme o calendário eleitoral. Em anos de eleições gerais, o volume de inserções cresce muito. Isso acontece porque os eleitores escolhem presidente, governadores, senadores e deputados. Então, a renúncia tributária da União aumenta de forma expressiva.
O mecanismo de compensação fiscal tem três etapas. Primeiro, as emissoras calculam o valor comercial do tempo cedido aos partidos. Depois, elas descontam esse valor do imposto que devem pagar ao Tesouro Nacional. Por fim, o dinheiro deixa de entrar no caixa da União. Logo, o custo é repassado para os contribuintes brasileiros.
Críticos do formato defendem mudanças. Eles apontam que a internet e as redes sociais ganharam força para divulgar propostas. Assim, o governo deveria extinguir ou reduzir os gastos com compensações para rádio e TV.







