
MARANHÃO, 24 de junho de 2026 — Pacientes do Maranhão enfrentam falta de somatropina na Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (FEME). O problema afeta pessoas cadastradas para receber o remédio pelo SUS. Famílias buscam informações por telefone e mensagens para saber quando haverá nova distribuição.
A somatropina é a versão sintética do hormônio do crescimento humano. Entre os pacientes atendidos estão crianças com síndrome de Prader-Willi, condição genética que causa fraqueza muscular e prejudica o desenvolvimento. Além do crescimento, o medicamento ajuda no ganho de força, mobilidade e massa muscular.
Segundo familiares, as últimas doses disponíveis garantem apenas mais alguns dias de tratamento. Uma mãe relatou que o medicamento está em falta há cerca de dois meses. Ela afirmou que a interrupção prejudica o desenvolvimento da criança, que depende do uso contínuo para melhorar a musculatura e a agilidade.
O tratamento exige aplicação diária e as doses variam conforme o peso e a necessidade de cada paciente. Cada aplicação pode custar mais de R$ 200.
Quando o uso é interrompido, os resultados podem ser comprometidos. A suspensão por semanas ou meses pode reduzir ou interromper a velocidade de crescimento durante uma fase importante do desenvolvimento.
No Maranhão, 14.191 pacientes estão cadastrados para receber a somatropina pela FEME. A Secretaria de Estado da Saúde informou que o desabastecimento ocorreu por problemas no fornecimento do medicamento pelo Ministério da Saúde.
A pasta estadual afirmou que uma nova remessa deveria chegar em 13 de junho, com distribuição prevista até 2 de julho. Já o ministério informou que enviará mais de 181 mil doses da versão 12 UI, quantidade suficiente para cerca de cinco meses.
Sobre a dosagem 4 UI, informou que não recebeu pedido da SES para o segundo e terceiro trimestres deste ano.







