
BRASÍLIA, 24 de junho de 2026 — O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que revogue sua prisão preventiva. Os advogados dele afirmam que não há motivos reais nem provas concretas para mantê-lo detido.
O executivo está preso desde o dia 16 de abril. A defesa sugeriu substituir o cárcere por medidas mais brandas, como entregar o passaporte, afastar-se de cargos públicos e comparecer periodicamente ao fórum.
Os defensores reclamam também que a Polícia Federal (PF) ainda não ouviu o depoimento do banqueiro. Segundo eles, a PF ignorou pedidos formais enviados desde novembro de 2025, quando o caso começou. Além disso, a petição nega que o ex-presidente tenha contas no exterior, empresas de fachada ou participação em manobras contábeis ilegais.
A defesa tenta ainda abrir negociação com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para fechar um acordo de delação premiada. Eles aguardam resposta dos procuradores sobre um termo de sigilo, que é o primeiro passo para esse tipo de acordo.
A PF prendeu Paulo Henrique Costa durante a Operação Compliance Zero. Os investigadores suspeitam que o BRB firmou contratos prejudiciais para favorecer o Banco Master. Em troca, o ex-presidente do BRB teria recebido seis imóveis de luxo do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master.
O valor total desses bens chega a R$ 146 milhões.







