Atraso da Prefeitura de São Luís trava entrega de obras

SÃO LUÍS, 02 de junho de 2026 — A Prefeitura de São Luís informou que obras complementares de recuperação e reforma de logradouros públicos ficaram paralisadas por causa de atrasos nos pagamentos à empresa contratada. A situação ocorreu entre abril e maio de 2026, no Centro Histórico da capital, dentro de um programa de revitalização financiado por empréstimo com o BID. A Secretaria Municipal de Inovação, Sustentabilidade e Projetos Especiais (Semispe) publicou um Termo de Apostilamento que prorrogou em 44 dias o prazo de execução do Contrato nº 483/2025, no valor de R$ 4,9 milhões. O contrato foi firmado com a LDM Construções Ltda. para executar obras complementares de recuperação e reforma de espaços públicos. Segundo o documento, a Semispe já havia suspendido os serviços em 10 de fevereiro de 2026 por 60 dias devido à demora no pagamento das medições contratuais. No entanto, a administração municipal não regularizou a situação financeira dentro do prazo previsto. Por isso, a paralisação continuou de forma efetiva entre 12 de abril e 25 de maio. A prefeitura reconheceu que não havia pendências técnicas ou administrativas atribuídas à empresa.
Maranhão tem um dos piores índices de desperdídio de agua

MARANHÃO, 02 de junho de 2026 — O desperdício de água no Maranhão alcançou 56,68% da produção tratada, segundo estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil. O levantamento com base em dados de 2024 coloca o estado entre os quatro piores do país nesse indicador. O volume perdido seria suficiente para abastecer cerca de 1,25 milhão de pessoas. O tema ganhou destaque durante a Semana Nacional do Meio Ambiente. De cada 100 litros de água tratados no Maranhão, cerca de 57 não chegam aos consumidores. O índice nacional é de 39%. Dessa forma, o estado aparece atrás apenas de Alagoas, Roraima e Pará. Em São Luís, a situação é diferente. A capital registra perdas de 30,28%, resultado melhor que a média das capitais brasileiras, que é de 39,30%. O presidente da CAEMA, Marcos Aurélio Freitas, afirmou que a companhia reduziu as perdas de aproximadamente 65% em 2022 para 53% nos dados mais recentes encaminhados ao Instituto Trata Brasil. Segundo ele, a redução representa economia de cerca de 42 milhões de metros cúbicos de água por ano. Além disso, Freitas informou que a companhia atua para combater perdas técnicas e ligações clandestinas. Segundo ele, a meta nacional prevê reduzir o desperdício para 25% até 2033. A CAEMA também destacou investimentos em abastecimento, incluindo convênio de R$ 1,1 bilhão com o Governo Federal para ampliar a cobertura em municípios maranhenses e melhorar os indicadores do sistema.
Ministério Público investiga contratos de obras em Bom Lugar

BOM LUGAR, 02 de junho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades na execução de contratos de obras firmados entre a Prefeitura de Bom Lugar e a empresa Edificar Construtora Locações e Comércio Ltda., conhecida como Construtora Tata. A investigação envolve três contratos oriundos das Tomadas de Preços nº 03/2020 e 04/2020. Segundo o promotor de Justiça Lindemberg do Nascimento Malagueta Vieira, a investigação começou após a análise de um procedimento administrativo que identificou indícios de problemas na execução física e financeira das obras. Por isso, o MP decidiu aprofundar a apuração para verificar possível lesão aos cofres públicos e eventual improbidade administrativa. O inquérito também busca rastrear a aplicação dos recursos públicos e confirmar se os pagamentos realizados correspondem aos serviços executados. Além disso, o MP solicitou boletins de medição, notas de empenho, ordens bancárias e comprovantes de pagamento emitidos pela prefeitura. O Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) fará uma análise técnica sobre a relação entre os pagamentos do município e as transferências financeiras da empresa. Já a Assessoria Técnica da Procuradoria-Geral de Justiça verificará a existência de possível sobrepreço nos contratos. Parte dos documentos tramita sob sigilo, especialmente os relatórios de inteligência financeira. A portaria foi publicada em 1º de junho de 2026.
Ex-MKT do PT confirma viagens de Lulinha com Careca do INSS

BRASÍLIA, 02 de junho de 2026 — A Polícia Federal ouviu uma ex-marqueteira do PT chamada Danielle Miranda Fonteles. Ela confirmou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, fez viagens com Antônio Carlos Camilo Antunes. Esse empresário é conhecido como “Careca do INSS”. As viagens aconteceram em Portugal. Lulinha é filho do presidente Lula. Danielle contou que Lulinha visitou fábricas e instalações em Portugal. Esses lugares seriam usados para produzir remédios à base de cannabis. O projeto era do “Careca do INSS”. A polícia aponta esse empresário como o principal operador de um esquema de descontos ilegais em benefícios do INSS. A publicitária disse que Lulinha ia como convidado do empresário. “Ele não falava muito e não participava efetivamente das negociações”, afirmou Danielle. Por isso, segundo ela, o filho do presidente não atuava nos negócios. A polícia investiga se o empresário usava a proximidade com Lulinha para ganhar influência. Um ex-executivo ligado ao grupo do lobista disse à investigação que Lulinha recebia uma mesada de R$ 300 mil. A defesa de Lulinha nega essa acusação. Os advogados afirmam que as viagens ocorreram antes das suspeitas contra o empresário. Eles dizem que Lulinha o conhecia apenas como farmacêutico. A ex-marqueteira se mudou para Portugal em 2019. Então, ela passou a dar consultoria para empresários brasileiros. Foi assim que conheceu Camilo Antunes. Ela recebeu US$ 4 mil euros pelo trabalho. Além disso, a polícia identificou transferências de R$ 5 milhões de uma empresa ligada ao “Careca do INSS” para ela. Danielle alega que o valor era de uma transação imobiliária.
Mical critica decisão do STF sobre lei de gênero nas escolas

SÃO LUÍS, 02 de junho de 2026 — A deputada estadual Mical Damasceno reagiu nesta terça (2), na Assembleia Legislativa do Maranhão, à decisão do Supremo Tribunal Federal que formou maioria para derrubar uma lei estadual sobre atividades escolares ligadas à temática de gênero. A norma tinha origem em projeto apresentado pela parlamentar e permitia que pais decidissem sobre a participação dos filhos nessas atividades. “A lei oriunda do PL 441/2023 é constitucional, que protege direitos fundamentais e respeita a autonomia familiar e não altera diretrizes nacionais da educação. Ela apenas cria mecanismo para garantir que a liberdade religiosa e a liberdade de consciência e o poder familiar sejam efetivamente protegidos e respeitados”, declarou a deputada. O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, afirmou que o STF já havia considerado inconstitucional uma lei semelhante no Espírito Santo. Segundo ele, cabe exclusivamente à União legislar sobre identidade de gênero, orientação sexual e conteúdos educacionais em escolas públicas e privadas. A ação foi apresentada por entidades ligadas à defesa dos direitos da população LGBTI+. Durante o discurso, Mical disse que a lei buscava garantir aos pais o direito de decidir sobre a participação dos filhos em determinadas atividades pedagógicas. Além disso, afirmou que a proposta não pretendia proibir conteúdos nas escolas. Segundo a deputada, o objetivo era assegurar a liberdade de consciência, a liberdade religiosa e a autonomia das famílias. A parlamentar também criticou a decisão do Supremo. Ela afirmou que a discussão envolve a separação entre os Poderes e questionou a atuação do Judiciário em temas debatidos e aprovados pelo Legislativo. “O debate é sobre separação de poderes. O debate é sobre limites institucionais da atuação do Judiciário. O debate é sobre quem tem a legitimidade democrática para legislar no Brasil, para legislar no Brasil. A Constituição consagrou o princípio da independência e harmonia entre os poderes. O Poder Legislativo legisla, o Poder Executivo administra e o Poder Judiciário julga. Quando o Judiciário passa a substituir, reiteradamente, a vontade do Parlamento, especialmente em temas de elevada sensibilidade moral e social, surge um fenômeno que preocupa juristas de todas as correntes: o ativismo judicial,” afirmou Mical Damasceno. Por isso, declarou que continuará defendendo a constitucionalidade da lei, a autonomia familiar e a prerrogativa da Assembleia Legislativa de discutir e votar esse tipo de matéria.
Mercado ilegal tira R$ 39 bilhões da indústria brasileira

BRASIL, 02 de junho de 2026 — A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que o mercado ilegal provocou perdas de R$ 39 bilhões na receita líquida de vendas do setor. O levantamento, chamado Sondagem Especial Brasil Legal, ouviu 1.398 empresas entre 3 e 12 de novembro de 2025. Esse impacto ocorreu nos últimos dois anos. A pesquisa mostra que um terço das empresas industriais sofreu com atos ilícitos no período. Entre as empresas afetadas, 50% apontaram redução da receita bruta como principal efeito negativo. Além disso, 30% citaram perda de participação de mercado. Outros 28% relataram aumento dos custos com segurança. Cerca de 31% das empresas afirmaram que suas atividades foram prejudicadas por ilegalidades. Esse percentual sobe para 32% entre médias empresas e para 33% entre grandes. Porém, entre pequenas, o índice é de 25%. Apesar do percentual menor, o impacto proporcional sobre a receita é maior nas pequenas empresas. O superintendente de política industrial da CNI, Fabrício Silveira, explicou que as perdas representam 0,6% da receita líquida anual das pequenas. Nas médias, esse valor sobe para 0,8%. Nas grandes, cai para 0,4%. Silveira afirmou que pequenos negócios têm estruturas financeiras mais enxutas. Eles também possuem menor capacidade de diluição de custos fixos. Por isso, tendem a ser mais afetados pela concorrência desleal. ROUBO DE CARGA LIDERA ILÍCITOS O roubo de carga lidera a lista de crimes que afetam a indústria. De acordo com a pesquisa, 32% das empresas sofreram impacto direto desse tipo de crime. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro estimou prejuízo de R$ 314 milhões em 2025 apenas em áreas fluminenses. A média foi de oito caminhões vítimas de ataques por dia. A não conformidade de produtos com regulamentações técnicas foi o segundo ilícito mais citado, com 29%. Essa prática envolve a venda de produtos que não atendem às normas técnicas ou de segurança exigidas por lei. Entre médias empresas, o índice alcança 33%. Entre pequenas, chega a 26%. Silveira afirmou que essas práticas podem trazer riscos ao consumidor. Elas também configuram concorrência desleal. CUSTOS COM PREVENÇÃO SUPERAM PERDAS O estudo mostrou que os gastos da indústria com segurança patrimonial, cibernética e outras medidas representam 1,1% da receita líquida de vendas. O impacto total desses investimentos chega a R$ 68,5 bilhões. Esse valor supera as perdas diretas causadas pelos ilícitos, estimadas em R$ 39,1 bilhões. No entanto, Silveira avaliou que os investimentos em segurança digital ainda são limitados. A sondagem mostrou que 77,1% das empresas destinam apenas 1% ou menos do orçamento para cibersegurança. Para 77% das empresas, o aumento da fiscalização e do controle é a principal medida contra as ilegalidades. Outros 46% defendem investimentos em ações de inteligência. Além disso, 36% apoiam o endurecimento da legislação. Por fim, 41% dos entrevistados consideram que os órgãos de segurança pública estaduais, como as polícias Civil e Militar, precisam de maior fortalecimento.
Coronel Augusto Magalhães entrega cargo na PM do Maranhão

MARANHÃO, 02 de junho de 2026 — O coronel Augusto Carlos Magalhães deixou a função de chefe do Estado-Maior Geral da Polícia Militar do Maranhão nesta terça (2). Ele comunicou a decisão aos coronéis da corporação por meio de uma mensagem. Antes disso, já havia informado a saída à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão e ao comandante-geral da PMMA, coronel Wallace Amorim. Na mensagem, Magalhães explicou que apresentou sua decisão à SSP e ao comando da Polícia Militar ainda na segunda (1º). Além disso, agradeceu ao comandante-geral pela confiança durante o período em que esteve no cargo e declarou que continuará disponível para colaborar com o sistema de segurança pública e com a corporação. A saída do coronel ocorreu no mesmo dia em que o deputado estadual Yglésio Moyses abordou, durante sessão plenária da Assembleia Legislativa, denúncias relacionadas a condutas de integrantes da Polícia Militar. O parlamentar afirmou que a corporação enfrenta problemas ligados a relações de poder, pressão funcional e denúncias de assédio envolvendo oficiais. Durante o discurso, Yglésio citou o afastamento de um subcomandante da PM por denúncias de assédio e afirmou que existem relatos de pressão sobre subordinados. Além disso, declarou que recebeu mensagens e registros que, segundo ele, mostram tentativas de mobilizar apoio público em defesa do oficial investigado. O deputado também mencionou o coronel Augusto Carlos Magalhães. Segundo Yglésio, o oficial seria alvo de questionamentos sobre comportamento inadequado dentro da corporação. “O Coronel Magalhães pediu exoneração do cargo que ocupava, colocou à disposição. Sabe por quê? Porque esse Magalhães é outro conhecido dentro da polícia, o comportamento sexual inadequado. Foi chantageado, arrumou uma amante dentro da polícia, e por que é que eu estou falando isso? Porque não é vida pessoal, é vida pública. E uma amantedentro da polícia, e foi ameaçado pela amante de que se não arrumasse a promoção para ela, ia contar para a esposa. A polícia virou isso aqui, um bordel”, declarou.
Mexer no comando agora põe estabilidade do Sampaio em risco

MARANHÃO, 02 de junho de 2026 — Quando o Sampaio Corrêa finalmente começa a reencontrar seu rumo dentro de campo, os bastidores voltam a ameaçar a tranquilidade que o clube tanto precisava. A classificação antecipada para o mata-mata da Série D não caiu do céu. Ela foi construída a partir de uma reação consistente da equipe, que goleou o Moto Club por 4 a 0, venceu o Iape por 3 a 1 e devolveu ao torcedor um sentimento que parecia distante há algumas semanas: a confiança. Aos poucos, o ambiente de pressão deu lugar à expectativa por uma campanha mais sólida, capaz de recolocar a Bolívia Querida na rota dos seus objetivos na temporada. É justamente nesse contexto que as discussões em torno do comando do clube voltam a ganhar espaço. Não porque divergências sejam um problema. Elas fazem parte da vida de qualquer instituição e são naturais em organizações que possuem história, tradição e diferentes visões sobre seus rumos. O que chama atenção é o momento em que essa movimentação ganha força e a forma como vem sendo conduzida, justamente quando o Sampaio começa a reunir condições para concentrar suas energias exclusivamente na disputa da Série D. A nota divulgada pelo clube deixa claro que não há Assembleia Geral oficialmente convocada e reforça a necessidade de observância das normas previstas no Estatuto. Mais do que um esclarecimento administrativo, a manifestação busca preservar a segurança institucional em um período que exige estabilidade.Afinal, a recuperação construída dentro de campo ainda precisa ser consolidada, e qualquer desgaste interno tende a produzir reflexos que ultrapassam os limites das reuniões e alcançam o cotidiano do clube. É impossível analisar esse momento sem considerar o papel desempenhado por Sérgio Frota na história recente do Sampaio. Há anos ele ocupa posição central na condução da instituição e, por isso mesmo, reúne apoiadores e críticos. O fato, porém, é que os períodos de maior protagonismo da Bolívia Querida nas últimas décadas foram vividos durante sua gestão. Os acessos, os títulos estaduais, as conquistas regionais e a presença frequente em competições nacionais ajudaram a fortalecer a imagem do clube e a ampliar sua relevância no futebol brasileiro. Poucos dirigentes deixaram uma marca tão profunda na história recente do Sampaio. Sob sua administração, o clube saiu de momentos extremamente delicados para voltar a frequentar divisões importantes do futebol nacional, conquistando resultados que recolocaram a Bolívia Querida entre as principais forças do Nordeste. Esse legado não elimina críticas nem encerra divergências, mas merece ser levado em consideração em qualquer discussão sobre os rumos da instituição. Quem defende mudanças tem o direito de fazê-lo. O que causa estranheza é a pressa em impulsionar esse movimento justamente quando a equipe atravessa sua melhor fase na temporada. O Sampaio está classificado, voltou a gerar entusiasmo entre seus torcedores e encontrou uma sequência de resultados capaz de renovar as expectativas para o restante do campeonato. Em vez de contribuir para a manutenção desse ambiente positivo, essa iniciativa acaba criando um foco de instabilidade em um momento que recomenda união e concentração nos desafios que ainda estão por vir. A experiência do futebol brasileiro mostra que clubes costumam pagar um preço alto quando questões internas passam a ocupar mais espaço do que os objetivos esportivos. O caminho para o acesso ainda é longo, exigirá equilíbrio, planejamento e capacidade de superar adversários cada vez mais qualificados. Nada disso se torna mais fácil quando a atenção se divide entre as quatro linhas e disputas que poderiam aguardar um momento mais adequado. O torcedor do Sampaio quer ver seu time seguir crescendo, avançando de fase e mantendo vivo o sonho do acesso. É esse o sentimento que hoje predomina nas arquibancadas. Num momento em que o clube volta a oferecer motivos para acreditar, parece mais sensato preservar a estabilidade conquistada nas últimas semanas do que abrir uma turbulência desnecessária. O Sampaio ainda tem muito a disputar na temporada, e sua maior preocupação deve continuar sendo aquilo que acontece dentro de campo.