Advogado maranhense envolvido em escândalo bilionário do BRB

BRB Daniel Leite

BRASÍLIA, 23 de abril de 2026 — O Banco de Brasília (BRB) entrou na Justiça através do processo nº 0702268-52.2026.8.07.0018 para denunciar que foi vítima de um esquema financeiro que envolveu Daniel de Faria Jerônimo Leite, Daniel Vorcaro e outros investigados. A ação tramita na 13ª Vara Cível de Brasília e pede o bloqueio de ações ligadas aos réus. Segundo o banco, a medida busca garantir recursos para ressarcir prejuízos estimados em bilhões. De acordo com o BRB, Daniel Leite teria participado da compra de ações do banco em uma operação de R$ 90,5 milhões. No entanto, o banco aponta que o valor é incompatível com o patrimônio declarado por ele. Além disso, a instituição sustenta que o negócio foi viabilizado por meio de empréstimos ligados a empresas associadas ao grupo investigado. COMO FUNCIONARIA O ESQUEMA Segundo a ação, Daniel Vorcaro aparece como um dos principais nomes ligados à estrutura investigada. O BRB afirma que o grupo utilizou fundos de investimento e operações complexas para adquirir participação relevante no banco sem identificação direta dos beneficiários finais. Dessa forma, os envolvidos teriam ampliado rapidamente sua fatia acionária. Inclusive, o banco relata que adquiriu carteiras de crédito consideradas irregulares, conhecidas como “créditos podres”. Essas carteiras incluíam dívidas sem valor real ou de difícil recuperação, o que teria causado prejuízo estimado em cerca de R$ 2,9 bilhões. Por isso, o BRB sustenta que as operações faziam parte de um mesmo esquema. Na oportunidade, a defesa de Daniel de Faria Jerônimo Leite nega as acusações e sustenta que a aquisição das ações ocorreu dentro da legalidade. Segundo seus advogados, não houve atuação como “laranja” nem participação em esquema irregular, e os recursos utilizados na operação possuem justificativa formal. A defesa também contesta a interpretação apresentada pelo BRB e pede o regular prosseguimento do processo para esclarecimento dos fatos.

Orleans Brandão lança pré-candidatura na Região Tocantina

Orleans Brandão

IMPERATRIZ, 23 de abril de 2026 — O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), realizará neste sábado (25) em Imperatriz o lançamento oficial de sua agenda na Região Tocantina. O evento ocorre em meio à mobilização que tem sido observada em suas aparições pelo estado. Em São Luís, o lançamento de sua pré-candidatura reuniu um número significativo de pessoas. Agora, na Região Tocantina, a expectativa é de que o encontro em Imperatriz tenha comparecimento expressivo. Orleans Brandão tem realizado eventos com presença de público em diferentes localidades, com uma pré-campanha centrada no contato direto com a população. Seu discurso combina propostas de avanço e a continuidade de políticas públicas já implementadas. Em suas redes sociais, o pré-candidato fez a seguinte convocação para o evento: “Imperatriz, chegou a hora! Um time unido, forte e cheio de vontade de trabalhar segue pronto pra construir um Maranhão com mais oportunidades, desenvolvimento e futuro pra nossa gente. Vem com a gente fazer o futuro acontecer!”.

Justiça condena Prefeitura, Caema e Governo por poluição

Justiça condenados

SÃO LUÍS, 22 de abril de 2026 — A Justiça condenou a Prefeitura de São Luís, o Estado do Maranhão e a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA) por danos causados pela poluição do Rio Gangan, na capital. A sentença determina medidas imediatas para conter a degradação, recuperar a área afetada e interromper o despejo irregular de esgoto, além do pagamento de indenização por dano moral coletivo. A decisão atende a uma ação do Ministério Público, que apontou impactos provocados pelo lançamento de esgoto sem tratamento e pela retirada da vegetação nas margens do rio. O juiz Douglas de Melo Martins também estabeleceu prazos para a adoção de providências técnicas voltadas à despoluição do Rio Gangan.

Dias Toffoli se diz suspeito em caso de ex-presidente do BRB

TOFFOLI BRB

BRASÍLIA, 22 de abril de 2026 — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar a decisão do ministro André Mendonça de prender o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa. O julgamento ocorre no plenário virtual nesta quarta (22) e vai até sexta (24). Com o ministro Luiz Fux acompanhando o relator, falta apenas um voto para confirmar a prisão do ex-dirigente. Nunes Marques e Gilmar Mendes ainda não votaram. Paulo Henrique Costa é suspeito de receber imóveis do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, como propina para que facilitasse a compra, pelo BRB, de ativos fraudulentos do Master. Toffoli deixou o caso Master após revelações de suas relações com Vorcaro. Com isso, André Mendonça assumiu a relatoria e determinou a prisão de ambos. Toffoli não deu justificativa para se afastar do julgamento, opção permitida pela legislação. Quando do afastamento da ação principal, também não houve explicações. Após uma reunião interna, os ministros divulgaram nota de apoio e declararam que, mesmo sem reconhecer a suspeição, o ministro decidiu sair do inquérito. O envolvimento do BRB com o Master levou a um prejuízo estimado em R$ 8 bilhões. Ao mesmo tempo em que o ex-presidente caminha para a manutenção de sua prisão, a estatal aprovou um aumento de capital de R$ 8,8 bilhões para lidar com o prejuízo. Com isso, o capital social pode subir para R$ 11 bilhões, R$ 5,3 bilhões vindo diretamente do governo do Distrito Federal. “A autoridade policial anota que o pagamento total dos valores acordados entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique somente não se concretizou porque Daniel Vorcaro teve ciência da instauração de procedimento investigatório sigiloso para apurar, exatamente, o pagamento de propina a Paulo Henrique por meio da aquisição e repasse de imóveis”, diz Mendonça na decisão monocrática.

TJMA valida reprovação de contas de Luciano Genésio

TJMA Genésio

PINHEIRO, 22 de abril de 2026 — O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) validou a sessão da Câmara Municipal de Pinheiro que reprovou as contas de Luciano Genésio, referentes a 2020, após derrubar a liminar que suspendia o ato. A decisão foi assinada nesta análise do pedido do Município de Pinheiro, restabelecendo os efeitos da deliberação legislativa. O presidente do TJMA, desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho, afirmou que a atuação do Judiciário sobre decisões do Legislativo deve ocorrer apenas em situações excepcionais. Segundo ele, a medida preserva a autonomia entre os poderes e evita interferência indevida em deliberações internas da Câmara. Na decisão, o magistrado destacou que a análise das contas do chefe do Executivo é atribuição exclusiva da Câmara Municipal, com apoio técnico do Tribunal de Contas. Esse entendimento segue orientação do Supremo Tribunal Federal, que delimita a atuação do Judiciário nesses casos. Além disso, o presidente do TJMA apontou que não cabe intervenção judicial em decisões legislativas, exceto quando houver ilegalidade comprovada. A liminar anterior havia sido concedida pela 1ª Vara da Comarca de Pinheiro e suspendia os efeitos da sessão que analisou o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) sobre as contas de 2020. As contas de Luciano Genésio foram inicialmente reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, que emitiu parecer técnico desfavorável. Em seguida, a Câmara Municipal apreciou o documento e decidiu acompanhar a recomendação do órgão de controle. Durante a votação, 14 dos 17 vereadores se posicionaram pela reprovação das contas. Com isso, a decisão do Legislativo municipal foi formalizada e mantida após o posicionamento do TJMA sobre a validade da sessão. Por fim, a deliberação da Câmara pode enquadrar o ex-prefeito nas regras da Lei da Ficha Limpa, que trata das condições de elegibilidade no país.

Relatório dos EUA aponta PCC como principal ameaça ao Brasil

eua pcc

ESTADOS UNIDOS, 22 de abril de 2026 — O governo dos Estados Unidos classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) como a “principal ameaça” à segurança nacional do Brasil. A informação consta em um relatório do Departamento de Estado dos EUA. O documento aponta que a organização criminosa opera em 22 dos 27 estados brasileiros. Além disso, o PCC está ativo em pelo menos 16 outros países, incluindo os Estados Unidos. O relatório destaca a posição geográfica do Brasil como fator crítico para o tráfico. O país faz fronteira com os três maiores produtores mundiais de cocaína. Dessa forma, o território brasileiro serve tanto como destino quanto como ponto de trânsito para os narcóticos traficados ilegalmente. As autoridades brasileiras, por sua vez, já interceptaram carregamentos aéreos e marítimos da droga com destino aos EUA, à África e à Europa. O documento também revela dados expressivos sobre o consumo de cocaína. Com quase 215 milhões de habitantes, o Brasil ocupa o segundo lugar no consumo bruto da droga. Apenas os Estados Unidos consomem mais cocaína do que o Brasil. O relatório ainda cita informações da Polícia Federal (PF) para reforçar a capilaridade do PCC. Segundo a PF, a facção opera em 22 estados brasileiros e em pelo menos 16 países ao redor do mundo.

Augusto barros assume comando da Polícia Civil do MA

augusto delegado

MARANHÃO, 22 de abril de 2026 — O delegado Augusto Barros Neto tomou posse, nesta quarta (22), como novo delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, em cerimônia realizada no auditório da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), em São Luís. O ato reuniu autoridades da segurança pública e representantes institucionais. A solenidade contou com a presença da secretária de Segurança Pública, Cel. Augusta Andrade, além dos comandantes da Polícia Militar, Cel. Wallace Amorim, e do Corpo de Bombeiros, Cel. Célio Roberto. Também participaram chefes de outras forças de segurança e representantes dos poderes Judiciário e Executivo, além de integrantes das classes policiais.

Choquei retorna e web reage: ‘Ligaram o wi-Fi da cadeia?’

Choquei wifi

BRASIL, 22 de abril de 2026 — A página Choquei voltou a publicar no Instagram nesta terça-feira (21), após permanecer sete dias sem postar. A última publicação antes do silêncio foi em 14 de abril, um dia antes da prisão de seu fundador, Raphael Sousa Oliveira, pela Polícia Federal. O primeiro conteúdo publicado após o intervalo foi uma nota oficial, divulgada nesta terça, em que a equipe se pronuncia sobre o caso pela primeira vez. Na nota, os advogados de Raphael e da Choquei afirmam que vieram a público prestar esclarecimentos “de forma tranquila, transparente e confiante de que a verdade será restabelecida”. A defesa externou que “a página Choquei nunca manteve qualquer vínculo com organização criminosa” e que sua atuação sempre esteve relacionada a publicidade e marketing digital. Segundo o comunicado, as relações profissionais com os investigados se limitaram à prestação de serviços publicitários regularmente contratados para divulgação de trabalhos artísticos. O retorno foi recebido com ironia nas redes sociais. A pergunta “Ligaram o Wi-Fi da cadeia?” viralizou nos comentários e no X/Twitter. Raphael Sousa Oliveira foi preso em 15 de abril, em Goiânia, durante a Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão. A operação mobilizou mais de 200 agentes federais e resultou também na prisão dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. A PF aponta Raphael como responsável pela área de comunicação do grupo, utilizando o alcance da página para promover plataformas de apostas ilegais e rifas digitais associadas ao esquema.

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