RASTRO OCULTO

Deputado quer ouvir Gilbson em CPI que já investiga Camarão

Andre Reis
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Deputado quer convocar autor confesso de homicídio à CPI do Felipix. Assassinado por Gilbson Jr, João Bosco era funcionário de Camarão na SEDUC no governo Dino.

MARANHÃO, 24 de junho de 2026  O deputado Dr. Yglésio anunciou, durante sessão na Assembleia Legislativa do Maranhão nesta quarta (24), que pretende solicitar à CPI que investiga possíveis irregularidades na área da educação a convocação de Gilbson e de sua esposa.

Segundo o parlamentar, o pedido está relacionado a informações que surgiram após a divulgação de um suposto depoimento envolvendo o caso Tech Office e fatos ligados à aplicação de recursos públicos.

O parlamentar afirmou que o depoimento divulgado menciona uma suposta oferta de dinheiro envolvendo o ex-secretário de Segurança Raimundo Cutrim, advogados e o desembargador Flávio Costa.

Além disso, Dr. Yglésio declarou que pretende requerer medidas para apurar a origem de recursos financeiros utilizados pela família de Gilbson durante o período em que permaneceu em Brasília.

“Agora ele aparece do nada dizendo que o Raimundo Cutrim, com os advogados, com o agora Desembargador Flávio Costa, teria oferecido dinheiro para ele. Eu queria de fato e eu vou fazer questão de, na próxima reunião da CPI, já sabendo que vai ser protocolado pedido de vistas pelo PL e pela Oposição dentro da Casa”, afirmou.

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CONVOCAÇÃO NA CPI

De acordo com o deputado, a CPI deve analisar informações relacionadas à manutenção financeira da família e verificar eventuais movimentações bancárias.

Ele afirmou que a investigação poderá buscar esclarecimentos sobre como o grupo familiar conseguiu se sustentar fora do Maranhão, apesar da alegada ausência de recursos compatíveis com o padrão de vida apresentado.

Inclusive, Dr. Yglésio declarou ter tomado conhecimento de relatos que apontariam a participação de agentes políticos no custeio de despesas da família.

Segundo ele, essas informações ainda precisam ser verificadas pela comissão. O parlamentar também mencionou suspeitas envolvendo recursos que teriam sido destinados a um município da região de Timbiras.

O deputado sustentou que a CPI deve aprofundar as apurações sobre possíveis desvios de recursos da educação que, segundo ele, teriam relação com fatos investigados no caso Tech Office. Por isso, defendeu que os envolvidos sejam chamados para prestar esclarecimentos aos integrantes da comissão.

“Como tem relação ali com a Secretaria de Educação, com as verbas da Secretaria de Educação da época que o Secretário era o Vice-Governador do Estado do Maranhão, nós vamos pedir a convocação da esposa e do próprio acusado. Pedir a quebra de sigilo bancário para que ele explique e ela explique como a família tem conseguido se manter em Brasília, às vezes com sete pessoas, lá em Brasília, uma família que não tem recursos praticamente.”

João Bosco Sobrinho Pereira foi nomeado no dia 30 de novembro de 2021 no cargo de Auxiliar Técnico II, Simbolo DAI-5, pelo secretário Felipe Camarão, período que Flávio Dino era governador do Maranhão.

ENTENDA O CASO

João Bosco Sobrinho Pereira, vítima de homicídio ocorrido em frente ao edifício Tech Office, trabalhava na Secretaria de Estado da Educação durante a gestão de Felipe Camarão.

Gilbson foi condenado pela Justiça do Maranhão pela morte de João Bosco Sobrinho Pereira, ocorrida em 19 de agosto de 2022, em frente ao edifício Tech Office, localizado na Avenida dos Holandeses, no bairro Ponta D’Areia, em São Luís. Conforme a decisão judicial, a vítima foi atingida por disparo de arma de fogo efetuado à queima-roupa.

Segundo registros funcionais, João Bosco exercia atividades na Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) durante a gestão de Felipe Camarão à frente da pasta. O servidor havia ingressado na estrutura da secretaria cerca de nove meses antes do crime.

Em dezembro de 2024, a Justiça maranhense condenou Gilbson César Soares Cutrim Júnior a 13 anos, 1 mês e 15 dias de prisão. A sentença determinou o cumprimento da pena em regime fechado pelo homicídio de João Bosco.

Curiosamente, nas últimas semanas Dino determinou que Gilbson Júnior fosse “premiado” com a progressão de pena para o regime semiaberto. O ex-governador do Maranhão é relator do assassinado de João Bosco após “puxar para si” o caso ao STF.

Ministro Flávio Dino coloca um dos criminosos mais perigosos do Maranhão em regime semiaberto
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