Juíza vê tentativa de esconder dados da Americanas

RIO DE JANEIRO, 09 de julho de 2026 — A juíza Giovana Calmon, da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, encontrou indícios de conluio entre os bancos Itaú e Santander para ocultar informações financeiras da varejista Americanas, conforme decisão que autorizou buscas contra executivos das instituições. A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure em 25 de junho, visando coletar provas sobre manipulações contábeis que mascararam a insolvência da empresa. A juíza Giovana Calmon, da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, identificou indícios de que os bancos Itaú e Santander atuaram em conjunto para ocultar informações financeiras da varejista Americanas. Os detalhes constam na decisão judicial que autorizou os mandados de busca e apreensão contra os executivos das instituições de crédito, conforme revelou o portal UOL. A determinação da magistrada embasou as ações da Polícia Federal (PF) durante a segunda fase da Operação Disclosure, deflagrada em 25 de junho, com o objetivo de colher provas sobre o funcionamento do esquema criminoso. De acordo com as investigações, funcionários do alto-comando de ambas das instituições financeiras agiram de forma coordenada para emitir cartas de auditoria sem o registro de dívidas reais da empresa. As mensagens de texto compartilhadas entre os diretores dois dois bancos fundamentaram a suspeita de cooperação mútua na fraude de balanços. A juíza Giovana Calmon destacou que o aval de uma das companhias funcionava como fator decisivo para que a outra também seguisse as orientações da varejista. O relatório policial sinaliza que essa colaboração fraudulenta foi indispensável para viabilizar as manipulações contábeis e ocultar o rombo financeiro do mercado por anos. O papel do segmento bancário no caso é investigado pelas autoridades federais há bastante tempo devido ao volume dos recursos envolvidos. Em agosto de 2024, reportagens do UOL mostraram que as empresas chegaram a enviar relatórios completos com os débitos reais por engano. Ao notar o deslize, os envolvidos mandaram mensagens corrigidas para a empresa de auditoria, retirando os dados sobre os compromissos.
TJMA suspende supersalários acima do teto constitucional

SÃO LUÍS, 09 de julho de 2026 — O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os pagamentos acima do teto constitucional. A medida foi adotada pela atual gestão, comandada pelo desembargador Ricardo Duailibe, após determinação do Supremo. Portanto, os valores permanecerão suspensos até uma decisão definitiva da Corte. Segundo o TJMA, a suspensão busca cumprir a decisão do STF e garantir segurança jurídica. Além disso, o Tribunal esclareceu que os pagamentos analisados foram autorizados durante a gestão do desembargador Froz Sobrinho, com base nas normas administrativas e nos entendimentos vigentes naquele período. Entre os casos informados ao Supremo está um pagamento de cerca de R$ 270 mil a um magistrado. De acordo com o Tribunal, o valor resultou do acúmulo de verbas reconhecidas administrativamente e representa uma situação pontual. O levantamento também identificou outros seis pagamentos acima do teto constitucional. O TJMA informou que esses valores seguiram regras administrativas e normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em vigor na época. Por isso, a atual administração afirmou que adequou os procedimentos internos às novas diretrizes do STF e manterá os pagamentos suspensos até que o Supremo defina os critérios finais sobre o assunto.
Moraes autoriza busca em casa de Bolsonaro sem ouvir PGR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma busca na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação aconteceu na quarta (8), em Brasília. O alvo eram armas, munições e documentos de registro. Moraes não pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse antes. Isso foi diferente de outras decisões recentes sobre o ex-presidente. A assessoria da PGR confirmou que não deu parecer sobre o caso. O motivo foi simples: Moraes não abriu espaço para isso. Porém, pessoas próximas ao ministro no STF disseram que a consulta não era obrigatória. Elas explicaram que a prisão domiciliar humanitária segue as mesmas regras da prisão comum. Além disso, a Lei de Execução Penal permite que o juiz tome medidas para fiscalizar o cumprimento da pena. O próprio Moraes citou essa lei na sua decisão. O ministro só avisou a PGR depois que a Polícia Federal (PF) terminou as diligências. Ele apenas deu ciência ao procurador-geral Paulo Gonet. A defesa de Bolsonaro afirmou que nenhum item foi encontrado. A PF também confirmou que nada foi achado. Moraes justificou a busca dizendo que havia informações contraditórias sobre a quantidade de armas registradas em nome do ex-presidente. Esta não foi a primeira vez que Moraes agiu assim. Em 2025, ele já tinha decretado a prisão domiciliar de Bolsonaro sem ouvir a PGR. Naquela época, advogados criticaram a postura. Eles argumentaram que, desde 2019, juízes precisam de um pedido do Ministério Público para decretar medidas cautelares. O ministro, porém, seguiu outro entendimento jurídico.
Prefeitura de SLZ deixa criança sem alimentação especial

SÃO LUÍS, 09 de julho de 2026 — Uma criança do bairro Fé em Deus está há cerca de três meses sem receber a alimentação especial fornecida pela Prefeitura de São Luís. Segundo a família, a fórmula é essencial para complementar a alimentação e manter o tratamento de saúde. Por isso, o pai afirma que a situação preocupa e exige uma solução urgente. De acordo com o pai, a interrupção do fornecimento prejudicou a saúde da filha. Ele relata que a criança perdeu muito peso nesse período. Além disso, a família tenta substituir a fórmula por outras alternativas, mas afirma que elas não atendem à prescrição feita pelos profissionais de saúde. Na tentativa de resolver o problema, o líder comunitário Luís Fernando, conhecido como Batman, acompanhou o pai até a Farmácia de Medicamentos Estratégicos do município. Segundo o relato da família, a coordenadora informou que a alimentação especial está em falta e que não existe previsão para a reposição do produto. A fórmula nutricional atende pacientes que precisam de alimentação específica durante o tratamento. Portanto, a família afirma que a demora no abastecimento coloca a vida da criança em risco e pede que a Prefeitura regularize o fornecimento para que ela retome o tratamento conforme a prescrição médica.
Justiça condena Prefeitura e cobra volta de programa sociais

SÃO LUÍS, 09 de julho de 2026 — A Justiça determinou que a Prefeitura de São Luís retome programas de segurança alimentar e nutricional e pague R$ 300 mil por danos morais coletivos. A decisão é do juiz Douglas de Melo Martins, em ação do Ministério Público do Maranhão. A Prefeitura terá 60 dias para apresentar um plano de adequação e um cronograma de execução. O planejamento deve prever a retomada dos programas Alimenta Brasil, Peixe na Mesa (Mesa Farta), Leite em Casa e Educação Alimentar e Nutricional, ligados à Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional. Além disso, deverá incluir metas, logística de distribuição e o cronograma das licitações necessárias. Ao analisar o processo, o magistrado concluiu que os programas estão paralisados ou funcionam de forma irregular. Por isso, entendeu que a situação compromete o direito da população ao acesso à alimentação adequada. A decisão também destaca que a Constituição Federal e a Lei nº 11.346/2006 obrigam o poder público a manter políticas permanentes de segurança alimentar. Na defesa, a prefeitura afirmou que o programa Leite em Casa foi interrompido por descumprimento contratual da empresa fornecedora. Também informou que os demais programas estavam em funcionamento ou em regularização. No entanto, a ação apontou que o Alimenta Brasil está parado desde 2024, o Leite em Casa não funciona desde 2022 e os outros programas ocorrem apenas de forma esporádica.
PF investiga esquema milionário que usava indígenas no INSS

BAHIA, 09 de julho de 2026 — A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União deflagraram a 2ª fase da Operação Monã nesta quinta (9). A investigação apura um esquema de fraudes no sul da Bahia. O grupo criminoso usava documentos falsos para conseguir benefícios do INSS. O alvo eram os segurados especiais indígenas. Porém, os investigadores suspeitam que não índios também se beneficiaram do esquema. Os criminosos obtinham aposentadorias rurais, salários-maternidade e outros pagamentos. O prejuízo aos cofres públicos pode passar de R$ 100 milhões. Além disso, o grupo também é suspeito de contratar empréstimos consignados. Esses empréstimos eram vinculados aos benefícios fraudados. Portanto, o rombo financeiro pode ser ainda maior. A PF cumpriu 11 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram nas cidades de Eunápolis e Porto Seguro, na Bahia. A Justiça Federal determinou o afastamento de dois servidores públicos. Eles são suspeitos de participar do esquema. A Justiça também bloqueou mais de R$ 1,5 milhão em contas bancárias dos investigados. Um veículo foi apreendido. O objetivo é garantir o ressarcimento dos prejuízos. Os suspeitos podem responder por associação criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e corrupção passiva. As penas para esses crimes são altas. A operação continua em andamento. A PF não descarta novas fases da investigação.
Denúncia mira manobras em contratos temporários em Balsas

BALSAS, 09 de julho de 2026 — O vereador Higins Neto apresentou uma representação ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) contra a Prefeitura de Balsas. O pedido, com medida cautelar, questiona a gestão dos contratos temporários da Secretaria Municipal de Educação. A ação cita o prefeito Alan Douglas de Oliveira, o Alan da Marissol, e o secretário José Nilton Dourado da Silva. Segundo o parlamentar, professores contratados informaram que os vínculos seriam encerrados em julho, durante o recesso escolar, e renovados em agosto, com a volta das aulas. Por isso, a denúncia aponta que a medida poderia evitar o pagamento dos profissionais no período das férias. Na representação, Higins Neto anexou um contrato encerrado em 1º de julho. No entanto, o documento previa o cumprimento dos 200 dias letivos e também permitia prorrogação. Antes de acionar o TCE, o vereador enviou ofícios à Procuradoria-Geral do Município e à Secretaria Municipal de Educação, mas afirmou que não recebeu resposta. O parlamentar pede que o TCE suspenda possíveis demissões e novas contratações para as mesmas funções. Além disso, solicita a relação dos contratos temporários firmados em 2026 e, se necessário, uma auditoria na Secretaria de Educação. O processo aguarda análise do pedido de medida cautelar pelo TCE-MA.
Aécio desiste e PSDB fica sem candidato a presidente em 2026

SÃO PAULO, 09 de julho de 2026 — O deputado Aécio Neves, presidente do PSDB, desistiu de concorrer à Presidência em 2026. A decisão foi tomada após pesquisas mostrarem sua alta rejeição. Levantamento da AtlasIntel apontou que 54% dos eleitores não votariam nele. Outra pesquisa, do Nexus, indicou rejeição de 60%. Diante disso, o tucano concluiu que não havia espaço para uma candidatura de centro. A disputa está polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com a desistência, o PSDB deve ficar sem candidato próprio pela segunda eleição seguida. Em 2022, João Doria também não conseguiu viabilizar seu nome. Então, o partido apoiou Simone Tebet naquele ano. Agora, a legenda deve liberar seus filiados para escolherem seus candidatos. Segundo a direção, cerca de 70% dos pré-candidatos estaduais devem apoiar Flávio Bolsonaro. Os outros 30%, principalmente no Nordeste, se alinham a Lula ou mantêm neutralidade. O partido foi fundado em 1988 e teve candidatos próprios em todas as eleições até 2022. Fernando Henrique Cardoso venceu em 1994 e 1998. Depois, vieram derrotas para o PT. José Serra perdeu em 2002 e 2010. Geraldo Alckmin foi derrotado em 2006 e ficou em quarto lugar em 2018. Aécio perdeu para Dilma Rousseff em 2014 por três pontos. Portanto, 2026 será a segunda vez sem um nome tucano na disputa presidencial. Aécio chegou a convidar Ciro Gomes para ser o candidato do partido. O ex-ministro, porém, recusou. Ele prefere disputar o governo do Ceará, onde tem mais chances de vitória. Agora, Aécio avalia concorrer ao Senado por Minas Gerais. Pesquisas mostram que ele tem 11% das intenções de voto. Ele fica atrás da petista Marília Campos, que tem 19%. Por outro lado, aliados dizem que ele pode priorizar a presidência do PSDB. O objetivo é eleger uma bancada forte no Congresso para cumprir a cláusula de barreira.