
COLÔMBIA, 02 de junho de 2026 — O candidato governista à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, recuou nesta segunda (1º). Ele afirmou que sua equipe não encontrou evidências de irregularidades capazes de comprometer o resultado do primeiro turno das eleições. A votação ocorreu no domingo (31).
A declaração marca uma mudança de posição do candidato da esquerda. Horas antes, Cepeda havia evitado reconhecer automaticamente o resultado. Ele mencionou supostas discrepâncias no número de eleitores. Também citou votações consideradas atípicas em alguns centros eleitorais.
“Fizemos as verificações necessárias”, declarou o candidato à imprensa. “E até agora, preciso dizer, porque sou uma pessoa séria e transparente, não encontramos neste momento fatos de uma dimensão ou profundidade que mereçam um pronunciamento sobre eventuais irregularidades”, afirmou.
RESULTADO DO PRIMEIRO TURNO
No primeiro turno, Cepeda terminou em segundo lugar. Ele aparecia como favorito em parte das pesquisas eleitorais. O candidato conservador Abelardo de la Espriella liderou a disputa com 43,74% dos votos. O candidato governista recebeu 40,9%.
Mesmo antes do recuo de Cepeda, o presidente colombiano, Gustavo Petro, havia declarado que não reconhecia o resultado do primeiro turno. Segundo Petro, mais de 800 mil pessoas teriam sido incluídas de forma irregular no cadastro eleitoral. Isso teria ocorrido nas semanas que antecederam a votação.
REAÇÃO DA OPOSIÇÃO
A reação da oposição foi imediata. De la Espriella pediu que as forças de segurança e o Exército garantam o cumprimento da Constituição. A medida seria necessária caso haja qualquer tentativa de contestar o resultado das urnas.
O candidato conservador também fez críticas a Petro. Ele alertou Cepeda para não insistir em questionamentos sobre a eleição. Além disso, pediu que os Estados Unidos e outros países acompanhem de perto o processo eleitoral colombiano.
Com a revisão de posição de Cepeda, o foco da disputa passa agora para o segundo turno. A nova votação colocará frente a frente o candidato governista e o líder da direita colombiana.







