Obra muda trânsito no Olho d’Água a partir de 15 de julho

olha d'água

SÃO LUÍS, 09 de julho de 2026 — A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) vai alterar o trânsito na região do Olho d’Água, em São Luís, a partir de 15 de julho. As mudanças seguem até 29 de agosto e atendem às obras de implantação da extensão da Avenida Litorânea. A intervenção ocorre na descida da Avenida São Carlos, perto da Praça de Iemanjá. A obra vai permitir a ligação entre a Avenida Litorânea, a rodovia MA-203 e a Nova Litorânea. Por isso, a Avenida São Carlos passará a ter sentido único em direção à Avenida Litorânea. Além disso, a Avenida Litorânea terá desvio e estreitamento da pista, com apenas uma faixa de circulação até a entrada da Avenida Rio Claro. Segundo a Sinfra, entre 15 e 17 de julho as equipes farão a sinalização, o bloqueio de vias e a demolição do canteiro central. Então, entre 17 e 31 de julho, serão executadas obras de drenagem e a interligação das redes de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. Na etapa final, entre 1º e 29 de agosto, as equipes realizarão a pavimentação e a urbanização da área. Os serviços incluem novos postes de iluminação, construção do canteiro central, calçadas e implantação das sinalizações horizontal e vertical. A Sinfra orienta motoristas e motociclistas a respeitarem a sinalização provisória e as equipes de trânsito durante o período das obras.

Ação no TCU tenta barrar gasto de Lula com publicidade

TCU Lula

BRASÍLIA, 09 de julho de 2026 — O partido Novo entrou na Justiça e no Tribunal de Contas da União (TCU) contra o governo federal. O pedido é para suspender quase R$ 800 milhões em gastos com publicidade. A ação aconteceu em junho de 2026. O Novo afirma que a Secretaria de Comunicação (Secom) está usando o dinheiro para promover a imagem do presidente Lula. Segundo o partido, isso fere a Constituição. A lei diz que a publicidade deve apenas informar e orientar a população, sem exaltar autoridades. Os deputados Marcel van Hattem, Adriana Ventura, Luiz Lima e o senador Eduardo Girão assinam a ação popular. Os gastos da Secom cresceram muito nos últimos anos. O partido mostrou números. Em 2023, foram R$ 884 milhões. Em 2024, subiu para R$ 1,14 bilhão. Em 2025, chegou a R$ 1,53 bilhão. Só no primeiro semestre de 2026, já são R$ 763 milhões. Para a legenda, esse aumento aconteceu depois que Sidônio Palmeira assumiu a Secom em janeiro de 2025. O Novo também critica a concentração de verba. A Secom gastou R$ 763 milhões no primeiro semestre de 2026. Os outros 38 ministérios juntos gastaram apenas R$ 203 milhões. O partido cita exemplos de campanhas que promovem o governo, como a da isenção do Imposto de Renda e o uso de influenciadores digitais. A legenda quer uma liminar para parar os pagamentos e os contratos. O partido pede ainda que a Justiça anule os atos de publicidade. Para o Novo, a situação é grave e o dinheiro público está sendo usado para benefício político do presidente.

Justiça impede uso de provas suspensas em CPI da Assembleia

CPI ALEMA

BRASÍLIA, 09 de julho de 2026 — O Tribunal de Justiça do Maranhão determinou, nesta quinta (9), que a CPI da Assembleia Legislativa não use documentos e informações de uma investigação criminal suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça. A decisão é do desembargador Antônio José Vieira Filho e atende a um mandado de segurança apresentado pelo vice-governador Felipe Camarão (PT). A defesa informou que a comissão utilizava dados do Procedimento Investigatório Criminal nº 0823288-17.2025.8.10.0000, cuja tramitação está suspensa pelo STJ. Segundo o pedido, deputados exibiram documentos desse procedimento durante uma reunião realizada em junho. Além disso, o material teria servido para justificar medidas, como a quebra dos sigilos bancário e fiscal do vice-governador. Ao analisar o caso, o desembargador entendeu que o uso dessas provas poderia reduzir os efeitos da decisão do STJ. Portanto, afirmou que a suspensão da investigação também impede o aproveitamento de seus elementos para embasar novas medidas que possam limitar direitos. Com a liminar, a Assembleia Legislativa, por meio da Mesa Diretora e da presidente Iracema Vale, deve deixar de divulgar, compartilhar ou utilizar documentos ligados ao procedimento suspenso, salvo autorização judicial. Inclusive, o material já incorporado aos trabalhos da CPI deverá permanecer sob reserva até nova decisão da Justiça. Os citados no processo terão dez dias para apresentar esclarecimentos.

Grande Ilha soma mais de 360 assaltos a ônibus no 1º semestre

assaltos a ônibus

SÃO LUÍS, 09 de julho de 2026 — A Grande Ilha de São Luís registrou 363 assaltos a ônibus entre janeiro e junho de 2026, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). O número representa queda de 26,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 492 ocorrências. Mesmo assim, motoristas e passageiros afirmam que o medo da violência continua presente no transporte coletivo. Motoristas dizem que a insegurança faz parte da rotina. Carlos Mendonça, que trabalha há 26 anos na função, afirmou que sai de casa sem saber se voltará em segurança. Já Carlos Alfredo da Silva, motorista há 18 anos, contou que sofreu seis assaltos durante o trabalho. “A gente anda nessas vias, a gente para nas paradas e quando de repente, o indivíduo entra, anuncia o assalto e é assim qualquer dia”, relatou. Nos últimos 15 dias, novos casos voltaram a chamar atenção. Em um assalto a um ônibus da linha Socorrão II/Rodoviária, o motorista perdeu o controle da direção e o veículo bateu em um poste. Imagens mostraram três suspeitos fugindo pela janela. Passageiros relatam medo constante. “A gente entra no ônibus já amedrontada, porque sabe que, a qualquer hora, pode acontecer um assalto”, disse a cabeleireira Gisleia Silva. Segundo especialistas, muitos crimes deixam de ser registrados, o que dificulta o planejamento das ações de segurança. A SSP-MA informou que 2026 tem o menor número de assaltos a ônibus desde o início da série histórica, em 2021, e atribuiu a redução às operações permanentes das forças de segurança.

Automação atinge quase metade das empresas no Brasil

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BRASIL, 09 de julho de 2026 — Quase metade das empresas brasileiras já usa automação. É o que mostra o Instituto de Pesquisa de Emprego: 47% das organizações adotam alguma forma dessa tecnologia no dia a dia. A automação faz tarefas repetitivas no lugar de pessoas. Isso inclui desde softwares que organizam dados até robôs em linhas de produção. O objetivo é ganhar eficiência, cortar custos e reduzir erros. A tendência cresce por um motivo claro: a concorrência entre empresas está mais forte. Então, a automação ajuda a produzir mais em menos tempo. Além disso, a consultoria McKinsey revela que 58% das companhias avaliam que a tecnologia melhora a qualidade do atendimento. Por isso, o cliente recebe respostas mais rápidas e precisas, o que aumenta sua satisfação. Mas a mudança tem dois lados. Por um lado, a produtividade pode subir até 40% em alguns setores. Por outro, empregos estão ameaçados. O Instituto de Pesquisa de Emprego calcula que 25% das funções atuais podem ser automatizadas nos próximos anos. Portanto, muitos trabalhadores vão precisar se requalificar para ocupar novos cargos. Empresas grandes já mostram esse caminho. A Amazon usa robôs em seus centros de distribuição e processa 50% mais pedidos do que os métodos tradicionais. A Tesla aplica automação na montagem de carros e produz milhares de veículos por semana. Esses exemplos provam que a tecnologia pode transformar setores inteiros. Para uma empresa começar a automatizar, o primeiro passo é mapear tarefas repetitivas que consomem muito tempo. Depois, é preciso pesquisar ferramentas que se encaixem na realidade do negócio. O treinamento da equipe vem em seguida, porque funcionários precisam se sentir seguros com as novidades. A implementação deve ser gradual, com monitoramento constante de cada etapa. Por fim, os processos automatizados exigem reavaliação periódica, já que o mercado muda o tempo todo. O futuro do trabalho será mais tecnológico e dinâmico. Profissionais que se adaptarem e buscarem aprendizado contínuo terão mais chances. As empresas que investirem em capacitação também sairão na frente. A automação não elimina a necessidade de pessoas, mas transforma o que elas fazem.

Mais de 80 bairros de São Luís estão sem água, diz Caema

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SÃO LUÍS, 09 de julho de 2026 — Mais de 80 bairros de São Luís estão sem água nas torneiras. O motivo é o rompimento de uma subadutora DN 600, que aconteceu na terça (7), na região da Forquilha. A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) informou que o acidente foi causado por uma máquina que fazia obras no elevado da via. A adutora atingida é a quarta maior da capital. Por isso, o conserto exige cuidado e equipes da Caema já estão no local trabalhando. O vazamento na avenida Guajajaras, também na Forquilha, está diretamente ligado a esse mesmo rompimento. A previsão da empresa é que os reparos sejam finalizados até as 15h desta quinta (9). Depois disso, o abastecimento será retomado de forma gradual. Ou seja, a água não volta para todas as casas ao mesmo tempo. Entre os bairros afetados estão áreas como Anil, Cohatrac, João Paulo, Forquilha, São Cristóvão, Jardim de Fátima, Residencial Canaã, Parque Universitário, Vila Brasil, Cruzeiro do Anil, Itapiracó, Pão de Açúcar, e muitos outros. Também estão sem água conjuntos como Alvorada, Esmeralda, SMV, Planalto Pingão, e residenciais como Araçagy, Centaurus, Filadélfia, Primavera, Rio Anil, Santiago, Tabata, Turmalina, Granada e Santos Dumont. A lista completa inclui ainda vilas e localidades como Vila Militar, Vila Humaitá, Sítio Pirapora e Solar das Mangueiras. O retorno completo da água depende do fim dos serviços e da recuperação da pressão na rede.

Prefeitura de Buriti Bravo é alvo por não nomear concursados

buriti bravo

MARANHÃO, 09 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão (MPMA) acionou a Justiça para obrigar a Prefeitura de Buriti Bravo a convocar, nomear e empossar 24 candidatos aprovados no cadastro de reserva para professor. A ação foi proposta pelo promotor Gustavo Pereira Silva. Além disso, o órgão pede a convocação de aprovados para preencher outras 20 vagas abertas após desistências ou ausência dos chamados. Segundo o MPMA, o concurso foi homologado em 2 de maio de 2025 e continua válido por dois anos. O órgão também pediu que a Justiça aplique multa diária ao Município caso a decisão não seja cumprida. A investigação apontou que, até junho de 2026, havia 339 professores efetivos em atividade, embora a estrutura da rede municipal preveja 400 cargos. Com isso, permaneceram 61 vagas efetivas sem preenchimento. Apesar desse cenário, a Prefeitura realizou um processo seletivo simplificado para contratar temporariamente 329 professores. Portanto, o Ministério Público afirma que houve preterição dos candidatos aprovados no concurso, que ainda aguardam nomeação para os cargos disponíveis. A ação teve origem em um procedimento administrativo aberto após representação de candidatas aprovadas no cadastro de reserva. Segundo o MPMA, a apuração identificou indícios de que o Município priorizou contratações temporárias em vez da nomeação dos concursados. “Apurou-se por meio do presente procedimento administrativo uma verdadeira burla ao concurso público, por parte do Município de Buriti Bravo, em flagrante desrespeito às leis, em especial à Constituição Federal e aos princípios que regem a Administração Pública”, destacou o promotor na ação. Além disso, o órgão pediu documentos sobre os contratos temporários e que novas contratações para esses cargos sejam proibidas enquanto houver aprovados aptos à nomeação.

TJMA chama pagamento de R$ 270 mil a juiz de caso isolado

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MARANHÃO, 09 de julho de 2026 — O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o pagamento de mais de R$ 270 mil a um magistrado foi um caso isolado. O tribunal enviou a resposta após o STF pedir explicações sobre possíveis pagamentos acima dos limites definidos pela Corte. Segundo o TJMA, a autorização ocorreu na gestão anterior. O tribunal explicou que o valor corresponde a verbas rescisórias pela aposentadoria do magistrado. Além disso, informou que decidiu limitar esse tipo de pagamento ao teto constitucional até que o STF defina se o recebimento integral é legal. O atual presidente do TJMA, desembargador Ricardo Tadeu Bugarin Duailibe, assumiu o cargo em 24 de abril de 2026. O TJMA também informou que registrou outros seis pagamentos acima dos parâmetros do STF. Segundo o tribunal, esses valores foram referentes a abono de férias e 13º salário, benefícios que a Corte considera exceções ao teto constitucional. Portanto, o órgão afirmou que suspende qualquer pagamento que ultrapasse os limites fixados até nova decisão judicial ou mudança na legislação. O tribunal não enviou as folhas de pagamento de abril, maio e junho. A justificativa foi uma limitação técnica causada pelo tamanho dos arquivos. Por isso, informou que encaminhou os documentos por e-mail ao gabinete dos ministros e à Secretaria-Geral do STF. Outros seis tribunais estaduais também devem prestar esclarecimentos.

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