Brasil exporta jogadores e fatura quase R$ 3 bilhões em 2025

BRASIL, 15 de julho de 2026 — Em 2025, o Brasil exportou US$ 553,7 milhões em jogadores de futebol, enquanto as importações totalizaram US$ 234,7 milhões, resultando em um saldo positivo de US$ 319 milhões, similar ao de 2018. A exportação de atletas se tornou uma importante fonte de receita, representando quase 30% do faturamento dos clubes da Série A. O Brasil liderou as transferências de jogadores, com 1.005 saídas e 1.190 entradas, sendo Portugal o principal destino. O Brasil exportou US$ 553,7 milhões (cerca de R$ 2,86 bilhões) em jogadores de futebol em 2025, segundo dados do Banco Central (BC). As importações de atletas somaram US$ 234,7 milhões (R$ 1,2 bilhão), resultando em um saldo positivo de US$ 319 milhões (R$ 1,65 bilhão) – o equivalente a 15% das divisas geradas pela venda de carne suinã ao exterior, conforme levantamento do jornal Folha de S.Paulo. O valor superavitário ficou em linha com o registrado em 2018, quando o saldo também foi de US$ 319,8 milhões. Naquele ano, no entanto, as receitas totais foram de US$ 383,7 milhões, seis vezes o montante das despesas. O BC registra essas operações na categoria “ativos não financeiros não produzidos”, que inclui itens como licenças de marca e direitos de exploração de recursos naturais. Embora o levantamento abarque diferentes modalidades, o futebol responde por quase todo o volume negociado. CLUBES DA SÉRIE A TÊM 30% DA RECEITA EM VENDA DE ATLETAS Cesar Grafietti, consultor de gestão e finanças do esporte, afirma que a exportação se tornou uma fonte importante de receita para os clubes nacionais. Em 2025, quase 30% do faturamento dos clubes da Série A veio da venda de jogadores. “Temos observado não um aumento na quantidade, mas um aumento no valor dos jogadores negociados”, diz Grafietti ao jornal Folha de S.Paulo. “Atletas de 17 a 21 anos têm valido mais. Vemos mais negócios na casa de 25, 30, 40 milhões de euros.” A mudança reflete a reestruturação financeira dos clubes, que passaram a negociar melhor as transferências em vez de vender para cobrir rombos no caixa.Brasil lidera entradas e saídas de atletas, segundo Fifa Relatório da Fifa apontou o Brasil como líder tanto em saídas (1.005) quanto em entradas (1.190) de jogadores no futebol masculino profissional. Portugal foi o principal destino (184 transferências) e também a principal origem de atletas que chegaram ao país (180). Grafietti atribui o aumento de contratações a três fatores: a criação das SAFs, que reestruturam clubes; a força de Flamengo e Palmeiras para repatriar jogadores; e o aumento de receitas com a entrada das casas de apostas. Segundo o site Transfermarkt, o Palmeiras liderou as arrecadações com vendas em 2025, com 145,9 milhões de euros (R$ 860 milhões). O valor foi impulsionado pela ida de Estêvão ao Chelsea por 45 milhões de euros. Em seguida, aparecem Botafogo (119 milhões de euros) e Flamengo (82,6 milhões de euros).
Tensão entre Brasil e EUA cresce por causa de facções

ESTADOS UNIDOS, 14 de julho de 2026 — Brasil e Estados Unidos vivem um novo atrito diplomático. O motivo é a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. O governo americano tomou essa decisão em junho. O Brasil não foi avisado com antecedência. O ministro Mauro Vieira, do Itamaraty, enviou um documento à Câmara. Ele alertou que a medida pode permitir ações americanas no Brasil. Isso incluiria áreas financeiras, migratórias e penais. Ele também mencionou o risco de uso da força militar dos EUA em território nacional. O Departamento de Estado americano respondeu com dureza. Classificou o temor do chanceler como “absurdo”. Washington disse que age dentro de sua soberania. O objetivo é combater gangues que agora atuam nos EUA. A diplomacia negou qualquer plano de intervenção no Brasil. Afirmou ainda que essas alegações ajudam os criminosos. “Alegações vagas servem de pretexto para incentivar grupos violentos”, disse o texto. Os EUA já aplicaram as primeiras sanções. O Departamento do Tesouro atingiu dois brasileiros e três empresas nacionais. Também incluiu uma companhia em Portugal. Eles são acusados de lavar dinheiro do PCC. O esquema movimentou mais de US$ 30 milhões. Além disso, americanos e residentes podem ser punidos se apoiarem as facções. O senador Jim Risch apoiou a medida. Ele defendeu as novas ferramentas para combater as organizações. Por fim, Risch garantiu que os EUA querem continuar a cooperação com a polícia brasileira.
Dívida pública do Brasil vai a 96,5% do PIB em 2026

BRASIL, 13 de julho de 2026 — A dívida pública brasileira deve terminar 2026 em 96,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Quem divulga o dado é o Instituto Teotônio Vilela, com base em projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). A informação foi publicada nesta sexta (10). Em 2022, esse índice era de 83,9%. Portanto, o aumento foi de 12,6 pontos porcentuais em quatro anos. Esse crescimento coloca o Brasil na segunda posição entre os países do G20 com maior alta da dívida. A China lidera, com avanço de 29,6 pontos. O desempenho brasileiro é pior que o de outros países emergentes. África do Sul, México e Argentina, por exemplo, conseguiram controlar melhor o endividamento. Além disso, o número atual se aproxima do período de crise de 2015 e 2016, no governo Dilma Rousseff. A previsão do FMI é que a dívida continue subindo. Ela pode chegar a 105,5% do PIB até o fim do próximo mandato presidencial. Entre os países da OCDE, o Brasil só fica atrás da Finlândia e da Polônia em aumento da dívida. É importante lembrar que os números mudam conforme a metodologia. O Banco Central, por exemplo, projeta a dívida em 83,6% do PIB para 2026. Isso porque o FMI considera todos os passivos do governo, enquanto o BC exclui alguns itens. A Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, também alerta para o futuro. O órgão prevê déficits primários permanentes e crescentes. Por isso, a dívida pode alcançar 115% do PIB em 2036, a menos que o país gere superávit.
Automação atinge quase metade das empresas no Brasil

BRASIL, 09 de julho de 2026 — Quase metade das empresas brasileiras já usa automação. É o que mostra o Instituto de Pesquisa de Emprego: 47% das organizações adotam alguma forma dessa tecnologia no dia a dia. A automação faz tarefas repetitivas no lugar de pessoas. Isso inclui desde softwares que organizam dados até robôs em linhas de produção. O objetivo é ganhar eficiência, cortar custos e reduzir erros. A tendência cresce por um motivo claro: a concorrência entre empresas está mais forte. Então, a automação ajuda a produzir mais em menos tempo. Além disso, a consultoria McKinsey revela que 58% das companhias avaliam que a tecnologia melhora a qualidade do atendimento. Por isso, o cliente recebe respostas mais rápidas e precisas, o que aumenta sua satisfação. Mas a mudança tem dois lados. Por um lado, a produtividade pode subir até 40% em alguns setores. Por outro, empregos estão ameaçados. O Instituto de Pesquisa de Emprego calcula que 25% das funções atuais podem ser automatizadas nos próximos anos. Portanto, muitos trabalhadores vão precisar se requalificar para ocupar novos cargos. Empresas grandes já mostram esse caminho. A Amazon usa robôs em seus centros de distribuição e processa 50% mais pedidos do que os métodos tradicionais. A Tesla aplica automação na montagem de carros e produz milhares de veículos por semana. Esses exemplos provam que a tecnologia pode transformar setores inteiros. Para uma empresa começar a automatizar, o primeiro passo é mapear tarefas repetitivas que consomem muito tempo. Depois, é preciso pesquisar ferramentas que se encaixem na realidade do negócio. O treinamento da equipe vem em seguida, porque funcionários precisam se sentir seguros com as novidades. A implementação deve ser gradual, com monitoramento constante de cada etapa. Por fim, os processos automatizados exigem reavaliação periódica, já que o mercado muda o tempo todo. O futuro do trabalho será mais tecnológico e dinâmico. Profissionais que se adaptarem e buscarem aprendizado contínuo terão mais chances. As empresas que investirem em capacitação também sairão na frente. A automação não elimina a necessidade de pessoas, mas transforma o que elas fazem.
Brasil perde primeira ação contra Rumble nos EUA

BRASÍLIA, 08 de julho de 2026 — O Brasil sofreu sua primeira derrota na ação da Rumble e da Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes, nos Estados Unidos. A decisão foi da juíza Mary Scriven, da Corte da Flórida, na terça (7). Ela deu mais uma semana para as empresas se manifestarem sobre o pedido de extinção do processo feito pelo governo brasileiro. A Rumble e a Trump Media tinham até essa terça para responder à Advocacia-Geral da União (AGU). Porém, pediram mais tempo. O Brasil se opôs. Argumentou que as empresas criavam uma “urgência artificial” para adiar a resposta. Disseram também que elas já tiveram prazo suficiente. Para reforçar o pedido, a AGU citou uma reportagem com declarações do advogado das empresas, Martin De Luca. O governo disse que, se o defensor teve tempo para dar entrevistas, também poderia ter preparado a resposta. “Essa tentativa de manobra processual não deve ser recompensada com prazo adicional”, escreveu a AGU. Apesar disso, a juíza concedeu o novo prazo até 14 de julho. A Rumble é uma plataforma de vídeos parecida com o YouTube. É popular entre conservadores nos Estados Unidos. Em fevereiro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes mandou suspender a rede no Brasil. A justificativa foi o descumprimento de decisões judiciais. Segundo Moraes, bolsonaristas usavam o site para espalhar notícias falsas e ataques às instituições. Ele também afirmou que todas as empresas que atuam no país devem seguir a lei brasileira. No processo, a Rumble e a Trump Media acusam Moraes de bloquear perfis de pessoas que vivem nos EUA de forma ilegal. Dizem ainda que o ministro pratica censura contra discursos políticos de direita, como o do influenciador Allan dos Santos.
Brasil solta alvo de sanções nos EUA por elo com o PCC

BRASIL, 08 de julho de 2026 — A Justiça Federal em Santos determinou a soltura de 13 pessoas no dia 7 de julho. Elas haviam sido presas na sexta (3), durante a Operação Exchange. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. O montante movimentado chega a R$ 10 bilhões. Entre os libertados está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Ela é a primeira brasileira a sofrer sanções econômicas dos Estados Unidos por ligação com a facção. Já Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como líder do núcleo financeiro, não foi solto. Ele permanece foragido e teve a prisão temporária convertida em preventiva pela 7ª Vara Federal Criminal de Santos. A juíza entendeu que não há motivos para manter os outros detidos. A Operação Exchange foi deflagrada dois dias após os EUA anunciarem o bloqueio de bens e empresas dos envolvidos em território americano. A Polícia Federal contou com ajuda do Departamento de Segurança Nacional dos EUA, o Homeland Security. As investigações começaram depois que autoridades norte-americanas enviaram dados sobre o esquema bilionário. O grupo usava criptoativos e empresas de fachada para lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. Segundo a PF, Shimada liderava o setor financeiro do PCC. Ele operava com remessas de haxixe e usava depósitos fracionados para lavar dinheiro. Participavam do esquema seu tio Amaro Henrique de Oliveira, sua prima Stella Stefanie e Carlos Henrique Costa Almeida. A Victory Trading Intermediação de Negócios era a principal empresa de fachada. Relatórios apontam R$ 1,9 bilhão em transações feitas por ela. Outro nome central é Ygor Fockink Savioli, apontado como principal articulador da venda de drogas. Ele foi preso nos EUA em 2023 com outros quatro investigados pelo FBI. A PF descreve uma estrutura financeira complexa. Havia conversão de dinheiro em criptoativos e uso de empresas em vários países. A lista de investigados inclui operadores, especialistas em cripto, advogados, contadores e intermediários. O advogado Yuri Cruz, que defende Shimada e Stella, disse que vai analisar a decisão. Ele afirmou que adotará as medidas cabíveis para tentar revogar a prisão preventiva.
Inadimplência atinge maior nível e bate recorde no Brasil

BRASÍLIA, 03 de julho de 2026 — A taxa de inadimplência no crédito brasileiro chegou a 4,7% em maio de 2026. Esse é o maior valor desde 2011, quando o Banco Central começou a medir. O dado considera operações com atraso acima de 90 dias. Além disso, a Serasa aponta que 81,7 milhões de consumidores estão negativados. Portanto, o cenário mostra que muitas famílias enfrentam dificuldades para pagar contas e financiamentos. O especialista Carlos Akira Sato afirma que o problema é estrutural. Ele diz que programas de renegociação ajudam, mas não curam a origem. Por isso, ele critica a falta de ensino sobre dinheiro nas escolas. Muitos brasileiros só aprendem sobre juros e crédito quando já estão endividados. Então, isso vira um ciclo que passa de pai para filho. Akira defende que o país deve formar poupadores, e não apenas consumidores. Ele sugere ensinar organização do orçamento, efeito dos juros e hábito de guardar dinheiro. Além disso, ele diz que a responsabilidade não é só do governo. Empresas, bancos e fintechs também podem ajudar a disseminar esse conhecimento. Para ele, educação financeira é infraestrutura econômica, não filantropia. Um consumidor saudável compra e paga melhor, o que beneficia todo o mercado. Portanto, o recorde de inadimplência serve como um alerta para o país investir em formação desde cedo.
Brasil paga US$ 3 mi a escritório que atua em caso de Moraes

BRASÍLIA, 1º de julho de 2026 — O Brasil possui um contrato de quase US$ 3 milhões com o escritório Foley Hoag LLP, que representa o Estado em uma ação movida por Trump Media e Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes nos EUA. A AGU, sob o governo Lula, argumentou que a ação envolve a República Federativa do Brasil e pediu o reconhecimento da imunidade de jurisdição O Brasil tem um contrato de US$ 2,9 milhões com o Foley Hoag LLP, que atua na ação movida por Trump Media e Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes nos Estados Unidos. O escritório norte-americano atuou para impedir que o magistrado fosse julgado à revelia, no processo, na semana passada. Firmado em 25 de junho de 2019, durante a gestão do então advogado-geral da União (AGU), André Mendonça, o contrato foi celebrado inicialmente por R$ 9 milhões para representar os interesses da União perante tribunais dos EUA. A Oeste, a AGU informou que a ampliação mais recente do valor ocorreu em 29 de agosto de 2025, quando a quantia estimada passou de US$ 2,3 milhões para US$ 2,9 milhões, o equivalente a R$ 15,8 milhões pela cotação do Banco Central na data. Especialistas consultados pela reportagem dizem que, como o valor é fixado em dólares, seu equivalente em reais varia conforme o câmbio. O aumento foi formalizado seis meses depois de Trump Media e Rumble ajuizarem a ação contra Moraes, na qual acusam o ministro de expedir ordens sigilosas que violam a Constituição dos EUA. Os R$ 15 milhões representam o teto da negociação do Brasil com o escritório até junho de 2027, e não necessariamente o montante já gasto. A AGU também informou que a atuação do Foley Hoag LLP na ação sobre Moraes custou US$ 205 mil (pouco mais de R$ 1 milhão, na cotação atual). Desse total, US$ 200.496 já foram pagos, enquanto US$ 4.735,50 ainda estão pendentes de quitação. Sob Lula, a AGU decidiu intervir no processo ao sustentar que a ação não envolve apenas Moraes, mas a própria República Federativa do Brasil. Conforme o órgão, as decisões interpeladas foram proferidas pelo juiz no exercício de suas funções no Supremo Tribunal Federal (STF) e, por isso, não podem ser submetidas à revisão de tribunais estrangeiros. Dessa forma, o Foley Hoag LLP pediu o ingresso da União no processo e o reconhecimento da imunidade de jurisdição do Estado brasileiro. Em junho deste ano, a juíza Mary Scriven aceitou a intervenção do Brasil, suspendeu qualquer decretação de revelia e deixou para analisar posteriormente o pedido de extinção da ação apresentado pela AGU.

