
BRASÍLIA, 08 de julho de 2026 — O Brasil sofreu sua primeira derrota na ação da Rumble e da Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes, nos Estados Unidos. A decisão foi da juíza Mary Scriven, da Corte da Flórida, na terça (7). Ela deu mais uma semana para as empresas se manifestarem sobre o pedido de extinção do processo feito pelo governo brasileiro.
A Rumble e a Trump Media tinham até essa terça para responder à Advocacia-Geral da União (AGU). Porém, pediram mais tempo. O Brasil se opôs. Argumentou que as empresas criavam uma “urgência artificial” para adiar a resposta. Disseram também que elas já tiveram prazo suficiente.
Para reforçar o pedido, a AGU citou uma reportagem com declarações do advogado das empresas, Martin De Luca. O governo disse que, se o defensor teve tempo para dar entrevistas, também poderia ter preparado a resposta.
“Essa tentativa de manobra processual não deve ser recompensada com prazo adicional”, escreveu a AGU. Apesar disso, a juíza concedeu o novo prazo até 14 de julho.
A Rumble é uma plataforma de vídeos parecida com o YouTube. É popular entre conservadores nos Estados Unidos. Em fevereiro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes mandou suspender a rede no Brasil. A justificativa foi o descumprimento de decisões judiciais.
Segundo Moraes, bolsonaristas usavam o site para espalhar notícias falsas e ataques às instituições. Ele também afirmou que todas as empresas que atuam no país devem seguir a lei brasileira.
No processo, a Rumble e a Trump Media acusam Moraes de bloquear perfis de pessoas que vivem nos EUA de forma ilegal. Dizem ainda que o ministro pratica censura contra discursos políticos de direita, como o do influenciador Allan dos Santos.







