IMPUNIDADE

Brasil solta alvo de sanções nos EUA por elo com o PCC

Andre Reis
Compartilhe
EUA PCC
Entre liberados está a brasileira alvo de sanções dos EUA. Líder financeiro do esquema, Victor Shimada, continua foragido e teve prisão convertida em preventiva

BRASIL, 08 de julho de 2026  A Justiça Federal em Santos determinou a soltura de 13 pessoas no dia 7 de julho. Elas haviam sido presas na sexta (3), durante a Operação Exchange. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. O montante movimentado chega a R$ 10 bilhões.

Entre os libertados está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Ela é a primeira brasileira a sofrer sanções econômicas dos Estados Unidos por ligação com a facção. Já Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como líder do núcleo financeiro, não foi solto.

Ele permanece foragido e teve a prisão temporária convertida em preventiva pela 7ª Vara Federal Criminal de Santos. A juíza entendeu que não há motivos para manter os outros detidos.

A Operação Exchange foi deflagrada dois dias após os EUA anunciarem o bloqueio de bens e empresas dos envolvidos em território americano. A Polícia Federal contou com ajuda do Departamento de Segurança Nacional dos EUA, o Homeland Security.

As investigações começaram depois que autoridades norte-americanas enviaram dados sobre o esquema bilionário. O grupo usava criptoativos e empresas de fachada para lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas.

Segundo a PF, Shimada liderava o setor financeiro do PCC. Ele operava com remessas de haxixe e usava depósitos fracionados para lavar dinheiro. Participavam do esquema seu tio Amaro Henrique de Oliveira, sua prima Stella Stefanie e Carlos Henrique Costa Almeida.

A Victory Trading Intermediação de Negócios era a principal empresa de fachada. Relatórios apontam R$ 1,9 bilhão em transações feitas por ela.

Outro nome central é Ygor Fockink Savioli, apontado como principal articulador da venda de drogas. Ele foi preso nos EUA em 2023 com outros quatro investigados pelo FBI.

A PF descreve uma estrutura financeira complexa. Havia conversão de dinheiro em criptoativos e uso de empresas em vários países. A lista de investigados inclui operadores, especialistas em cripto, advogados, contadores e intermediários.

O advogado Yuri Cruz, que defende Shimada e Stella, disse que vai analisar a decisão. Ele afirmou que adotará as medidas cabíveis para tentar revogar a prisão preventiva.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x