
BRASIL, 13 de julho de 2026 — A dívida pública brasileira deve terminar 2026 em 96,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Quem divulga o dado é o Instituto Teotônio Vilela, com base em projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). A informação foi publicada nesta sexta (10).
Em 2022, esse índice era de 83,9%. Portanto, o aumento foi de 12,6 pontos porcentuais em quatro anos. Esse crescimento coloca o Brasil na segunda posição entre os países do G20 com maior alta da dívida. A China lidera, com avanço de 29,6 pontos.
O desempenho brasileiro é pior que o de outros países emergentes. África do Sul, México e Argentina, por exemplo, conseguiram controlar melhor o endividamento. Além disso, o número atual se aproxima do período de crise de 2015 e 2016, no governo Dilma Rousseff.
A previsão do FMI é que a dívida continue subindo. Ela pode chegar a 105,5% do PIB até o fim do próximo mandato presidencial. Entre os países da OCDE, o Brasil só fica atrás da Finlândia e da Polônia em aumento da dívida.
É importante lembrar que os números mudam conforme a metodologia. O Banco Central, por exemplo, projeta a dívida em 83,6% do PIB para 2026. Isso porque o FMI considera todos os passivos do governo, enquanto o BC exclui alguns itens.
A Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, também alerta para o futuro. O órgão prevê déficits primários permanentes e crescentes. Por isso, a dívida pode alcançar 115% do PIB em 2036, a menos que o país gere superávit.







