Protestos contra a corrupção perdem força no Brasil

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BRASIL, 28 de junho de 2026 — Treze anos depois dos protestos de junho de 2013, o Brasil volta a conviver com escândalos de grande impacto, mas sem a mesma capacidade de produzir uma mobilização nacional a partir da indignação. A fraude bilionária no INSS e o caso Banco Master, além da própria deterioração da confiança nas instituições de controle da corrupção, recolocaram o assunto no debate público. Ainda assim, a corrupção já não aparece com a mesma força nas ruas nem no topo das prioridades declaradas pelo eleitor. Em março, pesquisa Datafolha mostrou que 9% dos brasileiros apontavam corrupção, roubalheira ou desonestidade como principal problema do país, atrás de segurança e saúde e até mesmo de tópicos como economia, inflação e aumento do preço da cesta básica. O número não significa que a sociedade tenha deixado de se incomodar com desvios de dinheiro público, já que temas como saúde e segurança são tradicionalmente relevantes nessas pesquisas. Contudo, traduz em dados uma mudança que é perceptível no ambiente político: a corrupção ainda gera indignação, mas já não produz mobilização de massa na mesma escala da década passada. Para cientistas políticos ouvidos pela Gazeta do Povo, a perda de força da pauta anticorrupção não decorre do desaparecimento da aversão à corrupção, mas de uma combinação de decepção com a política, frustração com as reversões judiciais, polarização e sensação de impotência. A energia de 2013 foi canalizada por anos em protestos de rua, no impeachment de Dilma Rousseff, na Lava Jato e na eleição de Jair Bolsonaro, mas acabou sofrendo um choque com a anulação de condenações, a volta de Lula ao poder e a percepção de que o sistema político conseguiu neutralizar boa parte da pressão popular. “O problema é que o sentimento mais forte no Brasil hoje é o de impotência”, afirma o cientista político Christian Lohbauer, um dos fundadores do Partido Novo. “Quando você tenta fazer uma manifestação de rua hoje, não chega a um décimo do que se levava lá atrás.” Na avaliação dele, a sociedade não deixou de se indignar com a corrupção. O que mudou foi a expectativa de eficácia da mobilização. “Todo mundo parou suas vidas, dedicou energias e se mobilizou para derrubar um governo incompetente e corrupto, que era o de Dilma Rousseff. Depois de tudo o que aconteceu – incluindo a Lava Jato, que se transformou em uma esperança de lavar a roupa suja do país e elevar as instituições a outro patamar –, nós voltamos exatamente à situação em que estávamos”, diz. Lohbauer afirma que o retorno de Lula ao poder teve efeito simbólico decisivo sobre essa disposição de ir às ruas. O petista ficou preso em Curitiba após condenações na Lava Jato, foi solto em 2019 e teve suas condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021. “Os poderosos de hoje são aqueles que haviam sido presos e condenados por todas as instâncias da Justiça. O cidadão olha para tudo isso e se pergunta: ‘O que mais eu posso fazer?’. É um esgotamento, um sentimento de falência após uma luta intensa”, afirma. Continue lendo…

Brasil tem 21 mil aposentados com mais de 100 anos no INSS

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BRASIL, 26 de junho de 2026 — O Brasil já soma mais de 21 mil aposentados com 100 anos ou mais recebendo benefícios do INSS. Os dados foram obtidos pelo Metrópoles via Lei de Acesso à Informação e são de maio de 2026. Esse número faz parte de um universo de cerca de 40 milhões de pagamentos mensais feitos pela Previdência. O avanço da longevidade da população ajuda a explicar esse fenômeno. A maior parte desses centenários, cerca de 17 mil pessoas, recebe o piso previdenciário de R$ 1.621,00. Por outro lado, três aposentados têm o maior benefício identificado, no valor de R$ 33.763,00. Os valores variam conforme o histórico de contribuição de cada segurado. Ao todo, o INSS gasta aproximadamente R$ 40 milhões por mês com esse grupo, o que equivale a R$ 500 milhões anuais. São Paulo lidera o ranking de estados com mais aposentados centenários: são 3.223 beneficiários. Em seguida vêm Minas Gerais (2.499), Bahia (2.027), Rio de Janeiro (1.792) e Maranhão (1.668). Ceará (1.050), Pernambuco (1.013), Rio Grande do Sul (849), Pará (833) e Paraná (736) completam a lista. Na outra ponta, os estados com menos beneficiários são Acre (127), Rondônia (105), Amapá (93) e Roraima (46). O aumento da expectativa de vida no Brasil impulsiona esse cenário. Nas últimas décadas, o país melhorou os indicadores de saúde e o acesso à Previdência. Com isso, mais pessoas conseguem chegar a idades avançadas com cobertura previdenciária. Porém, a existência de milhares de beneficiários centenários acende alertas sobre possíveis pagamentos indevidos. O INSS e órgãos de controle fazem auditorias periódicas para identificar fraudes. Eles verificam principalmente a ausência de prova de vida ou inconsistências nos cadastros. O governo tem intensificado o cruzamento de dados para garantir que os recursos sejam destinados corretamente. Além disso, o aumento da longevidade eleva a pressão sobre as contas públicas e o equilíbrio do sistema no longo prazo.

Brasil tem 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais

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BRASIL, 19 de junho de 2026 — O Brasil tem agora 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais. Esse número equivale a 4,9% da população. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados nesta sexta (19). Esse é o menor índice já registrado desde 2016, quando a pesquisa começou. Em comparação com o ano anterior, 592 mil pessoas a mais aprenderam a ler e escrever. O IBGE considera alfabetizado quem consegue ler e escrever um bilhete simples. Em 2016, a taxa era de 6,7%. Em 2023, caiu para 5,3%. Agora, chegou a 4,9%. Os idosos foram os que mais contribuíram para essa queda. Entre as pessoas com 60 anos ou mais, o analfabetismo caiu de 20,5% para 13,8%. Mesmo assim, esse grupo ainda concentra a maior parte dos analfabetos: são 4,8 milhões, ou 58% do total. Nas faixas mais jovens, os índices são bem menores. Entre os que têm 40 anos ou mais, a taxa é de 8,3%. Já entre os maiores de 25 anos, cai para 5,8%. Por fim, na população geral acima de 15 anos, fica em 4,9%. Além disso, os brasileiros estão estudando por mais tempo. A média de anos de estudo entre pessoas com mais de 25 anos subiu para 10,2 anos. As mulheres lideram, com 10,4 anos, enquanto os homens têm 10 anos exatos. Porém, existem diferenças por cor. Brasileiros brancos estudam, em média, 11,1 anos. Já os pretos ou pardos param em 9,5 anos. Por outro lado, o número de pessoas que concluíram o ensino médio ou superior bateu recorde: 42,6% da população.

Estados Unidos aprovam venda de 100 mísseis ao Brasil

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BRASIL, 13 de junho de 2026 — O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou a venda de 100 mísseis ao Brasil. O anúncio foi feito na quinta (11). O modelo é o Stinger FIM-92K. O negócio custa US$ 330 milhões. Esse valor equivale a R$ 1,6 bilhão. O governo brasileiro pediu a compra. Além dos mísseis, o pacote inclui outros equipamentos de defesa. O governo dos EUA diz que a venda ajuda o Brasil a proteger seu território. Também auxilia no combate ao narcoterrorismo dentro do país e na região. “Esta aquisição apoia os esforços de modernização da Defesa do Brasil, visando a fazer mais pela sua própria defesa ao proteger o espaço aéreo sul-americano de operações de tráfico ilícito”, informou o governo norte-americano.

Juiz do jogo do Brasil foi detido com drogas e prostitutas

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MUNDO, 12 de junho de 2026 — O árbitro Slavko Vincic, que apitará o jogo entre Brasil e Marrocos, estreia da seleção na Copa do Mundo, já foi detido durante uma operação contra tráfico de drogas, armas e prostituição. O caso envolvendo o esloveno aconteceu em 2020. Slavko Vincic foi encaminhado para uma delegacia na Bósnia e Herzegovina junto com outros 26 homens e nove mulheres. Vincic inicialmente foi detido, mas acabou liberado. Ele foi ouvido como testemunha pela polícia após alegar que não conhecia nenhuma das pessoas envolvidas no esquema investigado pelas autoridades. O árbitro contou que estava na Bósnia e Herzegovina para uma reunião de negócios representando a sua própria empresa. No total, 15 pessoas acabaram presas na ação. “Estava nesta fazenda por acaso. Tenho a minha própria empresa, estive na Bósnia e Herzegovina para uma reunião de negócios. Aceitei um convite para almoçar, o que acabou sendo meu maior erro. Estava sentado à mesa com a minha empresa, de repente chegou a polícia e o que aconteceu, aconteceu. Não tenho nada a ver com o grupo que foi preso e detido, nem os meus parceiros de negócios. Eles realmente nos levaram à polícia, pediram [depoimento] como testemunhas. Quando descobriram que nem os conhecíamos, pudemos ir.” Slavko Vincic, ao jornal esloveno “Vecer” Vincic apitou a final da Liga dos Campeões em 2024, quando o Real Madrid — à época dirigido por Carlo Ancelotti — venceu o Borussia Dortmund. Vini Jr. fez o segundo gol do time espanhol naquela partida. Mais recentemente, ele apitou o Bayern x Real Madrid, que culminou na eliminação dos merengues da Champions da temporada que se encerrou.

Banco Mundial reduz previsão para crescimento do Brasil

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MUNDO, 11 de junho de 2026 — O Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento do Brasil para 2026. A instituição divulgou o novo número nesta quinta (11). Agora, a estimativa é de alta de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Antes, a projeção era de 2%. Para 2027, a expectativa também caiu. O Banco Mundial passou de 2,3% para 2%. O relatório aponta dois motivos: o consumo das famílias perdeu fôlego. Além disso, o processo de desinflação está mais lento. A economia brasileira cresce, mas em velocidade menor. Essa revisão ocorre num contexto de piora global. O Banco Mundial também reduziu a projeção de crescimento mundial para 2,5% em 2026. O relatório cita incertezas econômicas internacionais, conflitos geopolíticos e impactos nos preços da energia. Esses itens podem elevar a inflação em várias regiões do planeta. O Banco Mundial fez um alerta. Se houver novas interrupções no abastecimento global de energia, o crescimento pode desacelerar ainda mais. Episódios de instabilidade financeira também trariam riscos adicionais.

Brasil é único do Mercosul vetado pela UE para exportar carne

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BRASIL, 08 de junho de 2026 — A União Europeia (UE) retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal. Com isso, o Brasil se tornou o único integrante do Mercosul afetado pelas novas restrições sanitárias. Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem liberados para vender aos 27 países do bloco europeu. A decisão foi publicada pela Comissão Europeia na última sexta (5). Essa medida pode prejudicar um dos mercados mais importantes para o agro brasileiro. Em 2025, a UE importou cerca de 368,1 mil toneladas de carnes do Brasil. O negócio movimentou US$ 1,8 bilhão. Os dados são do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A Europa é o segundo maior destino da carne brasileira em receita. Fica atrás apenas da China. A exclusão chamou a atenção de autoridades e do setor. Isso acontece em um momento de aproximação comercial entre Mercosul e UE. A decisão saiu poucos meses após o início da aplicação provisória do acordo entre os dois blocos. Mesmo assim, a Comissão Europeia diz que a medida não tem relação com o tratado comercial. Segundo ela, a restrição é apenas sanitária. Por que só o Brasil ficou de fora? O regulamento europeu diz que o Brasil não apresentou informações suficientes. O país não provou que conseguirá cumprir as regras da UE sobre antimicrobianos na produção animal até setembro de 2026. A UE proíbe a importação de produtos que usem certos antimicrobianos para crescimento ou produtividade. Bruxelas afirma que o uso inadequado dessas substâncias aumenta a resistência bacteriana. Esse é um risco global à saúde pública. Por causa disso, o Brasil foi retirado da lista para produtos como bovinos, aves, equídeos, aquicultura, mel e tripas. Se a restrição entrar em vigor, o impacto pode ser grande. O governo brasileiro diz que o Ministério da Agricultura enviou toda a documentação pedida em outubro de 2025. Segundo essa versão, não houve pedidos de complementação nem alertas sobre informações insuficientes. Apesar da oficialização, o veto ainda não vale. Ele passa a valer apenas em 3 de setembro de 2026.

EUA propõem tarifa adicional de 12,5% contra o Brasil

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SÃO LUÍS, 03 de junho de 2026 — O governo dos Estados Unidos concluiu uma investigação sobre o Brasil e outros 60 países. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) fez um relatório de 98 páginas, com a conclusão de que esses países não proíbem nem fiscalizam a entrada de produtos feitos com trabalho forçado. A informação foi divulgada na terça (2). Por conta disso, os EUA propuseram uma tarifa extra de 12,5% sobre tudo o que vem dessas nações. Além disso, no dia anterior, os EUA já tinham sugerido uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O motivo foram seis práticas consideradas desleais. Entre elas estão censura secreta, leniência contra corrupção, pagamentos via Pix, desmatamento ilegal e pirataria. O embaixador Jamieson Greer disse que trabalhadores americanos competem em condições desiguais. Ele afirmou que os EUA não vão tolerar mais essa disparidade. A proposta da tarifa de 12,5% vale para todos os produtos dos países investigados. Países que já proíbem parcialmente o trabalho forçado pagariam 10%. O Brasil está no grupo de 54 nações que não aplicam a proibição. Outros seis países, como México e Indonésia, também falham na fiscalização. O relatório diz que o Brasil alega cumprir acordos, mas a lei local não proíbe a venda desses produtos importados. As audiências públicas sobre o caso acontecem em 7 de julho de 2026. Interessados podem enviar comentários até 6 de julho. A investigação ouviu quase 60 testemunhas e recebeu 500 comentários. A medida dos EUA usa a Lei de Comércio de 1974. O governo americano acredita que a falta de fiscalização prejudica os trabalhadores dos EUA e distorce a concorrência.

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