
ESTADOS UNIDOS, 16 de julho de 2026 — O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quarta (15) uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Quem fez o anúncio foi Jamieson Greer, chefe do USTR, em uma coletiva de imprensa. A medida é resultado de uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil.
Os americanos apontam restrições ao comércio digital, favorecimento ao Pix e questões sobre propriedade intelectual. Além disso, citam corrupção e desmatamento como problemas.
O café e a carne bovina não vão pagar a taxa extra. Porém, o etanol está na lista dos afetados. O governo dos EUA ainda não divulgou a relação completa dos produtos. “Tentamos negociar formas de mitigar políticas do governo do Brasil”, disse Greer.
Ele afirmou que as negociações foram encerradas na terça (14). O chefe do USTR ainda criticou a condução do Brasil nas tratativas.
Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve nos EUA para tentar evitar as tarifas. Nenhum representante oficial do presidente Lula participou das negociações em território americano. O governo brasileiro ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão.
Essa é a segunda tarifa em um ano. A investigação foi aberta em julho de 2024, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Na terça, o USTR já havia enviado a recomendação final ao presidente Donald Trump.
Também na noite de terça, o presidente Lula assinou um decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade Econômica. O Congresso aprovou essa lei em abril. Com ela, o Brasil pode retaliar países que imponham restrições.
Isso inclui elevar tarifas sobre produtos e serviços desses países.







