Prefeito leva alunos da EJA para espetáculo teatral em Bacabal

BACABAL, 11 de maio de 2026 — Mais de mil alunos da rede municipal de ensino de Bacabal, matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA), participaram na última sexta (8) da apresentação do espetáculo teatral Pão com Ovo. O evento foi realizado na Universidade Federal do Maranhão e reuniu estudantes da sede e da zona rural do município. Antes da apresentação, os alunos acompanharam um show de Rafael do Acordeon e participaram de um jantar. Muitos estudantes assistiram a uma peça teatral ao vivo pela primeira vez. A aposentada Maria do Socorro, aluna da UEF Novo Bacabal, falou sobre a experiência. “Eu nunca tinha assistido a um teatro. Hoje eu tô com 68 anos e adorei tudo isso aqui. Foi uma noite muito bonita pra gente.” José de Ribamar, estudante da Escola Prefeito Jorge José de Mendonça, no bairro Trizidela, também comentou o momento. “Estou me sentindo muito feliz. É a primeira vez que venho a um evento assim e está sendo maravilhoso. Todo mundo tratando a gente muito bem”, disse. Criado pelos atores maranhenses César Boaes e Adeílson Santos, o espetáculo “Pão com Ovo” completa 15 anos de trajetória. Clarisse Milhomem comentou o retorno à cidade. “É sempre uma felicidade enorme voltar a Bacabal. Essa cidade sempre acolheu muito bem o nosso trabalho e receber esse carinho do povo é emocionante e o Roberto Costa, esse querido, que sempre apoiou o Pão com Ovo desde o começo.” Já Dijé destacou o projeto voltado aos alunos da EJA. “Bacabal sempre recebe a gente de braços abertos. Ver um projeto como esse chegando aos alunos da educação é algo muito bonito e especial. Muito obrigada, Roberto Costa, por abraçar esse projeto que a educação da cidade também agradece.” O prefeito Roberto Costa também comentou a ação. “Foi uma noite inesquecível. Muitos desses alunos tiveram a oportunidade de assistir a um espetáculo teatral pela primeira vez, e ver a alegria deles foi algo emocionante.” Roberto Costa afirmou ainda que a gestão seguirá investindo na educação. “É dessa forma que a gente vai continuar fazendo: priorizando a educação de todos, das crianças aos adultos, porque conhecimento não tem idade para adquirir. Essa é a marca da Nova Bacabal.”
Duas novas pesquisas eleitorais são registradas no Maranhão

MARANHÃO, 11 de maio de 2026 — Duas novas pesquisas eleitorais devem movimentar o cenário político do Maranhão nesta semana. Os levantamentos da Atlas Intel e do IPPI foram registrados no dia 8 de maio e têm divulgação prevista para quinta (14). As pesquisas surgem após a repercussão causada pelos resultados distintos apresentados pelos institutos INOP e Veritá. Os dois levantamentos incluem seis nomes na disputa pelo Governo do Maranhão. Foram disponibilizados os nomes de André Luís (Missão), Eduardo Braide, Enilton Rodrigues (PSOL), Felipe Camarão, Lahesio Bonfim e Orleans Brandão. Na corrida pelo Senado, a principal diferença entre os levantamentos está na pesquisa da Atlas Intel. O instituto incluiu o nome do deputado federal Duarte Júnior entre os possíveis candidatos. Esta será a primeira pesquisa que coloca o parlamentar na disputa pelo Senado. A pesquisa da Atlas Intel está ouvindo 1.200 eleitores. Já o levantamento realizado pelo IPPI entrevista 1.500 pessoas. A
Resgatados pedem para voltar para igreja de pastor preso

PAÇO DO LUMIAR, 11 de maio de 2026 — Mais de 40 pessoas resgatadas da sede da Shekinah House Church afirmaram que desejam retornar ao local onde viviam antes da operação realizada por auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego. A ação ocorreu em 7 de maio, em Paço do Lumiar, e identificou trabalhadores em condições classificadas pelas autoridades como análogas à escravidão. A igreja era comandada pelo pastor David Gonçalves Silva, preso sob suspeita de abusos sexuais, agressões físicas, violência psicológica e outros crimes denunciados por ex-integrantes da comunidade religiosa. Após o resgate, os trabalhadores foram encaminhados para um espaço de acolhimento oferecido pela Secretaria de Direitos Humanos do Maranhão. Parte do grupo demonstrou resistência à permanência no abrigo e informou que pretende retornar à região da igreja. Segundo o secretário adjunto de Direitos Humanos do Maranhão, Eudes Bezerra, os trabalhadores receberam orientações sobre os direitos garantidos após o resgate e sobre as opções de acolhimento disponibilizadas pelo Estado. De acordo com o secretário, nenhuma pessoa foi obrigada a permanecer no local oferecido pelo governo estadual. Além disso, ele destacou que o acesso ao imóvel segue restrito e que o Estado não possui meios legais para impedir que os resgatados deixem o acolhimento. O Ministério Público do Trabalho deverá realizar triagem para garantir acesso ao seguro-desemprego especial previsto nesses casos. Segundo o governo estadual, muitos trabalhadores retirados da igreja não se identificam como vítimas de exploração. Para Eudes Bezerra, a situação demonstra a complexidade do caso e o vínculo emocional criado dentro da instituição religiosa investigada pelas autoridades. A Shekinah House Church já havia sido alvo de operação conjunta do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal em 27 de abril. Na ocasião, as autoridades investigavam suspeitas de trabalho análogo à escravidão, mas não encontraram elementos suficientes para formalizar o enquadramento naquele momento. Nos dias seguintes, mais de dez denúncias foram registradas contra o pastor David Gonçalves Silva. Ele passou a ser investigado por crimes como estelionato, estupro de vulnerável, associação criminosa e posse sexual mediante fraude. As investigações também apontam que a igreja funcionaria como espaço terapêutico sem autorização legal e sem comprovação técnica dos responsáveis pelos atendimentos. A Polícia Federal também apura possíveis irregularidades nas condições de moradia, segurança e controle dos frequentadores da instituição. David Gonçalves Silva foi preso no dia 17 de abril. Natural do Ceará, ele é suspeito de impor castigos físicos e psicológicos a integrantes da igreja, incluindo jovens vindos do Pará e do Ceará. Segundo a Polícia Civil, o sistema de punições imposto pelo pastor teria funcionado durante anos como forma de controle sobre dezenas de fiéis em situação de vulnerabilidade social. Entre os relatos estão denúncias de agressões físicas, humilhações constantes, isolamento e restrição alimentar.
Advogada abandona defesa de patroa que agrediu doméstica

MARANHÃO, 11 de maio de 2026 — A advogada Nathaly Moraes informou no sábado (9) que deixou a defesa da patroa Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, presa suspeita de agredir uma empregada doméstica grávida, de 19 anos, no Maranhão. A decisão foi divulgada por meio de nota publicada nas redes sociais da advogada. No comunicado, Nathaly Moraes afirmou que passou a sofrer perseguições, ataques pessoais e ameaças direcionadas a ela e à família após assumir a atuação no caso. A advogada repudiou os ataques recebidos e declarou que a atividade profissional da advocacia não deve ser confundida com apoio ou concordância aos fatos investigados pelas autoridades. Na publicação, a advogada também informou que adotou as medidas cabíveis diante das ameaças e dos excessos que, segundo ela, atingiram sua honra, segurança e familiares. A defesa da empresária era conduzida por Nathaly Moraes desde a prisão de Carolina Sthela Ferreira dos Anjos. A empresária está presa desde quinta (7). A prisão foi mantida pela Justiça do Maranhão após audiência de custódia realizada na 2ª Central das Garantias da Comarca da Ilha de São Luís. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, ela permanece custodiada em uma unidade prisional feminina do sistema penitenciário da capital maranhense. O Tribunal de Justiça do Maranhão informou que o processo tramita sob segredo de Justiça. Por isso, detalhes relacionados à investigação não foram divulgados oficialmente pelas autoridades responsáveis pelo caso. Durante as apurações, veículos ligados ao caso também foram apreendidos pelas autoridades.
Juiz manda banco devolver grana de cabeleireira em São Luís

SÃO LUÍS, 11 de maio de 2026 — O 4º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís determinou que a Stone Pagamentos S/A devolva R$ 47.262,12 bloqueados da conta de uma cabeleireira. A decisão foi proferida pelo juiz Luiz Carlos Licar Pereira após a empresa não apresentar provas suficientes que justificassem a retenção dos valores. O caso envolve uma cliente que utilizava a plataforma como principal meio para receber pagamentos. Segundo o processo, a cabeleireira informou que a empresa realizou o bloqueio unilateral da conta em 22 de janeiro deste ano. Dessa forma, ela ficou sem acesso ao saldo disponível. Na ação, a profissional afirmou que todas as vendas eram legítimas e sustentou que a retenção comprometeu o funcionamento do negócio. Além disso, ela solicitou a devolução imediata da quantia e indenização por danos morais. Ao apresentar defesa, a Stone Pagamentos S/A alegou que o bloqueio ocorreu conforme normas do Banco Central e cláusulas contratuais firmadas entre as partes. A empresa declarou ter identificado movimentações consideradas atípicas. Inclusive, informou que analisava uma operação específica no valor de R$ 35.207,13. A fintech também negou a existência de dano moral e pediu a rejeição dos pedidos feitos pela autora. Durante a tramitação do processo, as partes participaram de audiência de conciliação. No entanto, não houve acordo. Na sentença, o magistrado destacou que o caso deveria ser analisado com base no Código de Defesa do Consumidor. Segundo ele, embora a autora atue como profissional autônoma, ela é destinatária final do serviço oferecido pela plataforma, o que caracteriza vulnerabilidade técnica e econômica. O juiz observou ainda que a empresa não apresentou indícios concretos de fraude, contestação de titulares dos cartões ou provas robustas de ilegalidade que justificassem o bloqueio integral dos recursos por longo período. Por isso, considerou abusiva a retenção dos valores.
Orleans participa de eventos em homenagens às mães em SLZ

O pré-candidato a governador Orleans Brandão participou, neste sábado (09), de homenagens às mães promovidas pelos vereadores Edson Gaguinho, na Cidade Olímpica; Astro de Ogum, na Vila Palmeira; e Thay Evangelista, no São Francisco. “Muito feliz pela acolhida calorosa e carinhosa que tenho recebido em todas as comunidades de São Luís. Nossos vereadores nos ajudam a cuidar das pessoas através de obras e ações, e vamos seguir assim, trabalhando em parceria para desenvolver a nossa capital e melhorar a vida das pessoas. E é com esse espírito que participamos das homenagens às mães, reafirmando nosso compromisso de continuar trabalhando por todas as famílias”, destacou Orleans Brandão. Na Cidade Olímpica, o vereador Edson Gaguinho destacou a parceria com o Governo do Estado nas ações voltadas à comunidade. “Existem pessoas que respeitam o povo e nos ajudam a cuidar das pessoas. Por isso o meu pré-candidato a governador é Orleans Brandão, que conhece o Maranhão como ninguém e junto com o governador Carlos Brandão tem sido nosso parceiro em todas as ocasiões, atendendo a nossa população”, afirmou. Orleans também participou da homenagem realizada no Parque Folclórico da Vila Palmeira, organizada pelo vereador Astro de Ogum. No São Francisco, o deputado Neto Evangelista e a vereadora Thay Evangelista promoveram uma comemoração pelo Dia das Mães com show musical e participação de moradores.
Partidos PT, PCdoB e PV questionam no STF PL da Dosimetria

BRASÍLIA, 09 de maio de 2026 — O Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV) protocolaram uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação questiona os efeitos da Lei da Dosimetria, que reduz a pena de condenados por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. A nova lei inclui entre os beneficiados o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A nova lei foi promulgada na sexta (8) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A promulgação ocorreu após o Congresso Nacional derrubar os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao texto. ARGUMENTOS DA AÇÃO Os partidos afirmam na ação que os crimes contra o Estado Democrático de Direito constituem o núcleo mais grave de ofensas ao ordenamento jurídico. Eles argumentam que esses crimes atentam contra as próprias bases do sistema constitucional. O bem jurídico protegido, segundo a ação, é a ordem democrática e as instituições do Estado de Direito. Esse bem, dizem os partidos, é pressuposto para a proteção de todos os demais bens jurídicos.
MPMA investiga contratos da Prefeitura de Amarante

AMARANTE DO MARANHÃO, 09 de maio de 2026 — O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um Inquérito Civil Público para investigar possíveis irregularidades em contratos firmados entre a Prefeitura de Amarante do Maranhão e a empresa Construtora Triangular LTDA. A apuração também inclui suspeita de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos do município. A investigação foi aberta pelo promotor de Justiça Fernando Antonio Berniz Aragão após análise de informações encaminhadas pelo GAECO de São Luís e pelo Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro do Ministério Público do Maranhão. Segundo o procedimento, relatórios apontaram movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo a empresa investigada. De acordo com o Ministério Público, foram identificados saques fracionados em espécie e transferências bancárias para servidores públicos sem justificativa aparente. Além disso, a Prefeitura de Amarante do Maranhão encaminhou documentos relacionados aos contratos, licitações e pagamentos realizados à construtora. Segundo a promotoria, o volume e a complexidade do material exigiram uma apuração mais aprofundada por meio de Inquérito Civil Público. A investigação busca esclarecer possíveis irregularidades na execução dos contratos, fraudes administrativas, pagamentos indevidos, favorecimento ilícito e eventual prejuízo aos cofres públicos. Na portaria, o MPMA destacou que os fatos investigados podem configurar violação aos princípios da administração pública, como legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência, além de possíveis atos de improbidade administrativa. O procedimento tramita sob sigilo para preservar a produção de provas e o andamento das investigações. A decisão também determina comunicação ao Conselho Superior do Ministério Público e publicação oficial da instauração do inquérito. O procedimento foi publicado no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão em 5 de maio de 2026, na edição nº 085/2026, com disponibilização em 4 de maio de 2026. A investigação segue em andamento na Promotoria de Justiça de Amarante do Maranhão.