Homem é condenado por matar garçonete há quase 30 anos

Garçonete condenado

IMPERATRIZ, 04 de setembro de 2026 — O Tribunal do Júri de Imperatriz condenou, nesta quarta (2), Damião Anolascio dos Santos a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão. Ele foi julgado pelo assassinato da garçonete Quelli Cristina, morta a tiros em agosto de 1997, no setor Mercadinho, em Imperatriz. Segundo o processo, Quelli Cristina foi baleada durante a noite. Ela recebeu dois tiros, sendo um no rosto e outro nas costas. Depois do crime, Damião deixou o local de bicicleta. Então, ele permaneceu foragido por 26 anos antes de ser localizado pelas autoridades. Damião foi encontrado em Itaporanga, município localizado no interior da Paraíba. Após a prisão, o processo avançou até o julgamento pelo Tribunal do Júri de Imperatriz. Portanto, a condenação ocorreu quase três décadas depois do homicídio cometido na cidade maranhense. Durante o julgamento, o promotor de Justiça Tiago Quintanilha Nogueira apresentou a acusação e defendeu a tese do Ministério Público do Maranhão. A sentença que estabeleceu a pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias foi proferida pelo juiz Carlos Eduardo Sousa.

Câmara Municipal de São Luís suspende atividades até quinta (8)

câmara

SÃO LUÍS, 04 de setembro de 2026 — A Câmara Municipal de São Luís ficará sem sessão plenária e expediente administrativo até quarta (9). O Legislativo retoma as atividades na quinta (10). A interrupção inclui o fim de semana, os feriados de 7 e 8 de setembro e o ponto facultativo de quarta, marcado para dedetização da sede. A suspensão foi oficializada pelo Ofício nº 0261/2026, divulgado pelo gabinete do presidente da Câmara, vereador Paulo Victor. Na quarta, equipes farão a dedetização do Palácio Pedro Neiva de Santana e das áreas anexas, na Rua da Estrela, no Centro Histórico de São Luís. Por segurança, a Câmara interromperá o funcionamento presencial enquanto o serviço estiver em andamento. Então, não haverá expediente nos dias 5 e 6, sábado e domingo. Na segunda (7), a suspensão ocorre pelo Dia da Independência, e na terça (8), pelo aniversário de São Luís.

PT criticava Alexandre de Moraes em 2016 e agora evita ataques

PT Moraes

BRASIL, 04 de setembro de 2026 — O Partido dos Trabalhadores (PT) criticou Alexandre de Moraes em 2016. Na época, ele era ministro da Justiça do governo Temer. A legenda publicou um texto em seu site oficial sobre um suposto pagamento de R$ 4 milhões. A quantia teria sido paga pela construtora JHSF à empresa de advocacia de Moraes. O caso estava ligado à Operação Acrônimo, da Polícia Federal (PF). A PF chegou a pedir a abertura de um inquérito. Depois, o ministro Luiz Fux, do STF, arquivou o procedimento. Na ocasião, o PT repercutiu uma reportagem da Folha de S.Paulo. O título da publicação foi: “Moraes recebeu R$ 4 mi de empresa investigada pela PF”. O partido destacou o pedido da PF e o arquivamento feito por Fux. Confira a denúncia clicando aqui: Moraes recebeu R$ 4 mi de empresa investigada pela PF Hoje, a situação é diferente. Moraes é ministro do STF desde 2017. Ele está no centro de uma crise na Corte. O motivo é a divulgação de mensagens trocadas com o empresário Daniel Vorcaro, do antigo Banco Master. Lula, porém, evitou citar Moraes. Em vídeo nas redes sociais, na quinta (3), o presidente falou sobre as investigações do Banco Master, mas não mencionou o ministro. No dia anterior, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, também evitou o nome. Ele disse que “o sistema apodreceu” e defendeu mudanças. Mas não falou de Moraes diretamente. Aliados do governo, então, passaram a criticar outro ministro: André Mendonça. Enquanto isso, o PT mantém silêncio sobre Moraes. Em 2016, porém, a legenda não hesitou em atacá-lo publicamente.

Centro Histórico de SLZ perde valor e empresários cobram ações

Centro Histórico

SÃO LUÍS, 04 de setembro de 2026 — O Centro Histórico de São Luís enfrenta perda de valor econômico, redução do movimento e dificuldade para atrair investimentos. Empresários voltaram a cobrar medidas em setembro, mês dos 414 anos da capital. Segundo eles, shoppings, vendas pela internet, falta de moradores e serviços ajudaram a esvaziar a região. A desvalorização preocupa quem mantém negócios no local. Empresários afirmam que casarões avaliados em cerca de R$ 2 milhões chegam a ser oferecidos por R$ 400 mil. Além disso, faltam farmácias, caixas eletrônicos 24 horas e outros serviços. Também há reclamações sobre segurança, iluminação, saneamento e abastecimento de água. Por conta disso, empreendedores criaram a Associação dos Empresários do Centro Histórico. O grupo defende incentivos fiscais, crédito para compra e restauração de imóveis, menos burocracia e maior parceria com o poder público. O Iphan informou que cerca de 80% dos imóveis são privados e que aproximadamente R$ 64 milhões já foram aplicados em restaurações. O Governo do Maranhão informou que as ações de revitalização do Centro Histórico envolvem a restauração e o uso de imóveis, a busca por investimentos privados e o estímulo às atividades econômicas, culturais e turísticas. Entre as medidas estão os programas Nosso Centro e Adote um Casarão, além de empreendimentos como os hotéis do grupo Vila Galé. Em relação às condições dos prédios, o Estado afirmou que o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil fazem inspeções e notificam os proprietários quando encontram problemas. Segundo o levantamento estadual, pelo menos 70 imóveis apresentam algum grau de comprometimento estrutural. A conservação dessas construções cabe aos proprietários. A Prefeitura informou ter aplicado mais de R$ 152 milhões em dez anos e identificou 857 edificações vazias, 189 terrenos desocupados e 325 imóveis em risco ou precariedade. Inclusive, 69 dos 876 casarões avaliados pela Defesa Civil foram classificados em situação crítica.

Paulo Gonet é alvo de pedido de impeachment

Paulo Gonet

BRASÍLIA, 04 de setembro de 2026 — Dois advogados apresentaram ao Senado, nesta sexta (4), um pedido de impeachment contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Eles são Paulo Faria e Filipe de Oliveira. O documento foi obtido pela revista Oeste. A acusação é por crime de responsabilidade. O foco é a atuação de Gonet no caso que envolve o antigo Banco Master. Os advogados dizem que ele deveria ter se declarado suspeito antes de agir. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob o número 16.662. A investigação da Polícia Federal (PF), chamada Compliance Zero, apura condutas do empresário Daniel Vorcaro. Segundo os advogados, os autos mencionam o próprio Gonet e pessoas próximas a ele. Por isso, ele deveria ter se afastado e passado o caso para seu substituto. Mesmo assim, em 1º de setembro, Gonet assinou um parecer pedindo a anulação da investigação. Ele também quis extinguir a petição no STF. Para os advogados, isso configura conflito de interesses. A representação aponta quatro possíveis infrações: dar parecer estando suspeito, recusar-se a agir, descumprir deveres e agir contra a dignidade do cargo. Além disso, os autores acusam Gonet de omissão nos últimos 180 dias. Eles dizem que ele não tomou providências sobre suspeitas de fraudes e tráfico de influência. O pedido também solicita o afastamento cautelar de Gonet. Os advogados afirmam que a medida é necessária para proteger as investigações. Eles querem ainda uma comissão especial, documentos do STF e da PF, além da oitiva de testemunhas.

TCE rejeita contas de 5 ex-prefeitos e vê débito de meio milhão

Ex-prefeitos TCE

MARANHÃO, 04 de setembro de 2026 — O TCE-MA deu parecer pela rejeição das contas de cinco ex-prefeitos em julgamentos no Maranhão. Alexandre Carvalho Costa, de Dom Pedro, teve as contas de 2019 rejeitadas, com débito de R$ 560.720 e multa de R$ 112.114. Também receberam parecer pela rejeição as contas de 2024 de Dinair Veloso, de Timon; Heliezer Soares, de Peri Mirim; José Nilton Calvet Filho, de Rosário; e Josimar Alves de Oliveira, de Governador Nunes Freire. Além disso, oito ex-prefeitos tiveram contas de 2024 aprovadas com ressalvas. Nesse grupo estão Amilcar Rocha, Benedito Nascimento Neto, Eudes Barros e Jorge Vieira dos Santos Filho. Também aparecem Joserlene Araújo, Marlon Torres, Ramon Carvalho e Valdine Cunha. Eles são, respectivamente, de Barreirinhas, Itapecuru Mirim, Raposa, Vila Nova dos Martírios, São João do Sóter, Passagem Franca, Benedito Leite e Serrano do Maranhão. Nas câmaras, o TCE-MA julgou regulares com ressalvas as contas de Afrânio Barroso Leal (2023), Ana Luiza Ramos (2024) e Elailton Abreu Freitas (2024). Também estão no grupo Isac de Araújo Sousa (2023), Jamilza Pierri (2021) e Thyago Morais de Brito (2024). Houve multas de R$ 2 mil, R$ 2 mil, R$ 6 mil, R$ 4 mil e R$ 2 mil nos cinco casos punidos. Outras cinco contas de câmaras foram consideradas regulares. São as de Afrânio Barroso Leal, de Paulo Ramos; Antonio Carlos de Jesus Silva, de Cururupu; e Henrique da Silva Domingos, de Amapá do Maranhão. Também aparecem Joebert Sousa, de Santa Quitéria do Maranhão, e Nertan Rodrigues Chaves e Silva, de Araguanã.

Prefeitura de SLZ recorre contra prazo para obras na zona rural

Prefeitura SLZ

SÃO LUÍS, 04 de setembro de 2026 — A Prefeitura de São Luís recorreu ao Tribunal de Justiça do Maranhão nesta quinta (3) para suspender uma decisão sobre obras nas estradas do Cajueiro e do Porto Grande, na zona rural da capital. O município contesta os prazos definidos pela Justiça. A Vara de Interesses Difusos e Coletivos determinou dois meses para a pavimentação da Estrada do Cajueiro e quatro meses para obras de asfaltamento e drenagem no Porto Grande. Além disso, exigiu um cronograma em 15 dias, com multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento. A ação começou após iniciativa da Defensoria Pública do Maranhão. O órgão foi acionado depois que o Consórcio Taguatur Ratrans suspendeu as linhas T015, do Porto Grande, e T019, do Cajueiro. A empresa atribuiu a interrupção às más condições das vias. No recurso, a Prefeitura afirma que os prazos definidos pela Justiça não são compatíveis com a complexidade das intervenções. Segundo o município, o custo estimado das obras supera R$ 39,8 milhões.

Impeachment de Mendonça usa relatório sem valor probatório

Mendonça Impeachment

BRASÍLIA, 04 de setembro de 2026 — Senadores de centro e esquerda articulam a apresentação de um pedido de impeachment contra André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa pretende utilizar como fundamento informações de relatórios da Polícia Federal divulgados por Alexandre de Moraes. A articulação já teria sido discutida com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Parlamentares próximos ao senador avaliam que a abertura de um processo contra Mendonça poderia funcionar como reação à atuação do ministro nas investigações que alcançaram integrantes do STF e do próprio Congresso. Os documentos usados por Moraes apontam suposto direcionamento de investigações, quebra de imparcialidade e tratamento diferente a autoridades investigadas. Moraes citou o material ao sustentar a existência de possíveis atos de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Um dos relatórios levanta a hipótese de que Alcolumbre seria um “provável alvo estratégico” de Mendonça. O documento cita a força política do presidente do Senado e relembra o histórico de atritos entre os dois desde a indicação de Mendonça ao Supremo, em 2021. A própria Polícia Federal registra que os documentos são materiais de inteligência, não possuem valor probatório e não podem ser usados como prova ou para fundamentar uma representação. Parte das avaliações também apresenta graus baixos ou moderados de confiança.

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