Brandão diz ter recusado propostas e sofrer perseguição

Brandão Dino

MARANHÃO, 14 de agosto de 2026 — O governador Carlos Brandão (MDB) afirmou nesta sexta (14), nas redes sociais, que sofre perseguição política e é alvo de acusações falsas. Ele disse confiar que os fatos serão esclarecidos. Segundo Brandão, os ataques começaram em 2024, quando recusou propostas que classificou como “indecorosas”. Além disso, ele questionou a participação de pessoas tratadas como adversárias no julgamento de casos relacionados a opositores. Na publicação, o governador afirmou que vê uma repetição de acusações relacionadas a um assassinato e outras informações que considera falsas. Por isso, reforçou que não teria culpa nas acusações feitas contra ele. Brandão também declarou que seus perseguidores não teriam impedimentos para divulgar o que chamou de “absurdos”. Então, defendeu que pessoas consideradas adversárias não deveriam participar de julgamentos envolvendo seus opositores. A declaração ocorre durante um período de tensão política no Maranhão e em meio à repercussão de investigações envolvendo aliados e adversários. Brandão não citou nomes diretamente e voltou a afirmar que é inocente.

Partido Missão tem 1,2 mil pedidos de filiação em um dia

missão partido

BRASIL, 14 de agosto de 2026 — O partido Missão registrou 1.250 pedidos de filiação entre quinta e sexta (14). O aumento aconteceu depois que o nome de Flávio Bolsonaro foi incluído de forma irregular na legenda. Ele é candidato do PL à Presidência. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a confirmar a filiação de Flávio ao Missão. Porém, ele nunca pediu para mudar de partido. O sistema Filia-se, que faz os registros, foi tirado do ar por ordem do presidente do TSE, Nunes Marques. Isso aconteceu porque Flávio não conseguiu registrar sua candidatura ao Planalto. O problema ocorre porque os sites dos partidos e o sistema do TSE fazem os registros de forma automática. Basta uma confirmação por e-mail para validar a filiação. Além de Flávio, o próprio presidente do Missão, Renan Santos, disse que tentaram fraudar sua filiação no PCdoB. O presidente Lula também teve seu nome ligado ao Missão e ao DC. Com os novos pedidos, o partido chegou a 29.959 filiados. Há ainda 173 solicitações que foram enviadas ao TSE, mas não tiveram resposta. O sistema continua fora do ar.

Dino retira sigilo de decisões sobre investigação no Maranhão

Dino STF

MARANHÃO, 14 de agosto de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de três decisões sobre uma investigação de corrupção no Maranhão. O caso apura suspeitas de obstrução de Justiça, fraudes em licitações, desvios em contratos e emendas parlamentares, além do assassinato de um empresário em 2022. Uma das decisões alega que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) teria tentado dificultar a investigação do homicídio no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Polícia Federal identificou diálogos entre o parlamentar e o ministro Humberto Martins, que relatava o caso. A família do empresário apresentou uma queixa contra Martins no STF. Além disso, a investigação identificou contatos entre um agente da Polícia Federal e pessoas ligadas ao grupo investigado. O policial Edvar Rodrigues dos Santos foi afastado por determinação da Corte. Segundo a PF, o agente manteve contatos não autorizados com o pai de um dos investigados presos pelo homicídio. Ele também teria visitado o autor do crime e familiares. Para os investigadores, essa atuação pode ter favorecido o grupo investigado. As decisões também citam empresários e políticos maranhenses. A PF apura fraudes em licitações, contratos públicos e emendas parlamentares que teriam beneficiado um grupo ligado ao governador do estado. Em um dos casos, os valores ultrapassariam R$ 14 milhões. Segundo a investigação, o homicídio estaria ligado a uma disputa por pagamentos de contratos públicos e propinas. O caso também envolve suspeitas de compra de vagas e nomeações no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

Oposição pede impeachment de Moraes após operação da PF

impeachment

BRASÍLIA, 14 de agosto de 2026 — O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara, apresentou nesta quarta (12) um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa ocorreu após Moraes autorizar uma operação da Polícia Federal contra Raimundo Soares Cutrim e Diogo Diniz Lima. Os dois são investigados por supostamente fornecer informações ao jornalista Luís Pablo Conceição Almeida. Segundo o deputado, a decisão pode ter violado o artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal. O dispositivo garante o acesso à informação e o sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional. As investigações envolvem reportagens sobre o suposto uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Flávio Dino, também ministro do STF. Moraes autorizou a apreensão de celulares, armas, tablets e outros dispositivos. A decisão permitiu ainda que a Polícia Federal acessasse conteúdos dos aparelhos e dados armazenados em serviços de nuvem. Segundo a investigação, Cutrim teria consultado sistemas restritos e enviado parte das informações ao jornalista por WhatsApp. A PF também apura se os dados foram usados em reportagens sobre veículos oficiais e placas reservadas ligados ao Tribunal de Justiça do Maranhão e ao governo estadual. Diogo Diniz Lima é suspeito de participar da articulação. A investigação ainda analisa uma transferência de R$ 100 mil destinada a Luís Pablo, mas depositada na conta de outra pessoa. Luís Pablo já havia sido alvo de uma busca e apreensão em março, autorizada por Moraes. Ele é investigado por perseguição após publicar reportagens sobre Flávio Dino. A Abert, a ANJ e a Aner criticaram a nova operação. Em nota conjunta, as entidades afirmaram que a medida cria um precedente perigoso e defenderam a proteção constitucional ao sigilo da fonte. O pedido de Cabo Gilberto foi apresentado como denúncia por crime de responsabilidade. O documento sustenta que a decisão de Moraes teria violado a garantia constitucional do sigilo jornalístico.

Estados Unidos acusam Brasil de ajudar China a burlar tarifas

eSTADOS UNIDOS

MUNDO, 14 de agosto de 2026 — O governo dos Estados Unidos alertou países que ajudam a China a evitar tarifas de importação. A administração de Donald Trump incluiu o Brasil no segundo nível de risco de um documento sobre fraudes no comércio internacional. O diretor de Política Comercial da Casa Branca, Peter Navarro, definiu a publicação como um alerta global contra trapaças. Segundo o relatório, o Brasil funciona como entreposto para enviar mercadorias chinesas ao mercado americano com taxas reduzidas. A análise colocou o país no grupo de corredores da América Latina, junto com Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Essas nações recebem cargas asiáticas pelos Oceanos Pacífico e Atlântico, guardam os produtos em depósitos alfandegados e fazem montagens rápidas. Depois, despacham os itens para portos norte-americanos. O Brasil divide o segundo escalão da lista com Indonésia, Malásia, Tailândia, Turquia e Vietnã. O governo americano entende que esses países têm indústrias e rotas integradas às cadeias de suprimento de Pequim. O nível mais alto reúne gigantes exportadores como Canadá, União Europeia e Japão. Já o patamar mais baixo junta economias menores, como Camboja, Laos e Panamá. A Casa Branca admitiu que a mudança no fluxo de compras nem sempre indica crime. Empresas podem alterar investimentos de forma legítima. Porém, o relatório considera qualquer produto com peças, dinheiro ou produção chinesa como mercadoria vinculada a Pequim. Isso vale independentemente da origem declarada na alfândega.

Tribunal de Contas barra contrato milionário em Imperatriz

Imperatriz

IMPERATRIZ, 14 de agosto de 2026 — O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) determinou a suspensão imediata da execução financeira de um contrato de R$ 23,4 milhões da Prefeitura de Imperatriz com a NEX Empreendimentos Ltda. O acordo prevê obras em vias. A decisão ocorreu após a Gerência de Fiscalização III apontar indícios de direcionamento da licitação, problemas na habilitação técnica e falhas na divulgação do procedimento no Portal Nacional de Contratações Públicas. Segundo os auditores, R$ 13,05 milhões já haviam sido empenhados e R$ 5,45 milhões, pagos. Além disso, a fiscalização encontrou mudanças na estrutura da empresa antes e depois da licitação. O capital social da NEX passou de R$ 10 mil para R$ 8 milhões cerca de dois meses antes do certame. A empresa também abriu uma filial em Imperatriz, que foi baixada pouco depois da vitória na licitação. Durante uma diligência, os técnicos constataram ainda que o endereço informado para a filial funcionaria como outro estabelecimento. Por isso, o TCE também questionou informações apresentadas pela empresa durante o procedimento. Os auditores apontaram fragilidades nos atestados de capacidade técnica. Muitos documentos foram emitidos por uma única empresa que, segundo o processo, teve vínculos societários anteriores e compartilhou profissionais com a NEX. A capacidade operacional também foi questionada. A escrituração contábil registrava poucas máquinas e equipamentos, o que, na avaliação dos auditores, seria incompatível com a estrutura necessária para executar os serviços. O Pleno do TCE aprovou a medida por unanimidade, seguindo o voto da conselheira Flávia Gonzalez Leite. O prefeito Rildo Amaral, o secretário Vilmar Dantas Nóbrega, a agente Christiane Fernandes Silva e a NEX têm 15 dias para apresentar defesa.

Lobista com elo a Lulinha circulou em gabinetes do PT

Lulinha

BRASÍLIA, 14 de agosto de 2026 — O Supremo Tribunal Federal investiga a empresária Roberta Luchsinger. A suspeita é de tráfico de influência com Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Lula. Registros da Câmara dos Deputados, obtidos pelo portal Metrópoles, mostram que ela circulou por seis gabinetes parlamentares. Em janeiro de 2023, Luchsinger esteve na Liderança do Governo. Na época, o deputado José Guimarães (PT-CE) chefiava o posto. Além disso, a Câmara registrou a entrada dela no gabinete de Alexandre Padilha (PT-SP), atual ministro da Saúde, em dezembro de 2022. A assessoria de Padilha informou que o gabinete recebe diversos atores políticos. O ministro disse que atendeu a empresária por causa do histórico dela como ex-candidata do PT em São Paulo. Em abril de 2023, a lobista procurou o gabinete de Florentino Neto (PT-PI). O parlamentar, porém, negou que tenha ocorrido reunião com ela na data registrada no sistema. Os dados também apontam passagens dela pelo gabinete de Fábio Macedo (Podemos-MA) e pela Liderança do Podemos. O ex-deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA) recebeu a empresária em setembro de 2025. Naquele período, o nome dela já aparecia em apurações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. Otto Alencar declarou que mantém contato com ela desde a época em que atuava na Câmara. Ele afirmou que não lembra de detalhes da conversa, mas citou prováveis debates sobre regras do setor de Minas e Energia.

Justiça barra pesquisas do Instituto Veritá em 18 Estados

vertiá

MARANHÃO, 14 de agosto de 2026 — O Instituto Veritá teve pesquisas eleitorais suspensas ou proibidas pela Justiça Eleitoral em 18 Estados ao longo de 2026. As decisões apontam problemas na metodologia, falta de transparência e, no Amazonas, suspeita de duplicação de dados. Só em 12 de agosto, os Tribunais Regionais Eleitorais do Rio Grande do Norte e de Sergipe impediram a divulgação de pesquisas. Os tribunais identificaram diferenças entre as amostras e o perfil do eleitorado dos dois Estados. Em Sergipe, 31,1% dos entrevistados declararam ter ensino superior completo ou incompleto. O índice supera os 19,2% apontados pela PNAD Contínua de 2025 e também os 12,82% registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral. No Rio Grande do Norte, o Veritá informou que 34% da amostra tinha ensino superior. Esse grupo representa 13,73% do eleitorado estadual. Além disso, 25% da amostra estava na faixa de maior renda, índice considerado elevado pela Justiça. Outras decisões questionaram a forma de coleta das entrevistas por telefone. Nos processos do Piauí, Amazonas e Pernambuco, a Justiça apontou falta de informações sobre a origem, seleção e abordagem dos contatos usados pelo instituto. O caso mais grave ocorreu no Amazonas. Uma análise contratada pelo PSD encontrou cerca de 380 pares consecutivos de linhas idênticas em uma planilha com 1.220 entrevistas. Segundo o processo, 62% da amostra apresentava dados duplicados. Também houve questionamentos no Espírito Santo, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Tocantins. As decisões analisaram problemas na distribuição das entrevistas, questionários, identificação de candidatos e informações sobre a metodologia. O Veritá afirma ao Tribunal Superior Eleitoral que utiliza o método probabilístico de Probabilidade Proporcional ao Tamanho. O proprietário do instituto, Adriano Silvoni, contestou as decisões e afirmou que o instituto mantém uma metodologia sólida.

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