Família de PM avança contra prefeito que matou policial

prefeito pm

IGARAPÉ GRANDE, 14 de julho de 2026 — O juiz Bernardo Luiz de Melo Freire, da 4ª Vara da Comarca de Pedreiras, autorizou a produção de provas na ação civil contra o prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT). O processo foi aberto por familiares do policial militar Geidson Thiago da Silva. Eles pedem indenização por danos morais, danos materiais e pagamento de pensão. Segundo informações divulgadas em agosto do ano passado, os familiares pedem até R$ 2,4 milhões de indenização. Na época, a desembargadora Sônia Amaral, do Tribunal de Justiça do Maranhão, negou um pedido de tutela provisória. Depois, em maio deste ano, a 5ª Câmara de Direito Privado manteve essa decisão. Agora, o processo voltou para a primeira instância. Em decisão publicada no último dia 7, o magistrado determinou que a secretaria da comarca marque a audiência de instrução no Fórum de Pedreiras. Além disso, as partes deverão ser notificadas da data da sessão, sem necessidade de nova conclusão dos autos. O juiz informou que os demais pedidos de produção de provas e o pedido de suspensão do processo serão analisados após o depoimento das testemunhas. Portanto, as partes terão dez dias para apresentar a lista de testemunhas. Elas também deverão levar essas pessoas à audiência, salvo quando houver pedido fundamentado para intimação judicial. A audiência poderá ocorrer por videoconferência, conforme a decisão.

Dino critica terceirização de emendas e quer mais controle

Dino EMENDAS

BRASÍLIA, 14 de julho de 2026 — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que a Câmara dos Deputados, o Senado, o Ministério da Saúde e entidades da área da saúde expliquem, em até 30 dias, as medidas adotadas para garantir a transparência das emendas parlamentares. A decisão foi publicada nesta terça (14) e reforça que apenas parlamentares podem indicar e deliberar sobre esses recursos. Segundo Dino, ex-parlamentares e dirigentes partidários não têm legitimidade para interferir na destinação das verbas públicas. O ministro afirmou que a Constituição estabelece que somente deputados e senadores podem apresentar emendas parlamentares. A decisão foi tomada após o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do ex-deputado Eduardo Cunha, investigados por suposta atuação na indicação de emendas. O magistrado também afirmou que a transferência do controle das emendas para pessoas sem mandato é incompatível com a Constituição. Além disso, destacou que auditorias apontaram indícios de irregularidades, por isso determinou novas medidas para fortalecer o acompanhamento da aplicação dos recursos públicos. Dino também cobrou informações sobre os mecanismos usados para rastrear o destino das verbas. O ministro determinou que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) apresentem esclarecimentos e sugestões para aprimorar o sistema. Além disso, solicitou à Secretaria do Tesouro Nacional informações sobre a padronização dos códigos contábeis utilizados na liberação dos recursos.

STF condena em apenas 5% das ações penais contra políticos

STF CONDENAÇÃO

BRASIL, 14 de julho de 2026 — Em mais de duas décadas, apenas 5% das ações penais contra políticos com foro no Supremo Tribunal Federal (STF) resultaram em condenação. Entre 2002 e 2025, apenas 92 dos cerca de 1,8 mil inquéritos avançaram para a fase de denúncia. A maioria dos processos não chega a um julgamento definitivo, com mais de 70% sendo arquivados ou atingidos pela prescrição entre 2002 e 2016. Em pouco mais de duas décadas, apenas 5% das ações penais que envolvem políticos e autoridades com foro por prerrogativa de função no Supremo Tribunal Federal (STF) terminaram em condenação. Antes mesmo de chegar a essa etapa, a maior parte dos casos fica pelo caminho. Entre 2002 e 2025, somente um de cada 19 inquéritos avançou até o recebimento da denúncia, fase que transforma investigados em réus. Entre os cerca de 1,8 mil inquéritos instaurados no STF nestes 23 anos, apenas 92 avançaram até o recebimento da denúncia, etapa que transforma o investigado em réu. O levantamento foi realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com o estudo, mesmo quando a ação penal é aberta, parte dos processos não recebe um julgamento de mérito no Supremo. Entre 2002 e 2016, mais de 70% das ações deixaram a Corte sem decisão definitiva, porque foram remetidas a outras instâncias ou atingidas pela prescrição. REGRAS DE FORO INFULENCIARAM ANDAMENTO DOS PROCESSOS O primeiro gargalo surge ainda na fase de investigação. Entre 2002 e 2016, apenas cerca de 5% dos inquéritos avançaram até o recebimento da denúncia. O STF arquivou a maior parte dos demais casos, remeteu outros para instâncias inferiores ou reconheceu a prescrição. Entre 2017 e 2025, esse porcentual caiu para 3%. Segundo especialistas, as antigas regras do foro por prerrogativa de função ajudaram a criar esse cenário. Durante anos, elas determinaram a transferência de investigações e ações penais sempre que a autoridade assumia ou deixava um cargo com foro, prolongando a tramitação e aumentando o risco de prescrição. O STF alterou esse modelo em 2018 ao restringir o foro aos crimes praticados durante o mandato e relacionados ao exercício da função. A Corte também determinou que, encerrada a fase de produção de provas, o processo permaneceria no Supremo mesmo que a autoridade deixasse o cargo. Em 2025, os ministros mantiveram a exigência desse vínculo, mas decidiram preservar a competência do tribunal mesmo com o fim do mandato.

Maranhão tem metro quadrado mais caro do Nordeste em junho

Maranhão sinapi

MARANHÃO, 14 de julho de 2026 — O Maranhão registrou o maior custo médio do metro quadrado da construção civil no Nordeste em junho de 2026, segundo o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor chegou a R$ 1.960,01 por metro quadrado. A Paraíba apareceu na sequência, com custo médio de R$ 1.914,28. O estado também apresentou alta de 1,24% no índice durante junho. Além disso, todos os estados nordestinos registraram aumento no período. A região Nordeste teve a maior variação do país, com avanço de 1,45%, influenciada pelos reajustes salariais das categorias da construção civil no Ceará e em Pernambuco. Apesar da liderança regional, o custo da construção no Maranhão permaneceu abaixo da média nacional, que ficou em R$ 1.976,37 por metro quadrado. No Brasil, o índice subiu 1,19% em junho e acumulou alta de 7,26% nos últimos 12 meses. A mão de obra registrou aumento de 1,55% em junho, a maior taxa do ano, impulsionada por acordos coletivos. O resultado ficou 1,41 ponto percentual acima do registrado em maio. No primeiro semestre, os materiais acumularam alta de 3,39%, enquanto a mão de obra avançou 5,96%. Nos últimos 12 meses, as altas chegaram a 5,54% para os materiais e 9,59% para a mão de obra.

Tensão entre Brasil e EUA cresce por causa de facções

Brasil EUA

ESTADOS UNIDOS, 14 de julho de 2026 — Brasil e Estados Unidos vivem um novo atrito diplomático. O motivo é a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. O governo americano tomou essa decisão em junho. O Brasil não foi avisado com antecedência. O ministro Mauro Vieira, do Itamaraty, enviou um documento à Câmara. Ele alertou que a medida pode permitir ações americanas no Brasil. Isso incluiria áreas financeiras, migratórias e penais. Ele também mencionou o risco de uso da força militar dos EUA em território nacional. O Departamento de Estado americano respondeu com dureza. Classificou o temor do chanceler como “absurdo”. Washington disse que age dentro de sua soberania. O objetivo é combater gangues que agora atuam nos EUA. A diplomacia negou qualquer plano de intervenção no Brasil. Afirmou ainda que essas alegações ajudam os criminosos. “Alegações vagas servem de pretexto para incentivar grupos violentos”, disse o texto. Os EUA já aplicaram as primeiras sanções. O Departamento do Tesouro atingiu dois brasileiros e três empresas nacionais. Também incluiu uma companhia em Portugal. Eles são acusados de lavar dinheiro do PCC. O esquema movimentou mais de US$ 30 milhões. Além disso, americanos e residentes podem ser punidos se apoiarem as facções. O senador Jim Risch apoiou a medida. Ele defendeu as novas ferramentas para combater as organizações. Por fim, Risch garantiu que os EUA querem continuar a cooperação com a polícia brasileira.

Inflação em São Luís tem alta acima da média nacional

Inflação SLZ

SÃO LUÍS, 14 de julho de 2026 — São Luís registrou inflação acima da média nacional em junho de 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA da capital ficou em 0,43% no mês, enquanto o índice do Brasil foi de 0,16%. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,72% em São Luís, acima dos 4,64% registrados no país. Em 2026, a alta dos preços na capital soma 4,37%. Apesar do resultado, a inflação desacelerou em relação a maio, quando o IPCA de São Luís havia avançado 0,87%. Mesmo assim, a capital ficou entre os maiores índices apurados pelo IBGE. No Brasil, o IPCA caiu de 0,58% em maio para 0,16% em junho. No acumulado do ano, a inflação nacional alcançou 3,36%. O grupo Habitação teve o maior impacto no índice nacional, com alta de 0,63%. O aumento da energia elétrica residencial, de 1,53%, foi o principal motivo. Além disso, Despesas pessoais, Artigos de residência, Saúde e cuidados pessoais, Comunicação, Transportes e Vestuário também registraram alta. Por outro lado, Alimentação e bebidas recuou 0,24%, influenciada pela queda nos preços do café moído, frutas e carnes. O INPC, que mede a inflação para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, ficou em 0,39% em São Luís durante junho. O índice acumula alta de 4,36% no ano e de 4,59% nos últimos 12 meses. No Brasil, o INPC avançou 0,14% no mês, 3,51% em 2026 e 4,33% no acumulado de 12 meses.

Senado pode votar MP do Frete sob pressão de caminhoneiros

SENADO GREVE

BRASÍLIA, 14 de julho de 2026 — O Senado pode votar a Medida Provisória do frete nesta terça (14). O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, se reúne com o governo Lula para tentar destravar a votação. A proposta muda o piso do frete rodoviário. Ela já passou pela Câmara e por uma comissão especial. O prazo para aprovação termina na quinta (16). Depois disso, a MP perde a validade. A demora no Senado irritou os caminhoneiros. Por isso, a categoria começou uma paralisação nesta semana. O movimento aumentou a pressão sobre Alcolumbre. Na segunda (13), o líder do governo, Randolfe Rodrigues, conversou com a oposição. Eles tentam um acordo para votar antes do prazo. Um dos principais pontos do acordo é o piso salarial dos motoristas. Parlamentares querem manter a criação de um piso nacional. Esse valor seria para caminhoneiros que fazem transporte de carga de longa distância. Mas o texto tira o valor de R$ 5 mil aprovado pela Câmara. Esse montante será definido depois, por regulamentação. A paralisação foi anunciada por Wallace Landim, da Abrava. Ele é presidente da associação dos motoristas. “Quem está chamando essa paralisação se chama Davi Alcolumbre”, disse ele. Manifestações ocorreram em São Paulo, Goiás, Santa Catarina e Pernambuco. Em Santos, uma via de acesso foi bloqueada, mas o porto operou normalmente. Além disso, o governo deve vetar alguns pontos da MP. Um deles é a anistia de multas para caminhoneiros que participaram de atos após as eleições de 2022. Esse trecho foi incluído pela oposição. O relator Zé Trovão também quis reduzir penalidades para transportadores que descumprem os limites de frete. Outro dispositivo que pode cair é o que permite usar tacógrafos para multar por excesso de velocidade.

Mortes em UTIs no Hospital da Criança entram na mira do MPMA

hospital da criança

SÃO LUÍS, 14 de julho de 2026 — A atuação da Prefeitura de São Luís na gestão das UTIs pediátricas do Hospital da Criança é alvo de investigações do Ministério Público, da Defensoria Pública e de órgãos federais. As apurações começaram após denúncias sobre a terceirização do serviço, feita em 2025, e o aumento de 39 para 101 mortes nas UTIs em um ano, alta de 159%. Ao todo, o Hospital da Criança registrou 113 óbitos infantis no período. Segundo o MPMA, a licitação que entregou a gestão das UTIs ao Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), de Teresina (PI), apresenta diversas irregularidades. Além disso, a Defensoria recomendou a anulação do contrato. Entre os problemas apontados estão a redução de equipes, a falta de médicos especialistas em pediatria e a contratação de profissionais sem experiência em UTIs infantis. Pais também relataram falta de medicamentos, demora para exames e dificuldades no atendimento. O casal Samila dos Santos Lobato e Ismael perdeu os filhos gêmeos, Bento e Bernardo, de quatro meses, após internação na unidade. O pai registrou boletim de ocorrência por suspeita de negligência. “É uma sensação horrível saber que levei meus filhos vivos… Enterrar dois filhos em menos de 24 horas é inadmissível. Faltou atenção, faltou profissionalismo”, afirmou. O Conselho Regional de Medicina do Maranhão informou que acompanha a situação do hospital. Além disso, o Ministério da Saúde confirmou a apuração das denúncias recebidas pela Ouvidoria do SUS. O Ministério Público Federal também recebeu o caso e encaminhou as informações para análise de um procurador da República. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Prefeitura de São Luís (@prefeiturasaoluis)

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