Juiz exige exoneração de procuradora em Timon por nepotismo

Timon favores

TIMON, 29 de agosto de 2025 – O juiz Edmilson da Costa Fortes Lima, da Vara da Fazenda Pública de Timon, determinou que o prefeito Rafael Brito exonere, em até 48 horas, a procuradora-geral Amanda Waquim. Ela é filha da vice-prefeita Maria do Socorro Waquim, e sua nomeação foi questionada pelo Ministério Público, que apontou nepotismo indireto e desvio de finalidade. Na decisão, o magistrado destacou que o cargo de procurador-geral possui caráter técnico e não apenas político. Dessa forma, a escolha deve obedecer às regras da Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe a nomeação de parentes para funções em comissão. Segundo ele, a indicação representou troca de favores políticos e violação aos princípios da moralidade e da impessoalidade. O prefeito e a procuradora defenderam a legalidade do ato. Eles alegaram que a nomeação se deu pelo mérito profissional de Amanda e que não havia vínculo de parentesco direto com o chefe do Executivo.

CNJ flagra nepotismo no TJMA e exige revisão de parentescos

CNJ TJMA

MARANHÃO, 10 de junho de 2025 – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) que investigue casos de nepotismo e revise todos os vínculos familiares entre servidores em 90 dias. As informações são do site Direito e Ordem. A decisão, baseada em voto do corregedor nacional Mauro Campbell Marques, apontou situações específicas de parentesco em cargos comissionados e efetivos. Entre os casos identificados estão uma servidora comissionada, nora de uma magistrada, lotadas na mesma unidade, e duas irmãs – uma em cargo efetivo e outra como secretária judicial – onde há relação de subordinação. O TJMA deverá apresentar relatório detalhado com as medidas adotadas.

STF julga penduricalhos e nepotismo em cargos políticos

STF nepotismo

BRASÍLIA, 19 de fevereiro de 2025 – O Supremo Tribunal Federal (STF) analisará nesta quarta (19) a constitucionalidade de penduricalhos a servidores do Ministério Público e o alcance do nepotismo para cargos políticos. O julgamento inclui a lei estadual do Espírito Santo que estabelece gratificações a membros do órgão e a possibilidade de nomeação de parentes para funções no Executivo. O quarto item da pauta do STF trata dos artigos 6 e 13 da Lei Complementar 238/2002 do Espírito Santo. O governo estadual questiona a norma, alegando que ela fere o princípio da isonomia ao permitir o pagamento retroativo de gratificações para um grupo restrito de servidores, sem previsão orçamentária. O benefício atinge procuradores-gerais de Justiça, subprocuradores, corregedores-gerais e chefes de procuradorias. Segundo o governo capixaba, a gratificação compromete a autonomia financeira e administrativa do Ministério Público. No julgamento virtual, o relator Edson Fachin argumentou que a lei viola a Constituição por instituir vantagens sem considerar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Seu voto foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes e Rosa Weber. Por outro lado, Roberto Barroso, presidente da Corte, divergiu e foi seguido por Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux.

STF julgará recurso que pode extinguir nepotismo no país

STF Nepotismo

BRASÍLIA, 14 de janeiro de 2025 – O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará na próxima quarta (19) um Recurso Extraordinário que pode extinguir o nepotismo em toda a administração pública brasileira, inclusive em cargos políticos. A ação, de autoria da Procuradoria-Geral da República (PGR), tramita desde 2018 e questiona a nomeação de parentes de gestores para funções como secretarias estaduais e municipais. Desde 2008, a Súmula Vinculante nº 13 do STF proíbe a nomeação de familiares para cargos nos três poderes. No entanto, o tribunal vinha tolerando a prática em cargos políticos, como secretarias estaduais e municipais. Agora, o novo julgamento pode redefinir esse entendimento e vedar completamente o nepotismo na esfera pública. A PGR argumenta que a nomeação de cônjuges, companheiros ou parentes, em linha reta ou colateral até o terceiro grau, para cargos de direção ou chefia fere princípios constitucionais da moralidade e impessoalidade. O recurso questiona se cargos de natureza política devem ou não ser incluídos na proibição estabelecida pela súmula.

Prefeito de Raposa nomeia parentes para cargos na prefeitura

Prefeito Nepotismo

RAPOSA, 10 de janeiro de 2025 – O prefeito de Raposa, Eudes da Silva Barros (PL), nomeou quatro membros de sua família para cargos de primeiro escalão em sua nova gestão. As nomeações foram oficializadas nesta quarta (9). Entre os indicados, estão Adário Araújo Barros Júnior, irmão do prefeito, que assumiu a Secretaria Municipal de Finanças, e Mário do Nascimento da Costa, cunhado de Eudes, designado Diretor Geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).

Prefeito nomeia esposa como secretária de Assistência Social

Social nepotismo

POÇÃO DE PEDRAS, 9 de janeiro de 2025 – Três dias após assumir a Prefeitura de Poção de Pedras, Jhulio Sousa nomeou sua esposa, Rosenilde Lima da Silva Sousa, como secretária municipal de Assistência Social. A decisão gerou repercussão, mas foi defendida pela nova gestora e pela administração municipal. Por meio de sua assessoria jurídica, Rosenilde argumentou que sua formação na área de assistência social e o caráter político do cargo afastam a possibilidade de nepotismo, conforme a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF). A nota mencionou precedentes como o RE 579.951/RN e a Rcl 22339 AgR/SP, que reconhecem a legalidade de nomeações para cargos políticos, mesmo envolvendo parentes do gestor.

Prefeito é cassado por nepotismo, vice assume e nomeia a mãe

Vice Codó

CODÓ, 13 de dezembro de 2024 – Após a cassação do prefeito de Codó, Zé Francisco (PSDB), por nepotismo, o vice-prefeito Camilo Figueiredo assumiu a chefia do Executivo e, em menos de 24 horas, nomeou sua mãe, Eliane Costa Carneiro Figueiredo, como secretária municipal de Assistência Social. Eliane Figueiredo será responsável pela gestão de dois fundos municipais: o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente e o Fundo Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, ambos vinculados à Secretaria de Assistência Social. Suas atribuições incluem movimentações orçamentárias e gerenciais, com remuneração mensal de R$ 8.922,58. O ex-prefeito Zé Francisco teve o mandato cassado pela Câmara Municipal de Codó após aprovação da maioria dos vereadores. Ele era alvo de investigações conduzidas pela Comissão Processante, que apontou prática de nepotismo e omissões no Portal da Transparência.

Prefeito e secretária de ITZ são denunciados por nepotismo

Prefeito Imperatriz

IMPERATRIZ, 06 de dezembro de 2024 – O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou ações civis públicas contra o Município de Imperatriz e ações de improbidade administrativa contra o prefeito Assis Ramos (União) e a secretária de Saúde, Doralina Marques. O motivo das ações são denúncias de nepotismo relacionadas a nomeações irregulares na gestão municipal. As investigações apontaram a nomeação de parentes de vereadores, do vice-prefeito, da secretária de Saúde e da ex-diretora do Hospital Municipal de Imperatriz (HMI) para cargos comissionados. O MPMA atribuiu ao prefeito Assis Ramos a responsabilidade por essas nomeações, que violam os princípios da moralidade administrativa e do combate ao nepotismo.

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