Produtora de filme de Bolsonaro nega irregularidades

BRASÍLIA, 23 de julho de 2026 — A produtora GoUp Entertainment Brasil afirmou, nesta quinta (23), que a investigação da Polícia Federal vai comprovar a regularidade do dinheiro usado no filme “Dark Horse”. O longa conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o inquérito a pedido da PF. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deu parecer favorável. A polícia apura repasses de cerca de R$ 61 milhões feitos pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Os investigadores querem saber se o dinheiro foi usado para outras finalidades além da produção do filme. Mensagens e áudios mostram o senador Flávio Bolsonaro pedindo recursos ao banqueiro para viabilizar o projeto. Segundo a PF, os valores foram transferidos de uma empresa de Vorcaro para um fundo nos Estados Unidos. Esse fundo tem ligação com pessoas próximas ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Em maio, Flávio Bolsonaro admitiu que o banqueiro financiou parte da produção. Ele disse que a relação entre os dois se limitava ao projeto audiovisual. O senador também afirmou que a produtora divulgaria a prestação de contas e que, se o filme tivesse lucro, o valor do aporte ficaria separado para as autoridades. A produtora disse que recebeu “com serenidade” a abertura do inquérito. A empresa lembrou que a medida só permite aprofundar as investigações e não significa que há irregularidades. A GoUp informou que, antes mesmo do inquérito, já tinha apresentado a prestação de contas completa à Polícia Civil de São Paulo. A documentação foi protocolada em 11 de junho. A produtora afirmou ainda que um laudo técnico concluiu que os recursos têm origem privada, são identificáveis e rastreáveis. A empresa também negou o uso de dinheiro público ou incentivos fiscais. A produtora diz que as informações sobre os investidores estão protegidas por sigilo, mas que os dados podem ser entregues às autoridades se forem legalmente exigidos. Por fim, a empresa afirmou que vai continuar colaborando com a investigação e que confia na comprovação da regularidade dos recursos.
STF autoriza inquérito para investigar filme sobre Bolsonaro

BRASÍLIA, 23 de julho de 2026 — O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta (23) a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar o repasse de recursos para bancar o filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão atende a um pedido da própria corporação com parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que apontou a existência de elementos suficientes para a instauração formal da investigação. A apuração terá como foco repasses atribuídos ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, após a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez diversas cobranças ao empresário para pagar parcelas de um investimento de R$ 134 milhões na produção. Anteriormente, o parlamentar afirmou que a solicitação foi feita exclusivamente para custear o filme e que não houve qualquer irregularidade. As primeiras informações apontam que Mendonça determinou a apuração referente ao repasse de R$ 61 milhões feito por Vorcaro a pedido do senador, a eventual destinação de parte dos recursos para bancar a estadia do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, e a indicação de emendas parlamentares de aliados a entidades ligadas à produtora do filme. Segundo a Polícia Federal, também será apurado se os recursos foram empregados em outras ações de aliados de Bolsonaro junto ao governo do presidente Donald Trump. Ao defender a abertura da investigação, o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, afirmou que “há necessidade de instaurar um inquérito para apurar todas essas circunstâncias que permeiam esses episódios”. De acordo com as informações reunidas pela Polícia Federal, os recursos teriam sido transferidos pela empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Daniel Vorcaro, para um fundo sediado no Texas e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro. Os investigadores buscam confirmar se a movimentação financeira correspondeu à finalidade declarada ou se parte dos valores foi destinada a outras despesas. Quando o caso veio a público, após a divulgação de um áudio pelo site The Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro negou que o dinheiro tivesse qualquer relação com seu irmão.Em nota, o senador afirmou ser “falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro” e acrescentou que “os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos”. Flávio Bolsonaro afirmou, em meados de maio, que pediria à produtora do filme uma prestação de contas para mostrar que o dinheiro repassado por Vorcaro através de um fundo de investimentos foi totalmente utilizado na produção. No entanto, o detalhamento do uso dos recursos ainda não foi apresentado. O caso também motivou um pedido de investigação apresentado ao STF pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou pelo arquivamento dessa solicitação. Em junho, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, definiu que André Mendonça seria o relator responsável pelo caso. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, afirma que se mudou para os Estados Unidos em 2025 alegando perseguição do ministro Alexandre de Moraes e nega ter recebido recursos do projeto cinematográfico. O ex-deputado também é réu no STF em uma ação por suposto crime de coação, sob relatoria de Moraes.
Decisão de Moraes contra redes sociais de Bolsonaro faz 1 ano

BRASÍLIA, 21 de julho de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu Jair Bolsonaro de usar redes sociais. A decisão completou um ano nesta semana. Ela aconteceu em 21 de julho de 2025. O objetivo era evitar que o ex-presidente atrapalhasse as investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado. A medida impede Bolsonaro de ter perfis próprios. Ele também não pode publicar nada em contas de outras pessoas. O STF entendeu que as plataformas digitais serviam para espalhar desinformação. Além disso, elas eram usadas para incentivar apoiadores e atrapalhar a apuração dos fatos. A restrição foi aplicada dois meses antes da condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão. Ele fez sua última postagem no Instagram em 17 de julho de 2025. No vídeo, ele respondia a uma carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Bolsonaro tinha cerca de 27 milhões de seguidores só nessa rede social. A defesa do ex-presidente contesta a proibição desde o início. Os advogados afirmam que a medida fere a liberdade de expressão. Porém, o Supremo manteve a decisão de Moraes. Ao longo do último ano, o caso gerou debates entre juristas e políticos. Eles discutiram os limites das medidas cautelares em investigações. A decisão atingiu uma das principais ferramentas de comunicação de Bolsonaro. Ele construiu uma enorme base de seguidores entre políticos brasileiros. Antes da restrição, ele usava as redes para dar opiniões, participar de debates e falar com apoiadores. Agora, ele está proibido de publicar qualquer conteúdo em perfis próprios ou de terceiros.
Moraes encerra inquérito da Abin Paralela contra Bolsonaro

BRASÍLIA, 20 de julho de 2026 — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta segunda (20), o arquivamento das investigações, no caso “Abin Paralela”, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão também vale para Alexandre Ramagem, ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O magistrado concluiu que ambos já responderam “pelos mesmos fatos” nas ações penais sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. A investigação da “Abin Paralela” apurava o suposto uso irregular do sistema First Mile para monitorar autoridades, jornalistas e adversários políticos. O caso teria ocorrido de 2019 a 2022. Além de Bolsonaro e Ramagem, Moraes extinguiu a apuração contra Marcelo Araújo Bormevet, Giancarlo Gomes Rodrigues e integrantes da cúpula da Abin, entre eles o ex-diretor-adjunto Alessandro Moretti, o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa, Luiz Carlos Nóbrega Nelson, José Fernando Moraes Chuy e Lucio de Andrade Vaz Parente. O ministro do STF revogou os indiciamentos desses investigados por entender que as acusações se baseavam em “conclusões genéricas” e não apresentavam elementos mínimos de dolo ou de conduta criminosa específica. Para Moraes, não havia justa causa para dar continuidade ao processo. CARLOS BOLSONARO Ao analisar a situação dos demais investigados, Moraes concluiu que o STF não tem competência para julgar aqueles que não possuem foro por prerrogativa de função, o chamado foro privilegiado. Por isso, determinou o envio do caso à Justiça Federal. Entre os investigados que passarão a responder na primeira instância está o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro, que hoje é pré-candidato ao Senado Federal pelo PL de Santa Catarina. A Polícia Federal (PF) apontou Carlos como integrante do chamado “núcleo político” da suposta organização investigada e o identificou como coordenador do denominado “Gabinete do Ódio”. O ex-vereador carioca foi indiciado pelo crime de organização criminosa. Ele nega as acusações. Também responderão na Justiça Federal assessores e integrantes do grupo descrito pela PF como “núcleo de vetores de produção e propagação de fake news“. Entre eles estão Daniel Ribeiro Lemos e Mateus de Carvalho Sposito. No relatório final, a PF afirmou que o grupo produzia desinformação e utilizava a estrutura do Estado para fins ilícitos e antidemocráticos. Moraes também autorizou o compartilhamento integral das provas reunidas no caso com o Inquérito das Fake News. O ministro considerou que há conexão entre a atuação do suposto “Gabinete do Ódio” com o que ele chama de “ataques ao sistema eleitoral e ao Poder Judiciário”.
Moraes mantém prisão domiciliar de Bolsonaro com novas regras

BRASÍLIA, 18 de julho de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta sexta (17) manter a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar disso, ele aumentou as restrições impostas ao político. Moraes constatou que Bolsonaro descumpriu uma medida cautelar. O ex-presidente escreveu uma carta que foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais. Por isso, suspendeu as visitas ao ex-presidente por 30 dias. Apenas advogados, médicos e fisioterapeutas podem entrar na casa dele. Além disso, Moraes proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições. Também vetou a divulgação de manifestos políticos, inclusive por terceiros, em qualquer meio de comunicação. A defesa de Bolsonaro disse que ele “jamais soube que a carta seria publicizada”. Mas Moraes rejeitou essa justificativa. Ele afirmou que a explicação “não é plausível” e é “contraditória aos fatos”. O ministro destacou que a carta foi dirigida “aos brasileiros” e chamava Flávio de “meu porta-voz”. O texto também defendia a pré-candidatura do filho à Presidência. Moraes concluiu que o ex-presidente queria se comunicar com seus apoiadores políticos usando as redes sociais do filho. Isso comprovou o “flagrante descumprimento” da medida cautelar, segundo o ministro. Apesar disso, Moraes manteve a prisão domiciliar humanitária. Ele seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República, que considerou desproporcional o retorno ao regime fechado. O ministro também observou que foi o primeiro descumprimento desde novembro de 2025, quando a pena começou a ser executada. Por fim, Moraes advertiu que todas as medidas cautelares continuam valendo. Ele alertou que um novo descumprimento pode levar à revisão da domiciliar e ao retorno de Bolsonaro ao regime fechado.
Moraes dá prazo para PGR opinar sobre carta de Bolsonaro

BRASÍLIA, 16 de julho de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o caso envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada nesta quarta (15). O ministro quer saber se Bolsonaro descumpriu uma ordem judicial ao divulgar uma carta de apoio ao filho, o senador Flávio Bolsonaro. Depois que a PGR der seu parecer, Moraes vai decidir o que fazer. A investigação apura justamente a divulgação desse documento. Nele, Bolsonaro manifestava apoio à pré-candidatura do filho à Presidência da República. Moraes pediu explicações porque entendeu que isso pode ter violado a regra que proíbe o ex-presidente de usar redes sociais, seja diretamente ou por meio de outras pessoas. Além disso, o ministro também determinou a suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias. Essa medida faz parte das regras já impostas no processo. A defesa de Bolsonaro já apresentou seus esclarecimentos dentro do prazo de 48 horas dado por Moraes. Os advogados disseram que o ex-presidente “jamais soube” que Flávio iria divulgar a carta publicamente. O senador leu o texto em um evento e depois o publicou nas redes sociais. Segundo a defesa, Bolsonaro escreveu o manuscrito de forma legítima e privada. Ele entregou o documento ao filho durante uma visita autorizada pela Justiça. Os advogados afirmam que o ex-presidente não previu nem autorizou que a carta fosse divulgada na internet ou para o público. As medidas cautelares contra o ex-presidente proíbem o uso de aparelhos de comunicação e o acesso a redes sociais. Ele também não pode divulgar manifestações pessoais por meio de terceiros. Na manifestação enviada ao STF, a defesa reforçou que Bolsonaro mantém o compromisso de cumprir todas as determinações de Moraes. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária desde março deste ano por questões de saúde.
Mariana Carvalho critica abusos de Moraes sobre Bolsonaro

MARANHÃO, 15 de julho de 2026 — A pré-candidata a deputada federal Mariana Carvalho criticou uma decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre Jair Bolsonaro. Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente e deu 48 horas para que Bolsonaro explique se sabia da divulgação de uma carta. A declaração foi publicada nas redes sociais. “Moraes suspende visitas de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias e dá 48 horas para ex-presidente explicar se sabia de divulgação de carta. Por esse absurdo de impedir que um filho tenha acesso a um pai” Mariana afirmou que Flávio Bolsonaro atua como advogado do pai e está habilitado no processo. Por isso, ela disse que a medida desrespeita as prerrogativas da advocacia e o direito do cliente. Além disso, classificou a decisão como abuso de autoridade e alegou que a restrição ocorreu após a leitura de uma carta escrita por Bolsonaro. “Flávio é advogado de Bolsonaro, tá devidamente habilitado no processo. Ou seja, Alexandre de Moraes passa por cima de todas as prerrogativas do advogado e do direito do cliente, cometendo um grave e claro abuso de autoridade. E tudo isso porque ele diz que Flávio Bolsonaro infringiu algumas medidas e leu uma carta que o próprio pai fez, e isso teoricamente não podia.” Na publicação, a pré-candidata comparou o caso com o período em que o presidente Lula esteve preso. Ela afirmou que Lula participou de centenas de reuniões, trocou cartas e teve documentos divulgados por seu advogado sem sofrer punições semelhantes. “Vamos lembrar na época que o Lula tava preso. Será que foi diferente? Lula fez mais de 500 reuniões pra tratar sobre diversos assuntos, inclusive definir candidaturas. Ah, Lula se comunicava também por cartas. É isso? E o advogado de Lula também leu uma carta que ele fez pra toda a imprensa e nada aconteceu? Você viu aí, né? No Brasil são dois pesos e duas medidas.” Mariana também fez críticas ao governo do PT e afirmou que há perseguição política no país. Por fim, pediu que apoiadores se mobilizem por meio de posicionamento, oração e participação política. “E para combater essa tirania, essa ditadura, não tem união. As eleições desse ano nunca foram sobre interesses individuais. É o futuro e o que será das próximas gerações. Ninguém aguenta mais o PT, ninguém aguenta mais tanta injustiça e tanta perseguição.” Segundo ela, as eleições terão impacto no futuro das próximas gerações. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Mariana ✨ (@marianacarvalho.ma)
Alexandre de Moraes suspende visitas de Flávio a Bolsonaro

BRASÍLIA, 13 de julho de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A proibição vale por 90 dias. A decisão foi tomada depois que Flávio publicou uma carta escrita pelo pai durante a prisão domiciliar. A divulgação aconteceu no sábado (12), em um vídeo e transmissão nas redes sociais. Moraes entendeu que a visita foi usada para obter um documento com destino público. Isso pode quebrar a regra que impede Bolsonaro de usar redes sociais, direta ou indiretamente. Essa restrição faz parte das condições da prisão domiciliar humanitária, concedida em março e mantida neste mês. Na carta, Jair Bolsonaro pede união dos apoiadores em torno da pré-candidatura presidencial de Flávio. Ele chama o filho de “porta-voz” e diz que ele é a “melhor opção para livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”. Por isso, Moraes acha que a mensagem foi feita para ser divulgada. Isso pode ser uma violação das medidas cautelares. Além disso, o ministro determinou que a defesa de Bolsonaro explique, em até 48 horas, se o ex-presidente sabia que a carta seria divulgada. O caso também foi enviado ao procurador-geral eleitoral. Ele vai investigar se a publicação foi uma propaganda eleitoral antecipada.