
MARANHÃO, 15 de julho de 2026 — A pré-candidata a deputada federal Mariana Carvalho criticou uma decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre Jair Bolsonaro. Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente e deu 48 horas para que Bolsonaro explique se sabia da divulgação de uma carta. A declaração foi publicada nas redes sociais.
“Moraes suspende visitas de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias e dá 48 horas para ex-presidente explicar se sabia de divulgação de carta. Por esse absurdo de impedir que um filho tenha acesso a um pai”
Mariana afirmou que Flávio Bolsonaro atua como advogado do pai e está habilitado no processo. Por isso, ela disse que a medida desrespeita as prerrogativas da advocacia e o direito do cliente. Além disso, classificou a decisão como abuso de autoridade e alegou que a restrição ocorreu após a leitura de uma carta escrita por Bolsonaro.
“Flávio é advogado de Bolsonaro, tá devidamente habilitado no processo. Ou seja, Alexandre de Moraes passa por cima de todas as prerrogativas do advogado e do direito do cliente, cometendo um grave e claro abuso de autoridade. E tudo isso porque ele diz que Flávio Bolsonaro infringiu algumas medidas e leu uma carta que o próprio pai fez, e isso teoricamente não podia.”
Na publicação, a pré-candidata comparou o caso com o período em que o presidente Lula esteve preso. Ela afirmou que Lula participou de centenas de reuniões, trocou cartas e teve documentos divulgados por seu advogado sem sofrer punições semelhantes.
“Vamos lembrar na época que o Lula tava preso. Será que foi diferente? Lula fez mais de 500 reuniões pra tratar sobre diversos assuntos, inclusive definir candidaturas. Ah, Lula se comunicava também por cartas. É isso? E o advogado de Lula também leu uma carta que ele fez pra toda a imprensa e nada aconteceu? Você viu aí, né? No Brasil são dois pesos e duas medidas.”
Mariana também fez críticas ao governo do PT e afirmou que há perseguição política no país. Por fim, pediu que apoiadores se mobilizem por meio de posicionamento, oração e participação política.
“E para combater essa tirania, essa ditadura, não tem união. As eleições desse ano nunca foram sobre interesses individuais. É o futuro e o que será das próximas gerações. Ninguém aguenta mais o PT, ninguém aguenta mais tanta injustiça e tanta perseguição.”
Segundo ela, as eleições terão impacto no futuro das próximas gerações.







