Dino autoriza operação contra produtora de filme sobre Bolsonaro

BRASÍLIA, 10 de setembro de 2026 — O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a operação da Polícia Federal realizada nesta quinta (10) contra pessoas ligadas ao financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. A investigação apura suspeitas de desvio de emendas e tem Mario Frias e Karina Gama entre os alvos. A Operação Make Up cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal, com apoio da CGU. Segundo a PF, recursos destinados a uma organização social teriam ido para empresas subcontratadas sem comprovação dos serviços. A polícia aponta indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. Além disso, análises financeiras identificaram movimentações de centenas de milhões de reais. A apuração inclui suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e crimes em licitações. O financiamento do filme é investigado em dois inquéritos no STF. Um está com André Mendonça. O outro, relatado por Dino, apura possível direcionamento de emendas. Em março, Dino pediu explicações a Frias sobre R$ 2 milhões destinados ao Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora. Frias, produtor do longa e ex-secretário especial da Cultura, negou irregularidades em maio e afirmou que a verba teve finalidade social. A Go Up Entertainment já havia sido alvo da Polícia Civil de São Paulo em junho. Por ordem de Dino, o material daquela investigação foi enviado ao STF.
Lei Rouanet dispara sob Lula e supera todo o governo Bolsonaro

BRASIL, 31 de agosto de 2026 — A Lei Rouanet captou R$ 10,7 bilhões para projetos culturais desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023. Esse valor já supera os R$ 9,2 bilhões arrecadados durante todo o governo Bolsonaro. Os dados são do Ministério da Cultura e foram corrigidos pela inflação até junho de 2026. O mecanismo funciona assim: o Ministério da Cultura autoriza projetos, e empresas patrocinam esses projetos. Em troca, elas podem abater o valor do Imposto de Renda devido. Até 27 de agosto de 2026, as empresas destinaram R$ 1,1 bilhão à cultura por essa via. As estatais responderam por R$ 312 milhões em 2026. A Petrobras lidera com folga: destinou R$ 278 milhões, ou 89% desse total. Depois vêm Banco do Brasil (R$ 28 milhões) e Banco do Nordeste (R$ 5,5 milhões). Entre todas as patrocinadoras, públicas ou privadas, a Petrobras também é a maior, seguida por Vale e Nubank. A Petrobras afirmou que os valores seguem contratos firmados e que todos os procedimentos obedecem a critérios técnicos e transparentes, dentro da lei. Os projetos com maiores captações previstas para 2026 incluem o plano da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (R$ 201 milhões), o Museu do Petróleo e Novas Energias (R$ 141 milhões) e o plano da Orquestra Ouro Preto (R$ 105 milhões). O secretário Thiago Leandro, do Ministério da Cultura, disse que o governo quer ampliar o programa nos próximos anos. Segundo ele, a ideia é crescer com responsabilidade, porque o investimento cultural traz retorno positivo.
TSE vetou lives de Bolsonaro, mas libera Lula no Alvorada

BRASÍLIA, 26 de agosto de 2026 —O presidente Lula gravou entrevistas no Palácio da Alvorada, em Brasília. A última foi no domingo (23), no mesmo horário do debate da Band. A ação acontece em ano eleitoral. Lula busca a reeleição para seu quarto mandato. Em 2022, o TSE proibiu Jair Bolsonaro de fazer lives no Alvorada e em outros prédios públicos. O ministro Benedito Gonçalves atendeu a um pedido de Ciro Gomes. Ele disse que o uso da residência oficial dava vantagem ao então candidato. Além disso, os recursos usados eram inacessíveis aos outros concorrentes. Naquela época, o Brasil ainda vivia restrições da pandemia. As lives eram um meio de comunicação muito usado. Agora, o cenário mudou. Bolsonaro está preso por suposta tentativa de golpe. Ele não pode votar nem receber visitas do filho Flávio, que é candidato. Lula, por outro lado, usa o palácio com frequência. Ele gravou para a TV Record e para o podcast Inteligência Ltda. Na entrevista, chamou a residência de “desumana” por ser grande e fria. A situação atual é diferente da vivida por Bolsonaro há quatro anos. O TSE ainda não se manifestou sobre as gravações de Lula no Alvorada.
RR Soares supera Bolsonaro e tem cinco filhos candidatos

BRASIL, 18 de agosto de 2026 — A família do pastor RR Soares tem sete candidatos nas eleições de 2026. São cinco filhos e uma tia. Os Bolsonaro, com seis, ficam atrás. Os filhos Filipe, Marcos, David, Daniel e André concorrem em quatro partidos diferentes. Filipe e Marcos disputam no Rio de Janeiro. David e Daniel, em São Paulo. André é suplente de senador pelo Rio. Eles não concorrem entre si para não dividir votos. Quatro dos cinco filhos usam “RR Soares” como nome de urna pela primeira vez. Só Daniel não adotou a sigla. O objetivo é associar a campanha ao pai, conhecido como RR Soares. Além dos irmãos, Edna Macedo, tia deles, tenta a reeleição em São Paulo. No total, somados Crivella, Edna e os cinco filhos do missionário, o núcleo Macedo/Soares reúne sete candidatos do clã. A estratégia lembra a de Jair Bolsonaro, que espalhou os filhos por estados diferentes. Em 2022, André tentou se eleger deputado por Minas, mas não conseguiu. Depois, perdeu duas vezes para vereador em São Paulo. Agora, ele busca uma vaga no Senado, mas terá como adversário o primo Marcelo Crivella.
Jair Renan registra Jair Bolsonaro como nome na urna

SANTA CATARINA, 07 de agosto de 2026 — Jair Renan (PL-SC) registrou sua candidatura a deputado federal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem 28 anos. Na urna, ele pediu para ser chamado de “Jair Bolsonaro“. Essa é a primeira vez que ele concorre a um cargo federal. Atualmente, ele é vereador de Balneário Camboriú (SC). Em 2024, ele foi o candidato mais votado da cidade, que tem cerca de 140 mil habitantes. O patrimônio de Jair Renan quadruplicou em apenas dois anos. Em 2024, ele declarou R$ 42.069,79 em bens. Agora, o valor subiu para R$ 187.366,28. Esse aumento chamou a atenção. A maior parte do dinheiro está em uma conta no Banco do Brasil (R$ 70 mil). Além disso, ele tem um carro VW Jetta 2015, avaliado em R$ 65 mil. O veículo foi comprado em janeiro de 2024. Por fim, ele possui R$ 52 mil em bens ligados a um CNPJ da Caixa Econômica Federal. Há dois anos, a situação era bem diferente. Na eleição para vereador, ele declarou apenas R$ 40.591,68 em depósitos e R$ 1.478,11 em conta corrente. Portanto, o crescimento do patrimônio foi grande nesse período. No registro de candidatura, Jair Renan não declarou sua orientação sexual. Ele também informou que tem ensino superior incompleto.
Produtora de filme de Bolsonaro nega irregularidades

BRASÍLIA, 23 de julho de 2026 — A produtora GoUp Entertainment Brasil afirmou, nesta quinta (23), que a investigação da Polícia Federal vai comprovar a regularidade do dinheiro usado no filme “Dark Horse”. O longa conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o inquérito a pedido da PF. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deu parecer favorável. A polícia apura repasses de cerca de R$ 61 milhões feitos pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Os investigadores querem saber se o dinheiro foi usado para outras finalidades além da produção do filme. Mensagens e áudios mostram o senador Flávio Bolsonaro pedindo recursos ao banqueiro para viabilizar o projeto. Segundo a PF, os valores foram transferidos de uma empresa de Vorcaro para um fundo nos Estados Unidos. Esse fundo tem ligação com pessoas próximas ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Em maio, Flávio Bolsonaro admitiu que o banqueiro financiou parte da produção. Ele disse que a relação entre os dois se limitava ao projeto audiovisual. O senador também afirmou que a produtora divulgaria a prestação de contas e que, se o filme tivesse lucro, o valor do aporte ficaria separado para as autoridades. A produtora disse que recebeu “com serenidade” a abertura do inquérito. A empresa lembrou que a medida só permite aprofundar as investigações e não significa que há irregularidades. A GoUp informou que, antes mesmo do inquérito, já tinha apresentado a prestação de contas completa à Polícia Civil de São Paulo. A documentação foi protocolada em 11 de junho. A produtora afirmou ainda que um laudo técnico concluiu que os recursos têm origem privada, são identificáveis e rastreáveis. A empresa também negou o uso de dinheiro público ou incentivos fiscais. A produtora diz que as informações sobre os investidores estão protegidas por sigilo, mas que os dados podem ser entregues às autoridades se forem legalmente exigidos. Por fim, a empresa afirmou que vai continuar colaborando com a investigação e que confia na comprovação da regularidade dos recursos.
STF autoriza inquérito para investigar filme sobre Bolsonaro

BRASÍLIA, 23 de julho de 2026 — O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta (23) a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar o repasse de recursos para bancar o filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão atende a um pedido da própria corporação com parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que apontou a existência de elementos suficientes para a instauração formal da investigação. A apuração terá como foco repasses atribuídos ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, após a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez diversas cobranças ao empresário para pagar parcelas de um investimento de R$ 134 milhões na produção. Anteriormente, o parlamentar afirmou que a solicitação foi feita exclusivamente para custear o filme e que não houve qualquer irregularidade. As primeiras informações apontam que Mendonça determinou a apuração referente ao repasse de R$ 61 milhões feito por Vorcaro a pedido do senador, a eventual destinação de parte dos recursos para bancar a estadia do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, e a indicação de emendas parlamentares de aliados a entidades ligadas à produtora do filme. Segundo a Polícia Federal, também será apurado se os recursos foram empregados em outras ações de aliados de Bolsonaro junto ao governo do presidente Donald Trump. Ao defender a abertura da investigação, o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, afirmou que “há necessidade de instaurar um inquérito para apurar todas essas circunstâncias que permeiam esses episódios”. De acordo com as informações reunidas pela Polícia Federal, os recursos teriam sido transferidos pela empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Daniel Vorcaro, para um fundo sediado no Texas e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro. Os investigadores buscam confirmar se a movimentação financeira correspondeu à finalidade declarada ou se parte dos valores foi destinada a outras despesas. Quando o caso veio a público, após a divulgação de um áudio pelo site The Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro negou que o dinheiro tivesse qualquer relação com seu irmão.Em nota, o senador afirmou ser “falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro” e acrescentou que “os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos”. Flávio Bolsonaro afirmou, em meados de maio, que pediria à produtora do filme uma prestação de contas para mostrar que o dinheiro repassado por Vorcaro através de um fundo de investimentos foi totalmente utilizado na produção. No entanto, o detalhamento do uso dos recursos ainda não foi apresentado. O caso também motivou um pedido de investigação apresentado ao STF pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou pelo arquivamento dessa solicitação. Em junho, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, definiu que André Mendonça seria o relator responsável pelo caso. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, afirma que se mudou para os Estados Unidos em 2025 alegando perseguição do ministro Alexandre de Moraes e nega ter recebido recursos do projeto cinematográfico. O ex-deputado também é réu no STF em uma ação por suposto crime de coação, sob relatoria de Moraes.
Decisão de Moraes contra redes sociais de Bolsonaro faz 1 ano

BRASÍLIA, 21 de julho de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu Jair Bolsonaro de usar redes sociais. A decisão completou um ano nesta semana. Ela aconteceu em 21 de julho de 2025. O objetivo era evitar que o ex-presidente atrapalhasse as investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado. A medida impede Bolsonaro de ter perfis próprios. Ele também não pode publicar nada em contas de outras pessoas. O STF entendeu que as plataformas digitais serviam para espalhar desinformação. Além disso, elas eram usadas para incentivar apoiadores e atrapalhar a apuração dos fatos. A restrição foi aplicada dois meses antes da condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão. Ele fez sua última postagem no Instagram em 17 de julho de 2025. No vídeo, ele respondia a uma carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Bolsonaro tinha cerca de 27 milhões de seguidores só nessa rede social. A defesa do ex-presidente contesta a proibição desde o início. Os advogados afirmam que a medida fere a liberdade de expressão. Porém, o Supremo manteve a decisão de Moraes. Ao longo do último ano, o caso gerou debates entre juristas e políticos. Eles discutiram os limites das medidas cautelares em investigações. A decisão atingiu uma das principais ferramentas de comunicação de Bolsonaro. Ele construiu uma enorme base de seguidores entre políticos brasileiros. Antes da restrição, ele usava as redes para dar opiniões, participar de debates e falar com apoiadores. Agora, ele está proibido de publicar qualquer conteúdo em perfis próprios ou de terceiros.