Lula já pediu ineligibilidade de Bolsonaro por ampliar Bolsa Família

Lula Bolsonaro

BRASÍLIA, 18 de setembro de 2026 — Em 2022, o então presidente eleito Lula (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral para pedir a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL) e de seu candidato a vice, Walter Braga Netto (PL). A equipe jurídica do PT apresentou duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral baseadas em acusações de uso indevido da máquina pública e de ataques sistemáticos às instituições e ao processo de votação brasileiro. Uma delas afirmava que o então presidente utilizou dinheiro público para tentar comprar votos e influenciar eleitores no 2º turno por meio da criação e do adiantamento de benefícios sociais às vésperas da eleição, incluindo o Auxílio Brasil (programa que posteriormente voltou a se chamar Bolsa Família). Agora, Lula tomou uma atitude similar. Em 2022, o grupo de desenvolvimento social e combate à fome do governo de transição identificou que houve a inclusão de cerca de 2,5 milhões de beneficiários unipessoais no programa Auxílio Brasil às vésperas da eleição. Segundo os dados, desde 2018, o número de famílias com apenas um integrante seguia estável em torno de 2 milhões. A partir do fim de 2021 até julho de 2022, no entanto, houve um aumento para cerca de 4,5 milhões de beneficiários, e por isso o TSE foi acionado. Agora, nesta 5ª feira (17), a 17 dias do 1º turno das eleições gerais de 2026, que acontecerão em 4 de outubro, Lula reajustou o valor do Bolsa Família em 15%. De acordo com o governo, o impacto orçamentário será de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22,7 bilhões em 2027. O cálculo foi apresentado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A partir do dia 19 de outubro, o Bolsa Família passará por um reajuste de 15,04% — referente ao INPC acumulado de 2023 a agosto de 2026 —, elevando o benefício médio de R$ 675 para R$ 777 e o piso mensal de R$ 600 para R$ 691.

Moraes abre caminho para Bolsonaro reverter condenação

Moraes Bolsonaro

BRASÍLIA, 17 de setembro de 2026 — Em 25 de março de 2025, diante dos ministros da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado Celso Vilardi apresentou uma das preliminares da defesa de Jair Bolsonaro antes do recebimento da denúncia sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. Na sessão, o criminalista disse que teve acesso às provas selecionadas pela acusação, mas não à íntegra do material usado para extraí-las. “Temos tudo que a denúncia citou, mas esse é o recorte da acusação”, afirmou Vilardi, ao ensinar que a defesa tinha o direito de examinar o acervo e fazer o próprio recorte. A argumentação de Vilardi não impediu o avanço do processo. O ministro Alexandre de Moraes afirmou que os advogados tiveram amplo acesso aos elementos utilizados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), e Bolsonaro acabou condenado a 27 anos e três meses de prisão. Um ano e meio depois daquela sustentação de Vilardi, a discussão sobre a necessidade de conhecer a íntegra de provas digitais voltou ao STF. Desta vez, no escândalo do Banco Master e em meio às suspeitas que atingem o próprio Moraes. Nos últimos dias, Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes requisitaram acesso aos dados brutos extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os ministros alegaram, em diferentes manifestações, que precisavam conhecer o material completo para avaliar o contexto das mensagens e os trechos selecionados pela Polícia Federal (PF). A PGR agiu de maneira semelhante. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que os ministros deveriam ter acesso à “integralidade dos dados” antes de decidir sobre o caso. De acordo com juristas consultados por Oeste, a cobrança pelo acesso integral aos dados de Vorcaro pode fornecer à defesa de Bolsonaro um argumento adicional para reforçar uma tese que já integra a revisão criminal apresentada ao STF em 8 de maio: a de que o ex-presidente não teve acesso integral e em tempo adequado ao conjunto de provas produzido durante a investigação. A revisão está sob a relatoria do ministro Nunes Marques na 2ª Turma. Além dele, integram o colegiado André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux. A defesa pede a anulação da condenação e sustenta, entre outros pontos, que houve cerceamento de defesa. Para a advogada constitucionalista Vera Chemim, o cerceamento pode ter consequências sobre a validade dos atos praticados no processo de Bolsonaro. Ela avaliou que a falta de acesso adequado às provas, se reconhecida pelo STF, pode fundamentar a declaração de nulidade. “O cerceamento de defesa é um fundamento de natureza processual, relacionado ao direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório, que tem potencial para levar à nulidade dos atos judiciais praticados pelo relator”, observou.

TSE proíbe uso da imagem de Bolsonaro em santinhos de candidatos

Bolsonaro TSE

BRASIL, 17 de setembro de 2026 — O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proibiu, em decisão liminar, o uso da imagem de Jair Bolsonaro (PL) em santinhos quando a veiculação sugerir um apoio político-eleitoral ou pedido de votos a candidatos. A decisão foi concedida pela ministra Estela Aranha em uma ação pedida pela deputada estadual Duda Hidalgo (PT-SP) que discute o uso da imagem do ex-presidente no material de campanha do deputado estadual e candidato à reeleição Lucas Bove (PL-SP). No caso analisado, Bolsonaro aparece em posição de destaque ao lado da fotografia, do nome e do número de urna de Bove. Segundo a ação, foram confeccionados 50 mil santinhos com a imagem do ex-presidente. Ao conceder a liminar, Estela considerou que esse tipo de material transmite ao eleitor a ideia de que Bolsonaro manifesta apoio à candidatura. A ministra levou em conta uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que proibiu Bolsonaro de divulgar manifestações político-eleitorais até o fim das eleições de 2026, inclusive por intermédio de terceiros. Para Estela, o uso da imagem do ex-presidente ao lado da foto, do nome e do número de um candidato pode funcionar, para o eleitorado, como uma manifestação de apoio e, em tese, representar uma forma de contornar a determinação do Supremo. A decisão, no entanto, não proíbe genericamente o uso de qualquer imagem de Bolsonaro. Fotos históricas de sua trajetória política, por exemplo, não são atingidas pela liminar. A restrição recai sobre materiais que, pelo contexto em que a imagem é usada, sugiram apoio atual do ex-presidente a uma candidatura específica.

Dino autoriza operação contra produtora de filme sobre Bolsonaro

Dino PF

BRASÍLIA, 10 de setembro de 2026 — O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a operação da Polícia Federal realizada nesta quinta (10) contra pessoas ligadas ao financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. A investigação apura suspeitas de desvio de emendas e tem Mario Frias e Karina Gama entre os alvos. A Operação Make Up cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal, com apoio da CGU. Segundo a PF, recursos destinados a uma organização social teriam ido para empresas subcontratadas sem comprovação dos serviços. A polícia aponta indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. Além disso, análises financeiras identificaram movimentações de centenas de milhões de reais. A apuração inclui suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e crimes em licitações. O financiamento do filme é investigado em dois inquéritos no STF. Um está com André Mendonça. O outro, relatado por Dino, apura possível direcionamento de emendas. Em março, Dino pediu explicações a Frias sobre R$ 2 milhões destinados ao Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora. Frias, produtor do longa e ex-secretário especial da Cultura, negou irregularidades em maio e afirmou que a verba teve finalidade social. A Go Up Entertainment já havia sido alvo da Polícia Civil de São Paulo em junho. Por ordem de Dino, o material daquela investigação foi enviado ao STF.

Lei Rouanet dispara sob Lula e supera todo o governo Bolsonaro

Lei Rouanet

BRASIL, 31 de agosto de 2026 — A Lei Rouanet captou R$ 10,7 bilhões para projetos culturais desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023. Esse valor já supera os R$ 9,2 bilhões arrecadados durante todo o governo Bolsonaro. Os dados são do Ministério da Cultura e foram corrigidos pela inflação até junho de 2026. O mecanismo funciona assim: o Ministério da Cultura autoriza projetos, e empresas patrocinam esses projetos. Em troca, elas podem abater o valor do Imposto de Renda devido. Até 27 de agosto de 2026, as empresas destinaram R$ 1,1 bilhão à cultura por essa via. As estatais responderam por R$ 312 milhões em 2026. A Petrobras lidera com folga: destinou R$ 278 milhões, ou 89% desse total. Depois vêm Banco do Brasil (R$ 28 milhões) e Banco do Nordeste (R$ 5,5 milhões). Entre todas as patrocinadoras, públicas ou privadas, a Petrobras também é a maior, seguida por Vale e Nubank. A Petrobras afirmou que os valores seguem contratos firmados e que todos os procedimentos obedecem a critérios técnicos e transparentes, dentro da lei. Os projetos com maiores captações previstas para 2026 incluem o plano da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (R$ 201 milhões), o Museu do Petróleo e Novas Energias (R$ 141 milhões) e o plano da Orquestra Ouro Preto (R$ 105 milhões). O secretário Thiago Leandro, do Ministério da Cultura, disse que o governo quer ampliar o programa nos próximos anos. Segundo ele, a ideia é crescer com responsabilidade, porque o investimento cultural traz retorno positivo.

TSE vetou lives de Bolsonaro, mas libera Lula no Alvorada

Lula Bolsonaro

BRASÍLIA, 26 de agosto de 2026 —O presidente Lula gravou entrevistas no Palácio da Alvorada, em Brasília. A última foi no domingo (23), no mesmo horário do debate da Band. A ação acontece em ano eleitoral. Lula busca a reeleição para seu quarto mandato. Em 2022, o TSE proibiu Jair Bolsonaro de fazer lives no Alvorada e em outros prédios públicos. O ministro Benedito Gonçalves atendeu a um pedido de Ciro Gomes. Ele disse que o uso da residência oficial dava vantagem ao então candidato. Além disso, os recursos usados eram inacessíveis aos outros concorrentes. Naquela época, o Brasil ainda vivia restrições da pandemia. As lives eram um meio de comunicação muito usado. Agora, o cenário mudou. Bolsonaro está preso por suposta tentativa de golpe. Ele não pode votar nem receber visitas do filho Flávio, que é candidato. Lula, por outro lado, usa o palácio com frequência. Ele gravou para a TV Record e para o podcast Inteligência Ltda. Na entrevista, chamou a residência de “desumana” por ser grande e fria. A situação atual é diferente da vivida por Bolsonaro há quatro anos. O TSE ainda não se manifestou sobre as gravações de Lula no Alvorada.

RR Soares supera Bolsonaro e tem cinco filhos candidatos

RR SOARES

BRASIL, 18 de agosto de 2026 — A família do pastor RR Soares tem sete candidatos nas eleições de 2026. São cinco filhos e uma tia. Os Bolsonaro, com seis, ficam atrás. Os filhos Filipe, Marcos, David, Daniel e André concorrem em quatro partidos diferentes. Filipe e Marcos disputam no Rio de Janeiro. David e Daniel, em São Paulo. André é suplente de senador pelo Rio. Eles não concorrem entre si para não dividir votos. Quatro dos cinco filhos usam “RR Soares” como nome de urna pela primeira vez. Só Daniel não adotou a sigla. O objetivo é associar a campanha ao pai, conhecido como RR Soares. Além dos irmãos, Edna Macedo, tia deles, tenta a reeleição em São Paulo. No total, somados Crivella, Edna e os cinco filhos do missionário, o núcleo Macedo/Soares reúne sete candidatos do clã. A estratégia lembra a de Jair Bolsonaro, que espalhou os filhos por estados diferentes. Em 2022, André tentou se eleger deputado por Minas, mas não conseguiu. Depois, perdeu duas vezes para vereador em São Paulo. Agora, ele busca uma vaga no Senado, mas terá como adversário o primo Marcelo Crivella.

Jair Renan registra Jair Bolsonaro como nome na urna

Jair Bolsonaro

SANTA CATARINA, 07 de agosto de 2026 — Jair Renan (PL-SC) registrou sua candidatura a deputado federal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem 28 anos. Na urna, ele pediu para ser chamado de “Jair Bolsonaro“. Essa é a primeira vez que ele concorre a um cargo federal. Atualmente, ele é vereador de Balneário Camboriú (SC). Em 2024, ele foi o candidato mais votado da cidade, que tem cerca de 140 mil habitantes. O patrimônio de Jair Renan quadruplicou em apenas dois anos. Em 2024, ele declarou R$ 42.069,79 em bens. Agora, o valor subiu para R$ 187.366,28. Esse aumento chamou a atenção. A maior parte do dinheiro está em uma conta no Banco do Brasil (R$ 70 mil). Além disso, ele tem um carro VW Jetta 2015, avaliado em R$ 65 mil. O veículo foi comprado em janeiro de 2024. Por fim, ele possui R$ 52 mil em bens ligados a um CNPJ da Caixa Econômica Federal. Há dois anos, a situação era bem diferente. Na eleição para vereador, ele declarou apenas R$ 40.591,68 em depósitos e R$ 1.478,11 em conta corrente. Portanto, o crescimento do patrimônio foi grande nesse período. No registro de candidatura, Jair Renan não declarou sua orientação sexual. Ele também informou que tem ensino superior incompleto.

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