
BRASÍLIA, 21 de julho de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu Jair Bolsonaro de usar redes sociais. A decisão completou um ano nesta semana. Ela aconteceu em 21 de julho de 2025. O objetivo era evitar que o ex-presidente atrapalhasse as investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado.
A medida impede Bolsonaro de ter perfis próprios. Ele também não pode publicar nada em contas de outras pessoas. O STF entendeu que as plataformas digitais serviam para espalhar desinformação. Além disso, elas eram usadas para incentivar apoiadores e atrapalhar a apuração dos fatos.
A restrição foi aplicada dois meses antes da condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão. Ele fez sua última postagem no Instagram em 17 de julho de 2025. No vídeo, ele respondia a uma carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Bolsonaro tinha cerca de 27 milhões de seguidores só nessa rede social.
A defesa do ex-presidente contesta a proibição desde o início. Os advogados afirmam que a medida fere a liberdade de expressão. Porém, o Supremo manteve a decisão de Moraes. Ao longo do último ano, o caso gerou debates entre juristas e políticos. Eles discutiram os limites das medidas cautelares em investigações.
A decisão atingiu uma das principais ferramentas de comunicação de Bolsonaro. Ele construiu uma enorme base de seguidores entre políticos brasileiros. Antes da restrição, ele usava as redes para dar opiniões, participar de debates e falar com apoiadores.
Agora, ele está proibido de publicar qualquer conteúdo em perfis próprios ou de terceiros.







