PT pede ao STF fim da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

BRASÍLIA, 13 de julho de 2026 — O Partido dos Trabalhadores (PT) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que acabe com a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi feito no sábado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). O partido alega que Bolsonaro quebrou as regras impostas pela Justiça. A polêmica começou quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) leu uma carta do pai durante uma transmissão ao vivo. Na mensagem, o ex-presidente declara apoio à pré-candidatura do filho. Ele também chama Flávio de seu “porta-voz”. Para o PT, esse conteúdo tem caráter político e foi divulgado para viralizar nas redes sociais. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, já havia proibido Bolsonaro de usar as redes sociais. A ordem vale para posts diretos ou feitos por outras pessoas. Moraes deixou claro que o ex-presidente não pode usar terceiros para burlar a medida. Por isso, o PT afirma que a leitura da carta é uma violação clara das regras. Além de pedir a volta de Bolsonaro à prisão, o PT quer que o STF aplique uma multa de R$ 100 mil. O partido também pede que o tribunal investigue se o senador Flávio cometeu algum crime. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde julho por causa de problemas de saúde, mas precisa seguir as regras impostas pelo ministro.
Moraes autoriza busca em casa de Bolsonaro sem ouvir PGR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma busca na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação aconteceu na quarta (8), em Brasília. O alvo eram armas, munições e documentos de registro. Moraes não pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse antes. Isso foi diferente de outras decisões recentes sobre o ex-presidente. A assessoria da PGR confirmou que não deu parecer sobre o caso. O motivo foi simples: Moraes não abriu espaço para isso. Porém, pessoas próximas ao ministro no STF disseram que a consulta não era obrigatória. Elas explicaram que a prisão domiciliar humanitária segue as mesmas regras da prisão comum. Além disso, a Lei de Execução Penal permite que o juiz tome medidas para fiscalizar o cumprimento da pena. O próprio Moraes citou essa lei na sua decisão. O ministro só avisou a PGR depois que a Polícia Federal (PF) terminou as diligências. Ele apenas deu ciência ao procurador-geral Paulo Gonet. A defesa de Bolsonaro afirmou que nenhum item foi encontrado. A PF também confirmou que nada foi achado. Moraes justificou a busca dizendo que havia informações contraditórias sobre a quantidade de armas registradas em nome do ex-presidente. Esta não foi a primeira vez que Moraes agiu assim. Em 2025, ele já tinha decretado a prisão domiciliar de Bolsonaro sem ouvir a PGR. Naquela época, advogados criticaram a postura. Eles argumentaram que, desde 2019, juízes precisam de um pedido do Ministério Público para decretar medidas cautelares. O ministro, porém, seguiu outro entendimento jurídico.
Moraes manda PF fazer buscas de armas na casa de Bolsonaro

BRASÍLIA, 08 de julho de 2026 — A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, na manhã desta quarta (8), na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após permitir que o político continue cumprindo a pena de prisão em regime domiciliar humanitário. De acordo com informações do advogado João Henrique de Freitas, que assessora Bolsonaro, e confirmadas pelo G1 e pela CNN Brasil com fontes a par da investigação, o mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. Ele afirma que a defesa do ex-presidente já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas que Moraes determinou a apreensão. “Nada foi encontrado. É lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, afirmou em uma rede social. Já o advogado Paulo Cunha Bueno, que comanda a banca de defesa de Bolsonaro, ainda não se pronunciou sobre a operação. A Gazeta do Povo procurou a Polícia Federal e o STF para se pronunciarem sobre a operação e aguarda retorno.
Alexandre de Moraes mantém prisão domiciliar de Bolsonaro

BRASÍLIA, 03 de julho de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), renovou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão saiu nesta sexta (3). O benefício havia expirado na semana passada, após 90 dias de duração. Moraes levou em conta o estado de saúde de Bolsonaro, que ainda se recupera de uma broncopneumonia. Para o ministro, manter a medida “é razoável, adequado e proporcional”. A renovação ocorreu depois de um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral Paulo Gonet opinou sobre um caso envolvendo uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente. Segundo a PGR, não há provas de que Bolsonaro tenha cometido infração disciplinar que justifique a mudança do regime. “A conclusão da autoridade policial tem bom suporte nas circunstâncias apuradas”, afirmou Gonet. Ele recomendou a entrega da arma às autoridades, e Moraes acompanhou esse entendimento. A defesa de Bolsonaro havia reforçado o pedido de manutenção do regime domiciliar poucas horas antes. Os advogados também disseram que o ex-presidente abria mão do equipamento. Por conta disso, Moraes revogou o porte de arma e o registro de CAC de Bolsonaro. O ministro determinou que a defesa entregue à Polícia Federal, em até 48 horas, todas as armas vinculadas ao ex-presidente. No começo da semana, a Polícia Civil do Distrito Federal já havia informado ao STF que Bolsonaro não cometeu crime. A polícia disse que ele possuía o registro válido da arma e que não havia restrições conhecidas. “Não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime”, concluiu a autoridade policial. Tudo começou na noite de 15 de junho. Agentes encontraram uma pistola Glock calibre 9 mm no veículo de Estácio Leite da Silva Filho, segurança de Bolsonaro, durante uma blitz. Havia também um carregador sobressalente.
Lula dobra gasto de Bolsonaro em 2022 com propaganda

BRASÍLIA, 03 de julho de 2026 — O governo Lula (PT) ampliou despesas em propaganda no primeiro semestre deste ano, às vésperas do início da campanha do presidente à reeleição, e destinou mais que o dobro dos gastos do governo Jair Bolsonaro (PL) no mesmo período de 2022. A gestão petista já empenhou R$ 520 milhões para a ação do Orçamento que é usada principalmente para custear as campanhas publicitárias da Secom (Secretaria de Comunicação Social) de janeiro a junho, antes de o calendário eleitoral impor travas aos gastos com comunicação. No ano da última disputa à Presidência, Bolsonaro encaminhou R$ 213,5 milhões no período. Em anos eleitorais, a propaganda oficial fica concentrada principalmente no primeiro semestre porque a lei determina suspensão da publicidade institucional durante o período conhecido como defeso, que neste ano começa em 4 de julho. Ficam liberadas apenas exceções, como campanhas que a Justiça Eleitoral reconhece como de “grave e urgente necessidade pública”. A legislação também impõe limites de verba que os governos podem empenhar no primeiro semestre. A cifra é calculada a partir dos valores empenhados nos três anos anteriores com diversos tipos de ações de comunicação, incluindo a Secom. Na mesma ação do Orçamento que custeia propagandas, o governo também destinou cerca de R$ 7,6 milhões para contratar pesquisas de opinião. Em nota, o governo afirmou que segue os limites de despesas estabelecidos por lei. “Eventuais comparações entre exercícios distintos devem considerar as especificidades de cada período, as políticas públicas desenvolvidas, o planejamento anual de comunicação e as necessidades de campanhas de utilidade pública, não sendo adequada a comparação isolada de valores empenhados entre anos sem a devida contextualização”, disse a Secom. O levantamento feito pela Folha considera valores atualizados pela inflação e destinados à ação orçamentária de “comunicação institucional”, que é totalmente destinada para a Secom encomendar peças de propaganda sobre programas do governo. Foi contabilizado o valor empenhado, que representa a fatia do orçamento reservada oficialmente para pagar uma determinada despesa.
Corte Militar nega pedido de Bolsonaro para trocar relator

BRASÍLIA, 24 de junho de 2026 — O Superior Tribunal Militar (STM) rejeitou, nesta quarta (24), o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para afastar o relator do processo. Os advogados questionaram a atuação do ministro Francisco Joseli Parente Camelo. Eles alegaram que ele não teria imparcialidade para conduzir o caso. A presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, negou a solicitação primeiro. Ela considerou o pedido “manifestamente improcedente”. A defesa recorreu e levou a questão ao plenário da corte. Então, os ministros mantiveram o entendimento da presidente e rejeitaram o recurso. A sessão de hoje não discutiu se Bolsonaro pode perder a patente de capitão reformado do Exército. O julgamento analisou apenas a suspeição contra o relator. Portanto, o mérito da ação ainda será decidido em outro momento. Esse processo avalia se o ex-presidente continua apto a permanecer nas Forças Armadas. O STM analisa aspectos éticos, morais e profissionais do militar. A corte não reexamina a condenação criminal imposta por outra instância. O foco é verificar se a conduta dele fere a honra e o decoro da classe militar. O caso começou após o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão. Atualmente, ele cumpre pena em regime domiciliar humanitário. A medida foi autorizada pelo STF por causa do estado de saúde do ex-presidente. Na mesma sessão, o STM analisou o recurso do almirante Almir Garnier Santos. Ele foi comandante da Marinha no governo Bolsonaro. Os ministros aceitaram parcialmente o pedido da defesa. Assim, autorizaram depoimentos de testemunhas e o envio de registros funcionais do militar pelo Comando da Marinha.
TSE nega tentativa do PT de censurar filme de Bolsonaro

BRASÍLIA, 13 de junho de 2026 — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, rejeitou nesta sexta (12) uma ação apresentada pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) e por advogados do Grupo Prerrogativas que buscava impedir o lançamento e impor censura ao filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL). Os autores alegavam que a produção poderia beneficiar politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República. A petição também questionava o financiamento do longa pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e levantava suspeitas sobre possíveis impactos eleitorais decorrentes da divulgação da obra. Segundo a ação, o lançamento está previsto para setembro de 2026, a menos de um mês do primeiro turno das eleições gerais. Ao analisar o caso, Nunes Marques não avaliou o mérito das acusações. A representação foi rejeitada por questões processuais, sob o entendimento de que os autores não possuem legitimidade para propor a ação. De acordo com o presidente do TSE, a jurisprudência exige que quem questiona propaganda eleitoral dispute eleição na mesma circunscrição do candidato representado. Como Flávio é pré-candidato à Presidência, cargo de abrangência nacional, Rogério Correia, deputado federal por MG e pré-candidato à reeleição, não atenderia ao requisito. “No presente caso, os representantes não disputam eleição na circunscrição nacional, tendo em vista que Rogério Correia de Moura Baptista é deputado federal e pré-candidato ao mesmo cargo apenas no estado de MG, ao passo que Marco Aurélio de Carvalho, advogado, sequer alegou pretensão de concorrer nas Eleições 2026”, disse Nunes Marques. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por CLIQUE POLÍTICA (@clique.politica)
Dividendos de bancos são 24% maiores do que sob Bolsonaro

MARANHÃO, 11 de junho de 2026 — Os cinco maiores bancos de capital aberto do Brasil distribuíram mais recursos aos acionistas, entre dividendos e juros sobre capital próprio, durante o atual governo do presidente Lula (PT) do que em todo o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os 5 maiores bancos de capital aberto do Brasil já distribuíram mais recursos aos acionistas durante o governo Lula (PT) do que em todo o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Levantamento da consultoria Elos Ayta mostra que Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Santander Brasil desembolsaram R$ 195,7 bilhões em dividendos e JCPs (juros sobre capital próprio) entre janeiro de 2023 e março de 2026. O valor supera em 24,2% os R$ 157,5 bilhões pagos pelas mesmas instituições entre 2019 e 2022. A comparação considera os valores efetivamente creditados aos investidores e não apenas anunciados ou aprovados pelas companhias. Segundo a Elos Ayta, o resultado foi impulsionado por um período de elevada rentabilidade do sistema financeiro. Entre 2022 e 2025, os bancos foram beneficiados por juros elevados e registraram resultados recordes, o que ampliou a capacidade de remuneração aos acionistas. “O crescimento dos pagamentos reflete não apenas resultados robustos, mas também a elevada capacidade dessas instituições de transformar lucro em retorno direto aos investidores”, declarou o CEO da Elos Ayta, Einar Rivero. Continue lendo…