Estados Unidos propõem tarifa de 25% para o Brasil

ESTADOS UNIDOS, 02 de junho de 2026 — Os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial contra o Brasil. Eles propuseram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O anúncio foi feito nesta segunda (1º) pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR). A medida ainda depende de consultas públicas e etapas formais para valer. O governo americano alega que o Brasil tem práticas “irrazoáveis” que dificultam o comércio. O relatório critica o sistema de pagamentos Pix, a regulação das redes sociais, o combate à corrupção, a proteção à propriedade intelectual, o desmatamento e barreiras comerciais. Os EUA dizem que o Banco Central favorece o Pix contra empresas estrangeiras. Por isso, a tarifa de 25% foi proposta, mas ainda não está em vigor. A lei americana exige audiências públicas antes de qualquer medida. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que houve diálogo com o Brasil, mas que divergências importantes continuam. Além disso, há uma longa lista de produtos brasileiros que podem ficar isentos. Entre eles estão café, carne bovina, frutas, medicamentos, aeronaves e fertilizantes. Esses itens são importantes para a economia americana. O próximo passo prevê pedidos de participação em audiência pública até 22 de junho. As manifestações escritas vão até 1º de julho. A audiência pública será no dia 6 de julho. O prazo final para adotar as medidas é 15 de julho.
CNI vê avanço da desindustrialização do Brasil em 2026

BRASIL, 1º de junho de 2026 — O IBGE divulgou o PIB do primeiro trimestre nesta sexta (29). A CNI avaliou os números. Para a entidade, os dados mostram avanço da desindustrialização do país em 2026. A indústria total cresceu 1%. O PIB geral subiu 1,1%. Já a indústria de transformação avançou apenas 0,1% em relação ao último trimestre de 2025. Os motivos são juros elevados e mais produtos importados. A guerra no Oriente Médio aumentou custos de insumos. Além disso, o IOF subiu e houve redução de incentivos fiscais. O superintendente da CNI, Marcio Guerra, citou mais desafios. São eles: redução da jornada de trabalho em discussão no Congresso, fim do imposto de importação para compras de pequeno valor e tabelamento do frete. “Os custos não param de subir”, disse. A indústria extrativa liderou o crescimento do setor, com alta de 3,6%. Petróleo, gás e minério de ferro puxaram o resultado. A guerra no Oriente Médio elevou os preços das commodities. Esse segmento sofre menos com juros altos. A construção civil cresceu 2,9%. O mercado de trabalho em expansão e mais horas trabalhadas ajudaram. Também houve ampliação do valor máximo de imóveis financiados e crédito para reformas de famílias de baixa renda. Os investimentos subiram 3,5%, a maior alta trimestral em cinco anos. Mesmo assim, a CNI diz que o resultado não muda o modelo de crescimento. A economia ainda se baseia no consumo. A taxa de investimento caiu de 17,6% para 16,5%. O consumo das famílias cresceu 1%, a maior alta desde o terceiro trimestre de 2024. Estímulos fiscais ajudaram. “Boa parte da demanda por bens industriais tem se direcionado para as importações”, afirmou Guerra. “Isso prejudica ainda mais a indústria.”
Brasil bate recorde de medidas protetivas para mulheres

BRASIL, 31 de maio de 2026 — O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou dados inéditos sobre medidas protetivas no Brasil. A Justiça concedeu 255.123 medidas no primeiro trimestre de 2026. Esse é o maior número já registrado para o período desde o início do monitoramento, em 2020. Em maio de 2026, foram concedidas 93.782 medidas protetivas. Esse volume representa o maior mês da série histórica. O número superou em 13,4% o recorde anterior. O recorde anterior havia sido registrado em setembro de 2025. O Ministério da Justiça e Segurança Pública registrou 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026. Esse é o maior número para o período desde 2015. As medidas protetivas servem para afastar agressores. Elas também reduzem os riscos enfrentados por mulheres em situação de violência. Especialistas destacaram que a eficácia depende da fiscalização. Ela também depende do acompanhamento dos casos. Desde abril de 2026, uma nova legislação passou a permitir que delegados determinem imediatamente o uso de tornozeleira eletrônica por agressores. A norma também prevê dispositivos de alerta para as vítimas em caso de aproximação indevida. Estudos apontaram que a maioria das vítimas de feminicídio nunca chegou a registrar ocorrência. Elas também não solicitaram proteção judicial antes do crime.
Taxa de desemprego no Brasil sobe quase 6% no trimestre

BRASIL, 28 de maio de 2026 — O IBGE divulgou nesta quinta (28) que a taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril. O índice representa alta de 0,4 ponto porcentual ante o período de novembro de 2025 a janeiro de 2026, quando a taxa estava em 5,4%. A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, atribuiu o aumento ao comportamento sazonal de setores como comércio e serviços pessoais. Essas atividades não mantêm parte dos trabalhadores depois do aquecimento de fim de ano, conforme explicou a especialista. O total de pessoas ocupadas somou 102,3 milhões no período. Esse número registrou queda de 0,3% em comparação ao trimestre anterior, com redução de 338 mil vagas. Porém, ao comparar com o mesmo intervalo de 2025, houve aumento de 1,1%. Essa comparação anual corresponde a mais 1,07 milhão de pessoas empregadas. Além disso, a população desocupada chegou a 6,3 milhões de pessoas. Esse contingente representa uma elevação de 8% ante o trimestre anterior, quando eram 5,9 milhões. O rendimento médio real habitual ficou em R$ 3,7 mil no trimestre de fevereiro a abril. O nível da ocupação foi de 58,4%, que representa recuo de 0,3 ponto porcentual em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve estabilidade. A população subocupada por insuficiência de horas diminuiu para 4,2 milhões. Esse número representa uma queda de 5,5% no trimestre e de 7,3% no ano. Dessa forma, menos pessoas trabalham menos horas do que desejariam. O contingente fora da força de trabalho foi estimado em 66,5 milhões. Esse número não apresentou variação significativa no trimestre. Já em relação ao ano anterior, registrou-se crescimento de 1,6%, com acréscimo de 1,1 milhão de pessoas. Apesar do aumento recente, a taxa de desemprego apresenta queda de 0,8 ponto porcentual em relação ao mesmo trimestre de 2025. Naquele período, o índice estava em 6,6%. Em relação ao ano anterior, houve retração de 11,3% na população desempregada, equivalente a menos 809 mil pessoas sem emprego.
Brasil pode perder US$ 2 bi de exportação de carne para UE

BRASÍLIA, 13 de maio de 2026 — A União Europeia removeu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne e outros produtos de origem animal para o bloco. A decisão foi publicada nesta terça (12), e começa a valer em 3 de setembro. O Brasil pode deixar de faturar quase US$ 2 bilhões por ano com essa mudança. A União Europeia informou que o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária. O bloco europeu proíbe o uso de determinados medicamentos empregados no tratamento de animais. Essas substâncias também servem como promotores de crescimento na criação de gado e aves. Entre as substâncias questionadas pela UE estão virginiamicina, avoparcina, bacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina. Para retornar à lista de exportadores autorizados, o Brasil precisará restringir legalmente o uso desses medicamentos. Outra alternativa é garantir que a carne exportada ao bloco não contenha as substâncias proibidas. IMPACTO NAS EXPORTAÇÕES Em 2025, a União Europeia comprou 368,1 mil toneladas de produtos brasileiros do setor. Essas vendas movimentaram US$ 1,8 bilhão, conforme dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura. A carne bovina respondeu por US$ 1,048 bilhão desse total no ano passado. As vendas de carne de frango somaram US$ 762 milhões no mesmo período. A Associação Brasileira de Proteína Animal informou que o país atualmente não exporta carne suína para a União Europeia. Esse segmento não sofrerá impacto imediato com a decisão do bloco. ACORDO A decisão europeia foi publicada 12 dias após a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Agricultores e ambientalistas europeus criticaram o acordo, principalmente na França. O Brasil precisará comprovar o cumprimento integral das exigências sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais.
União Europeia tira Brasil da lista de exportadores de carne

MUNDO, 13 de maio de 2026 — A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal ao bloco. A atualização foi publicada nesta terça (12), e passa a valer em 3 de setembro. A exclusão ocorreu porque o governo brasileiro não apresentou garantias suficientes sobre a não utilização inadequada de antimicrobianos na pecuária, segundo a Comissão Europeia. A relação validada pelos países membros da UE define quais nações cumprem as exigências sanitárias europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. Na versão divulgada em 2024, o Brasil aparecia como apto a vender carne bovina, frango, cavalo, peixe e mel ao mercado europeu. O país não consta mais na nova lista. A porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, confirmou a informação à agência Lusa. “O Brasil não está incluído na lista”, afirmou. Segundo ela, a medida significa que o país poderá deixar “de exportar para a UE mercadorias como bovinos, equinos, aves, ovos, aquicultura, mel e invólucros”. Antimicrobianos são substâncias usadas para prevenir ou tratar infecções em animais. Pelas regras europeias, é proibido o uso desses produtos para estimular crescimento ou elevar a produtividade dos rebanhos. O bloco também veta a utilização, em animais, de antimicrobianos reservados ao tratamento de infecções humanas. As restrições integram a política europeia de combate à resistência bacteriana. O bloco busca reduzir o uso considerado excessivo de antibióticos. A Comissão Europeia informou que o Brasil poderá voltar à lista de países habilitados caso apresente as garantias exigidas. IMPACTO COMERCIAL PARA O BRASIL A União Europeia representa um dos principais mercados para a carne brasileira. Dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura, mostram que o bloco é o terceiro maior destino da carne bovina nacional em valor exportado. O bloco fica atrás apenas de China e Estados Unidos. Considerando todas as carnes, a UE ocupa a segunda posição entre os compradores. CONTEXTO DO ACORDO MERCOSUL-UE A decisão ocorre em meio à entrada em vigor provisória do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia. O tratado começou em 1º de maio e ainda está sujeito a análise judicial no continente europeu. O acordo enfrenta resistência de agricultores e ambientalistas europeus, sobretudo na França. O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, afirmou que a medida busca assegurar que produtos importados sigam os mesmos padrões exigidos dos produtores locais. “Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos”, declarou. Ele completou: “A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona.”
Brasil empobrece em relação ao resto do mundo em 4 décadas

BRASIL, 04 de maio de 2026 — O brasileiro empobreceu em relação ao resto do mundo nas últimas quatro décadas. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita global saltou 675% entre 1980 e 2025. O índice nacional subiu apenas 428% no mesmo período. Os dados são do Fundo Monetário Internacional (FMI). A riqueza média por habitante no Brasil está abaixo da média mundial desde 2015. A distância para outras nações aumentou logo que o modelo de crescimento brasileiro se esgotou. Especialistas identificam uma quebra definitiva no fôlego da economia em 1981. O país abandonou o crescimento robusto das décadas anteriores. Além disso, mergulhou em instabilidade. O Brasil desperdiçou os anos 1980 com calotes e inflação descontrolada. O Plano Real estabilizou os preços em 1994. No entanto, foi insuficiente para retomar a velocidade global. Se o país tivesse mantido o ritmo de nações como Coreia do Sul e Romênia, a renda média do cidadão seria US$ 13,4 mil maior hoje. Dessa forma, o brasileiro médio teria US$ 31,9 mil por ano. O valor atual é de US$ 18,4 mil, segundo a Penn World Table. O Brasil patina devido à baixa produtividade e à falta de investimento. A economia nacional ignora a integração com o mercado externo. Por isso, mantém um ambiente de negócios caro. A qualificação da mão de obra parou no tempo. Isso trava o setor de serviços, responsável por 70% dos empregos no país. Países que saíram da armadilha da renda média apostaram em inovação e instituições sólidas. O Brasil seguiu o caminho oposto. O governo adotou políticas de proteção para setores ineficientes, como a indústria naval. Essas decisões isolaram o mercado interno. Aliás, afastaram o país das cadeias de produção mundiais. A abertura comercial dos anos 1990 não teve continuidade. O país perdeu o auge da globalização. Então, demonstra lentidão para adotar novas tecnologias. Sem reformas profundas na educação e na infraestrutura, o Brasil demonstra lentidão também nesse campo.
Brasil lidera América Latina com o povo sob domínio de facções

BRASIL, 04 de maio de 2026 — Entre 50,6 e 61,6 milhões de pessoas no Brasil, o equivalente a 26% da população, estão submetidas à chamada “governança criminal”, um conceito que enquadra o poder paralelo exercido por organizações criminosas sobre comunidades inteiras, afetando rotinas, segurança, eleições e até o acesso a serviços públicos. É o que aponta o estudo “Governança Criminal na América Latina: Prevalência e Correlatos”, elaborado por pesquisadores de quatro universidades norte-americanas. Publicado pela Cambridge University Press, o levantamento consta em publicação da revista de ciência política Perspectives on Politics. O Brasil aparece isolado na liderança do ranking regional, à frente de países historicamente associados à violência do narcotráfico, como México, Colômbia e El Salvador. O eixo de controle do crime organizado contempla periferia de grandes cidades, regiões metropolitanas e até municípios de pequeno porte. São territórios onde prevalece também, ou apenas, o que mandam as facções criminosas: toque de recolher, proibição de chamar a polícia, pagamento de taxas de proteção, falta de liberdade para escolher fornecedores de produtos e serviços, além de demonstrações de força em via pública. Em toda a América Latina, esse tipo de domínio afeta entre 77 e 101 milhões de habitantes, o equivalente a 14% da população regional. O Brasil responde sozinho por boa parte desse total. Para se ter dimensão do que isso representa, a população sob governança criminal no Brasil é maior do que a população total de países como Argentina e Colômbia. Relatório de Inteligência da Secretaria Nacional de Políticas Penitenciárias do Ministério da Justiça, publicado no final de 2024, aponta a existência de pelo menos 88 facções criminosas no Brasil, entre elas PCC e CV, com atuação em praticamente todo o território nacional e no tráfico internacional de drogas. O Nordeste é a região com o maior número de organizações criminosas conhecidas pelo Ministério da Justiça: 46 foram mapeadas entre 2022 e 2024. Em seguida, aparecem as regiões Sul com 24, Sudeste com 18, Norte com 14 e Centro-Oeste com 10.

