TRABALHO FORÇADO

EUA propõem tarifa adicional de 12,5% contra o Brasil

Andre Reis
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Governo dos EUA investigou 60 países e diz que Brasil não fiscaliza produtos feitos com trabalho forçado. Tarifa adicional foi proposta nesta terça (2).

SÃO LUÍS, 03 de junho de 2026  O governo dos Estados Unidos concluiu uma investigação sobre o Brasil e outros 60 países. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) fez um relatório de 98 páginas, com a conclusão de que esses países não proíbem nem fiscalizam a entrada de produtos feitos com trabalho forçado. A informação foi divulgada na terça (2).

Por conta disso, os EUA propuseram uma tarifa extra de 12,5% sobre tudo o que vem dessas nações.

Além disso, no dia anterior, os EUA já tinham sugerido uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O motivo foram seis práticas consideradas desleais. Entre elas estão censura secreta, leniência contra corrupção, pagamentos via Pix, desmatamento ilegal e pirataria.

O embaixador Jamieson Greer disse que trabalhadores americanos competem em condições desiguais. Ele afirmou que os EUA não vão tolerar mais essa disparidade.

A proposta da tarifa de 12,5% vale para todos os produtos dos países investigados. Países que já proíbem parcialmente o trabalho forçado pagariam 10%. O Brasil está no grupo de 54 nações que não aplicam a proibição. Outros seis países, como México e Indonésia, também falham na fiscalização.

O relatório diz que o Brasil alega cumprir acordos, mas a lei local não proíbe a venda desses produtos importados.

As audiências públicas sobre o caso acontecem em 7 de julho de 2026. Interessados podem enviar comentários até 6 de julho. A investigação ouviu quase 60 testemunhas e recebeu 500 comentários. A medida dos EUA usa a Lei de Comércio de 1974.

O governo americano acredita que a falta de fiscalização prejudica os trabalhadores dos EUA e distorce a concorrência.

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