ISOLADO

Brasil é único do Mercosul vetado pela UE para exportar carne

Andre Reis
Compartilhe
brasil mercosul
Argentina, Paraguai e Uruguai seguem autorizados para vender aos 27 países do bloco europeu. Brasil tenta reverter. Medida atinge mercado de US$ 1,8 bilhão.

BRASIL, 08 de junho de 2026  A União Europeia (UE) retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal. Com isso, o Brasil se tornou o único integrante do Mercosul afetado pelas novas restrições sanitárias.

Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem liberados para vender aos 27 países do bloco europeu. A decisão foi publicada pela Comissão Europeia na última sexta (5).

Essa medida pode prejudicar um dos mercados mais importantes para o agro brasileiro. Em 2025, a UE importou cerca de 368,1 mil toneladas de carnes do Brasil. O negócio movimentou US$ 1,8 bilhão. Os dados são do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A Europa é o segundo maior destino da carne brasileira em receita. Fica atrás apenas da China.

A exclusão chamou a atenção de autoridades e do setor. Isso acontece em um momento de aproximação comercial entre Mercosul e UE. A decisão saiu poucos meses após o início da aplicação provisória do acordo entre os dois blocos.

Mesmo assim, a Comissão Europeia diz que a medida não tem relação com o tratado comercial. Segundo ela, a restrição é apenas sanitária.

Por que só o Brasil ficou de fora? O regulamento europeu diz que o Brasil não apresentou informações suficientes. O país não provou que conseguirá cumprir as regras da UE sobre antimicrobianos na produção animal até setembro de 2026.

A UE proíbe a importação de produtos que usem certos antimicrobianos para crescimento ou produtividade. Bruxelas afirma que o uso inadequado dessas substâncias aumenta a resistência bacteriana. Esse é um risco global à saúde pública.

Por causa disso, o Brasil foi retirado da lista para produtos como bovinos, aves, equídeos, aquicultura, mel e tripas. Se a restrição entrar em vigor, o impacto pode ser grande. O governo brasileiro diz que o Ministério da Agricultura enviou toda a documentação pedida em outubro de 2025.

Segundo essa versão, não houve pedidos de complementação nem alertas sobre informações insuficientes.

Apesar da oficialização, o veto ainda não vale. Ele passa a valer apenas em 3 de setembro de 2026.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x