
BRASIL, 1º de junho de 2026 — O IBGE divulgou o PIB do primeiro trimestre nesta sexta (29). A CNI avaliou os números. Para a entidade, os dados mostram avanço da desindustrialização do país em 2026.
A indústria total cresceu 1%. O PIB geral subiu 1,1%. Já a indústria de transformação avançou apenas 0,1% em relação ao último trimestre de 2025.
Os motivos são juros elevados e mais produtos importados. A guerra no Oriente Médio aumentou custos de insumos. Além disso, o IOF subiu e houve redução de incentivos fiscais.
O superintendente da CNI, Marcio Guerra, citou mais desafios. São eles: redução da jornada de trabalho em discussão no Congresso, fim do imposto de importação para compras de pequeno valor e tabelamento do frete. “Os custos não param de subir”, disse.
A indústria extrativa liderou o crescimento do setor, com alta de 3,6%. Petróleo, gás e minério de ferro puxaram o resultado. A guerra no Oriente Médio elevou os preços das commodities. Esse segmento sofre menos com juros altos.
A construção civil cresceu 2,9%. O mercado de trabalho em expansão e mais horas trabalhadas ajudaram. Também houve ampliação do valor máximo de imóveis financiados e crédito para reformas de famílias de baixa renda.
Os investimentos subiram 3,5%, a maior alta trimestral em cinco anos. Mesmo assim, a CNI diz que o resultado não muda o modelo de crescimento. A economia ainda se baseia no consumo. A taxa de investimento caiu de 17,6% para 16,5%.
O consumo das famílias cresceu 1%, a maior alta desde o terceiro trimestre de 2024. Estímulos fiscais ajudaram. “Boa parte da demanda por bens industriais tem se direcionado para as importações”, afirmou Guerra.
“Isso prejudica ainda mais a indústria.”







