
BRASIL, 26 de junho de 2026 — O Brasil já soma mais de 21 mil aposentados com 100 anos ou mais recebendo benefícios do INSS. Os dados foram obtidos pelo Metrópoles via Lei de Acesso à Informação e são de maio de 2026.
Esse número faz parte de um universo de cerca de 40 milhões de pagamentos mensais feitos pela Previdência. O avanço da longevidade da população ajuda a explicar esse fenômeno.
A maior parte desses centenários, cerca de 17 mil pessoas, recebe o piso previdenciário de R$ 1.621,00. Por outro lado, três aposentados têm o maior benefício identificado, no valor de R$ 33.763,00. Os valores variam conforme o histórico de contribuição de cada segurado.
Ao todo, o INSS gasta aproximadamente R$ 40 milhões por mês com esse grupo, o que equivale a R$ 500 milhões anuais.
São Paulo lidera o ranking de estados com mais aposentados centenários: são 3.223 beneficiários. Em seguida vêm Minas Gerais (2.499), Bahia (2.027), Rio de Janeiro (1.792) e Maranhão (1.668). Ceará (1.050), Pernambuco (1.013), Rio Grande do Sul (849), Pará (833) e Paraná (736) completam a lista.
Na outra ponta, os estados com menos beneficiários são Acre (127), Rondônia (105), Amapá (93) e Roraima (46).
O aumento da expectativa de vida no Brasil impulsiona esse cenário. Nas últimas décadas, o país melhorou os indicadores de saúde e o acesso à Previdência.
Com isso, mais pessoas conseguem chegar a idades avançadas com cobertura previdenciária. Porém, a existência de milhares de beneficiários centenários acende alertas sobre possíveis pagamentos indevidos.
O INSS e órgãos de controle fazem auditorias periódicas para identificar fraudes. Eles verificam principalmente a ausência de prova de vida ou inconsistências nos cadastros. O governo tem intensificado o cruzamento de dados para garantir que os recursos sejam destinados corretamente.
Além disso, o aumento da longevidade eleva a pressão sobre as contas públicas e o equilíbrio do sistema no longo prazo.







