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Brasil paga US$ 3 mi a escritório que atua em caso de Moraes

Fonte: OESTE
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Brasil possui um contrato de quase US$ 3 milhões com o escritório que representa o Estado em uma ação movida por Trump Media e Rumble contra Moraes nos EUA.

BRASÍLIA, 1º de julho de 2026  O Brasil possui um contrato de quase US$ 3 milhões com o escritório Foley Hoag LLP, que representa o Estado em uma ação movida por Trump Media e Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes nos EUA. A AGU, sob o governo Lula, argumentou que a ação envolve a República Federativa do Brasil e pediu o reconhecimento da imunidade de jurisdição

O Brasil tem um contrato de US$ 2,9 milhões com o Foley Hoag LLP, que atua na ação movida por Trump Media e Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes nos Estados Unidos.

O escritório norte-americano atuou para impedir que o magistrado fosse julgado à revelia, no processo, na semana passada.

Firmado em 25 de junho de 2019, durante a gestão do então advogado-geral da União (AGU), André Mendonça, o contrato foi celebrado inicialmente por R$ 9 milhões para representar os interesses da União perante tribunais dos EUA.

A Oeste, a AGU informou que a ampliação mais recente do valor ocorreu em 29 de agosto de 2025, quando a quantia estimada passou de US$ 2,3 milhões para US$ 2,9 milhões, o equivalente a R$ 15,8 milhões pela cotação do Banco Central na data.

Especialistas consultados pela reportagem dizem que, como o valor é fixado em dólares, seu equivalente em reais varia conforme o câmbio. O aumento foi formalizado seis meses depois de Trump Media e Rumble ajuizarem a ação contra Moraes, na qual acusam o ministro de expedir ordens sigilosas que violam a Constituição dos EUA.

Os R$ 15 milhões representam o teto da negociação do Brasil com o escritório até junho de 2027, e não necessariamente o montante já gasto.

A AGU também informou que a atuação do Foley Hoag LLP na ação sobre Moraes custou US$ 205 mil (pouco mais de R$ 1 milhão, na cotação atual). Desse total, US$ 200.496 já foram pagos, enquanto US$ 4.735,50 ainda estão pendentes de quitação.

Sob Lula, a AGU decidiu intervir no processo ao sustentar que a ação não envolve apenas Moraes, mas a própria República Federativa do Brasil.

Conforme o órgão, as decisões interpeladas foram proferidas pelo juiz no exercício de suas funções no Supremo Tribunal Federal (STF) e, por isso, não podem ser submetidas à revisão de tribunais estrangeiros.

Dessa forma, o Foley Hoag LLP pediu o ingresso da União no processo e o reconhecimento da imunidade de jurisdição do Estado brasileiro.

Em junho deste ano, a juíza Mary Scriven aceitou a intervenção do Brasil, suspendeu qualquer decretação de revelia e deixou para analisar posteriormente o pedido de extinção da ação apresentado pela AGU.

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