
BRASIL, 19 de junho de 2026 — O Brasil tem agora 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais. Esse número equivale a 4,9% da população. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados nesta sexta (19). Esse é o menor índice já registrado desde 2016, quando a pesquisa começou.
Em comparação com o ano anterior, 592 mil pessoas a mais aprenderam a ler e escrever. O IBGE considera alfabetizado quem consegue ler e escrever um bilhete simples. Em 2016, a taxa era de 6,7%. Em 2023, caiu para 5,3%. Agora, chegou a 4,9%.
Os idosos foram os que mais contribuíram para essa queda. Entre as pessoas com 60 anos ou mais, o analfabetismo caiu de 20,5% para 13,8%. Mesmo assim, esse grupo ainda concentra a maior parte dos analfabetos: são 4,8 milhões, ou 58% do total.
Nas faixas mais jovens, os índices são bem menores. Entre os que têm 40 anos ou mais, a taxa é de 8,3%. Já entre os maiores de 25 anos, cai para 5,8%. Por fim, na população geral acima de 15 anos, fica em 4,9%.
Além disso, os brasileiros estão estudando por mais tempo. A média de anos de estudo entre pessoas com mais de 25 anos subiu para 10,2 anos. As mulheres lideram, com 10,4 anos, enquanto os homens têm 10 anos exatos.
Porém, existem diferenças por cor. Brasileiros brancos estudam, em média, 11,1 anos. Já os pretos ou pardos param em 9,5 anos. Por outro lado, o número de pessoas que concluíram o ensino médio ou superior bateu recorde: 42,6% da população.







