
BRASÍLIA, 03 de julho de 2026 — A taxa de inadimplência no crédito brasileiro chegou a 4,7% em maio de 2026. Esse é o maior valor desde 2011, quando o Banco Central começou a medir. O dado considera operações com atraso acima de 90 dias.
Além disso, a Serasa aponta que 81,7 milhões de consumidores estão negativados. Portanto, o cenário mostra que muitas famílias enfrentam dificuldades para pagar contas e financiamentos.
O especialista Carlos Akira Sato afirma que o problema é estrutural. Ele diz que programas de renegociação ajudam, mas não curam a origem. Por isso, ele critica a falta de ensino sobre dinheiro nas escolas. Muitos brasileiros só aprendem sobre juros e crédito quando já estão endividados. Então, isso vira um ciclo que passa de pai para filho.
Akira defende que o país deve formar poupadores, e não apenas consumidores. Ele sugere ensinar organização do orçamento, efeito dos juros e hábito de guardar dinheiro. Além disso, ele diz que a responsabilidade não é só do governo. Empresas, bancos e fintechs também podem ajudar a disseminar esse conhecimento.
Para ele, educação financeira é infraestrutura econômica, não filantropia. Um consumidor saudável compra e paga melhor, o que beneficia todo o mercado. Portanto, o recorde de inadimplência serve como um alerta para o país investir em formação desde cedo.







