PF aciona Interpol para rastrear bens de Vorcaro no exterior

BRASÍLIA, 19 de julho de 2026 — A Polícia Federal pediu ajuda à Interpol para encontrar os bens de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em outros países. O pedido inclui América do Norte e Europa. A PF usa uma ferramenta chamada Silver Notice, que serve para rastrear patrimônio de investigados por crimes financeiros. A investigação apura corrupção e lavagem de dinheiro. Os agentes querem informações sobre imóveis, empresas, contas bancárias, barcos e aviões. Esses bens podem estar em nome de Vorcaro ou de empresas ligadas a ele. A PF ainda não conhece todo o patrimônio dele no exterior. Por isso, um acordo de colaboração premiada não foi fechado com a Procuradoria-Geral da República. O empresário está preso em Brasília desde março de 2026. A polícia suspeita que Vorcaro escondeu parte da fortuna em paraísos fiscais. Além disso, há o risco de ele vender os bens ou transferi-los para terceiros para dificultar o rastreamento. Em 2024, ele declarou à Receita Federal um patrimônio de R$ 2,4 bilhões. A PF, porém, acredita que o valor real seja maior. Em abril, a Justiça dos Estados Unidos já havia autorizado o liquidante do Master a procurar dinheiro, imóveis e obras de arte do empresário em instituições financeiras norte-americanas. Os liquidantes também descobriram que o pai de Vorcaro, Henrique Vorcaro, tentou vender uma mansão na Flórida avaliada em R$ 180 milhões. Henrique também é investigado na Operação Compliance Zero. A Operação Compliance Zero foi deflagrada em 18 de novembro de 2025. No mesmo dia, o Banco Central liquidou o Banco Master e outras duas instituições do grupo. A Justiça soltou Vorcaro no fim daquele mês, mas a PF o prendeu de novo em março de 2026. A investigação também apura a tentativa de venda de ativos do Master por R$ 12 bilhões e a suposta pressão política para captar recursos de previdências de servidores públicos. A defesa de Vorcaro nega todas as acusações. O caso envolve ainda autoridades e políticos.
STF afasta secretário e mantém Cutrim em prisão domiciliar

BRASÍLIA, 19 de julho de 2026 — O Supremo Tribunal Federal determinou o afastamento imediato de Raimundo Soares Cutrim do cargo de secretário de Estado. A decisão foi assinada pelo ministro Flávio Dino em 16 de julho de 2026. Além disso, o investigado permanecerá em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e deverá cumprir uma série de medidas cautelares. A ordem consta no Mandado de Prisão Preventiva nº 4291/2026, vinculado à Petição nº 16.356. Cutrim está proibido de conceder entrevistas, acessar redes sociais, fazer declarações públicas, gravar áudios e realizar ligações telefônicas. O STF também determinou a apreensão de armas de fogo que estejam em sua posse. Durante a prisão domiciliar, o contato do investigado ficará restrito aos familiares mais próximos e aos advogados constituídos. Segundo a decisão, o descumprimento das medidas poderá resultar na conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva, com transferência para uma penitenciária federal. A Polícia Federal cumpriu as determinações em São Luís. A corporação informou que Cutrim foi cientificado da decisão em 18 de julho de 2026. O ex-secretário se apresentou espontaneamente à Superintendência da PF, onde passou pelos procedimentos legais antes de seguir para casa com monitoramento eletrônico. A investigação apura suposta obstrução de justiça relacionada ao caso Tech Office, que apura o assassinato de um empresário em 2022. Na sexta (17), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em imóveis ligados a Cutrim. Segundo informações divulgadas, outras ordens judiciais também atingem investigados ligados ao caso.
Partidos pagaram até R$ 630 mil a presidentes em 2025

BRASIL, 19 de julho de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisou as contas dos partidos e descobriu que os presidentes das legendas receberam dinheiro dos cofres das siglas em 2025. O pagamento mais alto foi de R$ 630,5 mil para Ovasco Roma Altimari Resende, do PRD. Isso dá uma média de R$ 52,5 mil por mês. O levantamento olhou os 30 partidos registrados no TSE. No total, dez presidentes receberam R$ 2,95 milhões. Desse valor, 96% veio do Fundo Partidário. Esse fundo é formado por dinheiro do Orçamento da União, multas eleitorais e doações. A lei permite que os partidos usem esse recurso para pagar despesas administrativas e funcionários. Os especialistas explicam que não há um limite fixo na lei para o salário dos presidentes. Alguns partidos usam como referência o teto do funcionalismo público, que é R$ 46.366,19 por mês. Mas esse valor não é obrigatório. Os partidos podem gastar até 50% do Fundo Partidário com pessoal na direção nacional. Os pagamentos foram divididos em duas categorias. A primeira foi “Pessoal”, com R$ 1,54 milhão, que inclui salários, férias e 13º. A segunda foi “Serviços técnico-profissionais”, com R$ 1,41 milhão. Nesse caso, os presidentes são pagos como prestadores de serviço. O segundo maior pagamento foi para José Luiz Penna, do PV, que recebeu R$ 501,4 mil. Depois vem Valdemar Costa Neto, do PL, com R$ 404,7 mil. O ex-presidente Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro também receberam da legenda, mas os valores não foram contados como remuneração dos presidentes. Outros dirigentes que receberam foram Eduardo Ribeiro (Novo), com R$ 337 mil, Renata Abreu (Podemos), com R$ 322,1 mil, e Carlos Lupi (PDT), com R$ 270 mil. Edinho Silva (PT) recebeu R$ 201 mil, Paula Coradi (PSOL) teve R$ 146,8 mil, Paulo Lamac (Rede) recebeu R$ 95,5 mil e Leonardo Péricles (Unidade Popular) teve R$ 39,3 mil. Dezoito partidos não mostraram pagamentos diretos aos seus presidentes. Mas isso não significa que eles não tenham recebido nada. O dinheiro pode ter sido pago por meio de empresas ou escritórios ligados a eles. O levantamento excluiu reembolsos de viagens, alimentação e aluguel, além de pagamentos a empresas sem comprovação de que eram para os dirigentes.
Contrato milionário na Câmara de Dom Pedro na mira do MPMA

DOM PEDRO, 19 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu um Inquérito Civil para investigar uma contratação de R$ 119.821,27 feita pela Câmara Municipal de Dom Pedro. A apuração envolve a Dispensa Eletrônica nº 016/2025, realizada em novembro de 2025, após denúncia apresentada pelo vice-presidente da Casa, Fábio Sales de Melo. O objetivo é verificar se houve irregularidades no procedimento. Segundo a portaria assinada pelo promotor Wlademir Soares de Oliveira, a investigação analisa a contratação da empresa M2 Engenharia e Serviços Ltda. Além disso, o procedimento reúne documentos e provas para verificar se foram respeitados os princípios da legalidade, moralidade, publicidade, impessoalidade e eficiência previstos na administração pública. A investigação começou depois que o Ministério Público analisou a denúncia e decidiu transformar a Notícia de Fato em Inquérito Civil. A portaria não informa quais seriam as supostas irregularidades. Mesmo assim, o órgão considerou que os elementos apresentados justificam o aprofundamento da apuração sobre a contratação vinculada ao Processo Administrativo nº 026/2025 e ao Contrato Administrativo nº 21/2025. Como primeiras medidas, o Ministério Público determinou o registro do procedimento, a publicação da portaria no Diário Eletrônico e a comunicação ao Conselho Superior do MP. A Portaria nº 10/2026 foi publicada oficialmente em 13 de julho de 2026. Ao fim da investigação, o órgão poderá adotar medidas extrajudiciais ou judiciais, caso confirme irregularidades.
CIA revela fraude eleitoral do chavismo na Venezuela desde 2012

VENEZUELA, 18 de julho de 2026 — Documentos da CIA revelam que, desde 2012, o chavismo tinha uma estrutura para manipular resultados eleitorais na Venezuela, envolvendo a Direção-Geral de Contrainteligência Militar, o Serviço Bolivariano de Inteligência e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), com capacidade de deslocar 1,5 milhão de votos. Donald Trump ordenou a divulgação das informações, que indicam uma “conspiração” para favorecer o regime. Documentos da Central Intelligence Agency (CIA) revelam que o chavismo mantinha, desde 2012, uma estrutura técnica para manipular resultados eleitorais na Venezuela. O presidente Donald Trump ordenou a divulgação das informações. Segundo os documentos, três órgãos do regime bolivariano podiam manipular resultados: a Direção-Geral de Contrainteligência Militar, o Serviço Bolivariano de Inteligência e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). O sistema tinha capacidade para deslocar pelo menos 1,5 milhão de votos em zonas de maior peso chavista. Trump afirmou que os documentos revelam “uma conspiração específica para favorecer enormemente o corrupto regime da Venezuela”. Os relatórios, no entanto, não comprovam que o esquema tenha sido usado em 2012. Hugo Chávez venceu Henrique Capriles naquele ano, e o opositor aceitou a derrota.
Empresa denuncia calote da Prefeitura de Vitória do Mearim

VITÓRIA DO MEARIM, 18 de julho de 2026 — A empresa SETE OFFICE LTDA acusou a Prefeitura de Vitória do Mearim de não pagar um contrato de R$ 664.823,50 para o fornecimento de livros didáticos e materiais pedagógicos. Segundo a empresa, os produtos foram entregues em outubro de 2025 para atender a rede municipal de ensino após contratação por pregão eletrônico. De acordo com a fornecedora, o contrato previa livros para a educação infantil, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e acervos literários das escolas municipais. A empresa informou que emitiu 14 notas fiscais e que a Secretaria Municipal de Educação recebeu todo o material. Mesmo assim, afirma que o pagamento não foi realizado no prazo previsto. A SETE OFFICE LTDA também declarou que enviou notificações administrativas e extrajudiciais cobrando a quitação da dívida. Além disso, disse que solicitou informações sobre o andamento do processo de pagamento, mas afirma que não recebeu resposta da administração municipal. Diante da situação, a empresa levou o caso ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). O pedido busca esclarecimentos sobre o débito informado e sobre a regularidade do pagamento do contrato.
Exportações de carne bovina para a China devem cair à metade

BRASIL, 18 de julho de 2026 — O Brasil deve exportar cerca de 900 mil toneladas de carne bovina para a China em 2026. Esse volume representa quase a metade das 1,68 milhão de toneladas embarcadas no ano passado. A estimativa é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa. A redução pode tirar até US$ 4,5 bilhões do faturamento dos frigoríficos brasileiros. “Todos sabem o nosso nível de exposição ao mercado chinês”, afirmou Perosa em coletiva. Ele reconheceu que o impacto será grande na balança comercial e no volume total de exportações. As vendas para outros mercados podem crescer, mas não compensam a perda da China. A queda acontece por causa de uma nova medida de salvaguarda da China. O país asiático quer proteger sua produção local de carne bovina. A regra entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026. Até o limite de 1,106 milhão de toneladas, vale a tarifa normal de 12%. Acima desse teto, porém, incide uma sobretaxa de 55%. Assim, a tributação total chega a 67%. Em 2025, o Brasil exportou cerca de 1,68 milhão de toneladas para a China. Por isso, o novo limite ficou abaixo do fluxo registrado no ano passado. A medida já pressionou a arroba do boi gordo e aumentou a preocupação de exportadores e pecuaristas. As indústrias já começaram a sentir os efeitos. Empresas suspenderam, em julho, a produção de cortes destinados à China. Elas consideram que a cota já foi esgotada. Segundo a Abiec, firmas responsáveis por 98% das exportações brasileiras adotaram medidas para reduzir custos. Algumas empresas suspenderam abates e deram férias coletivas. Outras fizeram demissões e reduziram a jornada de trabalho. O setor projeta uma queda de 10% nos embarques totais em 2026. No ano passado, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas. “Estamos trabalhando para manter o número, mas as dificuldades estão colocadas”, disse Perosa.
Maranhão lidera vendas online entre pequenos negócios

MARANHÃO, 18 de julho de 2026 — O Maranhão registrou o maior crescimento do faturamento no comércio eletrônico entre pequenas e médias empresas no primeiro semestre de 2026. Segundo levantamento da plataforma Nuvemshop, as vendas online avançaram 58,6% em relação ao mesmo período de 2025. O índice superou a média nacional, que ficou em 28,7%. O Maranhão liderou o ranking nacional, à frente de Pernambuco, com alta de 53,8%, e de Mato Grosso, com 48,2%. Também aparecem na lista Paraná, Goiás, Distrito Federal e Santa Catarina. O levantamento indica que o comércio eletrônico cresce fora dos grandes centros e amplia o alcance de empreendedores para consumidores de outras regiões. Segundo a pesquisa, a expansão do setor está ligada ao uso de ferramentas digitais para pagamento, logística, controle de estoque e atendimento. Além disso, um em cada quatro lojistas utiliza sistemas que automatizam etapas das entregas. Atualmente, 45% dos empreendedores também adotam recursos de inteligência artificial para organizar vendas, criar descrições de produtos e atender clientes. O estudo mostra ainda que as mulheres representam 62% das fundadoras das lojas virtuais na plataforma. Empreendedores entre 25 e 39 anos somam 51% do total. Além disso, para 58% dos entrevistados, as vendas pela internet já são a principal fonte de renda da família. No país, o ticket médio das compras chegou a R$ 259,91 no período analisado.