Pacientes com fibromialgia enfrentam espera por consultas

MARANHÃO, 26 de maio de 2026 — Pacientes com fibromialgia enfrentam dificuldades para conseguir atendimento na Policlínica do Coroadinho, em São Luís. Desde janeiro, usuários tentam retornar às consultas com especialistas, mas encontram falta de médicos reumatologistas e neurologistas na unidade. Sem receitas atualizadas para medicamentos controlados, muitos recorrem às emergências para aliviar as dores provocadas pela doença. Segundo denúncias de uma paciente, ela precisou buscar atendimento emergencial diversas vezes por causa da ausência de consultas regulares e receitas e exames já perderam a validade devido à demora no retorno médico. Além disso, pacientes relatam dificuldades para renovar medicamentos essenciais ao tratamento da fibromialgia, o que tem agravado o quadro de quem depende do acompanhamento contínuo. FALTA DE ESPECIALISTAS A Policlínica do Coroadinho mantém um ambulatório de referência para diagnóstico e tratamento da fibromialgia. No entanto, parte da equipe médica está incompleta. O especialista em dor disponível na unidade atende apenas 15 pacientes por turno, quantidade considerada insuficiente diante da demanda registrada no local. Segundo os pacientes, os contratos dos médicos que atuavam anteriormente não foram renovados. Inclusive, o laboratório responsável pelos exames está sem funcionar por causa de obras na estrutura. Com isso, usuários que procuram atendimento entram em uma lista de espera sem previsão de agendamento. Pacientes do interior do Maranhão também relatam prejuízos com os deslocamentos até São Luís. Muitos viajam longas distâncias e retornam sem atendimento ou sem conseguir receitas médicas. Conforme os relatos, a ausência de especialistas tem causado dificuldades no acompanhamento da fibromialgia e no acesso aos medicamentos. FILA SEM PREVISÃO A direção da Policlínica do Coroadinho confirmou que não existe previsão para a chegada de novos profissionais. Ainda segundo a direção, os agendamentos dependem do DISP Saúde, inclusive nos casos de pacientes que tiveram consultas canceladas anteriormente. Sem condições de pagar consultas particulares, parte dos pacientes afirma depender exclusivamente do atendimento público. Eles também destacam o alto custo dos medicamentos usados no tratamento da fibromialgia, que, segundo os relatos, dificulta ainda mais a continuidade do acompanhamento médico. O Governo do Maranhão ainda não se pronunciou sobre a falta de médicos na Policlínica do Coroadinho.
Atlas da Violência aponta alta de homicídios no Maranhão

MARANHÃO, 26 de maio de 2026 — O Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, apontou que o Maranhão registrou taxa de 26,1 homicídios por 100 mil habitantes entre 2023 e 2024. O índice ficou acima da média nacional, que foi de 20,1 casos por 100 mil habitantes. Além disso, o levantamento mostrou aumento de 7,8% nos registros do estado no período, colocando o Maranhão entre os cinco estados com maior crescimento nessa taxa. Os dados do Atlas da Violência também indicaram aumento nos homicídios cometidos com arma de fogo. Enquanto o Brasil apresentou redução de 9% nesse tipo de crime, o Maranhão registrou crescimento de 7,5%. HOMICÍDIOS ENTRE JOVENS CRESCERAM Os homicídios de jovens aumentaram 8,6% no estado, na contramão da média nacional, que teve queda de 9,4%. Ao todo, foram contabilizadas 986 vítimas jovens entre 2023 e 2024. O levantamento ainda revelou que, no acumulado entre 2019 e 2024, o Maranhão apresentou aumento de 23,1% nos homicídios de jovens. Dessa forma, o estado manteve tendência de crescimento nesse indicador ao longo dos últimos cinco anos. O relatório destacou que os dados acompanham a elevação registrada em diferentes modalidades de homicídios no território maranhense. Imperatriz, inclusive, apareceu entre as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes consideradas mais violentas do país. Segundo o Atlas da Violência, a cidade registrou taxa de 51,9 homicídios por 100 mil habitantes. A cidade figura entre os locais com maiores índices de violência letal no levantamento divulgado pelo Ipea. Na contramão dos dados estaduais, São Luís foi apontada como o maior exemplo de redução de homicídios em dez anos entre as capitais analisadas. Conforme o estudo, a capital maranhense registrou queda de 74,8% no índice ao longo da última década. O Atlas destacou a redução como um dos principais resultados observados no período. O Governo do Maranhão ainda não se pronunciou sobre os dados do Atlas da Violência
PF desmonta mais um esquema de fraude ao INSS no Maranhão

MARANHÃO, 26 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF), em parceria com a Coordenação de Inteligência Previdenciária (Coinp), deflagrou nesta terça (26) a Operação Paredão para desarticular um esquema de fraude contra o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Maranhão, com ações em São Luís e Vitorino Freire. Foram cumpridos sete mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, no âmbito da Operação Paredão da PF. A Justiça determinou o sequestro de bens e valores superiores a R$ 1 milhão e a suspensão de benefícios ligados ao esquema investigado pela Operação Paredão. Segundo a PF, o grupo inseria documentos falsos, alterava dados cadastrais e modificava locais de pagamento para viabilizar a concessão e manutenção indevida de benefícios do INSS. Durante as investigações da Operação Paredão, com apoio do Banco do Brasil, foram identificados benefícios com indícios de fraude que eram sacados por integrantes do grupo criminoso. Os investigados poderão responder por associação criminosa, estelionato majorado, falsidade ideológica e uso de documento falso.
PF investiga cerca de R$ 3 bilhões do Rio aplicados no Master

RIO DE JANEIRO, 26 de maio de 2026 — O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ) é um dos alvos da oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta terça (26) pela Polícia Federal que investiga aportes no Rioprevidência. Ao todo, a PF cumpre 10 mandados na data de hoje. A PF apura o aporte de R$ 3 bilhões do instituto no banco de Daniel Vorcaro. De acordo com a nota da Polícia Federal, “a investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024”. Veja a íntegra do comunicado da PF: “Na manhã desta terça-feira, 26/5, a Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Compliance Zero para apurar a possível prática de crimes financeiros no âmbito do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro – Rioprevidência. Na ação de hoje, policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Rio de Janeiro/RJ e em Brasília/DF. A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024. Nesta fase, apura-se aplicações de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência”.
STJ mantém processo contra prefeito acusado de homicídio

BRASÍLIA, 26 de maio de 2026 — O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedido de liminar apresentado pela defesa do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), e manteve o andamento da ação penal em que ele responde por homicídio qualificado contra o policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos. A decisão foi assinada no início de maio e mantém o cronograma do processo que tramita na 2ª Vara da Comarca de Pedreiras, com audiência de instrução e julgamento marcada para 16 de junho, às 8h30, no âmbito da ação penal em análise. O processo apura a morte do policial militar durante uma vaquejada realizada no Parque Maratá, em Trizidela do Vale, em julho de 2025, conforme registros da ação penal em andamento. A defesa alegou que o prazo para resposta à acusação deveria ser suspenso até a inclusão do laudo toxicológico da vítima nos autos, documento que foi anexado ao processo em abril deste ano.
Futuro da extradição de Zambelli depende de novo julgamento

ITÁLIA, 26 de maio de 2026 — A última instância da Justiça italiana negou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli por um dos dois processos em que ela foi condenada no Brasil. A decisão ocorreu na última sexta (22) na Corte de Cassação de Roma. O caso julgado refere-se à condenação por invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Carla Zambelli foi condenada a 10 anos e 8 meses de prisão por esse crime. Ela deixou o Brasil e foi presa em Roma em 29 de julho de 2025. A Corte de Apelação de Roma determinou a prisão. O tribunal apontou “grave risco de fuga” caso ela permanecesse em liberdade. EXTRADIÇÃO POR PORTE ILEGAL DE ARMA AINDA NÃO FOI DECIDIDA Carla Zambelli também responde a uma segunda condenação no Brasil. Ela foi sentenciada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A Corte de Apelação de Roma já autorizou a extradição da ex-parlamentar nesse processo. A defesa de Zambelli recorreu à última instância. A Corte de Cassação ainda deve decidir sobre esse caso. Dessa forma, a extradição da ex-deputada depende desse novo julgamento. CARLA ZAMBELLI AGUARDA EM LIBERDADE A DECISÃO FINAL Após a negativa da corte no primeiro processo, Carla Zambelli foi solta. Ela aguarda os trâmites em liberdade. “Consagro a minha liberdade como uma vitória de Deus”, disse a parlamentar. Por fim, ainda há uma etapa adicional caso a Suprema Corte autorize a extradição no segundo processo. O ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, dará a palavra final. Ele pode confirmar ou rejeitar a decisão do tribunal. O prazo para a decisão do ministro é de 45 dias após o julgamento. A Justiça brasileira indicou que Zambelli deverá ficar detida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia, se a extradição for aceita.
MPF aciona Justiça por terras indígenas no Maranhão

MARANHÃO, 26 de maio de 2026 — O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública para obrigar União, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Ibama, governo do Maranhão e município de Fernando Falcão a adotarem medidas de proteção às terras indígenas Porquinhos e Kanela, no Maranhão, em ação movida para garantir segurança territorial. A iniciativa foi assinada pela procuradora da República Anne Caroline Aguiar e teve início em investigações abertas em 2023, após denúncias do Conselho Indigenista Missionário no Maranhão, que relatou invasões e atos criminosos nas comunidades indígenas Memortumré-Kanela e Apãnjekra-Kanela. O MPF afirma que as comunidades enfrentam invasões, presença de madeireiros, extração ilegal de madeira e avanço de atividades agropecuárias, com registros de incêndios em roças, danos a moradias e aumento de invasores não indígenas, além de pressão sobre os territórios indígenas. Segundo os relatórios, a Terra Indígena Porquinhos esteve entre as áreas mais desmatadas do país em 2023, com aumento do desmatamento no Cerrado, uso de agrotóxicos, redução da fauna, contaminação de rios e abertura de estradas ilegais. O órgão também aponta que cerca de 12 fazendas incidem total ou parcialmente sobre áreas reivindicadas sem consulta prévia, o que violaria a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que exige consulta livre, prévia e informada. Na ação, o MPF solicita que os órgãos apresentem, em até 30 dias úteis, um plano emergencial com ações coordenadas, cronograma, medidas concretas e mecanismos de monitoramento para proteção das terras indígenas Porquinhos e Kanela. O órgão também pede a suspensão imediata de licenças e autorizações para atividades agrossilvipastoris na Terra Indígena Porquinhos, ou a comprovação de cancelamento desses atos pelo governo do Maranhão, diante de possível falta de competência legal. Além disso, o MPF aponta omissão dos órgãos responsáveis na fiscalização e na adoção de medidas contra invasões e desmatamento, e afirma que a situação representa violação contínua de direitos fundamentais das comunidades. SITUAÇÃO DAS TERRAS INDÍGENAS A Terra Indígena Kanela já possui reconhecimento oficial, enquanto a Terra Indígena Porquinhos tem área demarcada, mas ainda enfrenta disputa pela ampliação do território tradicionalmente ocupado. Ao final da ação, o MPF solicita ainda a criação de uma instância permanente de articulação entre governo e comunidades indígenas, além de medidas contínuas de proteção territorial, retirada de invasores e reforço da fiscalização ambiental.
Zema minimiza doação de R$ 1 milhão de pai de Vorcaro ao Novo

MINAS GERAIS, 26 de maio de 2026 — O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência, minimizou nesta segunda (25) a doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao diretório mineiro do Partido Novo nas eleições de 2022. Zema disse que a doação foi feita “sem nenhuma contraproposta do partido” e em um momento em que o escândalo do Banco Master não era de conhecimento público. “Acho que doaram para todos os partidos porque pensaram que talvez pudessem comprar o Novo como compraram o outro. Só que não compraram, não. Doaram porque quiseram, contribuíram com um partido sério”, disse Zema. O ex-governador não especificou ao que se referia com “o outro”. A fala foi feita durante conversa com jornalistas no evento “O Brasil que Queremos”, da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), em São Paulo. Zema alegou que ‘nenhum centavo entrou’ em sua campanha. “O dinheiro doado foi para o partido, não para mim. Nenhum centavo entrou na minha campanha. A doação para o partido foi em 2022, quando não havia nem mesmo suspeita contra Vorcaro. A PF só iniciou as investigações sobre o Banco Master em 2024”, emendou.