TCE vê superfaturamento em contratos da gestão João Campos

RECIFE, 13 de junho de 2026 — O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) encontrou um possível prejuízo de R$ 16 milhões. Esse valor está em contratos feitos na gestão do prefeito João Campos (PSB), no Recife. Os contratos previam a instalação de usinas de energia solar em escolas municipais. Os auditores apontaram vários problemas. Entre eles estão pagamentos por serviços que não foram executados. Além disso, houve cobranças em duplicidade e antecipações de pagamento consideradas indevidas. O relatório também mostra diferenças entre o que as empresas mediram e o que os auditores viram na prática. Por isso, a área técnica do tribunal recomendou enviar o caso para órgãos que investigam possíveis crimes. O relatório ainda não foi julgado pelos conselheiros do TCE-PE. Logo, não há decisão definitiva. A Prefeitura do Recife contestou as acusações. Em nota, o governo disse que vai apresentar documentos e esclarecimentos técnicos. A administração municipal afirmou que os contratos seguem a lei. As conclusões da auditoria, segundo a prefeitura, não são uma decisão final do tribunal.
STF mantém decisão de Dino que beneficia ex-membro do PCdoB

BRASIL, 14 de junho de 2026 — A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a decisão do ministro Flávio Dino que anulou uma regra criada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). A medida trata da eleição suplementar para governador e vice-governador do estado, marcada para 21 de junho. Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin acompanharam o voto de Dino. A controvérsia começou quando o TRE-RR aprovou uma resolução permitindo que candidatos escolhidos em convenções partidárias deixassem cargos públicos até 24 horas após a definição de seus nomes. A mudança buscava adaptar o calendário da eleição suplementar, convocada para completar o mandato até janeiro de 2027. Ao analisar uma reclamação apresentada pelo diretório estadual do Republicanos, Dino concluiu que a regra contrariava a legislação eleitoral. Segundo o ministro, os prazos de desincompatibilização previstos na Lei Complementar nº 64/1990 são obrigatórios e não podem ser alterados por resolução de um tribunal regional. Na decisão, Dino afirmou que as regras de elegibilidade e inelegibilidade previstas na Constituição devem ser respeitadas também em eleições suplementares. Por isso, determinou que o TRE-RR revise o calendário e adote um dos prazos já previstos em lei, de seis, quatro ou três meses, conforme cada caso. Enquanto isso, a resolução do TRE-RR também está sob análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, levou o caso ao plenário virtual. No entanto, o julgamento foi suspenso após pedido de vista da ministra Estela Aranha, mantendo o debate aberto entre as duas Cortes.
Vereador denuncia esquema de Julinho com cargos em Ribamar

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR, 13 de junho de 2026 — O vereador João Carlos da Silva Sá denunciou ao Ministério Público supostas irregularidades na criação e alteração de cargos na Prefeitura de São José de Ribamar. Segundo o parlamentar, o prefeito Julinho Matos (PL) teria mantido, em 2025, práticas semelhantes às adotadas nos anos de 2021 e 2022. Na oportunidade, ele pediu a abertura de investigação sobre o caso. De acordo com a representação, a gestão municipal criou 57 cargos sem previsão legal em 2021. Além disso, o número teria aumentado para 183 cargos em 2022. Já em 2025, segundo a denúncia, a prefeitura alterou a nomenclatura desses cargos por meio de decreto. Na petição apresentada ao Ministério Público, o vereador argumenta que a criação, extinção ou transformação de cargos públicos depende de lei aprovada pelo Legislativo. Segundo ele, a administração municipal tinha conhecimento dessa exigência legal, pois já existia uma norma municipal disciplinando o quadro de pessoal. João Carlos Sá também sustenta que a mudança por decreto pode configurar improbidade administrativa.
Maioridade penal expõe desgaste de Lula na segurança

BRASIL, 13 de junho de 2026 — Com apoio popular e forte apelo entre eleitores conservadores, a redução da maioridade penal voltou ao centro do debate político e se transformou em mais uma frente de pressão da oposição sobre o governo Lula (PT). O tema tem sido incorporado à pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enquanto o Palácio do Planalto tenta evitar que a discussão aprofunde o desgaste do governo na área da segurança pública. O debate ganhou força após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a idade de responsabilização penal no Brasil. O texto recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários, todos de parlamentares da esquerda, e agora seguirá para uma comissão especial antes de ser analisado pelo plenário da Casa. Embora a proposta ainda tenha um longo caminho pela frente no Congresso, a votação na CCJ foi recebida pela oposição como uma oportunidade para recolocar no centro do debate uma pauta historicamente associada ao discurso de endurecimento penal. O tema passou a ser tratado por aliados de Flávio Bolsonaro como uma das principais bandeiras da disputa presidencial deste ano, ao lado de outras medidas voltadas ao combate ao crime e ao fortalecimento da atuação policial. Na véspera da votação, o senador do PL voltou a defender publicamente a redução da maioridade penal e afirmou que, caso seja eleito presidente, trabalhará pela aprovação da castração química para estupradores e pelo endurecimento das leis penais. A estratégia faz parte de uma ofensiva mais ampla da oposição para explorar a pauta da segurança pública, área apontada pela última pesquisa da Real Time Big Data como uma das principais preocupações dos brasileiros e um dos pontos de maior desgaste do governo Lula. Do outro lado, o Palácio do Planalto tem evitado assumir protagonismo no embate e pretende deixar a linha de frente da discussão para a bancada do PT e os partidos de esquerda no Congresso. A preocupação do governo é ampliada pelo apoio popular à redução da maioridade penal. Pesquisa Real Time Big Data, divulgada em maio, mostrou que 90% dos brasileiros são favoráveis à redução da idade de responsabilização penal para 16 anos, enquanto apenas 8% se declaram contrários à medida e 2% não souberam responder. O apoio à proposta se estende inclusive a parcelas do eleitorado de esquerda.
IBAMA fecha oficina que usava madeira ilegal no Maranhão

MARANHÃO, 13 de junho de 2026 — O IBAMA fechou uma movelaria clandestina em Centro Novo do Maranhão durante uma operação contra a exploração ilegal de madeira. A ação ocorreu com apoio da Funai e da Polícia Ambiental. Segundo os agentes, o local utilizava madeira retirada ilegalmente de áreas protegidas para fabricar coronhas e outras peças destinadas a armas de fogo. Durante a fiscalização, os agentes encontraram madeira sem origem comprovada. Além disso, o proprietário foi autuado pelas irregularidades identificadas. O IBAMA informou que há suspeita de que o material estivesse ligado a atividades criminosas, incluindo crimes ambientais praticados dentro de terras indígenas e outras áreas protegidas. De acordo com o órgão, as espécies mais usadas eram cedro, roxinho e andiroba. Essas madeiras são encontradas principalmente em terras indígenas e unidades de conservação da Amazônia maranhense. Por isso, o IBAMAreforçou que tem identificado diversos empreendimentos utilizando madeira extraída ilegalmente dessas regiões. Além da movelaria em Centro Novo do Maranhão, a operação resultou no fechamento de outros oito estabelecimentos. Ao todo, os agentes apreenderam mais de 50 mil metros cúbicos de madeira e aplicaram multas superiores a R$ 500 mil. As ações começaram no dia 8 e seguem nas terras indígenas Alto Turiaçu, Awá e Turiaçu.
Espécie de peixe vive há 100 mil anos sem machos

MUNDO, 13 de junho de 2026 — Um pequeno peixe desafia a biologia. Não existem machos da espécie, embora ocorra o acasalamento. Trata-se da molinésia-amazona. A espécie passa apenas o DNA das fêmeas para os filhotes. O comum no mundo animal é um indivíduo herdar características genéticas tanto do macho quanto da fêmea — metade de cada —, como acontece com os seres humanos. Daí surgem indivíduos de todos os tipos: loiros de olhos castanhos, morenos de olhos azuis, ruivos de cabelo encaracolado e até gente sem cabelo algum. Com a molinésia-amazona não é assim. A reprodução acontece por meio do processo chamado ginogênese e envolve machos, mas de outras espécies. Os parceiros servem apenas para dar início ao ciclo. Depois disso, o organismo da fêmea despreza a genética do esperma e as ovas ficam apenas com o DNA dela. O nome do bicho, inclusive, vem exatamente dessa característica. Amazona, nesse caso, refere-se às guerreiras que, segundo a mitologia grega, cultuavam a deusa Ártemis e viviam na ilha na cidade-estado de Temiscira, no Mar Negro. A Mulher-Maravilha, personagem dos quadrinhos, é inspirada justamente nesse mito. O rio que corta o Brasil, o maior do mundo, também deve seu nome à Grécia. Aconteceu em meados do século 16. Francisco Orellana, explorador espanhol, navegava pela região e foi atacado por uma feroz tribo de mulheres guerreiras. O europeu prontamente decidiu: é o Rio das Amazonas — ou de algo parecido com elas. Contudo, é quase certo que, durante essa viagem, ele não cruzou com nenhum peixe que só tem fêmeas, embora a espécie tenha surgido há cerca de 100 mil anos. Os cardumes da molinésia-amazona vivem nos rios do sul do Texas e do México, e isso fica do outro lado do mundo. A travessia é épica para animais de todos os tamanhos. No caso dessa espécie, seria ainda mais complicada. Seu tamanho na fase adulta é de cerca de 7 cm. Além disso, trata-se de um peixe de água doce, tipo que não sobrevive na água salgada dos oceanos. Se isso acontecesse, seria outro desafio à biologia.
Erro com cidades do MA derruba pesquisa em Santa Catarina

SANTA CATARINA, 13 de junho de 2026 — O TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina) determinou, em decisão liminar nesta quinta (11), a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral do Instituto Veritá para os cargos de governador e senador no estado. O relatório original da pesquisa listava municípios do Maranhão na descrição da amostra. Posteriormente, ele foi substituído no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por um arquivo que continha apenas cidades catarinenses. A decisão atende a uma representação apresentada pelo PSD de Santa Catarina contra a pesquisa registrada sob o número SC-02747/2026. Segundo o relator, o desembargador eleitoral José Sérgio da Silva Cristóvam, além do erro no relatório inicial, o documento com a relação correta de municípios foi incluído no sistema no dia 7 de junho, após a divulgação pública da pesquisa nas redes sociais e cinco dias depois do prazo previsto pela legislação eleitoral. O Instituto Veritá afirmou que a decisão não é final e que vai recorrer. Segundo a equipe, “é normal que partidos peçam a suspensão de pesquisas”, o que não significaria que houve erro nos resultados. A liminar determina a suspensão imediata da divulgação do levantamento, a remoção das publicações já realizadas pelo instituto e proíbe nova divulgação até julgamento posterior, sob pena de multa diária de R$ 10 mil por descumprimento. O documento reforça que a medida é reversível e, caso a regularidade da sondagem seja confirmada ao final do processo, sua divulgação poderá ser retomada. As cidades maranhenses que apareciam no primeiro relatório apresentado ao TSE são Barra do Corda, Barreirinhas, Bom Jardim, Chapadinha, Imperatriz, Pinheiro, Santa Inês, São Bento, São Domingos do Maranhão, São José de Ribamar e São Luís, além do município de São João Batista, que existe em ambos os estados.
TSE nega tentativa do PT de censurar filme de Bolsonaro

BRASÍLIA, 13 de junho de 2026 — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, rejeitou nesta sexta (12) uma ação apresentada pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) e por advogados do Grupo Prerrogativas que buscava impedir o lançamento e impor censura ao filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL). Os autores alegavam que a produção poderia beneficiar politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República. A petição também questionava o financiamento do longa pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e levantava suspeitas sobre possíveis impactos eleitorais decorrentes da divulgação da obra. Segundo a ação, o lançamento está previsto para setembro de 2026, a menos de um mês do primeiro turno das eleições gerais. Ao analisar o caso, Nunes Marques não avaliou o mérito das acusações. A representação foi rejeitada por questões processuais, sob o entendimento de que os autores não possuem legitimidade para propor a ação. De acordo com o presidente do TSE, a jurisprudência exige que quem questiona propaganda eleitoral dispute eleição na mesma circunscrição do candidato representado. Como Flávio é pré-candidato à Presidência, cargo de abrangência nacional, Rogério Correia, deputado federal por MG e pré-candidato à reeleição, não atenderia ao requisito. “No presente caso, os representantes não disputam eleição na circunscrição nacional, tendo em vista que Rogério Correia de Moura Baptista é deputado federal e pré-candidato ao mesmo cargo apenas no estado de MG, ao passo que Marco Aurélio de Carvalho, advogado, sequer alegou pretensão de concorrer nas Eleições 2026”, disse Nunes Marques. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por CLIQUE POLÍTICA (@clique.politica)