Prefeitura rescinde contrato com Banco Master em São Luís

SÃO LUÍS, 13 de abril de 2026 – A Prefeitura de São Luís rescindiu unilateralmente o credenciamento com o Banco Master para empréstimos consignados de servidores municipais. A decisão da Prefeitura foi publicada no Diário Oficial da última sexta (10). O controlador da instituição, Daniel Vorcaro, é investigado. Ele foi preso em operação que apura suspeitas de irregularidades no sistema financeiro. A Secretaria Municipal de Administração (SEMAD) formalizou a decisão. O ato teve efeitos retroativos a dezembro de 2025. A perda da autorização de funcionamento da instituição motivou a rescisão, entre outros pontos.
Moradores cobram retorno de ônibus ao Centro e retêm veículos

SÃO LUÍS, 13 de abril de 2026 – Moradores da Vila Airton Senna, na zona rural de São Luís, realizaram um protesto nesta segunda (13) para cobrar o retorno da linha de ônibus Tibiri/Terminal Praia Grande. A manifestação ocorreu no bairro e reuniu residentes que reclamam da retirada do serviço há cerca de cinco meses, o que interrompeu a ligação direta com o Centro da capital. Comunidades próximas também enfrentam dificuldades com a oferta reduzida de transporte público. Segundo os moradores, a quantidade de ônibus disponível não atende à demanda da região, o que provoca atrasos e limita o deslocamento diário da população. Durante o protesto, os moradores retiveram dois ônibus que atendem às linhas Tibiri/Terminal São Cristóvão e Vila Aparecida/Terminal São Cristóvão. Os veículos permaneceram dentro do bairro enquanto os manifestantes cobravam providências para a retomada da linha ao Centro.
Operação prende motoristas, veículos e paredões em São Luís

SÃO LUÍS, 13 de abril de 2026 – Uma ação integrada de segurança pública apreendeu seis carros e uma motocicleta na madrugada de sábado (11) em São Luís. As autoridades também prenderam alguns motoristas em flagrante durante a operação. A fiscalização visou os chamados “paredões”, aparelhos de som automotivo conhecidos pela música alta. O objetivo principal foi o combate à poluição sonora e à perturbação do sossego público. Eles foram flagrados pelas autoridades em postos de combustíveis da capital maranhense. Já a motocicleta apreendida apresentava sinais de irregularidade. O veículo tinha números de chassi e motor raspados.
Quase 900 mil famílias ganham mais de 1 salário em benefícios

BRASIL, 13 de abril de 2026 – Ao final de 2025, ao menos 894,9 mil famílias brasileiras recebiam o equivalente a um salário mínimo ou mais por mês em benefícios sociais. Parte desse acúmulo ocorre dentro das regras vigentes, mas há indícios relevantes de irregularidades. Centenas de milhares de famílias teriam omitido vínculos familiares para obter mais de um benefício por residência. Ao todo, 259,8 mil núcleos familiares recebiam entre R$ 2 mil e R$ 2.785 mensais, enquanto outros 39,2 mil ultrapassavam R$ 2.786 — valor superior à renda de metade dos trabalhadores formais do país. Os dados são de um levantamento da empresa DataBrasil, obtidos a partir do cruzamento de bases públicas e divulgados pelo portal Poder360. A pesquisa considera o valor líquido do piso nacional no período, de R$ 1.404,15. A análise toma como base o salário mínimo líquido de 2025 para identificar famílias cuja renda proveniente de transferências supera ganhos do mercado de trabalho. Ainda assim, o universo pode ser maior, já que Estados e municípios não fornecem integralmente os dados de beneficiários. Também ficam de fora pessoas fora da idade ativa ou incapacitadas para o trabalho. O levantamento aponta dezenas de milhares de indícios de fraudes, alguns confirmados por meio do Portal da Transparência. Entre as irregularidades mais comuns estão cadastros duplicados, viabilizados por registros em diferentes cidades ou alterações em documentos como CPF e NIS.
Justiça condena mineradora por risco a trabalhadores no MA

MARANHÃO, 13 de abril de 2026 – A Justiça condenou a mineradora Vale ao pagamento de R$ 5 milhões por submeter trabalhadores a risco no Maranhão, ao operar ferrovias com o sistema de monocondução. A decisão atende a ação do Ministério Público do Trabalho no Maranhão, que apontou a condução de locomotivas por apenas um operador, prática considerada prejudicial à segurança e ao bem-estar dos funcionários. Além disso, a sentença determinou o pagamento de indenizações individuais aos trabalhadores afetados. Cada funcionário que atuou sozinho na cabine deverá receber R$ 10 mil por ano, ou fração, trabalhado nessas condições. A decisão também enquadrou a conduta como dumping social, por descumprimento de direitos trabalhistas para redução de custos.
Irã executou 1.639 pessoas enforcadas em 2025 e bate recorde

IRÃ, 13 de abril de 2026 – O regime do Irã executou pelo menos 1.639 pessoas ao longo de 2025, conforme dados do relatório anual das organizações Iran Human Rights e ECPM. Esse número representa o maior volume registrado no país desde 1989. A ditadura islâmica aumentou o ritmo dos enforcamentos em 68% em comparação com o ano de 2024. A escalada ocorreu em um contexto de crescimento da insatisfação social no território iraniano. A pena de morte funcionou como uma ferramenta central de repressão durante todo o ano passado. Em média, os carrascos mataram de quatro a cinco prisioneiros por dia. As autoridades buscavam espalhar o medo entre os cidadãos. O objetivo era evitar que novas ondas de protestos ameaçassem o controle dos aiatolás. O combate ao tráfico de drogas serviu de justificativa para 795 mortes em 2025. A maioria das vítimas veio de setores pobres da população. Elas foram condenadas em tribunais sem acesso a um processo justo, apontam as entidades.
Justiça exige correção urgente de falhas no Socorrão I

SÃO LUÍS, 13 de abril de 2026 – A Justiça determinou que o Governo do Maranhão, a Prefeitura de São Luís e o Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão I, adotem medidas imediatas para corrigir falhas sanitárias e estruturais na unidade. A decisão foi proferida pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos, após ação civil pública do Ministério Público do Maranhão, que apontou irregularidades no funcionamento do hospital. A sentença proíbe o uso de equipamentos de anestesia como substitutos de respiradores em pacientes no pós-operatório. Também impede o uso da Sala de Recuperação Pós-Anestésica como enfermaria improvisada. A Justiça ainda exige adequação no número de leitos clínicos e de UTI, com equipes completas formadas por médicos e fisioterapeutas. Caso as determinações não sejam cumpridas, a decisão prevê a possibilidade de interdição parcial de setores essenciais do Socorrão I. Entre as áreas que podem ser afetadas estão o centro cirúrgico e a recuperação pós-anestésica. Além das exigências imediatas, o hospital e o Município deverão apresentar, no prazo de 60 dias, um alvará sanitário atualizado. O documento deve comprovar a regularização das inconformidades identificadas. Caso contrário, poderá ocorrer a suspensão de serviços na unidade de saúde.
Flávia Berthier assume que marido é réu em ações por invasão

A vereadora Flávia Berthier (PL-MA) suas redes sociais para confirmar que o marido, Luís Carlos Barros Cunha, é réu em vários processos acusado de invasão de terras. A publicação foi divulgada após o jornalista revelar uma série de processos em que Cunha figura como réu. Berhier é conhecida por se apresentar como representante da chamada direita conservadora no Maranhão. A reação de Flávia Berthier após a exposição da conduta do marido veio por meio de um comunicado jurídico. O caso ganhou repercussão após o jornalista José Linhares Jr. afirmar que Luiz Carlos Barros Cunha é réu em diversas ações judiciais, sem mencionar condenações. O comunicado foi divulgado pela banca Santana Azevedo & Bastos, que representa Luiz Carlos. No texto, os advogados contestam a divulgação dois processos e afirmam que não há condenações criminais contra o marido da vereadora. A nota detalha processos judiciais e alega que as acusações são falsas. Contudo, não nega o fato principal da denúncia: Luis Carlos Barros Cunha ser réu em ações por invasão movidas por pessoas e organizações distintas. TROCA DE OFENSAS O primeiro vídeo divulgado pelo jornalista José Linhares Jr. apresenta uma versão que contesta a narrativa pública feita pela vereadora Flávia Berthier sobre um suposto ataque contra ela. O jornalista demonstra em vídeos e prints que não houve atentado contra a parlamentar, mas sim uma reação a conversa privada entre ele e a filha da vereadora. A troca de mensagens teve início com uma abordagem agressiva por parte da filha da vereadora. Linhares foi alvo de xingamentos, acusações de chantagem e insinuações, o que contraria a ideia de que teria iniciado as ofensas contgra Berthier. Além disso, o jornalista também provou que a divulgação do episódio pela vereadora teria omitido partes da conversa, o que, na avaliação apresentada por ele, alterou o contexto original. Para Linhares, a versão pública transformou o caso em um episódio de vitimização que não corresponde ao conteúdo integral das mensagens. O vídeo também reúne prints da conversa e exibe trechos considerados ofensivos entre as partes. A partir desse material, o jornalista reforça que recebeu a abordagem inicial de forma hostil, conforme sua interpretação dos fatos. Linhares afirma ainda que mantém suas críticas políticas à vereadora. Ele declara que suas opiniões não estão relacionadas apenas ao episódio das mensagens, mas à atuação pública da parlamentar. Ainda reforçou que não pretende recuar diante das declarações feitas. O titular do blog destacou que, em sua avaliação, o ponto mais relevante do caso não é o uso de linguagem ofensiva, mas a divergência entre as versões apresentadas publicamente. Ele afirma que a controvérsia envolve a forma como os fatos foram expostos ao público, o que motivou a divulgação do vídeo e a repercussão nas redes sociais. MARIDO RÉU EM VÁRIAS AÇÕES No segundo vídeo, o jornalista José Linhares Jr. aprofunda as críticas à vereadora Flávia Berthier ao abordar a repercussão de uma troca de mensagens privadas. Ele afirma que a parlamentar reagiu publicamente a um palavrão utilizado em conversa direta, transformando o episódio em um discurso na tribuna da Câmara Municipal. Segundo Linhares, a vereadora classificou o caso como um ataque que ultrapassaria sua figura pessoal, atingindo instituições e outras mulheres. No entanto, o jornalista contrapõe essa reação ao destacar que a discussão ocorreu em ambiente privado e que situações semelhantes são comuns em interações digitais. O vídeo introduz outro ponto central: Linhares afirmou que Luiz Carlos Barros Cunha figura como réu em diversos processos relacionados a disputas de terra ao longo dos últimos anos. Segundo ele, diferentes pessoas recorreram à Justiça com reclamações semelhantes, envolvendo conflitos possessórios. Além disso, Linhares utilizou a expressão “ladrão de terra” em referência ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ao comentar o contexto das acusações. Ele também citou um caso específico envolvendo denúncia de invasão de terreno, conforme registros processuais mencionados em sua fala. Ainda conforme o vídeo, outros episódios mencionados incluem derrubada de cercas, quebra de cadeados e intervenções que teriam exigido medidas judiciais, como autorização para uso de força policial. Linhares afirma que esses registros constariam em processos ao longo dos anos. A partir disso, o jornalista estabelece um contraste entre a reação pública da vereadora ao uso de linguagem ofensiva e as acusações envolvendo seu marido. Ele argumenta que há diferença entre conflitos verbais e situações descritas em ações judiciais. O jornalista destacou ainda que suas declarações se referem à existência de ações judiciais, sem afirmar condenações. Ele apresentou episódios ao longo do tempo e afirmou que os casos estariam documentados em processos judiciais, reforçando que várias denúncias foram formalizadas.