Gaeco denuncia vereadores por suposto desvio de emendas

Cãmara emendas

SÃO LUÍS, 03 de setembro de 2026 — O Ministério Público do Maranhão denunciou 67 pessoas em quatro novas acusações da Operação Faz de Conta, em São Luís. As denúncias, apresentadas entre maio e agosto de 2026, investigam suposto desvio e apropriação de recursos públicos de emendas parlamentares. Entre os citados estão o vereador Astro de Ogum, Rommeo Pinheiro Amin Castro, então secretário municipal de Desporto e Lazer, e Carlos Marlon de Sousa Botão, ex-secretário de Cultura. Além disso, o Gaeco denunciou servidores públicos e dirigentes de quatro entidades sem fins lucrativos. Segundo o MPMA, os institutos envolvidos receberam ao menos R$ 4,7 milhões por meio de termos firmados com as secretarias de Cultura e de Desportos e Lazer. O valor reúne recursos repassados ou investigados e, portanto, não significa que todo o montante tenha sido desviado. O Gaeco afirma que o suposto esquema funcionou entre 2017 e 2019. A acusação aponta divisão de tarefas para preparar documentos, tramitar processos, liberar recursos, fazer saques e transferências e montar prestações de contas. Além disso, há suspeita de uso de documentos falsos atribuídos ao próprio MP. A investigação começou em agosto de 2019, após dúvidas sobre a autenticidade de um documento apresentado por uma entidade. Astro, Rommeo e Marlon negaram irregularidades em suas atuações e disseram que vão analisar as acusações com advogados. As denúncias ainda serão avaliadas pela Justiça e não representam condenação.

Justiça do MA mantém rejeição das contas de Luciano Genésio

Genésio

PINHEIRO, 03 de setembro de 2026 — O Tribunal de Justiça do Maranhão rejeitou, nesta quarta (2), o recurso de Luciano Genésio contra a decisão que manteve válida a sessão da Câmara de Pinheiro. Os vereadores reprovaram as contas de 2020 do ex-prefeito após parecer desfavorável do TCE-MA. A votação na Câmara ocorreu em abril deste ano e terminou em 14 votos a 3 pela reprovação. A defesa havia conseguido uma liminar para suspender os efeitos da sessão, alegando falhas no procedimento. Depois, porém, o presidente do TJMA derrubou a decisão. Em 22 de abril, o desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho atendeu a um pedido do Município de Pinheiro. Ele afirmou que a Justiça deve interferir em atos do Legislativo apenas em casos excepcionais. Além disso, destacou que cabe à Câmara julgar as contas do prefeito. A defesa então levou o caso ao Órgão Especial do TJMA. Os desembargadores rejeitaram o agravo interno por unanimidade e mantiveram o entendimento anterior. Portanto, a reprovação das contas de 2020 continua válida e pode produzir efeitos na análise da situação eleitoral de Luciano Genésio.

Ministro diz que rombo bilionário dos Correios não é prejuízo

Correios Rombo

BRASÍLIA, 03 de setembro de 2026 — O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o prejuízo de R$ 5,5 bilhões dos Correios não é, na verdade, um prejuízo. Ele deu a declaração durante um debate na GloboNews no dia 1º de setembro. O programa reuniu coordenadores econômicos de campanhas presidenciais. Durigan explicou que o déficit vem de investimentos feitos pela estatal. “Esse resultado não podemos confundir com prejuízo ou lucro. Se a empresa faz investimento, isso é déficit na contabilidade pública”, disse. Os Correios divulgaram o resultado no dia 29 de agosto. Foi o 16º trimestre seguido no vermelho. A ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, criticou duramente a fala de Durigan. Ela chamou a declaração de “tapa na cara” da sociedade. Daniella é coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro. Ela lembrou que, no governo Bolsonaro, houve lucro nas estatais durante a pandemia. Depois, os Correios precisaram de aportes de R$ 5 bilhões, depois mais R$ 5 bilhões e agora R$ 6 bilhões. Segundo Daniella, o desempenho atual dos Correios é fruto de uma equipe que não entrega resultado. Ela afirmou que a empresa acumula R$ 9 bilhões em dívidas. “Eles não são mais vendáveis”, disse. Durigan rebateu os argumentos. Ele afirmou que a crise começou quando os Correios foram incluídos no Programa Nacional de Desestatização. Isso teria travado investimentos. Enquanto isso, outras empresas de logística se modernizaram na pandemia. Por isso, os Correios ficaram para trás. O ministro disse que o governo colocou R$ 6 bilhões para modernizar a estatal. Ele afirmou que a recuperação está em andamento, sem dificuldades para discutir parcerias com a iniciativa privada.

Cidelândia tem contrato de R$ 4,5 milhões sob investigação

Cidelândia

CIDELÂNDIA, 03 de setembro de 2026 — O Ministério Público do Maranhão investiga um contrato de R$ 4.535.700,53 firmado pela Prefeitura de Cidelândia com a PCT Empreendimentos LTDA. O MPMA transformou a apuração em Inquérito Civil para verificar possíveis irregularidades na execução de serviços de pavimentação e drenagem no município. A investigação começou após uma denúncia anônima enviada à Ouvidoria do MPMA. A análise inicial afastou suspeitas sobre a cronologia da contratação. No entanto, permaneceram dúvidas sobre a estrutura e a capacidade operacional da empresa. Além disso, a Promotoria apura se a PCT seria uma empresa de fachada. O MPMA também investiga possível uso de pessoa interposta e eventual subcontratação irregular. Por isso, determinou uma vistoria na sede declarada da empresa, na Rua do Sossego, nº 54, Vila Davi, em Cidelândia. Os agentes deverão verificar máquinas, equipamentos e se o local possui estrutura compatível com o contrato. As equipes também vão fiscalizar os pontos onde as obras estão em andamento. A diligência deverá ocorrer em até 15 dias e verificará trabalhadores e equipamentos usados nos serviços. O promotor Denys Lima Rego, da 2ª Promotoria de Justiça de Açailândia, conduz o inquérito.

Vorcaro diz que pretendia delatar integrantes do governo Lula

Vorcaro Lula

BRASÍLIA, 03 de setembro de 2026 — O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que planejava delatar integrantes do governo Lula. Ele deu esse depoimento a um juiz auxiliar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada pelo site Oeste e pelo jornal O Estado de S. Paulo. Vorcaro disse que suas tentativas anteriores de colaboração não avançaram. Segundo ele, agentes da Polícia Federal estariam “blindando” o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Rodrigues nega essa acusação. O ex-banqueiro afirmou que Rodrigues viajou com ele para eventos e que eles se conheciam antes da Operação Compliance Zero. Além disso, Vorcaro declarou que sua delação envolveria pessoas próximas ao atual governo. Ele afirmou que construiu essas relações para se proteger de ataques que sofria. O ex-dono do Master disse que certos episódios ultrapassaram “linhas de moralidade” e “linhas de ilicitude”. Ele pretendia relatar esses fatos. Vorcaro reconheceu que cometeu erros, mas afirmou que as notícias divulgadas sobre ele não são verdadeiras. “Eu errei, eu quero falar no que eu errei”, disse. Ele também criticou a PF por vazamentos seletivos à imprensa. Segundo ele, esses vazamentos serviam para intimidar envolvidos no caso. Porém, depois ele disse que não acusava a instituição diretamente. Por fim, Vorcaro afirmou que, por causa da sensibilidade dos fatos e dos interesses políticos, uma delação premiada não seria possível pelo modelo tradicional. Ele não apresentou provas do que declarou.

Camarão é enquadrado por nomeação vítima no caso Tech Office

Camarão SEDUC

MARANHÃO, 03 de setembro de 2026 — Saulo Arcangeli (PSTU) e André Luís (Missão) cobraram Felipe Camarão (PT), nesta quinta (3), durante debate do Sistema Mirante, pela nomeação de João Bosco Sobrinho Pereira para um cargo na Seduc. Eles citaram o caso Tech Office ao questionar o petista sobre o episódio. O confronto começou quando Camarão perguntou a Saulo sobre as investigações. Então, o candidato do PSTU lembrou que Camarão integrava o governo do Estado e havia nomeado Bosco. André Luís também cobrou explicações e afirmou que o petista assinou a nomeação do servidor. Bosco entrou na Seduc em 2021, quando Camarão comandava a secretaria de Educação, e ocupou o cargo de auxiliar técnico II. O ato de nomeação teve a assinatura do então secretário. Além disso, Bosco foi apontado pelo autor do crime, em depoimento à Polícia Federal, como pistoleiro. Em agosto de 2022, Gilbson Cutrim Júnior matou Bosco a tiros no hall do edifício comercial Tech Office, em São Luís. Por isso, a ligação entre a nomeação e o caso voltou ao debate.

Queda de Moraes começou com ação de Duarte na CPMI do INSS

Duarte Moraes

BRASÍLIA, 03 de setembro de 2026 — Iniciativa do deputado federal Duarte Jr. na CPMI do INSS ajudou a chegar às mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O parlamentar pediu a identificação de um telefone encontrado na agenda do dono do Banco Master. Meses depois, a Polícia Federal apontou Moraes como interlocutor. A história começou após a quebra de sigilo dos dados de Vorcaro. Na agenda do banqueiro, Duarte encontrou um contato salvo como “Alexandre de Moraes Brasília”. Então, durante reunião da CPMI, pediu oficialmente que as operadoras informassem quem era o titular daquela linha telefônica. Leia mais: Duarte pressiona Ciro e critica relação de Vorcaro com STF Segundo Duarte, a consulta mostrou que o número fazia parte de um plano corporativo registrado em nome do Supremo Tribunal Federal. Ainda faltava saber quem usava o aparelho. Em 1º de setembro de 2026, documentos da Polícia Federal vieram a público após decisão do ministro André Mendonça. O material relacionou Alexandre de Moraes a mensagens recuperadas do celular de Vorcaro. Em outubro de 2025, o banqueiro teria procurado o ministro após receber informações sobre movimentações de uma investigação. Depois, perguntou sobre busca, quebra de sigilo e se havia algo que pudesse ser bloqueado. Leia mais: Duarte pede dados de número ligado a Alexandre de Moraes Em outra mensagem, Vorcaro perguntou se Moraes havia conseguido “bloquear” o que chamou de “maldade”. Dois dias antes de sua prisão, o banqueiro também questionou se deveria estar fora do país na segunda-feira. No dia 17 de novembro, voltou a pedir informações. Horas depois, acabou preso ao tentar embarcar em um jatinho particular. Duarte também destacou outro ponto do relatório. Segundo ele, metadados analisados pela PF indicam que Moraes fez alterações em um contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa. O acordo previa pagamentos que poderiam chegar a R$ 131 milhões. Leia mais: Busca da PF contra Ciro reforça alerta feito por Duarte Jr As mensagens colocaram a relação entre Vorcaro e Moraes no centro das discussões sobre o caso Master. Duarte sustenta que sua iniciativa na CPMI foi um dos primeiros passos para identificar o contato. Para o deputado, agora cabe às autoridades esclarecer as mensagens e investigar a relação apresentada nos documentos. “Independente de quem esteja envolvido, seja Ministro do Supremo, banqueiro, ou que seja lá quem for, não pode estar acima da lei, não pode estar acima de uma investigação. Essas mensagens devem ser esclarecidas, essas relações precisam ser severamente investigadas. Foi assim que eu agi durante toda a minha vida e foi assim que eu agi na CPMI do INSS. Sem ter medo de investigar, sem proteger poderoso e sem medo de fazer aquilo que é certo”, concluiu. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Duarte Jr 7070 🇧🇷 Deputado Federal Maranhão (@duartejr70)

Daniel Vorcaro diz que bancou voos usados por Nikolas Ferreira

Nikolas Vorcaro

LONDRES, 03 de setembro de 2026 — Em abril de 2024, Daniel Vorcaro, dono do banco Master, disse ao empresário Flávio Carneiro que pagou todos os voos usados por Nikolas Ferreira. A conversa ocorreu após críticas do deputado a um evento em Londres patrocinado pelo banco. Vorcaro não informou quantos voos bancou nem durante qual período. No segundo turno de 2022, Nikolas usou por cerca de dez dias um jato de Vorcaro durante a campanha de Jair Bolsonaro. Ele passou por nove estados e pelo Distrito Federal. O deputado estava acompanhado do pastor Guilherme Batista, da Igreja Lagoinha. Depois, Nikolas afirmou que não sabia quem era o dono da aeronave. Em abril de 2024, Nikolas começou a questionar o custeio da viagem de ministros ao 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres. O evento reuniu integrantes do governo Lula e ministros do STF, STJ e TSE. Mais tarde, veio a público que o banco Master também financiou o encontro. Daí, Vorcaro passou a conversar com Flávio Carneiro sobre as postagens de Nikolas, com uma funcionária do banco que monitorava as redes sociais e com o pastor André Valadão. Em uma das mensagens, o banqueiro disse que havia bancado os voos do deputado e ameaçou divulgar essa informação. Vorcaro também pediu que Valadão conversasse com Nikolas. O pastor respondeu que falaria com ele. Depois, contou ao banqueiro que Nikolas havia pedido desculpas e dito que desconhecia a participação do Master no evento. Segundo Valadão, o deputado também demonstrou gratidão pelo apoio recebido de Vorcaro. Dias depois, Carneiro disse ao banqueiro que Nikolas havia retirado uma postagem e que tinha conversado com o deputado. O advogado Thiago Faria, representante de Nikolas, negou que ele tenha apagado publicações. Porém, um tuíte feito em 27 de abril de 2024 não aparece mais entre as postagens do parlamentar. Em março de 2025, Nikolas voltou a falar com Vorcaro. Em áudio, ele novamente se desculpou pelas postagens sobre o evento em Londres. Além disso, pediu ajuda do banqueiro para liberar um ativo de minério ligado ao advogado e ex-assessor Thiago Rodrigues de Faria. A Polícia Federal também apura se Flávio Carneiro seria sócio oculto de Vorcaro.

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