Governo Lula abre processo contra tarifaço dos EUA

ESTADOS UNIDOS, 14 de agosto de 2026 — O governo do presidente Lula anunciou, na noite desta quinta (13), a abertura de um processo contra os Estados Unidos. A ação é uma resposta ao tarifaço aplicado pelos norte-americanos sobre produtos brasileiros. A informação foi divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência. O processo se chama “medida de reciprocidade” e será conduzido pela Secretaria-Executiva da Camex, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Porém, a abertura da ação ainda não define quais retaliações o Brasil vai adotar. A Camex fará um levantamento e apresentará possibilidades. A decisão final caberá a Lula, mas o governo não deu prazo para concluir o processo. Além disso, o Itamaraty notificou o governo dos EUA e pediu consultas diplomáticas. O objetivo, segundo a pasta, é “mitigar ou anular” as tarifas impostas pelos americanos. O tarifaço foi anunciado em 15 de julho pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). Desde o dia 22, taxas de 25% valem para vários produtos brasileiros. Os EUA justificaram a medida com alegações de trabalho forçado e desmatamento ilegal no Brasil. Mas produtos como café, suco de laranja e carnes não foram afetados. Antes da taxação, o USTR fez audiências em Washington. O senador Flávio Bolsonaro (PL) participou para defender o setor produtivo. Entidades como a Sociedade Rural Brasileira também foram contra as tarifas. O governo Lula, no entanto, não enviou representantes. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o Brasil “não negociou de boa-fé”. Depois, o governo acionou a Organização Mundial do Comércio contra a decisão.
Imperatriz é condenada por falhas na infraestrutura urbana

IMPERATRIZ, 14 de agosto de 2026 — A Justiça condenou o Município de Imperatriz a executar obras para recuperar ruas e avenidas e pagar R$ 1 milhão por dano moral coletivo. A decisão aponta problemas persistentes desde 2023. A 2ª Vara da Fazenda Pública de Imperatriz determinou serviços de pavimentação, conservação e reparos nas vias. A Prefeitura também deverá implantar e manter estruturas para drenagem e escoamento da chuva. A sentença foi assinada pela juíza Ana Lucrécia Sodré após Ação Civil Pública apresentada pelo Ministério Público. O processo apontou condições precárias de tráfego e problemas de infraestrutura que afetam moradores. Segundo a decisão, as provas indicaram omissão administrativa desde 2023. Além disso, audiências realizadas em julho de 2023, abril e agosto de 2025 e abril de 2026 discutiram medidas para solucionar os problemas. A magistrada reconheceu que o Município realizou algumas ações, como obras de recomposição e drenagem. Porém, considerou que as medidas adotadas representaram apenas parte do cumprimento de uma decisão provisória anterior. Entre os problemas citados estão alagamentos, bocas de lobo entupidas, transbordamento de riachos, desabamento de pontes e casas e precarização das vias. Essas falhas prejudicam a mobilidade e o acesso a serviços. A sentença também determinou o pagamento de R$ 1 milhão por dano moral coletivo. O valor deverá ser corrigido pela Taxa SELIC a partir da data definida pela sentença judicial definitiva. Por isso, o Município deverá manter as medidas necessárias para recuperar as vias, melhorar a drenagem e garantir condições adequadas de circulação. A decisão também cobra continuidade das ações de infraestrutura.
WhatsApp vai parar de funcionar em celulares antigos

MARANHÃO, 14 de agosto de 2026 — A partir de 8 de setembro de 2026, o WhatsApp vai parar de funcionar em celulares com Android 5.0 e 5.1. A Meta, dona do aplicativo, diz que a medida é necessária para acompanhar a tecnologia e garantir mais segurança. Aparelhos antigos da Samsung, Motorola, LG, Sony e Huawei estão na lista. Modelos como o Galaxy S4 e o Moto G de primeira geração podem ser afetados. A compatibilidade, porém, depende da versão do sistema instalada. Um modelo lançado com Android 5 pode funcionar se tiver recebido atualização para uma versão mais nova. Por isso, o usuário deve verificar qual Android está usando. Basta acessar “Configurações” e procurar por “Sobre o telefone” ou “Informações do software”. Se o celular tiver Android 5.0 ou 5.1, a pessoa precisa checar se há uma atualização disponível. Caso não exista, será necessário trocar de aparelho para continuar usando o WhatsApp. Antes disso, é importante fazer um backup das conversas, incluindo mensagens, fotos e vídeos. Além disso, a mudança também vale para iPhones. Em 30 de novembro de 2026, o WhatsApp vai exigir iOS 15.5 ou posterior. Quem estiver com versão mais antiga também perderá o acesso. O próprio aplicativo deve enviar avisos antes do fim do suporte. Portanto, mantenha o sistema atualizado para evitar surpresas.
Duarte escolhe Pastor Porto para suplência de Hilton Gonçalo

MARANHÃO, 14 de agosto de 2026 — O deputado Duarte Júnior indicou Pastor Porto para a primeira suplência de Hilton Gonçalo ao Senado. A escolha ocorreu após o Avante formalizar apoio à candidatura do ex-prefeito de Santa Rita. Duarte Júnior (Avante) indicou o ex-vice-governador Pastor Porto, de Imperatriz, para ocupar a primeira suplência de Hilton Gonçalo (Mobiliza). A decisão veio após a aliança entre os partidos. O Avante oficializou na sexta (7) a entrada na coligação majoritária “Tempo de Renovação”, liderada por Hilton. As articulações eleitorais da legenda no Maranhão estão sob comando do deputado federal. Com a adesão, a candidatura de Hilton Gonçalo também passou a contar com a participação do Avante na propaganda eleitoral. A legenda, portanto, terá presença na divisão do tempo de rádio e televisão.
Flávio Bolsonaro registra candidatura à Presidência pelo PL

BRASILIA, 14 de agosto de 2026 — O Partido Liberal (PL) registrou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República na noite de quinta (13). O pedido foi feito no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o vice na chapa. O registro só foi possível depois que a Justiça resolveu um problema. Mais cedo, o PL não conseguiu inscrever o senador porque ele aparecia como filiado a outro partido. Esse partido se chama Missão e é ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL). Renan Santos, do Missão, também disputa o Planalto. A equipe do PL chegou a suspeitar de ataque hacker ao sistema do TSE. Mas o tribunal descartou essa possibilidade. Em nota, o TSE explicou que a filiação de Flávio ao Missão foi feita por um representante do partido. Então, a Justiça Eleitoral agiu e, no meio da tarde, o presidente do TSE, Nunes Marques, determinou a anulação do vínculo com o Missão. Com isso, a filiação de Flávio ao PL foi restabelecida. O registro da candidatura pôde seguir normalmente. Além disso, Nunes Marques abriu um inquérito para investigar a falsa filiação. A Polícia Judiciária vai apurar o caso. O presidente do TSE também enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para que tome providências. Uma reportagem mostrou que a filiação indevida aconteceu por causa da automatização do Missão e do TSE. O partido aceita inscrições de qualquer eleitor e repassa os dados sem checar a identidade da pessoa. Outros partidos têm medidas de segurança. Por exemplo, o PL pede foto com documento. O União Brasil exige carta. O PT usa travas para bloquear ações suspeitas.
O jornalismo maranhense atravessa um momento que exige reação

Há sinais cada vez mais preocupantes de uma tentativa de desmoralizar a imprensa local, enfraquecer sua credibilidade e criar um ambiente de intimidação justamente quando nos aproximamos de um período eleitoral. O episódio envolvendo o jornalista Luís Pablo é apenas parte desse cenário. O problema não começa nele e certamente não termina nele. O que está em jogo é muito maior. Quando se constrói a ideia de que jornalistas são inimigos, de que denúncias são instrumentos criminosos e de que o exercício da imprensa precisa ser permanentemente colocado sob suspeita, cria-se o ambiente perfeito para deslegitimar antecipadamente tudo aquilo que vier a ser publicado. E isso precisa ser denunciado. Precisa ser combatido com mais jornalismo! Jornalistas respondem pelos seus atos como qualquer cidadão. Mas responsabilização individual é uma coisa. Transformar a imprensa em suspeita permanente é outra completamente diferente. Às vésperas de uma eleição, isso se torna ainda mais grave. É exatamente agora que jornalistas precisam ter liberdade para investigar governos, candidatos, contratos, patrimônio, relações de poder, uso da máquina pública e qualquer fato de interesse da sociedade. Uma imprensa intimidada interessa a quem não deseja ser fiscalizado. Uma imprensa desacreditada interessa a quem pretende transformar qualquer denúncia futura em “perseguição”, “chantagem” ou “crime” antes mesmo que seu conteúdo seja analisado. Por isso, faço uma convocação aos jornalistas, radialistas, blogueiros, comunicadores, veículos e entidades representativas do Maranhão: é hora de se manifestar. Não em defesa de um jornalista específico. Não em defesa de uma linha editorial. Muito menos em defesa de eventuais erros cometidos por qualquer profissional. É hora de defender uma instituição essencial à democracia: a imprensa livre. O ativismo judicial também ameaça a liberdade de imprensa quando decisões ultrapassam os limites da lei e passam a intimidar o exercício do jornalismo. Nenhum poder pode estar imune à críticanenhum poder pode estar acima do escrutínio da imprensa, nem mesmo o Judiciário. A liberdade de imprensa é garantia constitucional, não concessão de autoridades. Podemos disputar audiência, divergir politicamente e criticar duramente o trabalho uns dos outros. Mas não podemos assistir em silêncio à construção de um ambiente em que exercer o jornalismo se torne motivo de suspeita, constrangimento ou medo. A tentativa de desmoralizar a imprensa precisa encontrar resistência na própria imprensa. Que cada profissional se manifeste. Que cada veículo se posicione. Que nossas entidades abandonem o silêncio. Porque o alvo circunstancial pode mudar. O alvo permanente é o direito de informar.
Congresso aprova medidas de até R$ 1,2 bi para combustíveis

BRASÍLIA, 13 de agosto de 2026 — O Congresso Nacional aprovou um projeto que permite ao governo federal reduzir tributos sobre combustíveis. A votação ocorreu na quarta (12). O texto é o PLP 114/2026. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) criou a proposta original. Depois, a deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO) apresentou um substitutivo. Ela ampliou o projeto. A nova versão inclui biocombustíveis, fertilizantes e minerais estratégicos. Também prevê medidas para a Copa do Mundo Feminina de 2027. O projeto autoriza a queda de tributos federais sobre diesel, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. Para compensar essa perda, o governo pode usar receitas extraordinárias da União. Entre elas estão royalties, participações especiais e dividendos de empresas. Além disso, o texto destina até R$ 1,2 bilhão em subvenção aos produtores de etanol hidratado. As cooperativas também entram no benefício. O período considerado vai de 25 de maio a 11 de agosto de 2026. Foi nessa época que houve subvenção à gasolina A. Porém, os critérios para o pagamento ainda vão ser definidos em regulamentação futura. O projeto também muda regras para empresas exportadoras. E inclui medidas para o setor agropecuário e de fertilizantes. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal já aprovaram a matéria. O texto segue agora para a sanção do presidente da República.
Colômbia pede ajuda militar dos EUA contra narcotráfico

COLÔMBIA, 13 de agosto de 2026 — O governo da Colômbia pediu ajuda militar aos Estados Unidos para combater o narcoterrorismo. O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, confirmou o pedido na quarta (12). O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, lidera o país. Ele é de direita. A Colômbia resolveu entrar na “Coalizão Américas Contra o Cartel”. Essa coalizão faz parte do programa “Escudo das Américas”. Os EUA lançaram essa iniciativa em março. O objetivo é unir países para impedir interferência estrangeira no hemisfério. Além disso, o grupo quer combater gangues, cartéis e imigração ilegal em massa. O governo americano organizou o lançamento da iniciativa. Donald Trump, presidente dos EUA, convidou governantes aliados. Porém, o ex-presidente colombiano Gustavo Petro não foi convidado. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva também ficou de fora. O Ministério da Defesa da Colômbia disse que a adesão reafirma o compromisso do país com a segurança da região. A partir de agora, a Força Pública colombiana vai trabalhar com o Departamento de Guerra dos EUA. Então, os dois países vão compartilhar informações e coordenar esforços. Isso deve aumentar a eficácia contra organizações criminosas. Inclusive, a Colômbia ofereceu sua experiência para liderar ações no oceano Pacífico e no mar do Caribe. O país quer ajudar outras nações da coalizão. O acordo aprofunda uma parceria que já dura décadas. O governo colombiano afirma que a medida protege o Estado e a população.