Othelino contesta empréstimo, mas ignora pedidos de Dino

MARANHÃO, 28 de maio de 2026 — O deputado estadual Othelino Neto (PSB) esteve em Brasília na quarta (27) e participou de reunião com diretores nacionais do Banco do Brasil. No encontro, o parlamentar apresentou documentos e questionamentos sobre a mais recente operação de crédito do Governo do Maranhão, relacionada aos empréstimos do Maranhão, junto à instituição financeira. Segundo o deputado, a preocupação da oposição envolve os impactos da operação nas contas públicas do estado. Ele afirmou: “Apresentamos os documentos e mostramos que este empréstimo pode fazer muito mal para o Maranhão, porque vai endividar o Estado”. O parlamentar afirmou ainda que deputados de oposição seguirão acompanhando o caso e cobrando transparência na destinação dos recursos. Chama atenção os aliados do ex-governador Flávio Dino criticarem pedidos de empréstimo feitos pelo Governo Carlos Brandão, tratando o tema como um “verdadeiro escândalo”. Os mesmos atores políticos que hoje criticam já defenderam operações de crédito realizadas no governo Flávio Dino, a exemplo do próprio Othelino Neto. Há a existência de pelo menos quatro operações contratadas ao longo de quase oito anos de gestão do atual ministro do STF. Entre 2016 e 2018 foram contratados quatro empréstimos com diferentes instituições financeiras, somando cerca de R$ 600 milhões. O período coincide com a presidência de Othelino Neto na Assembleia Legislativa, que presidia a Casa e foi uma das principais lideranças na condução das operações legislativas ligadas aos empréstimos do Maranhão.
PF aponta participação ativa do BRB em fraudes de R$ 12 bi

BRASÍLIA, 28 de maio de 2026 — A Polícia Federal concluiu que o Banco de Brasília (BRB) participou diretamente de fraudes de R$ 12 bilhões envolvendo o Banco Master. A informação consta de um relatório sigiloso enviado ao ministro André Mendonça, do STF, em abril. Segundo a PF, o BRB comprou carteiras falsas e não é vítima da atuação do banqueiro Daniel Vorcaro. O documento justifica o pedido de prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A acusação diz que ele aceitou propina de R$ 146 milhões em imóveis. As provas demonstram que o BRB sabia das suspeitas de fraudes desde o segundo semestre de 2024. Mesmo assim, o banco público optou por continuar as operações. Uma auditoria interna do BRB detectou que o Master montou carteiras com e-mails falsos e idades fictícias. A PF obteve esse relatório após apreender documentos na Operação Compliance Zero. A gestão de Costa nunca havia compartilhado a investigação com a polícia. O ex-diretor jurídico Jaques Maurício Ferreira Veloso afirmou que, a partir de março de 2025, recomendou submeter as compras ao Conselho de Administração do BRB. O banco público fizera uma oferta para comprar uma fatia do Master naquele mês, mas omitia as operações do conselho. Veloso admitiu que a diretoria colegiada centralizava decisões e recebia a documentação apenas no dia da votação. A PF localizou diálogos sobre pressão para assinaturas de contratos em intervalos de minutos. Em um caso, a equipe do BRB assinou três contratos sucessivos em poucos minutos, sem tempo para análise técnica. A polícia classificou a situação como incompatível com processos prudenciais. Celulares de Vorcaro revelaram que o Master dependia dos aportes do BRB para obter liquidez desde meados de 2024. Anotações da ex-diretora de Riscos do BRB, Luana de Andrade Ribeiro, confirmam que Costa recebeu alertas em reuniões. Em 11 de julho de 2025, ela registrou que Costa sugeriu “salvar” o Master, dizendo que, se não houvesse as compras, o banco iria quebrar.
Colégio Dom Bosco é condenado por erro na colação de grau

SÃO LUÍS, 28 de maio de 2026 — Uma estudante do Colégio Dom Bosco, em São Luís, foi impedida de participar da colação de grau após ser informada de uma suposta pendência acadêmica poucos dias antes da cerimônia. O caso foi julgado pelo 4º Juizado Especial Cível, que condenou a instituição ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais. Em defesa, a escola alegou inexistência de falha na prestação do serviço e afirmou que havia pendência acadêmica no período da colação de grau inicialmente prevista. No entanto, o processo não teve acordo em audiência de conciliação, seguindo para análise judicial com documentos apresentados pelas partes. Segundo o juiz Licar Pereira, documentos apontaram erro administrativo do Colégio Dom Bosco, que emitiu declaração sem pendências na colação de grau da estudante e regularizou com aproveitamento de disciplina. O magistrado considerou que a informação sobre a colação de grau foi repassada poucos dias antes da cerimônia, reconhecendo dano moral. O pedido de danos materiais foi negado por falta de comprovação dos gastos alegados. Também não foi comprovado que eventual empréstimo citado pela autora tenha sido feito exclusivamente para regularização acadêmica ou por imposição da escola.
Nunes inicia processo que pode anular condenação de Bolsonaro

BRASÍLIA, 28 de maio de 2026 — A defesa de Jair Bolsonaro protocolou um pedido de revisão criminal no início do mês. O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu início ao processo nesta quarta (27). Ele atua como relator da ação na apuração da suposta trama golpista. Nunes Marques abriu um prazo de 20 dias para a manifestação da Procuradoria-Geral da República. O chefe do órgão, Paulo Gonet, deverá apresentar seu posicionamento sobre o caso. A revisão criminal pode, em último caso, anular a condenação do ex-presidente. Os advogados de Bolsonaro tentam anular a pena de 27 anos e três meses de prisão. O recurso requer a anulação da delação premiada de Mauro Cid. Além disso, a defesa solicita a remessa do processo ao plenário do STF. No pedido, os defensores afirmaram que há um quadro de erro judiciário grave. Eles disseram que essa situação legitima a atuação rescindente da Suprema Corte. A defesa também questiona a tramitação da ação como um todo. Os defensores alegam que a delação de Mauro Cid carece de voluntariedade e veracidade. Por isso, eles pedem a anulação desse acordo. A defesa também argumenta que não teve acesso integral às provas da investigação. O regimento interno do STF determina que a 2ª Turma julgará a revisão criminal. Esse colegiado é composto pelos ministros André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux. Nunes Marques foi o primeiro nome indicado por Bolsonaro ao STF, em 2020.
Orleans Brandão amplia força política no litoral maranhense

BURITICUPU, 28 de maio de 2026 — O pré-candidato a governador Orleans Brandão participou, nesta quarta (27), de um encontro com apoiadores e lideranças políticas em Tutóia, em uma agenda com presença de representantes locais e regionais. Durante o evento, ele comentou o cenário econômico do estado e a situação do município. “Eu tenho muito orgulho de fazer parte desse momento que o Maranhão está vivendo. O nosso estado voltou a crescer, voltou a gerar emprego e a olhar para quem mais precisa. E quando eu chego em Tutóia e vejo essa cidade avançando, vejo um povo esperançoso e cheio de potencial, eu tenho ainda mais certeza de que nós estamos no caminho certo”, afirmou Orleans Brandão. Orleans também citou a relação entre o governo estadual e o município, destacando ações realizadas em áreas como infraestrutura, desenvolvimento social e economia local. “O povo sente quando o governo está presente. Sente quando os investimentos chegam, quando os municípios são respeitados e quando existe compromisso de verdade com as pessoas. Tutóia hoje vive um novo momento e isso é resultado de trabalho, parceria e presença do governo”, enfatizou. O prefeito de Tutóia, Viriato Cardoso, também se manifestou durante o encontro e falou sobre a relação institucional com o grupo político. “Tutóia reconhece quem trabalha pelo município e quem tem compromisso com o nosso povo. Orleans representa a continuidade de um trabalho que vem transformando o Maranhão e ajudando nossa cidade a crescer, gerar oportunidades e fortalecer o turismo e a economia local”, frisou o prefeito. Em outro momento, Orleans comentou sobre o potencial turístico do município e possíveis investimentos na área. “Quando eu conheci ainda mais as belezas de Tutóia, só uma coisa passava na minha cabeça: nós precisamos mostrar essa cidade para o mundo inteiro. Tutóia tem um potencial gigantesco e pode se transformar em uma grande referência turística do Maranhão”, declarou Orleans. A agenda reuniu vereadores, secretários municipais, lideranças comunitárias e apoiadores do município. “Eu acredito no potencial de Tutóia e acredito na força do povo dessa cidade. Nós vamos continuar trabalhando para gerar oportunidades, fortalecer os municípios e garantir que o desenvolvimento chegue para todos os maranhenses”, finalizou Orleans Brandão. O encontro fez parte da agenda política do pré-candidato na região do litoral maranhense.
1ª Turma decide que demissão de juízes será julgada pelo STF

BRASÍLIA, 28 de maio de 2026 — Ao determinar o fim da aposentadoria compulsória, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu na terça (26) que caberá à Corte julgar as demissões dos juízes considerados infratores. Na prática, o colegiado acabou com a sanção administrativa conhecida como aposentadoria compulsória, que era aplicada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mas assumiu a competência para analisar as ações de perda de cargo contra magistrados. A punição mais grave depois da aposentadoria é a demissão, que, pelo princípio da vitaliciedade, só pode ser aplicada depois de decisão judicial transitada em julgado. Antes da decisão, os juízes eram julgados em 1º grau e 2º grau, sob o princípio do duplo grau de jurisdição. Com isso, os juízes que sofrem graves sanções no CNJ serão alvos de uma ação civil da AGU (Advocacia Geral da União) no Supremo, que pedirá formalmente a remoção dos magistrados considerados infratores. Na justificativa, o relator do caso, ministro Flávio Dino, considerou que assim os casos serão julgados mais rápido e impedirá a “impunidade” dos magistrados. “Pelo princípio do paralelismo das formas, se a perda do cargo for aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça, a ação deve ser ajuizada diretamente no Supremo Tribunal Federal, pelo órgão de representação judicial do CNJ, isto é, a Advocacia Geral da União”, definiu o relator. O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na suspensão da aposentadoria compulsória, mas divergiu que o procedimento das demissões deva ser remetido ao STF. Zanin foi o único a divergir do relator no quesito, por entender que a decisão sobre demissão pelo STF deveria ficar restrita ao caso concreto (um juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), sem que seja ampliado para todos os magistrados. No entanto, a 1ª Turma acompanhou por unanimidade o relator no entendimento de que a Reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103/2019) retirou a aposentadoria compulsória do rol de sanções administrativas aplicáveis aos magistrados. A punição havia sido estabelecida pela Lei Orgânica da Magistratura, anterior à Constituição, que estabelecia as seguintes punições: Com a nova decisão, a aposentadoria compulsória deixa de existir e o magistrado considerado infrator pelo CNJ deverá responder à ação de perda de cargo no STF.
Dez bairros reúnem mais de um terço das empresas de São Luís

SÃO LUÍS, 28 de maio de 2026 — Um estudo elaborado pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos em parceria com a Prefeitura de São Luís apontou que dez bairros concentram 37% das empresas ativas da capital maranhense. Os demais 63% dos estabelecimentos comerciais e de serviços estão distribuídos entre outros 251 bairros da cidade. A pesquisa “Espacialização das empresas em São Luís” reúne informações sobre atividades econômicas, indicadores sociais e mercado de trabalho. O material disponibiliza mapas detalhados sobre a distribuição dos empreendimentos e os setores econômicos presentes nos bairros da capital. Segundo o presidente do Imesc, Dionatan Carvalho, o estudo oferece informações sobre mercado de trabalho, infraestrutura, demografia e indicadores econômicos específicos de cada bairro. Dessa forma, a iniciativa busca orientar investidores interessados em abrir ou expandir negócios em São Luís. Além disso, o levantamento permite identificar regiões com maior carência de determinados serviços e analisar dados como renda média e faixa etária predominante. Portanto, o material também pode auxiliar empreendedores na tomada de decisões e apoiar o setor público em ações voltadas ao desenvolvimento econômico e social. BAIRROS COM MAIS EMPRESAS De acordo com o estudo, o bairro Renascença lidera o número de estabelecimentos comerciais e corporativos, com 2.630 empresas em funcionamento. Em seguida aparecem o Centro, com 2.337 empresas, São Francisco, com 1.209 estabelecimentos, Calhau, com 1.024 negócios, e Cidade Operária, com 901 empresas ativas. A publicação está disponível no site oficial do Imesc, na seção de estudos e pesquisas. O material apresenta indicadores econômicos e sociais dos bairros e detalha a concentração das atividades empresariais em São Luís. Tabela 1 – Ranking dos 20 bairros com mais empresas ativas em São Luís (2019) Ranking Bairro População Empresas 1° Renascença 18.279 2.630 2° Centro 7.463 2.337 3° São Francisco 14.982 1.209 4° Calhau 3.684 1.024 5° Cidade Operária 39.058 901 6° Cohatrac I, II, III, IV, Primavera – Cohatrac 18.227 882 7° Jardim São Cristóvão I 13.858 628 8° Vicente Fialho 3.851 561 9° Angelim 12.823 547 10° Bequimão 15.090 509 11° Cohama 8.574 479 12° Vila Esperança 5.395 448 13° Olho d’Água 7.872 439 14° Ponta d’Areia 2.951 407 15° Cohab Anil III 4.963 401 16° Vila São Luís 5.113 388 17° João Paulo 8.999 365 18° Jardim Eldorado 2.337 357 19° Anjo da Guarda 22.847 356 20° São Cristóvão/Tirirical 5.460 313 Fonte: Elaboração própria, com base nos dados da RAIS e do IBGE
Irmãos condenados por homicídio fogem antes da pena em Timon

TIMON, 28 de maio de 2026 — Os irmãos José Adriano dos Santos Lima e Isael dos Santos Lima fugiram do Fórum de Timon antes da leitura da sentença que os condenou a 18 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado. O Tribunal do Júri julgou o caso nesta terça (26), relacionado à morte de Luiz Fernando Carvalho Vieira, de 21 anos. Os acusados respondiam ao processo em liberdade e acompanharam normalmente o julgamento. No entanto, minutos antes da leitura da decisão final, eles deixaram o fórum e passaram a ser considerados foragidos da Justiça. Segundo as investigações, o crime aconteceu em 20 de março de 2020, em Timon. Luiz Fernando estava com a namorada após sair para comprar um lanche quando foi visto pelos irmãos, que estavam em um bar acompanhado de amigos. De acordo com a Polícia Civil, os acusados suspeitavam que a vítima teria praticado um furto na residência da família deles. A partir da suspeita, os irmãos perseguiram Luiz Fernando e cometeram o homicídio com golpes de faca no abdômen, tórax, pescoço, cabeça e rosto. A namorada da vítima e outras pessoas que estavam próximas ao local presenciaram o crime. Depois do homicídio, a Delegacia de Homicídios iniciou as investigações e encontrou a carteira de um dos suspeitos na cena do assassinato. No dia seguinte ao crime, segundo a polícia, um dos acusados tentou registrar boletim de ocorrência alegando perda dos documentos. Além disso, durante as investigações, a motocicleta utilizada pelos suspeitos também foi apreendida pelas autoridades. Com o avanço das provas, os irmãos se apresentaram espontaneamente à polícia e confessaram o homicídio. Um dos condenados já possuía antecedentes criminais por porte ilegal de arma de fogo. Após a condenação, o juiz determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado. Como os acusados deixaram o fórum antes da leitura da sentença, eles passaram a ser procurados pelas forças de segurança.