
MUNDO, 16 de junho de 2026 — A Venezuela é o país com a maior inflação do mundo. A taxa anual chega a 574%, segundo o economista Steve Hanke, da Universidade Johns Hopkins. Em seguida vêm Irã (115%), Cuba (66%) e Coreia do Norte (22%). O levantamento usa a taxa de câmbio paralela para estimar a inflação em países com dados oficiais pouco confiáveis.
Em Cuba, a situação é grave. Dados da Oficina Nacional de Estatística e Informação (Onei) mostram que os preços subiram 9,16% nos primeiros cinco meses de 2026. Em maio, a inflação anual chegou a 15,89%. Além disso, o peso cubano perdeu 40% do valor em 12 meses, segundo o estudo de Hanke.
O preço dos alimentos disparou. O leite em pó custava 2 mil pesos por quilo em abril. No fim de maio, já estava em 2,4 mil pesos. No início de junho, alcançou 3,2 mil pesos. O café subiu 7,7% em maio, passando de 600 para 850 pesos em alguns mercados. O açúcar foi de 320 para 450 pesos por libra no mesmo período.
A farinha, o sal e vários tipos de carne tiveram reajustes entre 2,5% e 9% no último levantamento. Os preços dos alimentos estão quase 20% mais altos do que em maio de 2025. O transporte também pesa no bolso, com aumento oficial de 21,7% em um ano. O setor de restaurantes acumulou alta anual superior a 26%.
Autoridades cubanas atribuem parte da crise à interrupção de operações de companhias marítimas. Elas temem sanções dos Estados Unidos. A falta de combustível também agrava o problema. No mercado informal, o dólar já supera 640 pesos, e o euro se aproxima de 730 pesos.
Especialistas afirmam que a desvalorização cambial, a escassez de produtos, a crise energética e as dificuldades de importação alimentam a inflação. Por enquanto, não há sinais de melhora no curto prazo. Os cubanos continuam enfrentando aumentos constantes nos preços de alimentos, transporte e outros bens essenciais.







