Auditoria vê suspeitas em contrato milionário em Imperatriz

Imperatriz Auditoria

IMPERATRIZ, 23 de julho de 2026 — Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) apontou suspeitas em um contrato de R$ 23,4 milhões da Prefeitura de Imperatriz para obras de pavimentação asfáltica. A fiscalização analisou a licitação realizada na gestão do prefeito Rildo Amaral. Por isso, os auditores pediram a suspensão dos pagamentos e cobraram esclarecimentos. Segundo o relatório, há indícios de direcionamento da licitação, possível superfaturamento e outras inconsistências envolvendo a empresa NEX Empreendimentos, vencedora da disputa. Além disso, a empresa também recebeu uma ata de registro de preços no valor de R$ 74,4 milhões. Os auditores informaram que o endereço apresentado como sede da empresa funcionava como uma clínica médica. O relatório também mostra que a NEX aumentou o capital social de R$ 10 mil para R$ 8 milhões pouco antes da licitação. Inclusive, abriu uma filial no mesmo endereço da clínica e encerrou as atividades meses depois. A auditoria também questionou a regra que proibiu consórcios na disputa, já que a Prefeitura autorizou esse modelo em outra licitação semelhante menos de um mês depois. Segundo o TCE-MA, a empresa apresentou dúvidas na comprovação da capacidade técnica, mas acabou habilitada e venceu o certame. Até a fiscalização, a Prefeitura já havia pago R$ 5,4 milhões do contrato. O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura e da NEX Empreendimentos.

EUA aplicam nova taxa por acusação de trabalhos forçados

EUA Taxa

ESTADOS UNIDOS, 23 de julho de 2026 — Os Estados Unidos impuseram uma nova tarifa ao Brasil, de 12,5%, nesta quinta (23), pela acusação de que as exportações feitas pelo país se beneficiam de trabalhos forçados. A nova taxa será aplicada, ao todo, a 60 economias que foram alvo da mesma acusação. Há também, uma lista de produtos isentos, que inclui carne, café e outros itens. Mercadorias que já eram alvo de tarifas pela Seção 232 ficam isentas da nova cobrança. A medida entra em vigor à 1h01 desta sexta (24), hora de Brasília. Na prática, a nova cobrança substituirá outra tarifa, de 10%, que estava em vigor desde fevereiro e havia sido adotada depois que a Suprema Corte derrubou as tarifas recíprocas que o presidente Donald Trump havia criado em abril de 2025. A nova cobrança varia de acordo com o país. Alguns deles, que teriam aplicado medidas mais firmes contra o trabalho forçado, serão taxados em 10%. São eles: Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Índia, Indonésia, Jordânia, Malásia, México, Paquistão, Sri Lanka, Trinidad e Tobago e Reino Unido. Haverá, ainda, uma taxa intermediária entre 10% e 12,5% para alguns produtos da União Europeia, Taiwan, Japão, Coreia e Suíça. Os demais países, como o Brasil, foram alvo da tarifa de 12,5%. Na semana passada, o Brasil já havia sido alvo de outra tarifa, de 25%. Assim, parte dos produtos poderá ter uma cobrança somada de 37,5%. Os EUA divulgaram duas listas de isenções, com milhares de itens, e que ainda estão sendo analisadas, para determinar qual será o impacto exato das novas cobranças. JUSTIFICATIVA DAS TARIFAS Os EUA acusam os outros países de se beneficiarem de trabalhos forçados, apesar de várias evidências em contrário. “Por quase 100 anos, a lei dos EUA proibiu a importação de bens extraídos, produzidos ou fabricados total ou parcialmente com trabalho forçado. Essa proibição reconhece não apenas as preocupações humanitárias associadas a permitir que terceiros lucrem com o sofrimento de outros, mas também as preocupações de política externa e segurança nacional decorrentes da exploração de trabalhadores”, disse o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), ao anunciar a abertura do processo. “Tal exploração ameaça os produtores nacionais que precisam competir com bens estrangeiros produzidos com uma vantagem de custo artificial e pode prejudicar os trabalhadores e cidadãos dos EUA ao distorcer a concorrência e a compra de bens produzidos em condições exploratórias”, diz o USTR. Para os EUA, o trabalho forçado é definido como “trabalho ou serviço extraído de uma pessoa sob a ameaça de qualquer penalidade por sua não execução e para o qual o trabalhador não se oferece voluntariamente.” “A ação de hoje começará a corrigir o que é tanto uma violação dos direitos humanos quanto uma prática comercial distorcida, visando melhorar o bem-estar dos trabalhadores em todo o mundo. Estou encorajado pelos parceiros comerciais que agiram rapidamente para adotar proibições de importação de produtos que utilizam trabalho forçado e espero garantir sua efetiva aplicação”, disse Jamieson Greer, representante comercial dos EUA e chefe do USTR, nesta quinta-feira, 23, em comunicado.

PGR pede que ação contra Josimar Maranhãozinho saia do STF

Josimar PGR

BRASÍLIA, 23 de julho de 2026 — A Procuradoria-Geral da República pediu que o STF devolva ao TRF-1 a ação penal contra o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL). O caso envolve fatos de quando ele era prefeito de Maranhãozinho (MA). Por isso, a PGR afirma que o processo não tem ligação com o mandato atual. Segundo a denúncia apresentada em 2014, Josimar Maranhãozinho teria participado de um esquema de extração ilegal de madeira na Reserva Indígena de Alto Turiaçu. O parlamentar responde por acusações de furto qualificado e associação criminosa relacionadas ao caso. Ao analisar o processo, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, informou à ministra Cármen Lúcia que as suspeitas não envolvem a função de deputado. A PGR defendeu que a ação retorne ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Além desse processo, Josimar Maranhãozinho já foi condenado pelo STF por corrupção envolvendo emendas parlamentares. Além disso, em junho, a Polícia Federal realizou uma nova operação contra o deputado por ordem do ministro Flávio Dino. A investigação também apura suspeitas de desvios de emendas parlamentares.

Justiça manda Câmara de SLZ nomear aprovados em concurso

Câmara SLZ

SÃO LUÍS, 23 de julho de 2026 — A Justiça determinou que a Câmara Municipal de São Luís nomeie, em até 30 dias, os candidatos aprovados no cadastro de reserva do concurso público de 2018. A decisão foi assinada pelo juiz Douglas de Melo Martins durante o cumprimento de uma sentença em ação civil pública do Ministério Público do Maranhão. O objetivo é corrigir a estrutura de pessoal da Casa. O juiz reconheceu que a Câmara realizou o concurso, homologou o resultado, desligou vínculos considerados irregulares e fez convocações nos últimos anos. No entanto, entendeu que essas medidas não foram suficientes. Além disso, uma auditoria apontou a existência de 207 servidores efetivos e 587 ocupantes de cargos comissionados. Segundo a decisão, essa diferença desrespeita o artigo 37 da Constituição Federal, que estabelece o concurso público como regra para o ingresso no serviço público. Por isso, a Câmara deverá substituir, de forma gradual, parte dos cargos comissionados por candidatos aprovados no concurso do Edital nº 001/2018. O magistrado também negou o pedido do Ministério Público para aplicar multa ao presidente da Câmara. Ele explicou que a penalidade não poderia ser imposta porque a intimação não foi feita pessoalmente ao chefe do Legislativo, como exige a Súmula 410 do Superior Tribunal de Justiça.

Brasil registra quase 1 milhão de celulares roubados em 2025

Brasil celular

BRASIL, 23 de julho de 2026 — O Brasil registrou oficialmente 830 mil casos de furto ou roubo de celular em 2025, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Uma sondagem prévia do próprio FBSP indica que os números podem ser maiores. Cerca de 8,3% dos brasileiros de 16 anos ou mais, cerca de 13,9 milhões de pessoas, relataram ter sido vítimas de furto ou roubo de celular nos 12 meses anteriores. Apenas 55% das vítimas registram boletim de ocorrência. MAPA DO CRIME São Paulo concentra 20% de todos os casos registrados no país, mesmo correspondendo a apenas 5,6% da população brasileira. A capital paulista aparece em terceiro lugar no ranking de taxa por habitante, com 1.390,5 celulares subtraídos para cada 100 mil moradores, atrás apenas de São Luís, que lidera com 1.517, e Belém, com 1.487. As 20 cidades com maior incidência concentram 40% de todos os casos nacionais. Em média, o Brasil registrou 95 casos por hora ao longo de 2025, o equivalente a um celular subtraído a cada 38 segundos. Os furtos subiram 0,9%, de 477 mil para 484 mil. O anuário aponta que seis em cada dez celulares subtraídos hoje no Brasil são fruto de furto e quatro em cada dez de roubo, inversão em relação ao padrão de anos anteriores. CUSTO REAL Pesquisa Datafolha encomendada pelo FBSP estimou em R$ 22,7 bilhões o prejuízo causado por roubos e furtos de celular nos doze meses anteriores ao levantamento, valor superado apenas pelos golpes com Pix ou boletos falsos. Mais da metade dos entrevistados, 53%, afirmou ter deixado de circular em determinadas áreas ou horários por medo de ter o celular subtraído.

São Luís lidera roubos e furtos de celulares no país

São Luís

SÃO LUÍS, 23 de julho de 2026 — São Luís registrou a maior taxa de roubos e furtos de celulares do Brasil em 2025, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta (23). A capital maranhense teve 1.517 ocorrências por 100 mil habitantes. Por isso, ficou à frente de Belém, com 1.487, e de São Paulo, com 1.390,5. O estudo considera cidades com mais de 100 mil habitantes. O ranking leva em conta a quantidade de ocorrências em relação ao tamanho da população, e não o número total de casos. Ao longo de 2025, mais de 16 mil celulares foram roubados ou furtados em São Luís, uma média de 45 aparelhos por dia. Além disso, a taxa da capital foi mais de quatro vezes maior que a média nacional, de 371,2 ocorrências por 100 mil habitantes. Em 2024, São Luís também ocupou a primeira posição. O anuário mostra que os furtos acontecem principalmente aos fins de semana, enquanto os roubos são mais comuns nos dias úteis, sobretudo entre 18h e 23h. A maioria dos roubos ocorre em vias públicas. Já os furtos também acontecem em ruas, comércios e no transporte público. Segundo os autores do estudo, a concentração dos roubos à noite facilita a fuga dos criminosos e reduz a presença de testemunhas. O levantamento também aponta que sete dos dez estados mais violentos do Brasil ficam no Nordeste. O Maranhão aparece na sexta posição, com taxa de 29,7 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes. O estudo atribui esses índices a fatores como disputas entre facções criminosas, avanço das rotas do tráfico e, em alguns casos, à letalidade policial.

Lula caminha para recorde de gasto com cartão corporativo

Cartão corporativo

BRASÍLIA, 23 de julho de 2026 — O terceiro mandato de Lula (PT) caminha para se tornar o mais caro da história da Presidência da República em despesas com cartões corporativos. O avanço ocorre em meio a episódios envolvendo gastos com viagens oficiais, hospedagens em hotéis de alto padrão, renovação do mobiliário do Palácio da Alvorada e outros itens associados ao cotidiano de luxo do presidente e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Levantamento com dados oficiais e auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) aponta desembolso de R$ 55,4 milhões da Presidência em despesas com cartão corporativo no atual mandato. Em valores do Portal da Transparência corrigidos pela inflação, o primeiro mandato de Lula (2003-2006) ainda lidera o ranking de gastos com cartões corporativos da Presidência, com R$ 70 milhões. Em seguida vêm Lula 2 (R$ 57 milhões), Dilma Rousseff 1 (R$ 50 milhões), Jair Bolsonaro (R$ 39 milhões), Michel Temer (R$ 18 milhões) e Dilma 2 (R$ 12 milhões). A tendência, porém, é de mudança ao fim do atual mandato. Após os R$ 55,5 milhões apurados até abril de 2025, resta ainda computar 20 meses de execução orçamentária, até dezembro de 2026. Mantido o ritmo médio de R$ 2 milhões por mês, o Lula 3 se encerrará com o maior gasto da série histórica dos cartões corporativos da Presidência desde a sua criação, em 2001. Em paralelo, os gastos com diárias e passagens do Executivo superam R$ 4,5 bilhões em três anos e meio. No mesmo período, o Palácio da Alvorada passou por ampla reforma e troca de móveis, ao custo de dezenas de milhões de reais, evocando debates sobre austeridade e transparência. O governo afirma que os desembolsos bilionários refletem necessidades operacionais, de segurança e de recomposição do patrimônio público. Os opositores, contudo, veem nos números inflados sinais de uma Presidência excessivamente dispendiosa e incompatível com a responsabilidade fiscal. Casal presidencial mostra preferência por hotéis de alto padrão no exterior Hospedagens em hotéis de alto padrão tornaram-se importante alvo de críticas à terceira passagem de Lula na Presidência. Suas missões oficiais priorizaram estabelecimentos cinco estrelas, como o InterContinental Paris Le Grand, o Le Negresco (Nice) e o Taj Palace (Nova Déli), de diárias caras. Despesas do Lula 3 com hotelaria subiram de forma expressiva. Dos R$ 44 milhões desembolsados em viagens internacionais em 2025, cerca de R$ 18 milhões foram para hospedagem de comitivas. Gastos com hotéis atingiram R$ 20 milhões do orçamento anual de R$ 52 milhões para missões externas. Embora parte das acomodações tenha sido custeada pelos países anfitriões ou integrada à logística oficial das visitas de Estado, parlamentares e órgãos de controle questionaram critérios de escolhas, o tamanho das comitivas e o patamar gasto em hotéis de alto luxo, sobretudo de Paris e Nova York. As críticas foram reforçadas pela clara dificuldade em se obter informações detalhadas sobre algumas viagens. No caso da ida de Janja a Nova York, em 2024, pedidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) receberam respostas incompletas sobre hospedagem, alimentação e a origem dos recursos. Sofá de R$ 65 mil e cama de R$ 42 mil chamaram atenção nos primeiros dias Em abril de 2023, a Presidência comprou, com dispensa de licitação, sofá de R$ 65 mil e cama de R$ 42 mil para o Palácio da Alvorada. A justificativa foi a necessidade de recompor o mobiliário e substituir peças que estariam supostamente ausentes ou deterioradas quando Lula assumiu o governo. Os dois itens integraram amplo conjunto de compras. Antes, em fevereiro, foi noticiada a compra de 11 móveis por R$ 379 mil, sob mesma justificativa de recomposição do acervo. Os bens públicos de uso do casal presidencial que estariam “desaparecidos” estavam em um depósito da Presidência. No fim de 2023, reportagens registraram a compra de tapete por R$ 114 mil para o Palácio do Planalto. Também foi citado um serviço de piso na sede da Presidência no valor de R$ 156 mil. A explicação apresentada para o tapete foi a intenção de conferir maior “brasilidade” à decoração. Durante a visita oficial a Portugal, em abril de 2023, Janja publicou foto de Lula usando gravata da grife italiana Ermenegildo Zegna. Reportagens localizaram peça semelhante por 195 euros, então equivalente a R$ 1.093. Ela ressaltou nas redes sociais que fez a compra com dinheiro próprio. Continue lendo…

UTI do Hospital da Criança vira alvo de ação da Defensoria

Hospital da Criança

SÃO LUÍS, 23 de julho de 2026 — A Defensoria Pública do Maranhão entrou com uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura de São Luís e o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED). A medida busca regularizar as UTIs pediátricas do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís. A ação foi apresentada após inspeções e denúncias sobre falhas no atendimento. O objetivo é evitar mortes e outros danos aos pacientes. A Defensoria acompanha o caso desde julho de 2025, quando analisou a licitação do serviço. O órgão apontou problemas no edital, como equipes menores do que o necessário e a possibilidade de contratar médicos sem especialização. Apesar dos alertas enviados ao município e a outros órgãos, o contrato com o IBMED foi assinado. Então, durante o aumento das doenças respiratórias, surgiram denúncias e registros de óbitos. Uma inspeção realizada em 15 de julho de 2026 encontrou as três UTIs com ocupação total. Além disso, havia poucos médicos de plantão, profissionais sem especialização, reclamações sobre falta de medicamentos e falhas no atendimento. A Defensoria também contestou a alegação de falta de especialistas e afirmou que muitos recusaram o contrato por causa das condições de trabalho. Por isso, pediu medidas urgentes à Justiça, como audiência em 24 horas, plano emergencial em 72 horas e fiscalização contínua da unidade.

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