Candidata do Novo contesta candidatura de Roberto Rocha

MARANHÃO, 23 de agosto de 2026 — O registro da candidatura de Roberto Rocha (PRTB) ao Governo do Maranhão foi contestado na Justiça Eleitoral pela candidata a deputada federal Lariane Telles Mendonça, do Novo. A ação questiona a filiação partidária usada pelo ex-senador e pede que o registro seja negado por possível dupla filiação. Segundo a ação, Roberto Rocha entrou oficialmente no Novo em 1º de abril de 2026. Em 20 de julho, ele pediu à 3ª Zona Eleitoral o reconhecimento retroativo de sua filiação ao PRTB desde 4 de abril, último dia do prazo legal para candidatos. A sentença favorável saiu em 22 de julho. Lariane afirma que o processo ocorreu sem disputa real porque o PRTB concordou com o pedido poucas horas após a ação. Além disso, o Novo recorreu da decisão. Por isso, a autora diz que o reconhecimento da filiação ainda é provisório e que Rocha não comunicou formalmente sua saída do Novo. A impugnação também afirma que, mesmo alegando filiação ao PRTB desde abril, Roberto Rocha continuou atuando publicamente como nome do Novo no Maranhão. Após Lahesio desistir da disputa pelo governo pela sigla, Rocha disse ter encontrado dificuldade para viabilizar sua candidatura no partido. Roberto Rocha contesta a tese. Ele afirma que a lei mudou em 2013 e que, quando existem duas filiações, vale a mais recente, com cancelamento das anteriores. Portanto, segundo o ex-senador, a troca de partido não impede sua candidatura. A Procuradoria Eleitoral e a defesa ainda vão se manifestar na ação.
Dino avisou Lula que é contra Messias no STF, diz O Globo

Na conversa de Lula com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), no mês passado, o presidente disse que indicará novamente o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga na corte. Ao ouvir o plano, um dos quatro magistrados presentes fez questão de deixar clara sua objeção. — O senhor sabe o que eu penso sobre isso — disse Flávio Dino, que é contrário ao nome de Messias para o STF. Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, que estavam presentes, não fizeram comentários.
Senado Federal terá ao menos 22 novos senadores em 2027

BRASÍLIA, 22 de agosto de 2026 — As eleições de outubro vão renovar 54 das 81 cadeiras do Senado. Isso representa dois terços da Casa. Dos senadores que ocupam essas vagas hoje, 13 não concorrem a nenhum cargo. Outros nove disputam postos diferentes ou participam como suplentes. Nesse caso, pelo menos 22 cadeiras terão novos titulares a partir de 2027. Esse número pode crescer. Isso porque outros 32 senadores tentam a reeleição. Se alguns perderem, a renovação será ainda maior. Entre os que concorrem a outros cargos está Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele é candidato à Presidência. Marcos Rogério (PL-RO) tenta o governo de Rondônia. Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) buscam uma vaga na Câmara dos Deputados. Mara Gabrilli (PSD-SP) concorre à Assembleia Legislativa de São Paulo. Quatro senadores participam como candidatos a primeiro suplente. Nelsinho Trad (PSD-MS) vai na chapa de Reinaldo Azambuja. Jader Barbalho (MDB-PA) acompanha o filho Helder Barbalho. Daniella Ribeiro (PP-PB) está com Nabor Wanderley. Dra. Eudócia (PSDB-AL), que já é suplente, concorre novamente à suplência na chapa de Marina JHC. Três estados terão duas novas cadeiras, sem chance de reeleição. São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul vão trocar todos os seus senadores. Em SP, Mara Gabrilli e Giordano não se reelegem. No Paraná, saem Oriovisto Guimarães e Flávio Arns. No RS, deixam as vagas Paulo Paim e Luis Carlos Heinze. Assim, seis mandatos terão novos donos em 2027. O total de novos senadores, porém, só será conhecido após as urnas. Dependerá do desempenho dos 32 que buscam a recondução.
Mical Damasceno destaca ações sobre família, educação e religião

MARANHÃO, 22 de agosto de 2026 — A deputada estadual Mical Damasceno divulgou, em material nas redes sociais, ações e propostas de seu mandato no Maranhão. O conteúdo destaca temas de cidadania, educação, liberdade religiosa e fortalecimento das famílias, apresentados como prioridades da atuação parlamentar. Entre as medidas citadas está a Lei nº 11.462/2021, que, segundo Mical, garante aos estudantes o direito de não participar obrigatoriamente de atividades religiosas. A publicação resume a iniciativa com a frase de que os pais podem escolher o que os filhos vivenciam nesse campo. A deputada também apresentou propostas de casamento comunitário online e de estágios para estudantes de teologia. Além disso, destaca a criação de uma frente parlamentar em defesa da família, apontada como uma das iniciativas ligadas à atuação da deputada na Assembleia Legislativa. Mical Damasceno é missionária, deputada estadual e candidata à Câmara Federal, reunindo essas bandeiras como parte de sua agenda pública.
PF pede mais 2 meses para indiciar Vorcaro e diretores do BRB

BRASÍLIA, 22 de agosto de 2026 — A Polícia Federal pediu mais 60 dias para concluir a investigação sobre a compra de carteiras fraudulentas do Banco Master pelo BRB. O pedido foi enviado ao ministro André Mendonça, do STF, na quinta (20). O motivo é a identificação de novos diretores do BRB envolvidos no esquema. Até agora, apenas o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso na Operação Compliance Zero. O inquérito pode resultar no primeiro indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro por crimes financeiros. A perícia apontou falhas graves. Os peritos encontraram descumprimento de normas internas, fragilidades na governança e concentração excessiva de risco. Além disso, operações fora dos padrões de controle foram aprovadas. A PF afirmou que o laudo revelou fatos novos. Essas informações permitiram individualizar a atuação de agentes que antes não eram investigados. Por isso, a corporação vai incluir integrantes da Diretoria Colegiada do BRB no polo passivo e fará novas oitivas. Um segundo laudo apontou falhas na governança do Banco Master. O relatório mostrou incompatibilidade entre a estrutura da empresa Tirreno e o volume bilionário das operações. Também não há evidências de liquidação financeira efetiva das cessões analisadas. A PF ainda aguarda documentos do Banco Central. Esses dados vão mostrar o prejuízo efetivo das operações ao BRB. O pedido de prorrogação considera os laudos recentes, a pendência de informações, a necessidade de oitivas e diligências em curso.
Toffoli rejeita ação de Brandão contra investigação no STF

BRASÍLIA, 22 de agosto de 2026 — O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou nesta quinta (20) uma ação apresentada pelo governador Carlos Brandão. O processo tentava questionar a investigação iniciada após Flávio Dino mandar documentos à Polícia Federal para apuração. Brandão alegou que eventuais investigações criminais contra governadores deveriam tramitar no Superior Tribunal de Justiça por causa do foro. Além disso, apontou supostas violações ao juiz natural, ao devido processo legal e à divisão de competências entre STF e STJ. Toffoli, porém, entendeu que a ADPF não pode servir para impedir uma investigação específica contra o próprio governador. Segundo o ministro, a ação apresentava predominância de interesse pessoal e concreto. Ele também apontou falta de pertinência temática para justificar o pedido. A defesa de Brandão já havia apresentado um agravo contra a decisão de Flávio Dino, recurso que ainda aguarda julgamento. Toffoli afirmou que a ADPF não pode substituir recursos existentes nem criar uma via paralela para contestar decisões judiciais. Com a decisão, Toffoli negou seguimento à ADPF 1.351. O pedido de medida cautelar também ficou prejudicado.
Eleição no Brasil pode mudar relação com Israel e Ucrânia

MUNDO, 22 de agosto de 2026 — As eleições brasileiras de 2026 podem mudar as relações do país com Israel e Ucrânia. Os dois países estão com laços diplomáticos rebaixados com o Brasil. O motivo são desentendimentos públicos causados pelas guerras na Europa e no Oriente Médio. O presidente Lula criticou a forma como Israel age em Gaza. Ele comparou as ações israelenses ao Holocausto. Por causa disso, Israel declarou Lula como persona non grata. O governo brasileiro chamou seu embaixador de volta em maio de 2024. Desde então, o Brasil não tem embaixador em Israel. Israel também ficou sem representante no Brasil após a aposentadoria de seu embaixador em agosto de 2025. Além disso, a Ucrânia também está sem embaixador no Brasil há mais de um ano. Lula já disse que o presidente Zelensky é tão responsável pela guerra quanto Putin. Essa fala gerou irritação. O governo ucraniano quer que o Brasil critique mais a Rússia. Mas Lula mantém proximidade com Putin e recusa apoio militar a Kiev. O candidato Flávio Bolsonaro tem posição diferente. Ele visitou Israel em janeiro de 2026 e promete alinhar o país a Israel se for eleito. Sobre a Ucrânia, ele defende neutralidade. Enquanto isso, as embaixadas seguem sem chefes. A expectativa é que o cenário mude apenas após as eleições.
Estadão aponta negócios de Lulinha e lobista no governo do MA

MARANHÃO, 22 de agosto de 2026 — Reportagem do Estadão aponta que a Polícia Federal encontrou mensagens de Roberta Luchsinger sobre uma reunião do governador Carlos Brandão no Palácio do Planalto, em maio de 2024. Segundo a PF, ela disse a Lulinha que ele havia conseguido a agenda e que Lula trataria da liberação de uma obra no Maranhão. A reunião ocorreu naquele dia com Marco Aurélio Santana Ribeiro, então chefe de gabinete de Lula. A agenda oficial registra encontro com Brandão às 17h40. Um mês depois, Lula anunciou em São Luís R$ 59 bilhões em obras do Novo PAC, incluindo projetos no Porto do Itaqui e na Avenida Litorânea. A investigação também apontou que Roberta intermediou interesses do empresário Cléber Ribas. A 3Structure, empresa dele, fechou R$ 5,8 milhões em contratos com o governo do Maranhão em 2024. Além disso, a PF identificou pagamentos de ao menos R$ 2,5 milhões de Ribas à lobista entre 2024 e 2025. Roberta também recebeu R$ 4,4 milhões da HSLZ Ltda, empresa contratada pelo Estado para manter o Hospital dos Servidores Públicos do Maranhão. O governo disse que não interfere em empresas privadas. Brandão negou relação com a lobista e afirmou que sua agenda não depende de terceiros. Mensagens citadas pela PF também mencionam o então presidente da Emap, Gilberto Lins e Neto, e contatos de Roberta com políticos maranhenses. O Planalto não comentou. A defesa de Lulinha criticou vazamentos seletivos, e a defesa de Ribas afirmou que a contratação de Roberta foi legal. Veja a reportagem completa: Lobista diz que Lulinha marcou reunião de governador do MA no Planalto e que Lula ia liberar obra