Presos deram a Lula três vezes mais votos do que a Flávio Bolsonaro

Presos Lula

BRASIL, 08 de outubro de 2026 — O presidente Lula (PT) registrou três vezes mais votos do que Flávio Bolsonaro (PL) entre presos provisórios no primeiro turno das eleições. Enquanto o petista somou 8,1 mil votos, o rival ficou com 2,6 mil apoios. Os outros candidatos à Presidência da República com melhor desempenho entre presos temporários são Augusto Cury (Avante), com 177 votos; Ronaldo Caiado (PSD), 168; e Renan Santos (Missão), 73. A coluna analisou dados de registro de votação de 243 seções eleitorais que receberam votos de presos provisórios. Os dados, tanto dos locais de votação quanto dos registros das urnas eletrônicas, foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como mostrou a coluna, no Complexo Penitenciário da Papuda Lula recebeu 74 votos dos presos provisórios, o equivalente a 47% dos votos válidos da seção. Já Flávio Bolsonaro recebeu 70 votos (44%). Na Colméia, Penitenciária Feminina do Distrito Federal, o resultado também foi acirrado. Os registros divulgados pelo TSE apontam que 10 presas votaram em Lula e 8 em Flávio. Outras duas optaram por Renan Santos e mais duas por Augusto Cury. O voto é assegurado aos presos que ainda não tiveram condenação transitada em julgado, e que, portanto, não tiveram os direitos políticos suspensos. Por essa razão, unidades prisionais recebem seções eleitorais para colher os votos de presos provisórios a cada pleito. Por outro lado, quem tem condenação criminal transitada em julgado não pode votar enquanto durarem seus efeitos. A proibição está expressa no artigo 15º da Constituição Federal.

Família Sarney fica sem mandato pela primeira vez em 72 anos

Sarney

MARANHÃO, 08 de outubro de 2026 — A família Sarney ficará sem representantes em cargos eletivos a partir de 2027, pela primeira vez em 72 anos. Isso ocorrerá após Roseana Sarney (MDB-MA) perder a disputa pelo Senado no Maranhão. Ela termina, em janeiro de 2027, o mandato de deputada federal conquistado em 2022. Roseana ficou em terceiro lugar na eleição para o Senado. André Fufuca (PP) conquistou uma das duas vagas, com 21,43% dos votos. Lahesio Bonfim (Novo) ficou com a outra, após receber 20,65%. Portanto, Roseana não conseguiu continuar no Congresso depois do fim de seu mandato na Câmara. A presença da família em cargos eletivos começou nos anos 1950 com José Sarney, pai de Roseana. Ele teve três mandatos como deputado federal, foi governador do Maranhão e senador. Além disso, presidiu o Brasil entre 1985 e 1990. Depois, voltou ao Senado e permaneceu no cargo até 2015. Roseana iniciou sua trajetória como deputada federal em 1990. Depois, governou o Maranhão, foi senadora e voltou ao governo estadual. Seu irmão, Zequinha Sarney, teve mandatos de deputado estadual e federal. Já Adriano Sarney, neto de José Sarney, foi deputado estadual entre 2015 e 2023 e não conseguiu se reeleger em 2022.

PL e PT garantem quase metade do Fundão Eleitoral

fundão eleitoral

BRASIL, 07 de outubro de 2026 — Além das vagas para a Câmara e o Senado, o primeiro turno das eleições gerais define a distribuição de 98% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o Fundão Eleitoral. Com o desempenho de 2026, o PL conseguiu 25% da verba, e o PT 13%. São os dois partidos com os melhores resultados no Congresso e os maiores volumes de recursos públicos para gastar. Caso o Fundão se mantenha do mesmo tamanho, o PL receberá R$ 1,2 bilhão e o PT, R$ 638 milhões. É um crescimento de 38% para o partido de Bolsonaro e de 4% para o de Lula. O modelo atual transfere quase R$ 5 bilhões do pagador de impostos para as campanhas eleitorais dos 30 partidos que existem no Brasil. Entretanto, quatro deles concentram a maior parte. Além de PL e PT, estão nessa lista PSD (R$ 393 milhões) e União Brasil (R$ 392 milhões). Entretanto, a fatia desses últimos dois diminuiu. No caso do PSD, são cerca de 4% a menos em relação à cifra disponível para a eleição de 2026. E com o União Brasil aconteceu queda de 25%, tombo que pode retirar quase R$ 135 milhões da legenda e fazer dela a grande derrotada no Fundão.

Fernando Braide fica impedido de disputar cargos no Maranhão

fernando braide

MARANHÃO, 07 de outubro de 2026 — Fernando Braide (PSD) recebeu 96.269 votos para deputado federal em 2026, mas não conquistou uma vaga. Além disso, a eleição do irmão, Eduardo Braide (PSD), para o Governo do Maranhão cria uma restrição eleitoral para Fernando disputar determinados cargos no estado durante o mandato do governador. A regra é conhecida como inelegibilidade reflexa. Ela impede que cônjuges e parentes até o segundo grau de um governador disputem determinados cargos eletivos dentro do território administrado pelo familiar. Irmãos, filhos e pais, por exemplo, estão incluídos nesse grau de parentesco. Por isso, enquanto Eduardo Braide estiver no comando do Maranhão, Fernando fica sujeito à restrição para candidaturas no estado. Caso Eduardo conquiste um novo mandato na eleição de 2030, a vedação poderá alcançar também o período eleitoral seguinte, até 2034. A restrição territorial, porém, não impede todas as possibilidades eleitorais. Fernando poderia disputar uma prefeitura em outro estado em 2028. Em 2030, também poderia concorrer a um cargo fora do Maranhão. Outra possibilidade citada é uma candidatura à Presidência da República, já que a disputa tem abrangência nacional.

Candidatos recebem R$ 6,8 milhões e ficam sem mandato no MA

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MARANHÃO, 07 de outubro de 2026 — Doze candidatos que ficaram sem mandato no Maranhão receberam pelo menos R$ 6,8 milhões para financiar suas campanhas nas eleições de 4 de outubro. O grupo, formado por ex-políticos, comunicadores e influenciadores, somou 30.232 votos. Alguns receberam mais de R$ 1 milhão durante a disputa. Luciano Galego (PL) lidera a lista, com R$ 1,96 milhão recebidos e 5.665 votos para deputado federal. Ingrid Andrade (União Brasil) contou com R$ 1,25 milhão e obteve 2.233 votos. Já Claudimê (PSDB) recebeu R$ 1,09 milhão e terminou com 3.055 votos. Rejanny Braga (União Brasil) recebeu R$ 876,6 mil e conquistou 1.403 votos. Guilherme Mulato (PSB) teve ao menos R$ 546,9 mil em receitas e somou 4.018 votos. Além disso, Maranhão de Pea (PL) recebeu R$ 400 mil para disputar uma vaga de deputado estadual e obteve 1.798 votos. Ranoan Campos (Republicanos) contou com R$ 257,2 mil e recebeu 1.326 votos. Olavo Sampaio (Republicanos) teve R$ 200 mil e alcançou 1.632. Sirlan Sousa (PSD), por sua vez, recebeu R$ 100 mil e registrou 581 votos. Pétala (PSB) recebeu R$ 66 mil e teve 241 votos, enquanto Valeska Furtado (MDB) contou com R$ 10 mil e obteve 497. Zé Maria Brabra (PSD) recebeu R$ 36,9 mil e somou 7.783 votos, a maior votação do grupo, mas também ficou sem mandato.

PF arquiva caso de suposta interferência de Trump nas eleições BR

PF eleições

ESTADOS UNIDOS, 07 de outubro de 2026 — A Polícia Federal (PF) decidiu arquivar a investigação da suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil. O tema ligou um sinal de alerta na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto devido ao temor de que o avanço da apuração pudesse justificar uma ação do Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele antes do segundo turno. Segundo a equipe da coluna apurou, ao arquivar o procedimento, a PF alegou a falta de indícios mínimos de ilícitos de que o governo Donald Trump tenha interferido no processo eleitoral. O anúncio da abertura da apuração foi feito pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no dia da votação no primeiro turno, no último domingo. A avaliação interna que impera na PF é que a declaração de Andrei foi uma forma somente de dar uma satisfação à Advocacia-Geral da União (AGU), comandada pelo ministro Jorge Messias, que solicitou a abertura do inquérito. As investigações, no entanto, ainda estavam em caráter preliminar. “Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, declarou o diretor-geral no domingo. Na última quinta-feira (1), a AGU acionou a Polícia Federal após o jornal britânico The Guardian publicar uma reportagem intitulada “Governo Trump desvia recursos destinados aos direitos humanos para promover uma agenda de extrema direita no exterior”. Na ocasião, Messias alegou que a informação era “especialmente grave diante do processo eleitoral brasileiro em curso e dos episódios recentes de pressão externa sobre as instituições brasileiras, conforme amplamente noticiado”. “Caso comprovado, o recebimento de capital estrangeiro para a promoção de ataques ordenados e sistemáticos à soberania nacional e ao funcionamento das instituições do Sistema de Justiça brasileiro, mediante a instrumentalização de fundos internacionais desviados de sua finalidade original de proteção aos direitos humanos, poderá revelar uma estrutura de ingerência externa em assuntos internos do Estado brasileiro, impondo a identificação dos responsáveis, notadamente, dos eventuais destinatários dos recursos em território nacional, para avaliação de eventual responsabilidade penal, na medida das condutas individualmente apurada”, afirmou Messias ao acionar a PF. De acordo com o Guardian, o governo dos EUA reservaram recursos para grupos da sociedade civil que se opusessem ao que classificam como abuso de poder judicial e censura por parte do Supremo. Pelo documento a que o jornal teve acesso, cerca de R$ 5,2 milhões seriam direcionados ao Brasil por meio do projeto “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”. Não se sabe, porém, se o dinheiro chegou a ser enviado, quanto e para quem. Procurada, a AGU informou que não vai se manifestar.

Flávio teve 255 mil votos a mais que Bolsonaro no MA em 2022

Flávio Bolsonaro

MARANHÃO, 07 de outubro de 2026 — Flávio Bolsonaro (PL) conquistou 1.239.040 votos no Maranhão no primeiro turno de 2026, 255.179 a mais que Jair Bolsonaro havia recebido em 2022. O resultado representa crescimento de 25,94% em números absolutos. Mesmo assim, Lula (PT) manteve a liderança no estado. Flávio alcançou 30,90% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 2.566.301 votos, ou 63,99%. Em 2022, Jair Bolsonaro havia somado 983.861 votos, equivalentes a 26,02%. Portanto, o PL também avançou 4,88 pontos percentuais na comparação entre as duas eleições. Lula, por outro lado, perdeu 37.153 votos no Maranhão. O petista passou de 2.603.454 votos em 2022 para 2.566.301 em 2026, queda de 1,43%. Além disso, sua participação nos votos válidos caiu de 68,84% para 63,99%, redução de 4,85 pontos percentuais. Em São Luís, Lula também venceu e ficou à frente nas seis zonas eleitorais. Ele recebeu 337.598 votos, contra 229.253 de Flávio, uma diferença de 108.345. Nos votos válidos, o placar ficou em 54,51% a 37,02%. A menor distância apareceu na 76ª Zona Eleitoral. Lula registrou 46,78%, enquanto Flávio chegou a 44,26%. Já na 1ª Zona, o petista obteve 61,47%, contra 30,35% do candidato do PL.

Maranhenses impõem dura derrota ao grupo de Flávio Dino

Dino varrido

MARANHÃO, 07 de outubro de 2026 — O grupo político ligado ao ministro Flávio Dino sofreu baixas após o primeiro turno das eleições de 2026 no Maranhão. Dos dez nomes citados como integrantes do chamado “dinismo raiz”, quatro permanecem em seus cargos. Três venceram nas urnas em 4 de outubro e uma senadora ainda cumpre mandato. Márcio Jerry (PCdoB) e Rubens Júnior (PT) conquistaram a reeleição para a Câmara dos Deputados. Além disso, Leandro Bello (PSB) garantiu novo mandato como deputado estadual. Ana Paula Lobato (PSB), por sua vez, permanece no Senado porque seu mandato, iniciado após a eleição de 2022, dura oito anos. Outros quatro deputados estaduais ligados ao grupo não conseguiram se reeleger. Othelino Neto, Rodrigo Lago, Carlos Lula e Júlio Mendonça, todos do PSB, deixarão seus mandatos no início do próximo ano. Já o deputado estadual Ricardo Rios (PSB) não participou da eleição de 2026. Felipe Camarão (PT), atual vice-governador, também enfrentou as urnas. Ele concorreu ao Governo do Maranhão, mas terminou a disputa na terceira colocação, o pior petista do Nordeste. O resultado eleitoral reduziu a presença do grupo político historicamente ligado a Flávio Dino em cargos eletivos no estado.

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