
BRASIL, 19 de julho de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisou as contas dos partidos e descobriu que os presidentes das legendas receberam dinheiro dos cofres das siglas em 2025.
O pagamento mais alto foi de R$ 630,5 mil para Ovasco Roma Altimari Resende, do PRD. Isso dá uma média de R$ 52,5 mil por mês. O levantamento olhou os 30 partidos registrados no TSE.
No total, dez presidentes receberam R$ 2,95 milhões. Desse valor, 96% veio do Fundo Partidário. Esse fundo é formado por dinheiro do Orçamento da União, multas eleitorais e doações. A lei permite que os partidos usem esse recurso para pagar despesas administrativas e funcionários.
Os especialistas explicam que não há um limite fixo na lei para o salário dos presidentes. Alguns partidos usam como referência o teto do funcionalismo público, que é R$ 46.366,19 por mês. Mas esse valor não é obrigatório. Os partidos podem gastar até 50% do Fundo Partidário com pessoal na direção nacional.
Os pagamentos foram divididos em duas categorias. A primeira foi “Pessoal”, com R$ 1,54 milhão, que inclui salários, férias e 13º. A segunda foi “Serviços técnico-profissionais”, com R$ 1,41 milhão. Nesse caso, os presidentes são pagos como prestadores de serviço.
O segundo maior pagamento foi para José Luiz Penna, do PV, que recebeu R$ 501,4 mil. Depois vem Valdemar Costa Neto, do PL, com R$ 404,7 mil. O ex-presidente Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro também receberam da legenda, mas os valores não foram contados como remuneração dos presidentes.
Outros dirigentes que receberam foram Eduardo Ribeiro (Novo), com R$ 337 mil, Renata Abreu (Podemos), com R$ 322,1 mil, e Carlos Lupi (PDT), com R$ 270 mil. Edinho Silva (PT) recebeu R$ 201 mil, Paula Coradi (PSOL) teve R$ 146,8 mil, Paulo Lamac (Rede) recebeu R$ 95,5 mil e Leonardo Péricles (Unidade Popular) teve R$ 39,3 mil.
Dezoito partidos não mostraram pagamentos diretos aos seus presidentes. Mas isso não significa que eles não tenham recebido nada. O dinheiro pode ter sido pago por meio de empresas ou escritórios ligados a eles.
O levantamento excluiu reembolsos de viagens, alimentação e aluguel, além de pagamentos a empresas sem comprovação de que eram para os dirigentes.







