DOSSIÊ SECRETO

CIA revela fraude eleitoral do chavismo na Venezuela desde 2012

Fonte: OESTE
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CIA revela que, desde 2012, o chavismo tinha uma estrutura para manipular resultados eleitorais na Venezuela com capacidade de deslocar 1,5 milhão de votos.

VENEZUELA, 18 de julho de 2026  Documentos da CIA revelam que, desde 2012, o chavismo tinha uma estrutura para manipular resultados eleitorais na Venezuela, envolvendo a Direção-Geral de Contrainteligência Militar, o Serviço Bolivariano de Inteligência e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), com capacidade de deslocar 1,5 milhão de votos.

Donald Trump ordenou a divulgação das informações, que indicam uma “conspiração” para favorecer o regime.

Documentos da Central Intelligence Agency (CIA) revelam que o chavismo mantinha, desde 2012, uma estrutura técnica para manipular resultados eleitorais na Venezuela. O presidente Donald Trump ordenou a divulgação das informações.

Segundo os documentos, três órgãos do regime bolivariano podiam manipular resultados: a Direção-Geral de Contrainteligência Militar, o Serviço Bolivariano de Inteligência e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). O sistema tinha capacidade para deslocar pelo menos 1,5 milhão de votos em zonas de maior peso chavista.

Trump afirmou que os documentos revelam “uma conspiração específica para favorecer enormemente o corrupto regime da Venezuela”. Os relatórios, no entanto, não comprovam que o esquema tenha sido usado em 2012. Hugo Chávez venceu Henrique Capriles naquele ano, e o opositor aceitou a derrota.

SMARTMATIC DENUNCIOU INFLAÇÃO DE VOTOS EM 2017

O padrão mudou depois da morte de Chávez, em março de 2013. Nicolás Maduro venceu Capriles por margem mínima, e a oposição denunciou irregularidades. A CIA não encontrou provas conclusivas de fraude naquele episódio.

Em 2017, no entanto, a Smartmatic, empresa responsável pelo sistema de votação, alertou que os números de participação na eleição da Assembleia Nacional Constituinte foram inflacionados em pelo menos 1 milhão de votos. A oposição boicotou o pleito.

O regime convocou a Constituinte, presidida na primeira fase por Delcy Rodríguez, para conter os protestos de rua. O colegiado não redigiu um único artigo da nova Constituição que dizia pretender aprovar.

O episódio mais grave ocorreu em julho de 2024. O chavismo alterou diretamente os números para reverter a vitória de Edmundo González Urrutia sobre Maduro. As atas eleitorais, documentadas pela oposição com códigos QR, mostravam 7 milhões de votos contra 3.

Diferentemente de esquemas anteriores, a fraude de 2024 não exigiu sofisticação técnica. O regime simplesmente adulterou os números.

A oposição venezuelana repetia as denúncias há anos, mas não tinha provas oficiais. Os documentos da CIA confirmam a suspeita. A agência, no entanto, não confirma que o mecanismo tenha sido ativado em todas as eleições.

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