
BRASÍLIA, 19 de julho de 2026 — O Supremo Tribunal Federal determinou o afastamento imediato de Raimundo Soares Cutrim do cargo de secretário de Estado. A decisão foi assinada pelo ministro Flávio Dino em 16 de julho de 2026. Além disso, o investigado permanecerá em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e deverá cumprir uma série de medidas cautelares.
A ordem consta no Mandado de Prisão Preventiva nº 4291/2026, vinculado à Petição nº 16.356. Cutrim está proibido de conceder entrevistas, acessar redes sociais, fazer declarações públicas, gravar áudios e realizar ligações telefônicas. O STF também determinou a apreensão de armas de fogo que estejam em sua posse.
Durante a prisão domiciliar, o contato do investigado ficará restrito aos familiares mais próximos e aos advogados constituídos. Segundo a decisão, o descumprimento das medidas poderá resultar na conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva, com transferência para uma penitenciária federal.
A Polícia Federal cumpriu as determinações em São Luís. A corporação informou que Cutrim foi cientificado da decisão em 18 de julho de 2026. O ex-secretário se apresentou espontaneamente à Superintendência da PF, onde passou pelos procedimentos legais antes de seguir para casa com monitoramento eletrônico.
A investigação apura suposta obstrução de justiça relacionada ao caso Tech Office, que apura o assassinato de um empresário em 2022. Na sexta (17), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em imóveis ligados a Cutrim.
Segundo informações divulgadas, outras ordens judiciais também atingem investigados ligados ao caso.







