Em 2025, Bolsonaro previu total de eleitos do PL no Congresso

BRASÍLIA, 07 de outubro de 2026 — O ex-presidente Jair Bolsonaro, em entrevista de julho de 2025, projetou que o Partido Liberal (PL) elegeria cerca de 120 deputados e 20 senadores nas eleições de 2026. O resultado foi próximo da previsão, com o PL elegendo 121 deputados e 19 senadores, totalizando 140 congressistas. O ex-presidente Jair Bolsonaro projetou, em julho de 2025, o tamanho que o Partido Liberal (PL) teria no Congresso depois das eleições de 2026. Na entrevista ao portal Poder360, realizada em 15 de julho daquele ano, ele afirmou que esperava eleger cerca de 120 deputados federais e pelo menos 20 senadores. O resultado das urnas ficou muito próximo da divisão prevista. O PL elegeu 121 deputados e 19 senadores. Assim, a legenda chegou a 140 congressistas eleitos, exatamente a soma de 120 deputados e 20 senadores mencionada por Bolsonaro. O partido, porém, teve um deputado a mais e um senador a menos do que a projeção específica feita pelo ex-presidente. CARLOS BOLSONARO EM SANTA CATARINA Na mesma entrevista, Bolsonaro também mencionou o filho Carlos Bolsonaro como possível candidato ao Senado por Santa Catarina. Em 2026, Carlos confirmou a candidatura e foi eleito para uma das duas vagas disponíveis no Estado. Carlos recebeu 2.041.840 votos. A outra vaga ficou com Caroline De Toni, também do PL, que obteve 2.694.918 votos e terminou como a candidata mais votada para o Senado em Santa Catarina. Os dois assumirão os mandatos em 1º de fevereiro de 2027. PL TERÁ MAIORES BANCADAS O resultado ampliou a presença do PL nas duas Casas do Congresso. Na Câmara, a legenda terá 121 dos 513 deputados, o equivalente a 23,6% das cadeiras. Em 2022, havia elegido 97 parlamentares. No Senado, o partido elegeu 19 dos 54 senadores em disputa neste ano. Com os nove senadores que já possuem mandato até 2030, a legenda deverá chegar a 28 integrantes em 2027. O número representa a maior bancada partidária no início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988, caso a composição projetada se mantenha. Mesmo com 28 senadores, o PL não terá maioria própria na Casa. São necessários 41 votos para alcançar maioria absoluta entre os 81 senadores. Na entrevista de 2025, Bolsonaro também defendeu um Congresso com maior alinhamento às suas posições políticas e afirmou que um Senado forte deveria servir para equilibrar os Poderes.
Ricardo Cappelli tem 2,2% e fica em quinto na disputa pelo DF

BRASÍLIA, 07 de outubro de 2026 — Ricardo Cappelli (PSB) terminou a disputa pelo Governo do Distrito Federal em quinto lugar. Após a abertura das urnas, o candidato recebeu 36.828 votos, o equivalente a 2,23% dos votos válidos. O resultado colocou Cappelli distante das primeiras posições na corrida pelo comando do DF. Antes de disputar a eleição, Cappelli ocupou cargos de destaque ligados a Flávio Dino. Ele foi auxiliar do atual ministro do Supremo Tribunal Federal durante o governo Dino no Maranhão. Além disso, atuou como secretário-executivo do Ministério da Justiça durante a gestão do maranhense na pasta. Cappelli também ganhou projeção nacional após os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Na época, o governo federal o nomeou interventor federal na área de segurança pública do Distrito Federal. Ele assumiu a função durante a resposta institucional aos ataques às sedes dos Três Poderes. Apesar da trajetória em cargos públicos e da exposição nacional, Cappelli conquistou 2,23% dos votos válidos na eleição para governador. Portanto, o candidato do PSB encerrou a disputa na quinta colocação, com 36.828 votos.
Quase 200 congressistas ficam sem mandato depois das eleições

BRASÍLIA, 07 de outubro de 2026 — O primeiro turno das eleições deixou 168 deputados federais e 21 senadores sem mandato depois de derrotas nas urnas. Os parlamentares disputaram a reeleição ou tentaram outros cargos, mas não conseguiram se eleger. Os dados são de levantamento publicado pelo Metrópoles nesta terça (6), com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O levantamento considera os parlamentares atualmente em exercício, inclusive suplentes que ocupam temporariamente vagas de titulares. Na Câmara, a maior parte dos derrotados tentou permanecer na própria Casa. Dos 513 deputados em exercício, cerca de 26% buscaram um novo mandato como deputado federal e não conseguiram se reeleger. Outros concorreram ao Senado, a governos estaduais ou a assembleias legislativas. SENADORES PERDEM REELEIÇÃO No Senado, a maior parte dos derrotados também buscava permanecer no cargo. Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso, terminou a disputa no Amapá em terceiro lugar. No Piauí, Ciro Nogueira (PP) ficou na mesma colocação. Já em Alagoas, Renan Calheiros (MDB) perdeu a eleição depois de 22 anos no Senado. Ex-ministros do governo Lula também não conseguiram se eleger. Entre eles estão Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), Gleisi Hoffmann (PT), Celso Sabino (PDT) e Paulo Pimenta (PT). O resultado ocorreu em meio à renovação do Congresso e ao avanço conservador nas duas Casas. Na Câmara, o Partido Liberal (PL), de Jair Bolsonaro e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, conquistou 121 cadeiras. Ao mesmo tempo, partidos do Centrão reduziram suas bancadas.
Crise entre lulistas expõe divisão no Maranhão

MARANHÃO, 07 de outubro de 2026 — Aliados de Lula (PT) no Maranhão chegam divididos ao segundo turno presidencial. Após a eleição estadual, integrantes do grupo ligado ao Palácio dos Leões sinalizam que não devem se mobilizar pela campanha petista. Enquanto isso, políticos da direita articulam ações por Flávio Bolsonaro (PL). Segundo informações, Lula ainda não definiou junto ao governador Carlos Brandão nem outros integrantes do grupo para pedir apoio. Um aliado do governo afirmou que a campanha deveria ficar com o grupo apoiado pelo presidente no primeiro turno. A crise também envolve Felipe Camarão e dirigentes do PT. Após terminar em terceiro na disputa pelo governo, Camarão criticou o desempenho do partido. Ele afirmou que as eleições de Rubens Júnior, Luanna e Cricielle ocorreram graças às estruturas que apoiaram as candidaturas, e não ao PT. A presidente estadual do PT, Patrícia Carlos, reagiu. Ela defendeu os resultados da legenda e da Federação Brasil da Esperança. Além disso, criticou integrantes que defendiam medidas internas contra filiados. Márcio Jerry também entrou no conflito após enviar mensagens ofensivas ao governador Carlos Brandão. Do outro lado, nomes da direita discutem estratégias para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no Maranhão. Entre os citados estão Roberto Rocha, Mariana Carvalho, Flávia Bertier e Lahesio Bonfim. Já André Fufuca declarou apoio a Lula, apesar de a Federação União Progressista apoiar Flávio.
Ex-diretor do PT pediu ao STF fim do feriado de Nossa Senhora

RIO DE JANEIRO, 07 de outubro de 2026 — O advogado Ralph Anzolin Lichote, ex-diretor do PT no Rio de Janeiro, apresentou em dezembro de 2020 uma ação no STF questionando a constitucionalidade do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro. A ação, que não tinha o PT como autor, argumentava que a Lei 6.802/1980 violava o princípio da laicidade do Estado. A AGU, durante o governo Bolsonaro, defendeu que feriados religiosos não infringem a laicidade. O advogado Ralph Anzolin Lichote, que teve atuação na direção do PT no Rio de Janeiro, apresentou em dezembro de 2020 uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro. A ação, uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF n° 775), foi apresentada pela Antiga e Iluminada Sociedade Banksiana e assinada por Lichote, então vice-presidente da entidade. O PT não aparece como autor do processo. ADVOGADO TENTOU PROTEGER LULA Segundo o site Poder360, o advogado foi vice-presidente do PT de Itaperuna (RJ) e integrou o Diretório Estadual do PT-RJ entre 2006 e 2009. Em 2016, quando presidia o diretório municipal do partido, também recorreu à Justiça para tentar evitar que Lula fosse obrigado a depor em processo relacionado à Operação Lava Jato. Na ação apresentada ao STF, a entidade sustentou que a Lei n° 6.802/1980, que instituiu o feriado, seria incompatível com o princípio constitucional da laicidade do Estado. O texto legal declara 12 de outubro como feriado nacional “para culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil”. A Advocacia-Geral da União (AGU), durante o governo Jair Bolsonaro, manifestou-se contra o pedido. O órgão argumentou que feriados religiosos não violam a laicidade e que a data representa uma manifestação cultural e religiosa consolidada. Relator do caso, o ministro Kassio Nunes Marques extinguiu a ação em fevereiro de 2023 sem analisar o mérito. Ele entendeu que a entidade não tinha legitimidade para propor esse tipo de processo. A decisão tornou-se definitiva em agosto de 2024. FLÁVIO FOI ALVO DE FAKE NEWS O episódio voltou ao debate eleitoral depois de informações falsas associarem Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Não existe projeto do candidato com esse objetivo.
Deputado federal mais votado do MA fecha com Flávio Bolsonaro

MARANHÃO, 07 de outubro de 2026 — O deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) anunciou que vai atuar no Nordeste pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. O parlamentar maranhense afirmou que pretende trabalhar para diminuir a diferença de votos na região, onde considera a disputa mais difícil. Líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas participou de uma reunião de parlamentares da Federação União Progressista com Flávio Bolsonaro. No encontro, disse que trabalhará diariamente para ampliar a votação do candidato no Nordeste. Pedro Lucas foi o deputado federal mais votado do Maranhão em 2026. União Brasil e PP formalizaram apoio a Flávio Bolsonaro na disputa contra o presidente Lula (PT). O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Apesar da decisão da federação, o senador eleito pelo Maranhão André Fufuca, do PP, seguirá em caminho diferente. Fufuca, que foi ministro do Esporte no governo Lula, já havia anunciado apoio à reeleição do presidente durante entrevista à Rádio Mirante News FM. O futuro senador afirmou que mantém sua posição e que a decisão partidária não muda seu apoio.
Senadora derrotada espalha fake news sobre Flávio Bolsonaro

MARANHÃO, 07 de outubro de 2026 — A senadora Eliziane Gama (PT-MA), derrotada na eleição para o Senado, afirmou nas redes sociais que Flávio Bolsonaro (PL) pretende acabar com o Farmácia Popular caso seja eleito presidente. Ela disse ter analisado o plano de governo do candidato e citou a ausência do programa no documento. Não apresentou, porém, proposta de Flávio que determine sua extinção. Eliziane argumentou que “não existe uma só linha” sobre o Farmácia Popular no plano. A ausência de referência ao programa, entretanto, não comprova que ele será encerrado. Segundo o texto original, Flávio também não fez declaração oficial indicando que pretende extinguir a política pública, criada em 2004. A publicação ocorre após Eliziane terminar em quinto lugar na disputa pelo Senado, com 9,75% e 696.298 votos. Fufuca foi eleito em primeiro, com 21,43% e 1.530.187 votos. Lahésio Bonfim conquistou a segunda vaga, com 20,61% e 1.471.859 votos. Além disso, o Instituto Veritá publicou uma montagem com a frase “Acertou de novo” sobre sua pesquisa para o Senado no Maranhão. O levantamento, porém, colocava Eliziane na liderança, com 37,6%, seguida por Lahésio, com 36,1%, e Fufuca, com 32,1%. Nas urnas, Fufuca terminou em primeiro e Lahésio em segundo. Roseana Sarney ficou em terceiro, Weverton Rocha em quarto e Eliziane em quinto. Portanto, a candidata apontada pelo levantamento como líder não ficou entre os dois eleitos.
Eduardo Braide leva três secretários para transição no Maranhão

MARANHÃO, 07 de outubro de 2026 — O governador eleito Eduardo Braide anunciou nesta quarta (7) os primeiros nomes da equipe de transição do Governo do Maranhão. O grupo terá Caroline Marques Salgado, Simão Cirineu Dias e José de Jesus Azzolini. Os três integram atualmente a gestão da Prefeitura de São Luís. Caroline, atual secretária municipal de Educação, coordenará os trabalhos. Advogada e especialista em Direito Público, ela tem experiência nas administrações estadual e municipal. Simão Cirineu, secretário de Planejamento e Desenvolvimento, integrará a equipe. Ele é economista e atua nas áreas de planejamento e finanças públicas. O terceiro nome anunciado é José de Jesus Azzolini, atual secretário municipal da Fazenda. Também economista, ele possui experiência em finanças públicas nas administrações estadual e municipal. A formação inicial da equipe reúne profissionais das áreas jurídica, de planejamento e financeira. Segundo Braide, o grupo terá a missão de reunir informações sobre a situação do Maranhão e preparar o início da próxima gestão estadual. Os dados levantados devem orientar a preparação do governo e as primeiras ações do novo mandato. O anúncio foi feito pelas redes sociais e não informou o cronograma dos trabalhos. Braide também não revelou quando apresentará novos integrantes da equipe de transição.

