Pesquisas apontam dificuldade na reeleição de Eliziane Gama

MARANHÃO, 24 de agosto de 2026 — A senadora Eliziane Gama (PT) enfrenta dificuldades para buscar a reeleição ao Senado pelo Maranhão em 2026. A menos de dois meses da votação, pesquisas mostram a parlamentar fora das duas primeiras posições, em uma disputa por duas vagas. Na IPSensus, Roseana Sarney (MDB) lidera a soma dos dois votos, com 24,82%. André Fufuca (PP) tem 19,17%, Lahesio Bonfim (Novo), 19,10%, e Weverton, 16,24%. Eliziane aparece depois, com 11,76%, distante dos primeiros colocados. O IPPI também coloca Roseana na frente. Weverton tem 23,5% e está em empate técnico com André Fufuca e Lahesio Bonfim. Eliziane registra 17,3%. O instituto ouviu 1.500 eleitores de 6 a 10 de agosto, com margem de erro de 2,5 pontos. No Véritas, Roseana marca 21,1%, seguida por Weverton, com 15,2%. Lahesio tem 9,7%, Fufuca, 7,2%, e Eliziane, 5,3%. O levantamento ouviu 1.000 pessoas entre 8 e 11 de agosto, tem margem de erro de 2,09 pontos e 95% de confiança. Eliziane, eleita em 2018 com mais de 1,5 milhão de votos, deixou o PSD e entrou no PT neste ano.
Maranhão soma dezenas de denúncias de propaganda irregular

MARANHÃO, 24 de agosto de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 72 denúncias de propaganda eleitoral irregular no Maranhão entre o início da campanha e sábado, 23 de agosto. Os registros foram feitos pelo aplicativo Pardal, canal oficial usado por eleitores para encaminhar ocorrências à Justiça Eleitoral. A maior parte das denúncias envolve propaganda irregular em vias públicas. Depois aparecem casos relacionados à internet e a adesivos em veículos. Entre os cargos citados, candidatos a deputado estadual lideram as ocorrências, seguidos por Senado, governo do Estado e Câmara dos Deputados. Nenhum candidato à Presidência da República apareceu nas denúncias registradas no período. Além disso, o sistema contabilizou dois casos relacionados a partido, coligação ou federação. Na eleição de 2022, o Pardal recebeu 1.345 denúncias em 90 dos 217 municípios maranhenses. O Pardal é gratuito e permite o envio de fotos, áudios e outros materiais sobre possíveis irregularidades. Depois do registro, o sistema classifica inicialmente a denúncia e gera um número de protocolo. Então, a Justiça Eleitoral analisa o caso e pode abrir procedimento para investigação. Quando a ocorrência não pertence ao campo de atuação do Pardal, o sistema indica outros canais. Casos de desinformação podem seguir para o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral recebe, inclusive, denúncias sobre crimes eleitorais e outros ilícitos ligados à disputa.
Instagram é a rede preferida de candidatos a deputado federal

BRASIL, 24 de agosto de 2026 — O Instagram é a rede social mais usada por candidatos a deputado federal nesta eleição. A plataforma visual superou Facebook e TikTok entre os postulantes. Os dados constam dos registros enviados ao Tribunal Superior Eleitoral. A campanha começou em meados de agosto. Logo atrás vêm Facebook e TikTok. YouTube, X e aplicativos de mensagem também aparecem. Entre os partidos, o PL tem a maior soma de seguidores no país. PSD, MDB e Podemos vêm na sequência. As siglas tradicionais da esquerda ficam em posições intermediárias. O engajamento muda conforme a região. O Sudeste concentra os maiores números de seguidores. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram. No Nordeste, Ceará e Pernambuco se destacam pelo volume de audiência. A Justiça Eleitoral lembra que a propaganda na internet é livre. Porém, impulsionamentos irregulares são proibidos. Todo conteúdo gerado ou manipulado por inteligência artificial precisa ter identificação clara e destacada.
STF mantém caso de desembargadora do MA investigada no STJ

BRASÍLIA, 24 de agosto de 2026 — A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou no dia 14 o habeas corpus apresentado pela defesa da desembargadora licenciada Nelma Sarney. O pedido tentava levar ao STF a investigação sobre suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão. A defesa apresentou o pedido no dia 4 e solicitou uma medida liminar. Nelma queria afastar o caso da responsabilidade do ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão de Cármen Lúcia foi publicada neste domingo (23), segundo informações divulgadas pelo blog de Isaías Rocha. Nelma citou uma decisão que suspendeu investigações relacionadas ao ex-deputado Edilázio Júnior e enviou o caso dele ao STF para análise de competência. A desembargadora alegou existir conexão entre os processos que envolvem ela e o genro. Por isso, pediu que seu processo também fosse adiado. Cármen Lúcia, no entanto, entendeu que Nelma possui foro por prerrogativa de função no STJ por ser desembargadora licenciada. Segundo a ministra, cabe ao tribunal processar e julgar a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Daí, ela negou seguimento ao habeas corpus e considerou prejudicado o pedido de liminar. A decisão também atinge uma discussão que envolve o governador Carlos Brandão. Ele apresentou uma ADPF para tentar suspender investigações supervisionadas pelo ministro Flávio Dino. Dias Toffoli negou seguimento à ação. A decisão sobre Nelma acaba reforçando a tese de que autoridades com foro devem responder no tribunal competente.
Mais da metade dos brasileiros votaria mesmo sem obrigação

BRASIL, 24 de agosto de 2026 — A maioria dos brasileiros votaria mesmo se não fosse obrigado. É o que mostra pesquisa Datafolha divulgada no domingo (23). Dos entrevistados, 56% disseram que iriam às urnas nas eleições deste ano mesmo com voto facultativo. Por outro lado, 43% afirmaram que não votariam. Apenas 1% não soube responder. A disposição para votar muda conforme o perfil do eleitor. Entre os homens, 59% votariam sem obrigação. Entre as mulheres, o índice é de 53%. A idade também faz diferença: 61% dos eleitores com 60 anos ou mais iriam votar. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, esse número cai para 48%. Além disso, escolaridade e renda influenciam a resposta. Entre os mais instruídos, 69% votariam mesmo sem ser obrigados. Entre os menos instruídos, o percentual é de 49%. A renda mostra a maior diferença: 75% dos que ganham mais de cinco salários mínimos votariam. Entre os que recebem até dois salários mínimos, o índice é de 49%. A pesquisa também analisou eleitores de candidatos. Entre os apoiadores de Lula (PT), 65% votariam sem obrigatoriedade. Entre os de Flávio Bolsonaro (PL), o índice é de 62%. O Datafolha ouviu 2.058 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 18 e 19 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%. Em 2015, apenas 41% diziam que votariam sem obrigação. Em agosto de 2014, o percentual era de 49%.
Aposentadoria obrigatória afasta desembargador do TJMA

MARANHÃO, 24 de agosto de 2026 — O desembargador Luiz Gonzaga Almeida Filho deixou o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) em 6 de agosto, ao completar 75 anos. A idade é o limite para permanência no serviço público. O magistrado encerrou 45 anos de atuação no Judiciário, sendo nove deles como integrante da Corte. O Órgão Especial do TJMA aprovou o processo de aposentadoria na quarta (19), durante sessão administrativa. A vaga será preenchida pelo critério de antiguidade. No entanto, a disputa ficará restrita às mulheres por causa da política de alternância de gênero adotada pelo Judiciário. As juízas Rosária de Fátima Almeida Duarte e Maria José França Ribeiro aparecem entre as principais candidatas, segundo o blog do Isaías Rocha. Rosária ingressou na magistratura maranhense em 1992. Maria José iniciou a carreira no ano seguinte. Por isso, Rosária tem maior antiguidade. As duas participaram recentemente de outra disputa por vaga no TJMA. Rosária empatou em primeiro lugar com Joseane de Jesus Corrêa Bezerra na lista feminina por merecimento. Joseane levou vantagem no desempate pelo maior tempo na magistratura e assumiu o cargo. Maria José ficou em terceiro lugar. A vaga anterior surgiu com a aposentadoria voluntária do desembargador Kleber Carvalho. Além disso, Lucimary Castelo Branco tomou posse como desembargadora pelo critério de antiguidade, na cadeira aberta após a aposentadoria de Lourival Serejo.
Um a cada 3 candidatos não declarou bens nas eleições 2026

BRASIL, 24 de agosto de 2026 — Quase 7 mil candidatos não declararam bens à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026. O dado é do TSE e foi atualizado na sexta (21). Ao todo, 20.682 pessoas pediram registro de candidatura. Desse total, 6.933 não apresentaram a relação de patrimônio. Isso representa 33,52% dos postulantes. A lei exige que todos os candidatos entreguem a lista atualizada de bens no momento do pedido. Se houver erro ou omissão, a Justiça dá três dias para correção. Quem não tem patrimônio deve declarar a ausência de bens. Além disso, 19 candidatos afirmaram ter R$ 10 ou menos em conta. A maioria disse que o valor é depósito bancário. O candidato a deputado estadual Professor Carlos de Barros (PSB-SP), por exemplo, declarou ter apenas R$ 0,01 no Banco do Brasil. Segundo a advogada Joacinara Jansen, a declaração é obrigatória. Ela explicou que a omissão não causa automaticamente a cassação do candidato. A Justiça pode investigar se encontrar irregularidades graves. As consequências dependem das provas e da gravidade do caso. O TSE afirmou que não comenta casos específicos. A Corte disse que as análises são feitas apenas nos processos judiciais.
Maranhão registra mais de R$ 1 milhão em pesquisas eleitorais

MARANHÃO, 24 de agosto de 2026 — O Maranhão registrou 36 pesquisas eleitorais em 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os contratos somam R$ 1,239 milhão. Cerca de 25% desse valor veio dos próprios institutos. Os outros 75% envolveram veículos de imprensa e empresas privadas. O Jornal Pequeno lidera o ranking de contratantes. A empresa H.M. Bogéa e Cia Ltda registrou nove pesquisas, no total de R$ 381 mil, todas realizadas pelo INOP. Em seguida aparece o Café Quente, com quatro levantamentos e R$ 260 mil pagos aos institutos Veritas e IPPI. A TV Mirante ocupa a terceira posição. O veículo contratou duas pesquisas do instituto Quaest por R$ 236,7 mil. Além disso, a Farol Pesquisa e Comunicação gastou R$ 95 mil em dois estudos feitos por IPSensus e Veritas. O Portal Imirante contratou dois levantamentos do EPO por R$ 80 mil. A Tribuna 98 aparece depois, com duas pesquisas que custaram R$ 77,8 mil. O jornal O Imparcial, por meio da empresa Pacotilha, registrou um levantamento de R$ 40 mil. Maio, julho e agosto tiveram oito pesquisas cada. Portanto, os três meses concentraram 24 estudos. O Maranhão tem duas empresas de comunicação entre as 20 maiores do Brasil em gastos com pesquisas eleitorais em 2026, cujo levantamento foi feito pelo blog do Isaias Rocha com dados públicos do PesqEle.